terça-feira, 17 de março de 2020

O aumento das guerras e do terrorismo

A história da humanidade sempre foi marcada por guerras sangrentas. Desde a antiguidade, passando pela idade média, e chegando a nossa idade contemporânea, muitos perderam a vida guerreando ou sendo apenas vítimas de guerra. Nunca o ser humano guerreou tanto como nos séculos XX e XXI. Somente no século XX, cerca de 191 milhões de pessoas morreram em combates ao redor do mundo. Apenas para ilustrar a evidência desse sinal, citarei algumas das guerras ocorridas nos últimos 100 anos:
  • Guerra russo-japonesa (1904-1905)
  • Terceira Guerra centro-americana (1906)
  • Quarta Guerra centro-americana (1907)
  • Guerra Itália-Turquia (1911-1912)
  • Guerra da independência do Tibete (1911-1912)
  • Guerra do Paraguai (1911-1912)
  • Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
  • Guerra Turquia-França (1919-1921)
  • Guerra Turquia-Grécia (1919-1922)
  • Guerra Japão-China (1931-1933)
  • Guerra do Chaco (1932-1935)
  • Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
  • Guerra do Sinai entre Israel-Egito (1956)
  • Guerra Hungria-União Soviética (1956)
  • Guerra Índia-China (1962)
  • Guerra da Cashemira entre Índia e Paquistão (1965)
  • Guerra Israel-Egito (1969-1970)
  • Guerra do Vietnã (1965-1975)
  • Guerra Honduras-El Salvador (1969)
  • Guerra das Malvinas (1982)
  • Guerra do Golfo (1990-1991)
  • Bósnia e Herzegovina (1992-1995)
  • Guerra Eritréia-Etiópia (1998-2000)
  • Guerra do Iraque (2003)
A lista realmente é grande e nos impressiona. Jesus nos disse que esse sinal aconteceria antes de seu retorno, mas ainda não seria o evento definitivo para sua segunda vinda.
  • Mateus 24:7-8
    "Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores [de parto e de uma angústia intolerável]."
  • Lucas 21:11
    "E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências (pragas: doenças epidêmicas malignas e contagiosas que são mortíferas e devastadoras); haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu."
O termo  "nação contra nação, reino contra reino" usado aqui pelo Senhor Jesus, foi o mesmo termo usado em 2 Crônicas 15:1-7 e Isaías 19:1-2.
A história da humanidade sempre foi marcada pelas guerras. Porém , o século XX foi, sem sombra de dúvida, o século onde mais houve as maiores guerras ao redor do mundo. Guerras não só em quantidade, mas também em nível de devastação. Pelos noticiários, nós ficamos sabendo apenas das guerras que são notícias em âmbito mundial. Os conflitos menores acabam nem sendo noticiados. O terrorismo é uma modalidade de guerra que voltou com toda força no século XXI.

