quarta-feira, 20 de novembro de 2019




Lei do Silêncio

Lei do Silêncio

por ACS — publicado 4 anos atrás
Segundo a referida lei, o desrespeito aos limites de barulho pode ser punido com advertência e multas, que variam entre R$ 20 e  R$ 200 mil, de acordo com a gravidade.
O estabelecimento que descumpre a Lei do Silêncio pode ainda ser embargado, interditado e até ter cassada sua licença de funcionamento.
A lei estabelece limites diferentes para o período do dia, que vai das 7h até as 22 horas, e o período da noite, onde os limites são menores, indo das 22h até as 7 horas. Nos domingos e feriados, entre as 22h  e 8 horas da manhã.

Lei Distrital nº 4.092, de 30 de janeiro de 2008
Art. 1º Esta Lei estabelece as normas gerais sobre o controle da poluição sonora e dispõe sobre os limites máximos de intensidade da emissão de sons e ruídos resultantes de atividades urbanas e rurais no Distrito Federal.
Art. 2º É proibido perturbar o sossego e o bem-estar público da população pela emissão de sons e ruídos por quaisquer fontes ou atividades que ultrapassem os níveis máximos de intensidade fixados nesta Lei.
CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES ESPECÍFICAS
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, são estabelecidas as seguintes definições:
I – poluição sonora: toda emissão de som que, direta ou indiretamente, seja ofensiva ou nociva à saúde, à segurança e ao bem-estar da coletividade ou transgrida o disposto nesta Lei;
II – atividades potencialmente poluidoras: atividades suscetíveis de produzir ruído nocivo ou incomodativo para os que habitem, trabalhem ou permaneçam nas imediações do local de onde decorre;
III – atividades ruidosas temporárias: atividades ruidosas que assumem caráter não permanente, tais como obras de construção civil, competições desportivas, espetáculos, festas ou outros eventos de diversão, feiras, mercados, etc.;
IV – ruído de vizinhança: todo ruído não enquadrável em atos ou atividades sujeitas a regime específico no âmbito do presente dispositivo legal, associado ao uso habitacional e às atividades que lhe são inerentes, produzido em lugar público ou privado, diretamente por alguém ou por intermédio de outrem, ou de dispositivo à sua guarda, ou de animal colocado sob sua responsabilidade que, pela duração, repetição ou intensidade do ruído, seja suscetível de atentar contra a tranqüilidade da vizinhança ou a saúde pública;
V – meio ambiente: é o conjunto formado pelo meio físico e os elementos naturais, sociais e econômicos nele contidos;
VI – som: fenômeno físico provocado pela propagação de vibrações mecânicas em um meio elástico, dentro de faixa de freqüência de 16Hz (dezesseis hertz) a 20kHz (vinte quilohertz), e passível de excitar o aparelho auditivo humano;
VII – ruído: qualquer som ou vibração que cause ou possa causar perturbações ao sossego público ou produza efeitos psicológicos ou fisiológicos negativos em seres humanos e animais;
VIII – distúrbio por ruído ou distúrbio sonoro é qualquer som que:
a) ponha em perigo ou prejudique a saúde de seres humanos ou animais;
b) cause danos de qualquer natureza à propriedade pública ou privada;
c) possa ser considerado incômodo ou ultrapasse os níveis máximos fixados nesta Lei;
IX – ruído impulsivo: ruído que contém impulsos, que são picos de energia acústica com duração menor do que 1s (um segundo) e que se repetem em intervalos maiores do que 1s (um segundo);
X – ruído com componentes tonais: ruído que contém tons puros, como o som de apitos ou zumbidos;
XI – ruído de fundo: todo e qualquer som que seja emitido durante um período de medições sonoras e que não seja objeto das medições;
XII – nível de pressão sonora equivalente – LAeq: nível obtido a partir do valor médio quadrático da pressão sonora (com ponderação A) referente a todo o intervalo de medição, que pode ser calculado conforme Anexo A da Norma Brasileira da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT NBR 10.151;
XIII – limite real da propriedade: aquele representado por um plano imaginário que separa o imóvel de uma pessoa física ou jurídica do de outra ou de áreas, vias ou equipamentos públicos;
XIV – horário diurno: o período do dia compreendido entre as sete horas e as vinte e duas horas;
XV – horário noturno: o período compreendido entre as vinte e duas horas e as sete horas do dia seguinte ou, nos domingos e feriados, entre as vinte e duas horas e as oito horas;
XVI – fonte móvel de emissão sonora: qualquer veículo em que se instale equipamento de som ou de amplificação sonora.

DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 16. A pessoa física ou jurídica que infringir qualquer dispositivo desta Lei, seus regulamentos e as demais normas dela decorrentes fica sujeita às seguintes penalidades, independentemente da obrigação de cessar a infração e de outras sanções cíveis e penais:
I – advertência por escrito, na qual deverá ser estabelecido prazo para o tratamento acústico, quando for o caso;
II – multa;
III – embargo de obra ou atividade;
IV – interdição parcial ou total do estabelecimento ou da atividade poluidora;
V – apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração;
VI – suspensão parcial ou total de atividades poluidoras;
VII – intervenção em estabelecimento;
VIII – cassação de alvará de funcionamento do estabelecimento;
IX – restritivas de direitos.
§ 1º Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas, cumulativamente, as sanções a elas cominadas.
§ 2º A advertência poderá ser aplicada com fixação do prazo para que seja regularizada a situação, sob pena de punição mais grave.
§ 3º A multa será aplicada sempre que o infrator, por negligência ou dolo:
I – após ter sido autuado, praticar novamente a infração e deixar de cumprir as exigências técnicas no prazo estabelecido pelo órgão fiscalizador;
II – opuser embaraço à ação fiscalizadora.
§ 4º A apreensão referida no inciso V do caput obedecerá ao disposto em regulamentação específica.
§ 5º As sanções indicadas nos incisos IV e VII do caput serão aplicadas quando o produto, a obra, a atividade ou o estabelecimento não obedecerem às prescrições legais ou regulamentares.
§ 6º A intervenção ocorrerá sempre que o estabelecimento estiver funcionando sem a devida autorização ou em desacordo com a autorização concedida.
§ 7º As sanções restritivas de direito são:
I – suspensão de registro, licença ou autorização;
II – cancelamento de registro, licença ou autorização;
III – perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais;
IV – perda ou suspensão da participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito;
V – proibição de contratar com a Administração Pública pelo período de até três anos.
Art. 17. Os valores arrecadados em razão da aplicação de multas por infrações ao disposto nesta Lei serão revertidos ao Fundo Único de Meio Ambiente do Distrito Federal, criado pela Lei nº 41, de 13 de setembro de 1989.
Art. 18. Para efeito das aplicações das penalidades, as infrações aos dispositivos desta Lei classificam-se em:
I – leves: aquelas em que o infrator for beneficiado por circunstâncias atenuantes;
II – graves: aquelas em que for verificada uma circunstância agravante;
III – muito graves: aquelas em que forem verificadas duas circunstâncias agravantes;
IV – gravíssimas: aquelas em que for verificada a existência de três ou mais circunstâncias agravantes ou em casos de reincidência.
Art. 19. A pena de multa consiste no pagamento dos valores correspondentes seguintes:
I – nas infrações leves, de R$200,00 (duzentos reais) a R$2.000,00 (dois mil reais);
II – nas infrações graves, de R$2.001,00 (dois mil e um reais) a R$5.000,00 (cinco mil reais);
III – nas infrações muito graves, de R$5.001,00 (cinco mil e um reais) a R$10.000,00 (dez mil reais);
IV – nas infrações gravíssimas, de R$10.001,00 (dez mil e um reais) a R$20.000,00 (vinte mil reais).
Parágrafo único. A multa poderá ser reduzida em até noventa por cento do seu valor se o infrator se comprometer, mediante acordo escrito, a tomar as medidas efetivas necessárias para evitar a continuidade dos fatos que lhe deram origem, cassando-se a redução, com o conseqüente pagamento integral da multa, se essas medidas ou seu cronograma não forem cumpridos.
Art. 20. Para imposição da pena e gradação da multa, a autoridade fiscalizadora ambiental observará:
I – as circunstâncias atenuantes e agravantes;
II – a gravidade do fato, tendo em vista as suas conseqüências para a saúde e o meio ambiente;
III – a natureza da infração e suas conseqüências;
IV – o porte do empreendimento;
V – os antecedentes do infrator quanto às normas ambientais;
VI – a capacidade econômica do infrator.
Art. 21. São circunstâncias atenuantes:
I – menor grau de compreensão e escolaridade do infrator;
II – arrependimento eficaz do infrator, manifestado pela espontânea reparação do dano ou limitação significativa da poluição ocorrida;
III – ser o infrator primário e a falta cometida ser de natureza leve;
IV – desenvolver o infrator atividades sociais ou beneficentes.
Art. 22. São circunstâncias agravantes:
I – ser o infrator reincidente ou cometer a infração de forma continuada;
II – o infrator coagir outrem para a execução material da infração;
III – ter a infração conseqüências graves à saúde pública ou ao meio ambiente;
IV – se, tendo conhecimento do ato lesivo à saúde pública ou ao meio ambiente, o infrator deixar de tomar as providências de sua alçada para evitá-lo;
V – ter o infrator agido com dolo direto ou eventual;
VI – a concorrência de efeitos sobre a propriedade alheia.
§ 1º A reincidência verifica-se quando o agente comete nova infração do mesmo tipo.
§ 2º No caso de infração continuada caracterizada pela repetição da ação ou omissão inicialmente punida, a penalidade de multa poderá ser aplicada diariamente até cessar a infração.
Art. 23. A autoridade fiscalizadora que tiver conhecimento de infrações a esta Lei, diretamente ou mediante denúncia, é obrigada a promover a sua apuração imediata, sob pena de co-responsabilidade.
Lei do Silêncio

Lei do Silêncio

por ACS — publicado 4 anos atrás
Segundo a referida lei, o desrespeito aos limites de barulho pode ser punido com advertência e multas, que variam entre R$ 20 e  R$ 200 mil, de acordo com a gravidade.
O estabelecimento que descumpre a Lei do Silêncio pode ainda ser embargado, interditado e até ter cassada sua licença de funcionamento.
A lei estabelece limites diferentes para o período do dia, que vai das 7h até as 22 horas, e o período da noite, onde os limites são menores, indo das 22h até as 7 horas. Nos domingos e feriados, entre as 22h  e 8 horas da manhã.

