domingo, 26 de setembro de 2021

O joio e o trigo



A Parábola do Joio e do Trigo fala sobre a existência do mal no meio do bem e a definitiva separação entre eles. A Parábola do Joio e do Trigo está registrada no Evangelho de Mateus, bem como sua explicação (Mateus 13:24-30; 36-43). Neste estudo bíblico iremos meditar no significado dessa importante parábola de Jesus.

Resumo da Parábola do Joio e do Trigo

Na Parábola do Joio e do Trigo Jesus comparou o Reino dos céus a lavoura de um homem. Este homem semeou boa semente de trigo em seu campo. Mas durante o seu período de descanso, veio um adversário e semeou joio no meio do trigo. Passando o tempo, o trigo cresceu e frutificou, mas junto dele também apareceu o joio.

Ao constatarem que havia joio entre o trigo, os servos do dono do campo lhe interrogaram sobre o porquê da presença de joio na plantação se na verdade apenas o trigo havia sido semeado por ele. O agricultor respondeu aos seus servos que um inimigo havia feito aquilo.

Prontamente seus servos se disponibilizaram a arrancar o joio do meio da plantação de trigo. Mas o dono do campo impediu que eles fizessem isto. Segundo ele, ao arrancar o joio, seus servos poderiam também acabar arrancando o trigo. Então ele ordenou que deixassem crescer o joio e do trigo juntos até o dia da ceifa. Neste dia, porém, os ceifeiros teriam ordens para colher primeiro o joio e separá-lo para queimar, enquanto o trigo seria guardado em seu celeiro (Mateus 13:24-30).

Contexto da Parábola do Joio e do Trigo

Jesus pronunciou a Parábola do Joio e do Trigo num determinado dia em que saiu de uma casa e se assentou à beira do Mar da Galileia. Naquele dia uma grande multidão se reuniu perto dele. Então Ele subiu num barco enquanto a multidão ficou em pé na praia escutando seus ensinamentos.

Naquele mesmo dia, Jesus pronunciou uma série de pelo menos sete parábolas sobre o Reino dos céus. Primeiro Ele contou quatro parábolas diante de toda multidão. Foram elas: O Semeador, O Joio e do Trigo, O Grão de Mostarda e o Fermento (Mateus 13:1-36). Já as três últimas parábolas foram contadas exclusivamente aos seus discípulos. Foram elas: O Tesouro EscondidoA Pérola de Grande Valor e a Rede. (Mateus 13:36-53).

Provavelmente a Parábola do Joio e do Trigo foi contada na sequência da Parábola do Semeador. Ambas as parábolas possuem certas semelhanças. Elas utilizam o pano de fundo da agricultura, e igualmente falam de um semeador, uma lavoura, e sementes sendo plantadas.

Mas ao mesmo tempo elas também possuem diferenças significativas. Na Parábola do Semeador só há um tipo de semente sendo semeada, a boa semente. Por isto a mensagem da parábola enfatiza a forma com que essa boa semente é recebida pelos diferentes tipos de solo. Além disto, o maligno aparece como aquele que arranca a semente semeada em determinado tipo de solo.

Já na Parábola do Joio e do Trigo há dois tipos de sementes, a boa e a ruim. Então a ênfase é posta no semeador, sobretudo na forma com que ele trata a realidade de haver semente ruim plantada junto de semente boa. Por último, o inimigo aparece como sendo o responsável em plantar a semente ruim. Existem muitas passagens bíblicas que aplicam metáforas da agricultura, pois isto consistia em algum muito presente na vida daquela época.

Explicação da Parábola do Joio e do Trigo

O próprio Jesus explicou a Parábola do Joio e do Trigo aos seus discípulos. Eles não tinham entendido esta parábola, e depois de Jesus ter despedido a multidão, eles lhe pediram explicação.

Jesus explicou a parábola dizendo que o homem que semeia a boa semente é o Filho do homem, ou seja, Ele próprio. Vale saber que o título “Filho do homem” é a autodesignação mais utilizada por Jesus. Este é um título muito significativo que aponta tanto para sua plena humanidade quanto para sua plena divindade.