Fome e epidemias logo antes da volta de Jesus

“Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” - Mateus 24:7-8
“E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.” - Lucas 21:11
Ao analisarmos Mateus 24:7-8 e Lucas 21:11 mais cuidadosamente, o Senhor Jesus diz que as guerras serão seguidas de fomes, de pestes, de terremotos em vários lugares. O versículo nos diz que não necessariamente as epidemias, as fomes e os terremotos acontecem por causa da guerra. Mas são vários eventos que acontecem sucessivamente e simultaneamente.
A Primeira e a Segunda Guerra Mundial foram seguidas pela fome enfrentada pela população, principalmente nos períodos de pós-guerra. O término da Primeira Guerra Mundial foi marcado pela grande epidemia de influenza (gripe espanhola) dizimando a população européia, em 1918 – estima-se que 50 a 100 milhões de pessoas morreram.
Surge a AIDS, em meados dos anos 70, cuja vacina tem sido um desafio aos cientistas até os dias de hoje. Após as guerras mais recentes, mais epidemias têm surgido no cenário mundial. É o caso do Ebola, oriundo do Zaire, na África, que surgiu nos anos 90, matando boa parte da população daquela região.
Ao mesmo tempo em que a tecnologia aumentou no século XXI, os vírus também têm evoluído tornado-se cada vez mais fortes e perigosos. Em 2002 e 2003 aparece a SARS, ou a pneumonia atípica asiática, assustando a todo o globo terrestre e matando vários chineses em Hong Kong. Todas as autoridades ao redor do mundo todo entraram em alerta total nos aeroportos e portos marítimos, na tentativa de combater a epidemia.
Em 2004, a gripe do frango assusta a Ásia, levando produções avícolas inteiras a serem sacrificadas, o que corresponde a milhões de frangos no mundo todo. Essa gripe é altamente transmissível ao ser humano e se propaga muito rapidamente. Pode levar o ser humano à morte. O vírus da gripe do frango se chama H5N1, que é uma mutação do vírus influenza, o mesmo que matou milhões no início do século XX no episódio conhecido como gripe espanhola. Hoje, estão se desenvolvendo vacinas por todo o planeta (inclusive no Brasil) para o combate a essa mutação do vírus influenza.
Curiosamente, a medicina não sabe qual é a origem dos vírus. Suas origens são incertas. Sabe-se que um vírus possui alguns genes semelhantes aos das bactérias. Os vírus e bactérias são formas de vida unicelulares, mas são formas de vida. Deus é o autor da vida. Ou seja, somente Deus pode criar, ao passo que Satanás é um anjo caído, não pode criar nada, mas pode transformar a matéria.
Satanás, ao longo da história da humanidade, fez experiências genéticas, como é o caso dos gigantes. Daniel Mastral e Isabela Mastral, em seu livro Rastros do Oculto, demonstram claramente que os gigantes são resultados de experiências genéticas de Satanás provenientes de relações sexuais entre demônios (anjos caídos) e mulheres humanas.
“Aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.” - Gênesis 6:1-4
Filhos de Deus é uma expressão hebraica cujo significado é anjo. A prova está em Jó 1:6 e Jó 2:1:
“E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.” - Jó 1:6
“E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles, apresentar-se perante o Senhor.” - Jó 2:1
Os anjos que são citados em Gênesis 6:1-4 são anjos caídos, ou demônios, que foram lançados à terra por causa da rebelião de Satanás contra Deus. São aquele um terço de anjos, lembram? Pois bem, esse fato despertou a ira de Deus contra o homem, a ponto de reduzir sua idade para 120 anos. No caso dos demônios (os filhos de Deus) já foram condenados por Deus a essa altura. Estes gigantes eram aberrações! Tinham seis dedos nas mãos e nos pés.
Com isso, vemos a capacidade do inimigo de transformar a matéria. No caso dos vírus, a mesma coisa aconteceu. Quando Adão e Eva estavam no paraíso, eles eram imortais, ou seja, nenhum vírus ou bactéria teria poder de matá-los. Os vírus e bactérias eram seres unicelulares criados por Deus para equilibrar o ecossistema – e somente isso! Acontece que, pelo pecado de Adão e Eva, o homem passou a morrer. Satanás adquire legalidade e passeia por toda a terra. Neste momento Satanás passa então a distorcer e modificar os vírus e bactérias, transformando-os em armas para se matar o ser humano.