Lei Distrital nº 4.092, de 30 de janeiro de 2008
Art. 1º Esta Lei estabelece as normas gerais sobre o controle da poluição sonora e dispõe sobre os limites máximos de intensidade da emissão de sons e ruídos resultantes de atividades urbanas e rurais no Distrito Federal.
Art. 2º É proibido perturbar o sossego e o bem-estar público da população pela emissão de sons e ruídos por quaisquer fontes ou atividades que ultrapassem os níveis máximos de intensidade fixados nesta Lei.
CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES ESPECÍFICAS
Art. 3º Para os efeitos desta Lei, são estabelecidas as seguintes definições:
I – poluição sonora: toda emissão de som que, direta ou indiretamente, seja ofensiva ou nociva à saúde, à segurança e ao bem-estar da coletividade ou transgrida o disposto nesta Lei;
II – atividades potencialmente poluidoras: atividades suscetíveis de produzir ruído nocivo ou incomodativo para os que habitem, trabalhem ou permaneçam nas imediações do local de onde decorre;
III – atividades ruidosas temporárias: atividades ruidosas que assumem caráter não permanente, tais como obras de construção civil, competições desportivas, espetáculos, festas ou outros eventos de diversão, feiras, mercados, etc.;
IV – ruído de vizinhança: todo ruído não enquadrável em atos ou atividades sujeitas a regime específico no âmbito do presente dispositivo legal, associado ao uso habitacional e às atividades que lhe são inerentes, produzido em lugar público ou privado, diretamente por alguém ou por intermédio de outrem, ou de dispositivo à sua guarda, ou de animal colocado sob sua responsabilidade que, pela duração, repetição ou intensidade do ruído, seja suscetível de atentar contra a tranqüilidade da vizinhança ou a saúde pública;
V – meio ambiente: é o conjunto formado pelo meio físico e os elementos naturais, sociais e econômicos nele contidos;
VI – som: fenômeno físico provocado pela propagação de vibrações mecânicas em um meio elástico, dentro de faixa de freqüência de 16Hz (dezesseis hertz) a 20kHz (vinte quilohertz), e passível de excitar o aparelho auditivo humano;
VII – ruído: qualquer som ou vibração que cause ou possa causar perturbações ao sossego público ou produza efeitos psicológicos ou fisiológicos negativos em seres humanos e animais;
VIII – distúrbio por ruído ou distúrbio sonoro é qualquer som que:
a) ponha em perigo ou prejudique a saúde de seres humanos ou animais;
b) cause danos de qualquer natureza à propriedade pública ou privada;
c) possa ser considerado incômodo ou ultrapasse os níveis máximos fixados nesta Lei;
IX – ruído impulsivo: ruído que contém impulsos, que são picos de energia acústica com duração menor do que 1s (um segundo) e que se repetem em intervalos maiores do que 1s (um segundo);
X – ruído com componentes tonais: ruído que contém tons puros, como o som de apitos ou zumbidos;
XI – ruído de fundo: todo e qualquer som que seja emitido durante um período de medições sonoras e que não seja objeto das medições;
XII – nível de pressão sonora equivalente – LAeq: nível obtido a partir do valor médio quadrático da pressão sonora (com ponderação A) referente a todo o intervalo de medição, que pode ser calculado conforme Anexo A da Norma Brasileira da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT NBR 10.151;
XIII – limite real da propriedade: aquele representado por um plano imaginário que separa o imóvel de uma pessoa física ou jurídica do de outra ou de áreas, vias ou equipamentos públicos;
XIV – horário diurno: o período do dia compreendido entre as sete horas e as vinte e duas horas;
XV – horário noturno: o período compreendido entre as vinte e duas horas e as sete horas do dia seguinte ou, nos domingos e feriados, entre as vinte e duas horas e as oito horas;
XVI – fonte móvel de emissão sonora: qualquer veículo em que se instale equipamento de som ou de amplificação sonora.

DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES
Art. 16. A pessoa física ou jurídica que infringir qualquer dispositivo desta Lei, seus regulamentos e as demais normas dela decorrentes fica sujeita às seguintes penalidades, independentemente da obrigação de cessar a infração e de outras sanções cíveis e penais:
I – advertência por escrito, na qual deverá ser estabelecido prazo para o tratamento acústico, quando for o caso;
II – multa;
III – embargo de obra ou atividade;
IV – interdição parcial ou total do estabelecimento ou da atividade poluidora;
V – apreensão dos instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração;
VI – suspensão parcial ou total de atividades poluidoras;
VII – intervenção em estabelecimento;
VIII – cassação de alvará de funcionamento do estabelecimento;
IX – restritivas de direitos.
§ 1º Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas, cumulativamente, as sanções a elas cominadas.
§ 2º A advertência poderá ser aplicada com fixação do prazo para que seja regularizada a situação, sob pena de punição mais grave.
§ 3º A multa será aplicada sempre que o infrator, por negligência ou dolo:
I – após ter sido autuado, praticar novamente a infração e deixar de cumprir as exigências técnicas no prazo estabelecido pelo órgão fiscalizador;
II – opuser embaraço à ação fiscalizadora.
§ 4º A apreensão referida no inciso V do caput obedecerá ao disposto em regulamentação específica.
§ 5º As sanções indicadas nos incisos IV e VII do caput serão aplicadas quando o produto, a obra, a atividade ou o estabelecimento não obedecerem às prescrições legais ou regulamentares.
§ 6º A intervenção ocorrerá sempre que o estabelecimento estiver funcionando sem a devida autorização ou em desacordo com a autorização concedida.
§ 7º As sanções restritivas de direito são:
I – suspensão de registro, licença ou autorização;
II – cancelamento de registro, licença ou autorização;
III – perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais;
IV – perda ou suspensão da participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito;
V – proibição de contratar com a Administração Pública pelo período de até três anos.
Art. 17. Os valores arrecadados em razão da aplicação de multas por infrações ao disposto nesta Lei serão revertidos ao Fundo Único de Meio Ambiente do Distrito Federal, criado pela Lei nº 41, de 13 de setembro de 1989.
Art. 18. Para efeito das aplicações das penalidades, as infrações aos dispositivos desta Lei classificam-se em:
I – leves: aquelas em que o infrator for beneficiado por circunstâncias atenuantes;
II – graves: aquelas em que for verificada uma circunstância agravante;
III – muito graves: aquelas em que forem verificadas duas circunstâncias agravantes;
IV – gravíssimas: aquelas em que for verificada a existência de três ou mais circunstâncias agravantes ou em casos de reincidência.
Art. 19. A pena de multa consiste no pagamento dos valores correspondentes seguintes:
I – nas infrações leves, de R$200,00 (duzentos reais) a R$2.000,00 (dois mil reais);
II – nas infrações graves, de R$2.001,00 (dois mil e um reais) a R$5.000,00 (cinco mil reais);
III – nas infrações muito graves, de R$5.001,00 (cinco mil e um reais) a R$10.000,00 (dez mil reais);
IV – nas infrações gravíssimas, de R$10.001,00 (dez mil e um reais) a R$20.000,00 (vinte mil reais).
Parágrafo único. A multa poderá ser reduzida em até noventa por cento do seu valor se o infrator se comprometer, mediante acordo escrito, a tomar as medidas efetivas necessárias para evitar a continuidade dos fatos que lhe deram origem, cassando-se a redução, com o conseqüente pagamento integral da multa, se essas medidas ou seu cronograma não forem cumpridos.
Art. 20. Para imposição da pena e gradação da multa, a autoridade fiscalizadora ambiental observará:
I – as circunstâncias atenuantes e agravantes;
II – a gravidade do fato, tendo em vista as suas conseqüências para a saúde e o meio ambiente;
III – a natureza da infração e suas conseqüências;
IV – o porte do empreendimento;
V – os antecedentes do infrator quanto às normas ambientais;
VI – a capacidade econômica do infrator.
Art. 21. São circunstâncias atenuantes:
I – menor grau de compreensão e escolaridade do infrator;
II – arrependimento eficaz do infrator, manifestado pela espontânea reparação do dano ou limitação significativa da poluição ocorrida;
III – ser o infrator primário e a falta cometida ser de natureza leve;
IV – desenvolver o infrator atividades sociais ou beneficentes.
Art. 22. São circunstâncias agravantes:
I – ser o infrator reincidente ou cometer a infração de forma continuada;
II – o infrator coagir outrem para a execução material da infração;
III – ter a infração conseqüências graves à saúde pública ou ao meio ambiente;
IV – se, tendo conhecimento do ato lesivo à saúde pública ou ao meio ambiente, o infrator deixar de tomar as providências de sua alçada para evitá-lo;
V – ter o infrator agido com dolo direto ou eventual;
VI – a concorrência de efeitos sobre a propriedade alheia.
§ 1º A reincidência verifica-se quando o agente comete nova infração do mesmo tipo.
§ 2º No caso de infração continuada caracterizada pela repetição da ação ou omissão inicialmente punida, a penalidade de multa poderá ser aplicada diariamente até cessar a infração.
Art. 23. A autoridade fiscalizadora que tiver conhecimento de infrações a esta Lei, diretamente ou mediante denúncia, é obrigada a promover a sua apuração imediata, sob pena de co-responsabilidade.