O campo, na parábola, serve como representação do mundo. A boa semente de trigo representa os filhos do Reino, enquanto que o joio representa os filhos do maligno. Consequentemente, o inimigo que semeou o joio é o diabo. Por último, a ceifa representa a consumação dos séculos, e os ceifeiros, aos anjos.

Os anjos ao serviço do Senhor no dia final, como ceifeiros, tirarão do Reino todo joio, ou seja, tudo o que foi semeado pelo diabo, isto é, os ímpios, aqueles que praticam o mal e são motivos de tropeço. Eles serão lançados na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Por outro lado, a boa semente, isto é, os justos, brilharão como sol no Reino de Deus (Mateus 13:36-43).

A diferença entre o Joio e o Trigo

O objetivo de Jesus em expressar a ideias de semelhança e contraste é perfeitamente alcançado no uso das duas sementes. O joio da qual Jesus fala nesta parábola, trata-se de uma erva terrível chamada tecnicamente de Lolium Temulentum. Esta erva é uma praga relativamente comum em muitas lavouras de trigo.

Em seus primeiros estágios, enquanto ainda está em folhas, ela se assemelha muitíssimo ao trigo, tornando inviável arrancá-la do meio do trigo. Mas as semelhanças param por aqui. O joio pode ser hospedeiro de um fungo que produz toxinas venenosas que podem causar efeitos gravíssimos se consumido por animais e humanos.

Portanto, enquanto o trigo é base dos mais variados alimentos, o joio é uma erva daninha. Mas ao amadurecer, quando as espigas são formadas, as semelhanças entre essas duas sementes acabam. No dia da colheita, nenhum ceifeiro comete o erro de colher joio em lugar do trigo.

O significado da Parábola do Joio e do Trigo

A Parábola do Joio e do Trigo fala do caráter heterogêneo atual do Reino, mas também ressalta sua consumação futura em plena pureza e esplendor. Assim como em uma lavoura que enquanto as plantas crescem ervas indesejadas também crescem junto, assim também ocorre no Reino. Mas no final, tanto a lavoura quanto o Reino, são submetidos a uma rigorosa limpeza. Isto ocorre no dia da ceifa. Neste dia os ceifeiros separam o resultado da boa semente da praga que cresceu no meio dela.

Então o significado da Parábola do Joio e do Trigo aponta para a realidade da existência do mal entre o bem no Reino. Em determinados estágios, o mal se alastra de uma forma tão sorrateira, que é praticamente impossível diferenciá-lo.

Mas o significado desta parábola também revela a verdade de que no final o Filho do homem cuidará, através de seus anjos, de separar os bons dos maus. Nesse dia os ímpios serão tirados do meio dos redimidos. Os filhos do maligno serão perfeitamente distinguidos dos filhos de Deus e serão lançados no lugar de tormento.

Mas os fiéis entrarão na bem-aventurança eterna. Eles estarão para todo sempre ao lado do Senhor. Eles não brotaram como uma erva daninha no campo, mas foram plantados pelas mãos do grande Semeador. Eles são frutos da boa semente, e a boa semente jamais resultará em praga. Apesar de muitas vezes terem que dividir a lavoura com o joio, o celeiro daquele que os plantou está reservado exclusivamente para recebê-los.

Lições da Parábola do Joio e do Trigo

Jesus conclui esta parábola com as conhecidas palavras: “Aquele que tem ouvidos, então ouça” (Mateus 13:43). Certamente a Parábola do Joio e do Trigo, através de seu significado central, nos ensina valiosas lições e devemos estar atentos a ouvi-las.

A necessidade da paciência diante do joio

A principal lição que devemos tomar da Parábola do Joio e do Trigo diz respeito à paciência. A ordem para deixar que o joio cresça no meio trigo fala exatamente disto. Mas ao contrário do que alguns pesam, esta não é uma ordem para que o pecado seja tolerado no meio da Igreja.

Sobre isto, W. Hendriksen ressalta que o ensino de Jesus neste ponto é que simplesmente seus servos devem estar dispostos a esperar pacientemente pela decisão do Filho do homem no dia da ceifa.