Terremotos

O número de terremotos tem aumentado assustadoramente nos últimos 20 anos. Entre 2000 e 2010, aconteceram mais de 200.000 terremotos em toda a faixa da escala Richter, de acordo com o United States Geological Survey, dos EUA.  Gostaríamos de ressaltar o que Jesus disse em Mateus 24:7-8:
“Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores." - Mateus 24:7-8
Em Apocalipse, nos capítulos 6, 11 e 16, estão previstos os piores terremotos da história. Serão terremotos de nível mundial. Todos eles ocorrerão durante o período de Tribulação.
“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;” - Apocalipse 6:12
E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.” - Apocalipse 11:13
“E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto.” - Apocalipse 16:18
O planeta Terra é composto de placas como se fossem gomos de uma bola de futebol, representando os continentes. Grossamente comparando, cada placa se chama placa tectônica. As falhas geológicas são os locais onde as placas se encontram. Fazendo-se uma comparação, seriam como as emendas entre os gomos da bola de futebol.
As placas tectônicas estão sempre em constante movimento. Ao se movimentarem, chocam-se entre si e produzem o impacto chamado de terremoto, ou abalo sísmico. O ponto onde elas se chocam é chamado de epicentro. Porém o impacto é propagado, a partir do epicentro, de maneira circular (o mesmo efeito de se atirar uma pedra a um lago e ver as ondas do impacto da pedra na água se propagarem para mais longe em formato circular). Por onde as ondas passam, ocorrem abalos sísmicos.
Quando o terremoto acontece am alto mar, as vibrações das placas tectônicas formam os chamados tsunamis (palavra japonesa que significa onda gigante), que podem invadir a costa, provocando devastações imensas. Os tsunamis, que são conseqüências dos terremotos, também são um sinal que precede a segunda vinda de Jesus Cristo. Esse fenômeno é explicitamente citado por Jesus em Lucas 21:25-28:
“E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações, em perplexidade [sem recursos, confusas, deixadas em dúvida, sem saber o que fazer] pelo bramido do mar e das ondas. Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto [todos] os poderes do céu serão abalados. E então verão vir o Filho do Homem em uma nuvem, com poder e [Sua] grande glória [majestosa]. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.” - Lucas 21:25-28
A atual preocupação dos geólogos é que as placas tectônicas têm se movimentado de tal maneira que, em algum momento no futuro, todas resultarão em choques simultâneos, produzindo terremotos mais devastadores e de nível mundial.

segunda-feira, 2 de março de 2020

 'Maldito o Homem Que Confia no Homem?' Será?


Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!  Jeremias 17.5

Introdução: Muitas pessoas leem só a parte “a” do texto biblico, e distorce o que o profeta Jeremias diz, dando sua própria interpretação; já ouvi várias pessoas usarem essa primeira parte do versículo para pautar a traição, a falsidade de alguém para com elas. Enchem a boca para dizer “Não devemos confiar nas pessoas”. Interpretação equivocada. Basta continuar leitura que o sentido da mesma nos direciona para pessoas que confiam no homem ao ponto de colocar a sua esperança e fé nele, e ao ponto de rejeitar a Deus, colocando o homem no lugar Dele. É a esse tipo de confiança que a Bíblia se refere nesse contexto.

Depois do “faça que eu te ajudarei” e “a voz do povo é a voz de Deus”, uma das frases mais faladas no meio cristão (infelizmente) é... “Maldito o homem que confia no outro homem”. Diferente das duas primeiras que não passam de um ditado popular, a frase “maldito o homem que confia no outro homem” é bíblica e encontra-se em Jeremias 17:5a.
Se a frase é bíblica então qual seria o problema que circunda esta famosa frase?

Certamente o problema não é a frase em si, pois, ela não se trata de um jargão e nem um ditado popular, é um versículo bíblico da palavra de Deus, viva e real. O que acontece é que este versículo dever ser contextualizado em seu contexto, visto como um todo e não em partes, “Texto Sem Contexto é Pretexto Para Mentiras” Tal interpretação errônea é perigosa, pois descontextualiza e muda o sentido real da palavra.

É compreensivel que os seres humanos tenham uma tendência natural de colocar suas esperanças em outros seres humano, essa confiança é normal (quando confiamos na honestidade das pessoas, na discrição de um amigo, no conselho de um familiar, na esposa…) é totalmente saudável. Porém Deus reprova-nos quando trocamos a nossa confiança e fé Nele, pela confiança em nós mesmos e em outros homens. É o pecado do orgulho, da altivez, da auto-suficiência, da descrença em Deus. “e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR”! A segunda parte nos dá a interpretação verdadeira.