domingo, 17 de novembro de 2019

O Que é Batalha Espiritual na Bíblia? Como Vencer a Batalha Espiritual?

A batalha espiritual é o tipo de conflito que os servos de Deus enfrentam durante suas vidas cristãs contra as forças das trevas. A expressão “batalha espiritual” não aparece na Bíblia, mas isso não significa que seu conceito esteja ausente nas Escrituras. Ao contrário disso, biblicamente a batalha espiritual é uma realidade que não pode ser subestimada.
Mas é verdade que o conceito de batalha espiritual é um dos mais mal compreendidos e distorcidos pelos cristãos. Inclusive, a ideia errada de batalha espiritual tem sido amplamente utilizada com a finalidade de semear heresias no meio da Igreja.
Por isso é importantíssimo que todo cristão verdadeiro saiba realmente o que é a batalha espiritual e qual a sua implicação na vida cristã. Neste estudo bíblico entenderemos o que a Bíblia de fato diz sobre a batalha espiritual.

A batalha espiritual na Bíblia

Como foi dito, apesar de o nome “batalha espiritual” não ser encontrado especificamente assim na Bíblia, há muitos versículos que tratam claramente sobre a realidade da batalha espiritual. Essas referências são tão abundantes que é correto até dizer que do começo ao fim, isto é, de Gênesis a Apocalipse, a Bíblia afirma a existência de uma guerra espiritual travada.
Um exemplo disso pode ser visto já em Gênesis 3. Esse capítulo retrata a tentação e queda do homem no pecado. Isso significa que desde muito cedo o reino das trevas tem se empenhado em afastar o homem de Deus. O grande objetivo de Satanás e os demônios é fazer oposição a Deus e tentar destruir o seu povo.
Os detalhes dessa batalha espiritual vão sendo revelados conforme a história bíblica vai sendo registrada. Então é no Novo Testamento que encontramos os textos que tratam com maior profundidade e de forma prática a realidade da batalha espiritual.
Por exemplo: em diversas ocasiões, o próprio Jesus alertou seus seguidores a estarem sempre despertados espiritualmente para não cederem à tentação. Nesse sentido, a vigilância e a oração tem uma relação fundamental. Por isso Jesus diz: Vigiai e orai (Mateus 36:41; cf. Marcos 13:33).
apóstolo Pedro aconselha seus leitores a serem sensatos e vigilantes, e que resistam firmes na fé. Isso porque Satanás é um inimigo perigoso que anda ao derredor bramando como leão, buscando a quem possa tragar (1 Pedro 5:8,9).
Mas sem dúvida é o apóstolo Paulo quem mais escreve sobre a batalha espiritual na Bíblia. Inclusive, é uma característica dele usar termos militares para se referir aos embates que os crentes enfrentam nesta terra.
Então frequentemente Paulo fala da caminhada da fé como um combate, uma guerra, uma milícia, uma luta e um exercício de resistência (1 Coríntios 16:13; Efésios 6:10-20; Timóteo 1:18,19). Já no final de sua vida, o mesmo apóstolo declarou: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Timóteo 4:7).