O joio está misturado no meio do trigo

Satanás se empenha em falsificar a mensagem do Evangelho, de modo que seus representantes se misturam no meio do verdadeiro povo de Deus. É interessante notar que o joio não foi semeado numa lavoura vizinha de onde o trigo foi semeado. O joio semeado pelo maligno está no meio da igreja visível.

Eles se misturam e se tornam muitas vezes imperceptíveis, e buscam entrelaçar suas raízes com o intuito de fazer com que os verdadeiros crentes tropecem em seus enganos. Portanto, aqueles que professam o falso evangelho se parecem com trigo, mas na realidade são ervas daninhas. Eles jamais poderão ser genuínos embaixadores do Reino, pois são agentes de Satanás.

O joio será definitivamente separado do trigo

Por mais que o joio cresça no meio do trigo, esta aparente união não será definitiva. Como foi dito, o joio cresce na mesma lavoura do trigo, sobre a mesma terra. Ele recebe os mesmos nutrientes, o mesmo adubo e é regado pela mesma água. Mas um carrega em si a vida, enquanto outro carrega em si a morte. Por ocasião do juízo, os filhos de Deus e os filhos do diabo serão permanentemente separados.

No dia do juízo final toda impureza será arrancada do Reino. Tudo aquilo que afronta e transgride a Lei de Deus será removido. A verdadeira Igreja estará finalmente reunida em todo esplendor com Aquele que a plantou e que lhe foi sua Pedra Angular. Então os redimidos viverão por toda a eternidade no universo transformado, não mais sujeito aos efeitos do pecado. Mas é importante que jamais nos esqueçamos: esta separação ocorrerá somente no dia da ceifa, não antes disto

sábado, 25 de setembro de 2021

Deus faz aliança com Abrão

 


O Senhor havia explicado anteriormente a Abrão o convênio que estabeleceria entre eles (ver Gênesis 12Abraão 2), assegurando que Abrão receberia as bênçãos prometidas (ver Gênesis 15). Em Gênesis 17, lemos a respeito de outras promessas e responsabilidades que o Senhor revelou referentes ao convênio abraâmico. Como parte do convênio, o Senhor mudou o nome de Abrão para Abraão, e o nome de Sarai para Sara. A circuncisão se tornou um sinal (lembrete) do convênio realizado entre Deus e Abraão. O Senhor também prometeu a Abraão e a Sara que teriam um filho na sua velhice, a quem dariam o nome de Isaque.

O Senhor faz convênios com Abraão

Antes do início da aula, escreva as seguintes perguntas no quadro:

O que vocês querem fazer quando forem adultos?

O que vocês querem ser quando forem adultos?

Ao iniciar a aula, peça aos alunos que troquem ideias com um colega sobre a diferença entre as duas perguntas que estão no quadro. Quando terminarem, peça a alguns alunos que compartilhem seus pensamentos com a classe.

Peça a um aluno que leia Gênesis 17:1 em voz alta. Peça à classe que acompanhe a leitura e procure o que o Senhor queria que Abrão fizesse e fosse. Peça aos alunos que relatem o que encontrarem.

  • O que vocês acham que significa “andar na presença” do Senhor?

  • O que vocês acham que significa ser perfeito? (Você pode ter que explicar que o mandamento de ser perfeito se refere a tornar-se semelhante ao Pai Celestial. Esse é um processo contínuo que se estende para além desta vida e só pode ser realizado graças ao poder da Expiação de Jesus Cristo, por meio de um esforço diligente em viver Seu evangelho.)

Peça a um aluno que leia Gênesis 17:2 em voz alta. Peça à classe que acompanhe a leitura e identifique o que o Senhor planejava fazer com Abrão. Peça aos alunos que relatem o que encontrarem. Você pode sugerir que os alunos marquem a frase “porei a minha aliança entre mim e ti”.