No mesmo capítulo de Jeremias 17 está escrito “Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR.” Esse é o tipo de atitude que o Senhor deseja dos seus filhos CONFIANÇA plena Nele, certo de que Deus tem o melhor para nós. Sua vontade é perfeita, boa e agradável. Se voltarmos nossos olhos para Jesus perceberemos que Ele amou as pessoas, especialmente seus discípulos. O Sr. tinha um grande relacionamento com eles, viajava e comia com eles, bem como os ensinava. Mas Ele não colocava sua confiança neles, porque conhecia a natureza humana. Isso não significa que Ele não confiava em seu relacionamento com eles; mas simplesmente Ele não se abria a eles da mesma forma que Ele confiava e se abria a seu Pai celestial. É assim que nós devemos ser. Muitas vezes as pessoas formam relacionamentos íntimos e dependem demais dos outros, em vez de buscar a Deus. Mas nós não precisa fazer isso. Mesmo que tenhamos os melhores relacionamentos, as pessoas nos desapontarão porque as pessoas não são perfeitas. É certo amar e respeitar os outros, mas lembre-se sempre de que o único que nunca falhará conosco é Deus.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020


Pastor Josias Pacheco Meirelles no monte das Oliveiras em campo grande rj. 
Mensagem Josué 3
3.1 - A localização de Sitim é incerta hoje, mas este foi o lugar onde Israel acampou por algum tempo depois de chegar às planícies de Moabe, na extremidade norte do mar Morto (Nm 22.1; 25.1). Era lá que Israel estava quando Balaão chegou com a intenção de amaldiçoar o povo (Nm 22—24) e aonde muitos israelitas foram com a intenção de procurar prostitutas dentre as mulheres moabitas (Nm 25.1-3). No dia seguinte ao que os espias retornaram de Jericó, Josué liderou o povo deste lugar até o Jordão.

3.2 - Ao fim de três dias, ou seja, após o retomo dos espias de Jericó, os oficiais passaram pelo meio do acampamento com as instruções da travessia, as quais (v. 3) eram diferentes daquelas dadas em Josué 1.11. O período de três dias mencionado anteriormente em Josué 1.11 (e em Js 2.22) iniciou quando os espias chegaram a Jericó. Após esses dois períodos de três dias, os israelitas cruzaram o Jordão no dia seguinte, isto é, no sétimo dia depois que as atividades narradas começaram (Js 3.5). Imediatamente após este intervalo de sete dias, houve a circuncisão dos homens israelitas no capítulo 5. Tal fato é seguido então por um período de sete dias de marcha ao redor de Jericó.

3.3 - O capítulo 3 enfatiza a importância da arca do concerto, mencionando-a mais de 11 vezes. Os sacerdotes eram os responsáveis por carregá-la (v. 3), de acordo com as leis dadas por Moisés (Dt 10.8; 31.9). Eles deveriam transportar a arca segurando nas barras e não podiam tocá-la (Êx 25.12,13; 37.3-5; Nm 4.4-15). A arca simbolizava a presença de Deus. Todos precisavam ter o cuidado de manter uma distância segura do objeto (Js 3.4). O capítulo faz referência à arca de inúmeras maneiras, mas usa comumente a expressão a arca do concerto. O sacerdócio era restrito aos levitas em geral, e, mais especificamente, aos descendentes de Arão (Nm 25.7-13; Dt 18.1,5). Todos os sacerdotes eram levitas, mas nem todos os levitas eram sacerdotes. Mais tarde, Zadoque, que descendia de Arão por meio de seu terceiro filho, Eleazar (1 Cr 6.1-8,50-53), destacou-se como um sacerdote proeminente. Desde essa época em diante, os descendentes de Zadoque tornaram-se os responsáveis pelo serviço e culto no templo (Ez 44.15-31).

3.4 - A palavra hebraica correspondente a contudo é enfática e pode ser traduzida como certifique-se de que. Isso destaca a ordem de manter certa distância da arca.