Os erros sobre a batalha espiritual

Há muitos erros sendo cometidos entre os cristãos quando o assunto é batalha espiritual. No geral, esses erros podem ser classificados em duas vertentes: subestimação e supervalorização.
Há um grupo de cristãos que subestimam a realidade da batalha espiritual. Esse grupo vive como se os demônios não existissem; como se Satanás fosse apenas um mito inventado pelas pessoas; e como se a batalha espiritual fosse apenas um conto popular.
Há também outro grupo que faz exatamente o contrário. Esse grupo supervaloriza a ideia de batalha espiritual e acaba criando um conceito de atuação maligna que não está na Bíblia; além de colocar Satanás num grau de importância e poder que ele não está.
Para essas pessoas, tudo o que acontece consiste em batalha espiritual, e toda e qualquer adversidade é culpa do Diabo. Tem gente que até enxerga Satanás como um tipo de deus do mal que possui autonomia em suas ações. Esse também não é o conceito bíblico de batalha espiritual.
Além disso, foi dentre aqueles que supervalorizam a ideia de batalha espiritual que surgiram as mais graves heresias dentro das igrejas nesse sentido. Um exemplo que pode ser citado é o chamado “movimento de batalha espiritual”. Esse movimento tenta infiltrar dentro das comunidades cristãs práticas sincréticas e pragmáticas, fundamentadas em doutrinas influenciadas pelo ocultismo e o misticismo.
Algumas das práticas mais conhecidas desse meio são: quebra de maldição (especialmente maldição hereditária); mapeamento espiritual para subjugar espíritos territoriais; crença em possessão demoníaca de cristãos verdadeiros etc.
Seja o grupo que subestima seja o grupo que supervaloriza a batalha espiritual, ambos estão errados. A verdadeira posição bíblica sobre a realidade da batalha espiritual exige equilíbrio.

As características da batalha espiritual

Quando olhamos o que realmente a Palavra de Deus diz sobre batalha espiritual, podemos claramente entender o erro que muita gente comete. O capítulo 6 da Carta aos Efésios é um dos textos bíblicos que trata com mais detalhe essa questão. Com base nesse texto aprendemos algumas coisas interessantes sobre as características da batalha espiritual.
Em primeiro lugar, a Bíblia de fato confirma a existência da batalha espiritual. Inclusive, ela exorta o povo de Deus acerca de sua urgência e importância (Efésios 6:10-20).
Em segundo lugar, a Bíblia informa claramente quem são os agentes do mal, ou seja, quem são os inimigos que devem ser combatidos na batalha espiritual. O apóstolo Paulo diz que esses inimigos são principados e potestades, príncipes das trevas deste século e hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Efésios 6:12). Com isso ele quer dizer que Satanás e seus servos formam um grupo ou um reino bem organizado.
Em terceiro lugar, a Bíblia esclarece qual é o objetivo desse império do mal e como ele age. Satanás e seus anjos se ocupam de fazer oposição a Cristo e à Igreja. O desejo deles é destruir a obra de Deus nesta terra. Na tentativa de conseguir esse objetivo os seres malignos agem de forma organizada e estratégica.
Paulo diz que o Diabo promove “astutas ciladas” e lança “dardos inflamados” (Efésios 6:11,16). É interessante saber que a palavra “cilada” traduz um termo que vem de uma raiz grega que significa literalmente “método”.
Isso significa que Paulo diz que Satanás possui um método bem definido para empreender contra o povo de Deus. Em outras palavras, ele não faz um ataque desordenado e sem sentido. É com base nesse método que ele lança dardos inflamados, ou seja, ele possui um alvo muito bem estabelecido.

Como lutar e vencer a batalha espiritual?

Os adeptos do movimento de batalha espiritual dirão que a batalha espiritual só poderá ser vencida com certos rituais fortes, com quebras de maldições e com mapeamento espiritual. Segundo eles, tudo isso serve para identificar demônios territoriais e familiares e coisas desse tipo. Uma vez identificado, esses espíritos poderão ser destronados, amarrados ou expulsos.
Por outro lado, a Bíblia diz algo completamente diferente disso. Aqui podemos dizer que a Bíblia fala da vitória na batalha espiritual em dois aspectos diferentes.

A batalha espiritual é uma guerra vencida

Num primeiro aspecto, a Bíblia aponta para a suficiência da obra de Cristo. Isso significa que Jesus já impôs uma derrota esmagadora a Satanás. Na cruz Ele triunfou sobre os poderes malignos, e despojou os principados e potestades (Colossenses 2:15).
A obra de Cristo é perfeita e suficiente; ela não precisa de complementos humanos. Não é o crente que destrona os espíritos malignos, porque eles já foram despojados por Cristo. Então podemos dizer que de certo modo lutamos numa guerra vencida e contra um inimigo derrotado.

Através de Cristo o crente pode vencer a batalha espiritual

Num segundo aspecto, a Bíblia diz que ainda é necessário que nos posicionemos como cidadãos do reino de Deus diante das investidas malignas. Efésios 6 é muito esclarecedor nesse sentido. Isso quer dizer que apesar de Satanás ser um inimigo derrotado, sem qualquer chance de reverter sua miséria e ruína, ele ainda procura fazer o maior estrago que puder.
Então sempre quando a Bíblia fala sobre o papel do crente na batalha espiritual, ela enfatiza o conceito de resistência. São inúmeras as recomendações bíblicas para que o crente resista, persevere, vigie, permaneça firme etc. O próprio apóstolo Paulo ensina que o cristão deve enfrentar a batalha espiritual revestido com a armadura de Deus, para que ele possa resistir ao dia mau (Efésios 6:13).
O crente só pode ser vitorioso na batalha espiritual através de sua união com Cristo. Por isso Paulo diz: “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15:57). Depois, o mesmo apóstolo escreve dizendo que durante sua vida ele foi vitorioso porque o Senhor o revestiu de forças, o libertou da boca do leão e o livrou de toda obra maligna (2 Timóteo 4:17,18).