Peça aos alunos que abram o caderno ou diário de estudo das escrituras na página com a tabela que mostra as responsabilidades e as bênçãos do convênio abraâmico. (Eles criaram essa tabela quando estudaram Abraão 2 e Gênesis 12 na lição 20.) Peça aos alunos que usem a lista que criaram para analisar as responsabilidades que Abrão tinha como parte do convênio. Você pode pedir aos alunos que acrescentem os mandamentos encontrados em Gênesis 17:1 (andar na presença do Senhor e ser perfeito) à sua lista de responsabilidades do convênio. Peça aos alunos que abram no verbete “Convênio Abraâmico” do Guia para Estudo das Escrituras.

Explique-lhes que, como parte do estabelecimento de Seu convênio com Abrão, o Senhor fez algo para lembrar Abrão das bênçãos prometidas. Peça a um aluno que leia Gênesis 17:3–5 em voz alta. Peça à classe que acompanhe a leitura e identifique o que o Senhor fez.

  • De acordo com o versículo 5, o que o Senhor fez como lembrete do convênio?

Explique-lhes que em hebraico o nome Abrão significa “pai exaltado” e Abraão significa “pai de uma multidão” (ver Bible Dictionary na Bíblia SUD em inglês, “Abraham”). Os dois nomes representavam o que era possível que Abraão se tornasse graças ao convênio: um ser exaltado, como Deus. Você pode sugerir que os alunos anotem o significado desses nomes na margem das escrituras.

Peça a um aluno que leia Gênesis 17:6 em voz alta. Peça à classe que acompanhe a leitura e identifique as promessas que o Senhor confirmou sobre Abraão que correspondem a esse novo nome. Peça que eles compartilhem o que encontraram.

Peça aos alunos que analisem as bênçãos do convênio abraâmico que relacionaram na tabela do caderno ou diário de estudo das escrituras.

  • Ao olharem para a tabela e refletirem sobre as promessas feitas a Abraão, para o que vocês acham que o Senhor o estava preparando para ele se tornar? (Por meio desse convênio, o Senhor estava preparando Abraão para tornar-se semelhante a Deus, um pai exaltado com uma posteridade incontável.)

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Para salientar ainda mais que o Senhor cumpriu o convênio que fez com Abraão e Sara, você pode mostrar o vídeo “Abraão” (00:58). Esse vídeo pode ser encontrado nos DVDs de Recursos Visuais do Velho Testamento e no site LDS.org.

Peça a um aluno que leia Gênesis 17:7 em voz alta. Peça à classe que acompanhe a leitura e identifique com quem mais o Senhor estava disposto a estabelecer o convênio abraâmico.

  • De acordo com o versículo 7, com quem mais o Senhor disse que estabeleceria o convênio abraâmico? (A semente ou posteridade de Abraão.)

Você pode explicar que, devido à dispersão de Israel, a maioria das pessoas do mundo provavelmente faz parte da semente de Abraão. No entanto, para ajudar os alunos a entender o que é exigido para receber as bênçãos do convênio abraâmico, quer a pessoa seja ou não seja um descendente literal de Abraão, peça a um aluno que leia o seguinte trecho de Sempre Fiéis:

“A fim de ser contada com a semente de Abraão, a pessoa deve obedecer às leis e ordenanças do evangelho. Dessa forma, a pessoa pode receber todas as bênçãos do convênio abraâmico, mesmo não sendo descendente literal de Abraão” (Sempre Fiéis: Tópicos do Evangelho, 2004, p. 47).

Explique-lhes que isso significa que podemos receber as mesmas bênçãos espirituais que o Senhor ofereceu a Abraão.

  • O que temos de fazer para receber as mesmas bênçãos prometidas a Abraão? (Também temos que fazer convênio com o Senhor e assumir as mesmas responsabilidades que Abraão tomou sobre si. Isso começa pelo batismo e inclui cada uma das ordenanças de salvação proporcionadas pelo evangelho.)

Escreva o seguinte no quadro: À medida que nós , tornamo-nos herdeiros das responsabilidades e bênçãos de Abraão. Peça aos alunos que completem o princípio. Segue-se uma maneira pela qual os alunos podem expressar esse princípio: À medida que nós guardamos os convênios que fizemos com o Senhor, tornamo-nos herdeiros das responsabilidades e bênçãos de Abraão.