Dois mil côvados correspondem a aproximadamente 900 m. Para que saibais. Estas palavras mostram que os acontecimentos miraculosos são uma fonte da ênfase nos capítulos 3 e 4, e que seu valor em fazer com que as pessoas tomem conhecimento deles é importante (compare com o v. 7).

3.5 ,6 - O livro de Josué dá ênfase à ideia de santidade, por isso Josué disse ao povo: santificai-vos. O significado fundamental de santidade (hb. qadash) é separação das coisas que são impuras e comuns.

O termo maravilhas é a tradução da palavra hebraica niphlaô't, que hoje corresponde ao que chamamos de milagres. Estas poderosas ações de Deus impressionaram o povo e incitaram os israelitas a louvá-lo (SI 9.1; 96.3). No capítulo 3, Deus realiza o milagre de parar as águas do Jordão (v. 14-17).

3.7,8 - Com as palavras começarei a engrandecer-te, Deus reafirma a posição de Josué como o sucessor de Moisés (Js 1.5,9). A expressão para que saibam mostra que Deus efetuou os milagres não apenas para acarretar acontecimentos específicos, mas para revelar a si próprio ao povo.

3.9 - Aqui, Josué serve como um profeta de Deus, apesar de nunca ter sido especificamente chamado como tal, pois ele esteve perante o povo como um porta-voz do Senhor.

3.10,11 - Os eventos miraculosos que se seguem não só fazem com que os israelitas atravessem o Jordão, mas também atestam o fato de que o Deus vivo estava com eles (Js 4.24). Estas maravilhosas ações comprovam a gloriosa presença de Deus entre Seu povo; o próprio Deus trabalhando em favor dos israelitas.

O versículo 10 menciona sete grupos de pessoas. Vejamos alguns deles: o termo cananeus, algumas vezes, denota qualquer um que vivesse em Canaã, independente da identidade étnica (Gn 36.2,3; Jz 5.19). Neste caso, porém, os cananeus eram provavelmente as pessoas que viviam perto do mar (Js 5.1), que mais tarde ficariam conhecidos como os fenícios. Quanto aos ferezeus, sabemos pouco sobre eles. Ao que tudo indica, estes indivíduos habitavam as áreas florestais da Palestina central (Gn 13.7). Os amorreus eram, de certa forma, um sinônimo para cananeus em uma utilização mais ampla (Gn 15.16; Jz 1.34,35). Por vezes, o primeiro termo fez referência aos indivíduos que moravam nas cidades da área montanhosa central de Canaã (Nm 13.29; Dt 1.7), e, em outras ocasiões, aludiu aos reinos a leste do Jordão (Js 13.10,21). Neste versículo, porém, amorreus designa os habitantes da parte montanhosa central. Já os jebuseus eram os que viviam em Jerusalém (Js 15.8; 18.28).

3.12 - No texto em hebraico há a ênfase de que deveria ser apenas um indivíduo de cada tribo para compor o grupo de doze homens. Ou seja, um homem de cada tribo foi selecionado.

3.13 - Aqui, a referência à arca faz um paralelo com a expressão no versículo 11. A menção ao Senhor, o Senhor de toda a terra, utiliza tanto Seu nome como Seu título. Da mesma forma que Baal era a designação para o deus mais importante dos cananeus, o Senhor (Yahweh) é o nome pessoal de Deus. Este foi o mesmo nome que Deus revelou a Moisés na sarça flamejante (Éx 3.13-15; 6.2,3). O termo traduzido como Senhor significa Mestre e alude à condição de Deus como soberano do universo.

3.14 - Em hebraico, lê-se neste trecho a arca, o concerto.

3.15 - A afirmação parentética o Jordão transbordava é importante porque se faz compreender que um grande milagre estava envolvido nas ações. Deus não estancou meramente o rio durante um período de seca, mas, em vez disso, ele deteve as águas do Jordão quando este se encontrava na cheia.