O papel do crente na batalha espiritual

É fácil perceber que o falso ensino que diz que na batalha espiritual o crente deve ser um caçador de demônios, não é bíblico. O verdadeiro ensino bíblico diz que Cristo derrotou Satanás e seus anjos e já garantiu a vitória definitiva sobre o reino das trevas. Agora, cabe a nós apenas resistir à fúria de um inimigo derrotado mas astuto, enquanto trabalhamos em prol do avanço do Evangelho pelo mundo. Durante a vida cristã o crente resiste como um soldado que monta guarda sob um território já conquistado.
A Bíblia não fala de crentes atacando demônios na batalha espiritual; ao contrário, ela fala de crentes sendo atacados por ações e ciladas malignas, mas resistindo e triunfando sobre esses ataques pelo poder e o fortalecimento de Deus. Isso fica claro quando entendemos que todas as armas e recursos que devemos usar na batalha espiritual vêm de Deus.
A Bíblia não diz que temos que usar supostos amuletos sagrados, ou fazer certas correntes, campanhas e rituais para vencermos a batalha espiritual. A Bíblia diz que temos que tomar a armadura de Deus. Precisamos estar cingidos com a verdade; vestidos da couraça da justiça; amparados com o escudo da fé; protegidos com o capacete da salvação; e com a espada do Espírito empunhada nas mãos. A tática que devemos seguir durante a batalha espiritual consiste em oração, súplica, vigilância e perseverança constantes (Efésios 13-18).
Portanto, sem dúvida a batalha espiritual é uma realidade que não pode ser subestimada. Na verdade não há um único crente verdadeiro que não esteja envolvido na batalha espiritual. Por isso é fundamental que todo cristão saiba realmente o que é a batalha espiritual à luz da Bíblia. Todo crente precisa entender que a vitória nesse conflito é garantida por Cristo que já subjugou todas as criaturas e todos os poderes ao seu senhorio.



quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O Que é a Igreja?  

Igreja. Vemos esta palavra por toda a parte. Algumas pessoas usam “igreja” para descrever um belo edifício no centro de uma praça proeminente. Outros a usam para descrever uma organização religiosa mundial, completa com regiões, distritos e dioceses. As definições confusas de igreja, em nosso tempo, muitas vezes vedam o significado original desta palavra quando aplicada, no Novo Testamento, ao povo de Deus. Neste artigo, examinaremos brevemente o significado de “igreja” na Bíblia.
Igreja: O que significa?
Igreja é um edifício construído com blocos e cimento? Não. É um edifício construído com pedras vivas. “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”(1 Pedro 2:5). Estas pedras vivas são chamadas santos e são membros da família de Deus: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito” (Efésios 2:19-22).
A palavra grega traduzida como “igreja” significa, literalmente, “chamado para fora” e assim refere-se a um grupo de pessoas chamadas para saírem do pecado no mundo e servirem ao Senhor. A igreja não é nenhum tipo de instituição ou objeto impessoal. É um corpo constituído de componentes vivos. Como um organismo vivo, a igreja pode sentir medo (Atos 5:11), pode orar (Atos 12:5) e pode falar (Mateus 18:17). Pessoas que são chamadas para saírem do pecado não continuam participando do mal no mundo, porque elas estão santificadas ou separadas do pecado (estude João 17:14-23; Colossenses 1:13; 1 Pedro 2:9; 1 João 4:5-6). Deus chama o povo para deixar o mal deste mundo através da mensagem do evangelho (2 Tessalonicenses 2:13-14). Aqueles que são convertidos verdadeiramente a Cristo são chamados santos (1 Coríntios 1:2; Colossenses 1:1-2).
Entender o conceito bíblico de igreja como um corpo de pessoas chamadas para fora do pecado, para serem santos, ajuda-nos a apreciar a riqueza da descrição de Paulo da “igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (Atos 20:28). Jesus não morreu para comprar terra e edifícios, nem para estabelecer alguma instituição. Ele morreu para comprar as almas dos homens e mulheres que estavam mortos no pecado, mas que agora têm salvação e esperança de vida eterna (Romanos 5:8; 1 Coríntios 6:19-20).
A Igreja Universal e a Igreja Local
Algumas vezes a Bíblia usa a palavra “igreja” no sentido universal, isto é, para falar de todo o povo que pertence a Cristo, não importa de onde ele possa ser. Jesus falou da igreja deste modo: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Ele não está falando apenas de uma congregação local, nem está falando de uma organização ou instituição mundial. Ele está falando de pessoas, pedras vivas, construídas sobre Jesus Cristo, a fundação sólida. Paulo falou da igreja, neste mesmo sentido universal, quando escreveu: “...Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo” (Efésios 5:23). Jesus é o cabeça sobre todos aqueles que o servem, todos aqueles lavados e purificados de seus pecados (Efésios 5:26).
Frequentemente, a palavra “igreja” é usada para descrever uma congregação local ou assembleia de santos. Note uns poucos exemplos: “…à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos…” (1 Coríntios 1:2); “E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano” (Mateus 18:17); “...saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles” (Romanos 16:5). Igrejas locais são o resultado da pregação do evangelho. Quando as pessoas obedecem a palavra e se tornam cristãs, elas começam a reunir-se com outros irmãos na fé.