Para ajudar os alunos a entender melhor esse princípio e como podem receber as promessas concedidas a Abraão, peça a um aluno que leia em voz alta as seguintes explicações proféticas. (Você pode fornecer uma cópia para cada aluno.)

Nelson, Russell M.

O Élder Russell M. Nelson, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “As bênçãos mais sublimes do convênio abraâmico são conferidas nos templos sagrados. Elas permitem-nos surgir na Primeira Ressurreição e herdar tronos, reinos, principados, poderes e domínios para nossa ‘exaltação e glória em todas as coisas’ (D&C 132:19)” (“Testemunhas Especiais de Cristo”A Liahona, abril de 2001, p. 2).

McConkie, Bruce R.

O Élder Bruce R. McConkie, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “Quando se casa no templo para esta vida e para toda eternidade, cada membro digno da Igreja faz individualmente o mesmo convênio que o Senhor fez com Abraão. Essa é a ocasião em que são feitas as promessas de descendência eterna e em que se especifica que aqueles que guardarem os convênios feitos ali serão herdeiros de todas as bênçãos de Abraão, Isaque e Jacó” (A New Witness for the Articles of Faith [Uma Nova Testemunha para as Regras de Fé], 1985, p. 508).

  • Que bênçãos herdamos quando fazemos e guardamos esses sagrados convênios do templo? (Você pode dar um tempo aos alunos para que ponderem as bênçãos que alistaram no caderno ou no diário de estudo das escrituras.)

Explique-lhes que o fato de fazermos e guardarmos esse convênio de exaltação também pode abençoar nossa posteridade. Peça a um aluno que leia Gênesis 17:7–8 em voz alta. Peça à classe que acompanhe a leitura e identifique o que o Senhor prometeu fazer por Abraão e sua posteridade. Incentive-os a acrescentar à tabela todas as novas promessas que encontrarem.

  • O que o Senhor prometeu fazer, por convênio, pela semente de Abraão?

  • O que vocês acham que significa dizer que o Senhor será um Deus para a posteridade de Abraão?

Testifique que, ao longo de toda a história do Velho Testamento, fica claro que o Senhor estendeu Seu braço de misericórdia para a semente de Abraão. Mesmo quando se afastaram da verdade, o Senhor fez tudo o que pôde para trazê-los de volta, honrando o convênio que fizera com Abraão.

  • De que maneiras sua decisão de fazer convênios com o Senhor abençoa seus futuros filhos?

  • De que maneiras vocês veem a vida dos filhos ser afetada pelo fato de os pais fazerem e cumprirem convênios? (Você pode compartilhar sua própria experiência pessoal ou um exemplo.)

Aponte para as perguntas anotadas no quadro no início da aula e pergunte:

  • O que o Senhor quer que vocês, como semente de Abraão, façam?

  • O que Ele quer que vocês sejam?

Incentive os alunos a guardar os convênios que fizeram no batismo e a ansiar em fazer e guardar os outros convênios que só podem ser realizados no templo.

Gênesis 17:9–14

A circuncisão é um sinal do convênio abraâmico

Resuma Gênesis 17:9–14 e explique que, como sinal ou lembrete do convênio que Deus fez com Abraão, Ele ordenou que Abraão e todos os membros do sexo masculino de sua família fossem circuncidados. Esse símbolo seria um lembrete das responsabilidades e bênçãos do convênio abraâmico, que inclui a promessa de descendência eterna, dedicação a Deus e separação do pecado e do mundo (ver Guia para Estudo das Escrituras, “Circuncisão”). A Tradução de Joseph Smith nos ajuda a entender que o povo da época de Abraão tinha se desviado das ordenanças de Deus e se afastado da devida realização do batismo, chegando até a realizar uma forma de batismo de crianças. A circuncisão de uma criança do sexo masculino aos oito dias de idade era um lembrete para os pais de que as crianças precisavam ser batizadas quando fossem responsáveis, aos oito anos de idade [ver Tradução de Joseph Smith, Gênesis 17:3–7, 11–12 (no Guia para Estudo das Escrituras); ver também Gênesis 17:12]. A circuncisão, como sinal do convênio abraâmico, deixou de ser obrigatória depois do ministério mortal de Jesus Cristo (ver Morôni 8:8).