Todos os dias da sega. Esta expressão faz referência à primeira colheita do verão. Nesta época, o rio ainda transbordava por causa do derretimento da neve e das chuvas. Os israelitas atravessaram no décimo dia do primeiro mês (Js 4.19), o que corresponde a março/abril.

3.16 - A da era uma cidade que ficava a aproximadamente 29 km ao norte de Jericó, perto de onde os rios Jordão e Jaboque convergem. O Jordão flui entre as altas falésias calcárias perto de Jericó. Algumas vezes, partes destas escarpas desmoronam dentro do rio fazendo com que as águas recuem. Deus pode ter miraculosamente providenciado que um deslizamento ocorresse no exato momento em que os israelitas precisaram atravessar o rio.

O mar das Campinas [mar da Arabá, na nvi] é o mar Morto, no qual o Jordão deságua pelo norte. As campinas eram a região do vale do Jordão, que se estende desde o mar da Galileia, ao norte, até o mar Morto, ao sul. O mar Morto é um dos lugares mais baixos da terra, ficando a cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A expressão mar Salgado é adicionada ao termo porque o mar não possui um ponto de escape. A água se exaure pela evaporação. A concentração de sal e de outros minerais é tão grande que nada consegue viver na água.

3.17 - Um sinônimo para o termo seco é encontrado em Josué 4.22, bem como em Êxodo 14.16,22,29, em que se faz referência à terra seca do fundo do mar Vermelho. Esta travessia do Jordão foi similar à transposição do mar Vermelho. O milagre aconteceu de forma tão efetiva em ambos os casos que os israelitas cruzaram as águas pisando em chão seco, e não na lama ou em lugares rasos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

9 grandes mulheres da Bíblia

A Bíblia tem vários exemplos de mulheres tementes a Deus, que fizeram a diferença no seu tempo. Essas mulheres se destacaram em um mundo dominado por homens e mostraram que Deus usa todos para cumprir seus propósitos. Estas são 9 mulheres que se destacaram mas não são as únicas...

1. Sara

Sara  Cheia de fé, respeitosa, bonita, mãe do povo de Israel
Sara, já idosa, abandonou tudo para viver em tendas pelo resto da vida. Ela ficou sempre do lado de Abraão, para o apoiar. Sara creu em Deus e, com 90 anos, seu sonho se realizou ela teve um filho! Deus encheu seu coração de alegria.
"E Sara disse: Deus me encheu de riso, e todos os que souberem disso rirão comigo."

2. Miriã

Miriã  Irmã mais velha de Moisés, profetisa, líder de louvor, inteligente
Miriã nasceu e cresceu como escrava no Egito mas ela cuidou de seu irmão bebê, Moisés, que depois tirou seu povo da escravidão. Além de líder de louvor, Miriã era profetisa e muito respeitada entre os hebreus.
"E Miriã lhes respondia, cantando: Cantem ao Senhor, pois triunfou gloriosamente. Lançou ao mar o cavalo e o seu cavaleiro." Êxodo 15:21

3. Raabe

Raabe  Corajosa, crente em Deus, salvou sua família
Raabe era uma prostituta de Jericó mas ela salvou a vida de dois espiões hebreus. Por causa disso, sua família foi salva quando os hebreus atacaram Jericó. Por sua fé, uma mulher desprezada ganhou um lugar entre o povo de Israel, se tornou antepassada de Jesus e ganhou um lugar entre os heróis da fé!
"Pela fé a prostituta Raabe, por ter acolhido os espiões, não foi morta com os que haviam sido desobedientes." Hebreus 11:31

4. Débora

Débora: juíza, profetisa, líder de guerra
Débora era uma profetisa e juíza que liderava Israel quando não havia rei. Ela convocou o exército e animou os guerreiros, que derrotaram os opressores. Debaixo da liderança de Débora, Israel teve paz durante 40 anos.
"Já tinham desistido os camponeses de Israel, já tinham desistido, até que eu, Débora, me levantei; levantou-se uma mãe em Israel." Juízes 5:7