A Igreja: Organismo, não Organização
A igreja é uma organização? Muitas pessoas têm a noção errada de que a igreja é uma organização ou instituição, independente do povo que compõe a igreja. Este não é o conceito bíblico de igreja. Jesus não morreu para estabelecer uma instituição, mas para salvar o povo do pecado (Atos 20:28; 1 Coríntios 6:20). Jesus e o Pai não habitam numa organização, mas no povo que os obedece (João 14:15, 23).
Em vez de falar de uma organização, a Bíblia descreve a igreja como um corpo composto de membros vivos (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Colossenses 1:18,24; Efésios 5:23). Estes membros do corpo são “blocos” ou “pedras” usados na construção da igreja (1 Pedro 2:5; 1 Coríntios 3:10-15).
Muitas pessoas sugerem que a “igreja universal” é constituída de todas as congregações locais no mundo. Isto não é um conceito bíblico. Uma igreja local consiste de cristãos que se reúnem num determinado lugar. Eles podem ser identificados e contados (Romanos 16:14, 15; 1 Coríntios 16:19; Colossenses 4:15). A igreja universal consiste de todos os discípulos de Cristo em todo o mundo. Nenhum homem é capaz de identificar e contar todos os membros deste corpo universal. Tentativas de contar todos os verdadeiros cristãos em uma nação ou no mundo ilustram a ignorância e a vaidade dos homens. Somente Deus pode contar e identificar seus “primogênitos arrolados nos céus” (Hebreus 12:23).
Descrições Bíblicas da Igreja que Pertence a Jesus
A Bíblia não usa um nome exclusivo para a igreja. É errado, portanto, insistirmos num único nome que todas as igrejas fiéis tenham que usar. Muitas passagens falam simplesmente da igreja, algumas vezes identificando o local (cidade ou casa) onde o grupo de cristãos se reunia. Portanto, podemos nos referir à igreja simplesmente como “a igreja” (Atos 8:1; 9:31; Romanos 16:1).
Frequentemente, as descrições da igreja no Novo Testamento mostram a relação que existe entre o Senhor e sua igreja. A igreja pertence a Deus, e é, muitas vezes, chamada “a igreja de Deus” (veja Atos 20:28; 1 Coríntios 1:2; 10:32; Gálatas 1:13; 1 Timóteo 3:5,15). Jesus derramou seu sangue para comprar a igreja. Portanto, Paulo falou de “igrejas de Cristo” (Romanos 16:16) e Jesus falou de sua própria igreja (Mateus 16:18). O povo de Deus pode ser corretamente descrito como a “igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (Hebreus 12:23).
Consideremos o significado de descrições bíblicas comuns da igreja.
- O Corpo de Cristo (Colossenses 1:24; Efésios 1:22-23; 4:12). Assim como o corpo humano não pode sobreviver separado da cabeça, não podemos viver sem nosso cabeça, Jesus Cristo (Efésios 5:23; Colossenses 1:18). Discípulos de Jesus são membros do corpo (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Efésios 3:6; 4:16; 5:30).
- O Reino de Deus ou Reino dos Céus (Mateus 3:2; 4:17; Lucas 4:43; Atos 8:12; 19:8; 20:25; 28:23,31). A ideia de reino ressalta a posição de autoridade do rei (veja 1 Coríntios 4:20; Hebreus 1:8; 12:28-29; Mateus 28:18-20; Apocalipse 12:10). O reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36). Em vez de ser uma entidade política e mundana, a igreja é um reino espiritual assentado no caráter santo de Deus. Podemos entrar no reino somente quando formos transformados espiritualmente (Colossenses 1:13). Como servos do Rei, temos que desenvolver as características espirituais de nosso Senhor (Tiago 2:5), incluindo sua humildade, inocência (Marcos 10:14-15) e santidade (1 Coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21).
- A Casa de Deus (1 Timóteo 3:15) não é um edifício material, mas o santuário e a habitação do Senhor (Efésios 2:21-22). É um edifício espiritual (1 Pedro 2:5).
- O Rebanho de Deus (Atos 20:28). Jesus é o bom pastor que deu sua vida pelas ovelhas (João 10:11). As ovelhas ouvem sua voz e o seguem para receber a vida eterna (João 10:27-28).
Nomes Humanos Causam Divisão
A divisão religiosa em nossa sociedade é vergonhosa. Muitas pessoas estão confusas num mundo com muitos nomes diferentes de igrejas. Alguns destes nomes honram certos homens, enquanto outros ressaltam pontos doutrinários específicos.
A unidade dos salvos é baseada no nome e na doutrina de Cristo. Devemos fazer tudo pela autoridade de Jesus ou em seu nome (Colossenses 3:17). “Não há salvação em nenhum outro...nome...” (Atos 4:12). Esta unidade é possível somente quando falamos e pensamos a mesma coisa, que é a doutrina de Cristo (1 Coríntios 1:10). Quando os homens começam a seguir outros homens, perdem a unidade com Cristo e seu povo (1 Coríntios 1:11-13). Divisões e contendas acontecem na igreja, em parte, porque algumas pessoas se identificam somente com nomes humanos. Paulo argumentou que devemos identificar-nos somente com o Senhor que servimos. Jesus foi crucificado por nós e somos batizados em seu nome. Jesus, e não homens, merece nossa dedicação e honra. Os verdadeiros seguidores de Deus fazem parte da igreja que pertence a Jesus.