Gênesis 17:15–27

O Senhor prometeu a Abraão que Sara teria um filho e que ele deveria chamar-se Isaque

Peça aos alunos que ergam a mão se já receberam resposta a uma oração de modo diferente do que esperavam.

Lembre os alunos de que Abraão havia desejado filhos e orado por eles. Como sua mulher, Sarai, não podia ter filhos, ela deu sua serva Agar a Abraão para que fosse também esposa dele e lhe gerasse filhos. Agar teve um filho chamado Ismael. (Ver Gênesis 16.)

Explique-lhes que Abraão pode ter considerado que Ismael fosse a resposta a suas orações pedindo filhos, mas o Senhor planejava cumprir Seu convênio com Abraão de outra maneira. Peça a alguns alunos que se revezem na leitura de Gênesis 17:15–22 em voz alta. Peça à classe que acompanhe a leitura e identifique como o Senhor cumpriu Seu convênio com Abraão.

  • Observem como o Senhor mudou o nome de Sarai para Sara como parte do convênio. O que o novo nome dela significava? (Ver Gênesis 17:15, nota de rodapé a na Bíblia SUD em inglês, que diz que o nome significa “princesa”.) O que o Senhor revelou que aconteceria a Sara?

  • Qual foi a reação de Abraão? [Você pode ter que explicar que riu-se significa “regozijou-se” (ver Gênesis 17:17, nota de rodapé a na Bíblia SUD em inglês).]

  • De que modo essa revelação pode ter sido uma surpresa para Abraão?

  • Por meio da linhagem de quem o Senhor revelou que o convênio seria continuado?

  • Que princípio podemos aprender com o que aconteceu com Abraão e Sara no tocante a como o Senhor vai cumprir Suas promessas? (Os alunos podem usar palavras diferentes, mas devem identificar o seguinte princípio: Deus cumprirá Suas promessas, embora talvez não seja da maneira e no momento que esperávamos. Talvez você queira escrever esse princípio no quadro.)

Para ajudar os alunos a entender e a sentir a veracidade e a importância desse princípio, peça-lhes que pensem em experiências que tiveram nas quais o Senhor cumpriu uma promessa que lhes fez ou respondeu a uma oração de um modo diferente do que eles esperavam. Depois que os alunos tiverem tempo para refletir, convide alguns deles a compartilhar as experiências com a classe. Você pode também contar uma experiência.

  • De que modo experiências como essas podem influenciar nossa confiança no Senhor?

Para encerrar a aula, peça aos alunos que recapitulem os elementos do convênio abraâmico e compartilhem seus sentimentos a respeito dele e de suas bênçãos. Você pode também compartilhar seus sentimentos. Incentive os alunos a escolher uma coisa que podem fazer para viver mais plenamente de acordo com os convênios que fizeram com Deus a fim de receber Suas bênçãos prometidas.

Comentários e Informações Históricas

Gênesis 17:1. “Sê perfeito”

Jeová (Jesus Cristo) ordenou que Abraão fosse perfeito (ver Gênesis 17:1). Durante Seu ministério mortal, Jesus Cristo voltou a dar esse mandamento, dizendo: “Sede vós pois perfeitos” (Mateus 5:48). Para Abraão tornar-se perfeito, ele teria que se tornar semelhante a Deus. A revelação moderna confirma que Abraão por fim recebeu a plenitude das bênçãos de Deus e “entrou para sua exaltação e assenta-se em seu trono” (D&C 132:29). O filho de Abraão, Isaque, e seu neto, Jacó, também receberam a plenitude das bênçãos do Pai Celestial e “assentam-se em tronos e não são anjos, mas são deuses” (D&C 132:37). Para mais informações sobre o que significa tornar-se semelhante a Deus, entre em Gospel Topics no site LDS.org e pesquise “Becoming Like God”, “Eternal Life” ou “Exaltation”.