5. Rute

Rute  Leal, dedicada, trabalhadora, fiel a Deus
Rute não era israelita mas ganhou um lugar entre o povo de Deus por sua dedicação a Deus e seu amor à sua sogra. Ela abandonou sua casa e família para servir a Deus. Trabalhadora e respeitosa, Rute conquistou o coração de Boaz e foi a bisavó do rei Davi.
"Rute, porém, respondeu: Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!" Rute 1:16

6. Ana

Ana  Mulher de oração, fiel, adoradora, mãe do profeta Samuel
Ana não podia ter filhos mas ela confiava em Deus e orou com fé por um filho. Quando Deus lhe deu um filho, ela o dedicou a Deus, em gratidão. Seu filho Samuel cresceu no templo e se tornou um grande profeta.
"Então Ana orou assim: Meu coração exulta no Senhor; no Senhor minha força é exaltada. Minha boca se exalta sobre os meus inimigos, pois me alegro em tua libertação." 1 Samuel 2:1

7. Ester

Ester  Bonita, inteligente, sensata, corajosa
Ester era uma jovem israelita que ganhou o maior concurso de beleza do seu tempo e se tornou rainha da Pérsia. Ela foi muito corajosa e arriscou sua vida para salvar seu povo de um grande massacre. Deus deu beleza, graça e inteligência a Ester para que ela pudesse proteger seu povo.
"O rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher; ela foi favorecida por ele e ganhou sua aprovação mais do que qualquer das outras virgens." Ester 2:17

8. Maria

Maria  Humilde, obediente, pensadora, mãe de Jesus
Maria era uma jovem simples que foi escolhida para uma grande missão: ser a mãe de Jesus. Ela não rejeitou essa missão mas aceitou com fé. Maria certamente ajudou a educar Jesus e, anos mais tarde, o viu ressuscitado em glória!
"Respondeu Maria: Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra." Lucas 1:38

9. Priscila

Priscila  Professora, corajosa, cooperadora, líder na igreja
Priscila é um exemplo de trabalho em equipe. Ela trabalhava junto com seu marido Áquila para espalhar a palavra de Deus. Eles eram amigos de Paulo e fundaram uma igreja em sua casa. Priscila e Áquila também ensinaram e prepararam um homem chamado Apolo para a obra de Deus.
"Saúdem Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus. Arriscaram a vida por mim. Sou grato a eles; não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios." Romanos 16:3-4

terça-feira, 7 de janeiro de 2020


As características do obreiro aprovado II Timóteo 2:15
"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" 2 Timóteo 2:15.


"Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio" (Atos 6:3).

Conforme exemplo que temos no livro de Atos, os sete diáconos que foram escolhidos para ajudar os apóstolos eram homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Assim deve ser nosso serviço a Deus. Primeiro devemos ser homens de oração cheios do Espírito e de Sabedoria. Esta é a base para o nosso serviço e não nossas habilidade.

A oração e o serviço a Deus costumam ser tópicos opostos nas denominações da atualidade, que se baseiam mais nas habilidade oratórias dos pastores, mas não deveria ser assim. A vida de oração e a unção é o que deve nos mover em prol do serviço aos nossos irmãos. Se erramos essa base já não seremos aprovados.

Provérbios 24:10 Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.

“O SENHOR sustenta a todos os que caem; e levanta a todos os abatidos” (Salmo 145:14).


 O Encargo 

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28:19-20).

Na vida cristã existe uma palavra que faz a diferença: encargo. A vida de Deus precisa fluir através de nós de tal forma que teremos um enorme encargo para realizar as obras de Deus. O trecho de Mateus 28 nos mostra como esse encargo deve ser. Devemos fazer discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar a palavra de Deus.

O encargo que Jesus nos outorgou diz respeito a levar a mensagem das boas novas ao mundo. A Igreja precisa ser um agente de evangelização constante. Não apenas para levar uma doutrina, ou para catequizar alguns, mas para fazer discípulos que reproduzam, por si mesmos, aquilo que foi pregado e ensinado. Esse é o grande desafio.

 Zelosos por boas obras 

Há um texto muito interessante em Tito que diz: “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” Tito 2:14.

É interessante que esse texto mostra uma realidade muito peculiar. Que Jesus se doou para purificar nossa iniquidade e purificar um povo “zeloso de boas obras”. Que significa isso? Esse texto nos diz que, enquanto filhos remidos de Deus, devemos ser zeloso de tal forma que praticaremos boas obras. Mas não obras boas conforme o padrão humano. Essas boas obras se referem à obra de Deus na Terra. Conhecer a vontade de Deus, nesse sentido, é vital para saber andar em conformidade.

 O encargo pessoal 

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados” Efésios 4:1.

Uma das maiores mentiras do diabo é terceirizar a responsabilidade no meio do povo de Deus. Nenhum de nós se responsabiliza por coisa alguma. Somos clientelistas e esperamos que o pastor, que é pago conforme seu trabalho, faça nossa ligação com Deus. Mas não é assim que deve ser. Aqui, neste texto de Efésios, Paulo roga aos irmãos que andem, cada um, conforme a vocação com a qual foram chamados por Deus.

Cada um de nós precisa andar conforme a vocação de Deus. Pense: Se todos terceirizarem a responsabilidade ninguém se responsabilizará e no fim o diabo sai vencedor. Entretanto, se cada um de nós, de acordo com o chamamento de Deus, se responsabilizar pelo agir de Deus, então certamente o diabo não terá lugar nessa terra.

“E de dia ensinava no templo, e à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras. E todo o povo ia ter com ele ao templo, de manhã cedo, para o ouvir” (Lucas 21:37-38).

Esse texto de Lucas é tão maravilhoso! Vemos aqui claramente que Jesus nos ensina exatamente o que vive. Vejamos alguns pontos sobre isso.

 A vida de oração de Jesus 

Nós já falamos, em algumas oportunidades, sobre a vida de oração de Jesus (clique aqui para ler). Esse ponto é tão importante e fundamental para a compreensão desse tema, que mais uma vez eu me propus a escrever sobre ele.A oração é a base do ministério de Jesus. Jesus se retirou para orar antes de todos os grandes acontecimentos de seu ministério, a começar pelos 40 dias no deserto.

Muitas vezes achamos que servir a Deus é um simples ato de trabalhar ou fazer alguma coisa. Mas isso está incorreto. Devemos dar Deus para as pessoas e a única forma de ganhar a porção do Espírito é através da oração constante e duradoura. Passar noites na presença do Pai, comungar com o Espírito de tudo aquilo que Ele tem feito e realizado por nós. Não se trata de uma doutrina, não se trata de um ensinamento. É uma prática de vida que precisa ser, de fato, prática.

Sem a oração Jesus não estaria apto, ao menos se nos baseamos em suas próprias atitudes, de realizar coisa alguma. Para servir, Jesus se retirava para orar. Para realizar muitas curas, Jesus se retirava para orar. A oração é a base de seu ministério.

 O serviço no Templo 

O serviço no templo não era um item secundário na vida de Jesus. Pelo contrário! Jesus, apesar de passar noites em oração, levantava cedo e se ia para o templo ensinar. O serviço deve ser tido como o que de fato é: um trabalho para Deus. Não podemos espiritualizar demais essas coisas, para não cair no erro do farisaísmo. Se temos o chamamento de Deus e estamos alinhados à Sua vontade em oração, então temos que arregaçar nossas mangas e trabalhar e nos fadigar pelo motivo, o qual, fomos primeiramente salvos pela vida do Senhor.

Se você não possui nenhum dom ou ministério, não se acanhe. Chegue-se na presença de Deus! Deus concede dons e talentos a todos quanto O buscarem com o coração singelo (Hebreus 11:6).