O Presidente Lorenzo Snow ensinou como podemos obedecer ao mandamento de tornar-nos perfeitos:

“Aprendemos que o Senhor preparou Abraão e fez-lhe promessas grandiosas e que, para que ele se preparasse para seu cumprimento, foi-lhe imposta uma condição: que ele [Abraão] se tornasse perfeito à vista do Senhor. O Salvador pediu o mesmo de Seus Discípulos, que se tornassem perfeitos assim como Ele e o Pai Celestial. É da minha opinião que esse assunto diz respeito aos santos dos últimos dias, e quero dizer algumas palavras, à guisa de sugestão, para reflexão daqueles a quem isso se refere. (…)

O Senhor (…) não impôs condições impossíveis, mas, por outro lado, colocou ao alcance dos santos os meios pelos quais podem atender a Seu santo mandamento. Quando o Senhor pediu isso a Abraão, deu-lhe os meios pelos quais poderia qualificar-se para obedecer à lei e atender plenamente a essa condição. Ele contava com o privilégio de ter o Espírito Santo; sabemos que o evangelho foi pregado a Abraão e, por meio do evangelho, ele conseguiu obter o auxílio divino que lhe possibilitaria compreender as coisas de Deus, que de outra forma não se podem compreender. Sem esse auxílio divino, ninguém pode chegar a ser perfeito aos olhos do Senhor. (…)

É preciso tempo, é preciso muita paciência e disciplina mental e emocional para obedecer a esse mandamento. E, ainda que falhemos em nossas primeiras tentativas, não devemos desanimar nem dissuadir os santos dos últimos dias de aplicarem-se com determinação a atender a essa importante condição. (…)

É nos momentos difíceis que devemos lançar mão do grande privilégio de clamar ao Senhor pedindo forças, entendimento, inteligência e graça para vencer as fraquezas da carne contra as quais estamos constantemente em guerra” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Lorenzo Snow, 2012, pp. 97–99).

“Não esperem tornarem-se perfeitos de repente. Se é isso o que esperam, ficarão decepcionados. Sejam um pouco melhores hoje do que foram ontem, e sejam melhores amanhã do que foram hoje. Não permitamos que tentações que, talvez, até certo ponto, nos vençam hoje, nos vençam no mesmo ponto amanhã. Assim, sejam sempre um pouco melhores a cada dia” (Ensinamentos: Lorenzo Snow, pp. 105–106).

Gênesis 17:7. “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti”

O Élder Russell M. Nelson, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou como entramos no mesmo convênio de Abraão e como esse convênio pode abençoar nossos filhos:

“No batismo, fazemos o convênio de servir ao Senhor e guardar Seus mandamentos. Quando partilhamos o sacramento, renovamos esses convênios. Podemos receber os convênios do sacerdócio e as supremas bênçãos da investidura, da doutrina e dos convênios que somente podem ser recebidos no santo templo.

O novo e eterno convênio do evangelho permite que nos qualifiquemos para o casamento no templo e sejamos abençoados para ‘[surgir] na primeira ressurreição’ e ‘[herdar] tronos, reinos, principados e poderes, domínios (…) para [nossa] exaltação e glória em todas as coisas’ (D&C 132:19).

Os filhos daqueles que se casaram dessa maneira são herdeiros naturais das bênçãos do sacerdócio. Eles nascem sob convênio. Portanto, ‘nenhum rito de adoção ou selamento é necessário para assegurar-lhes um lugar entre os da posteridade da promessa’ (James E. Talmage, Regras de Fé, 1977, p. 446).

As recompensas da obediência aos mandamentos estão quase além da compreensão mortal. Neste mundo, os filhos do convênio tornam-se uma linhagem de almas resistentes ao pecado. No mundo vindouro, (…) outros filhos do convênio e ‘cada geração estabelecerá um elo com a precedente (…) na família divina de Deus’ (Joseph Fielding Smith, Conference Report, outubro de 1950, pp. 13–14). Grande consolo advém do fato de sabermos que nossos entes queridos estão seguramente unidos a nós por meio de convênios” (“Filhos do Convênio”A Liahona, julho de 1995, p. 33).