2 Timóteo 2
2.1-13 — Paulo continua a incentivar Timóteo a perseverar e propagar fielmente o evangelho (v. 1,2). Cita três exemplos, tirados da vida diária (v. 3-7), e refere-se a seus próprios sofrimentos e aos sofrimentos e à vitória de Cristo (v. 8-13).

2.1 — Ao exortar Timóteo a ser fiel, Paulo considera provavelmente o abandono que teve de outros parceiros (2 Tm 1.15). Contudo, ao conclamar: fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus, a ênfase está na força de Cristo, não na de Timóteo. Se confiarmos em nós mesmos, estaremos fadados ao fracasso.

2.2 — Confia-o. Eis a ordem dada por Paulo a Timóteo para que transmita seu ensino a homens fiéis. Todo cristão fiel tem a responsabilidade de ensinar a sã doutrina aos outros. Essa determinação de Paulo serviria de base a uma cadeia interminável de discipulado cristão, com o ensino de mestres e instrutores cristãos (Mt 28.18-20). Entre muitas testemunhas. O discipulado pode ocorrer em grupos grandes ou pequenos ou na reunião de apenas duas pessoas. Paulo enfatiza aqui o contexto de um grupo.

2.3-6 — Três ilustrações são dadas aqui para a fidelidade. A primeira é a do soldado. A caminhada cristã é muitas vezes representada como uma guerra espiritual. O serviço a Deus eficiente requer de nós que persistamos em um só objetivo. A segunda ilustração é a do competidor, ou militante, de uma disputa atlética. Os jogos atléticos gregos eram importantes, exigindo dos competidores um árduo treinamento (1 Co 9.25). N e nhum competidor poderia chegar à vitória e vir a ser coroado se não participasse dos jogos legitimamente preparado. Em coroado, a referência é feita à grinalda floral colocada na cabeça do vencedor da competição, consagrando-o assim como campeão. O cristão fiel receberá também de Deus sua própria coroa de vitória — não, naturalmente, a coroa real, que pertence unicamente a Jesus. Paulo está dizendo, enfim, que a atividade espiritual deve ser pautada pelas diretrizes de fé e doutrina bíblicas. Abandonar a verdadeira fé é perder a devida recompensa (2 Jo 7,8). A terceira ilustração é a do lavrador que trabalha arduamente. O trabalho árduo e consciente é necessário, para que o lavrador possa desfrutar de boa colheita. A negligência ou a preguiça não pode ser um traço de caráter de um cristão fiel.

2.7 — Considera significa observa o ensino recebido (de Paulo); reflete nele.

2.8 — Lembra-te da ressurreição de Cristo — eis a principal conclamação, aqui, a Timóteo. Descendência de Davi enfatiza a humanidade de Jesus e o fato de que Ele cumpriu todas as promessas que Deus havia feito a Davi quanto à sua linhagem e a seu trono (2Sm7.11-16). Ressuscitou dos mortos enfatiza, então, que o nosso Salvador vive hoje e já reina, sentado à destra de Deus Pai.

2.9 — As circunstâncias humanas não podem confinar a palavra de Deus. Ele usa de Sua palavra para cumprir os Seus propósitos. Inúmeros são os exemplos de pessoas, antes contrárias à verdade de Deus, que lhe entregaram a vida quando Ele as buscou e conquistou (ver, por exemplo, a conversão de Paulo, em Atos 9.1-25; 22.3-21). Não devemos ocultar o evangelho que está em nós, mas, sim, devemos deixá-lo transparecer e agir livremente, a despeito de nossas próprias limitações.

2.10 — Tudo sofro. Paulo é capaz de suportar as mais difíceis circunstâncias pelas quais possa passar no momento — incluindo sua prisão —, porque sabe que a obra de Deus está avançando cada vez mais entre os escolhidos, os eleitos de Deus. E que o resultado final da salvação deles será para a glória eterna do Reino de Deus, que está por vir.

2.11-13 — É bem possível que esta seção seja um hino ou uma confissão, próprio da Igreja primitiva. Assemelha-se em sua forma ao paralelismo típico da poesia hebraica. Aborda os temas da morte e ressurreição de Cristo, introduzidos por Paulo no versículo 8.

2.11 — Se morrermos [...] também [...] viveremos. Os cristãos estão unidos ao Senhor em Sua morte e ressurreição (Rm 6.8), as quais se tornam nossa morte e ressurreição no momento em que cremos (Rm 6.1-4).

2.12 — Se sofrermos. Perseverarmos na fé diante do sofrimento e da perseguição resultará em generosa recompensa para nós quando Cristo voltar (Lc 19.11-27; Rm 8.17; Ap 3.21).

2.13 — O termo infiéis refere-se a falsos cristãos, imaturos, que vivem para si mesmos, e não para o Senhor e o próximo (1 Co 3.1-3,15). Ele permanece fiel. Todavia, mesmo quando os pseudocristãos o desapontam, o Senhor permanece leal, pois abandonar-nos seria contrário à Sua natureza (Jo 10.27-30; Hb 10.23; 13.5). A relação de Cristo com Pedro é um ótimo exemplo da fidelidade de Deus (Lc 22.31-34).

2.14-26 — A vida moral e espiritual do líder cristão é bastante importante ao lidar com falsos mestres e aqueles que por eles foram enganados.

2.14 — Estas coisas. As afirmações decisivas apresentadas nos versículos 11-13 são tão importantes que tornam uma verdadeira imprudência e perda de tempo nos envolvermos em contendas, com palavras insignificantes, que não nos trazem proveito algum. O pastor e o cristão fiéis se mantêm longe de questões e assuntos insensatos e sem qualquer valor. Paulo aconselha a Timóteo que lembre àqueles a quem prega e ensina a fazerem o mesmo.

2.15 — Aquele que é aprovado é o que permanece firme na fé depois de provado, como metal refinado no fogo. O significado literal da expressão que maneja bem é: que corta em linha reta. A palavra da verdade. E a verdade que define a natureza das Escrituras. A Palavra de Deus é um farol irradiando a luz da verdade, em meio à escuridão de todo tipo de engano e mentira. Por isso, o mestre ou instrutor da Palavra deve fazer o possível para saber utilizar a verdade de Deus com toda a exatidão. Não fazê-lo com prudência e discernimento é arriscar ser levado a juízo (Tg 3.1).

2.16-18 — Paulo adverte aqui Timóteo dos dois homens, Himeneu e Fileto, que ensinavam que a ressurreição dos cristãos já havia ocorrido (1 Tm 1.20). Era provavelmente uma forma de gnosticismo, heresia que enfatizava a ressurreição espiritual, em contraste com a crença cristã na ressurreição futura do corpo.

2.19 — A despeito dos atos infiéis de alguns, o fundamento de Deus fica firme. O tempo do verbo aqui indica que Paulo vê a verdade de Deus permanecendo firme não somente no passado, mas também no presente. Isaías 40.8 revela que a Palavra de Deus há de permanecer firme também no futuro, pois é eterna.

O Senhor conhece os que são seus. Eis um conhecimento pessoal e empírico, somente obtido mediante uma relação, como a de Paulo, íntima com Deus.

Aparte-se da iniquidade. O relacionamento íntimo, garantido, com o nosso Pai no céu deve motivar-nos a uma vida inteira de pureza.

2.20,21 — A imagem da grande casa é usada aqui para descrever duas categorias de cristãos. No caso, os vasos de ouro e [...] prata representam os cristãos fiéis e úteis no serviço a Deus; os de pau e [...] barro, aqueles que não honram ao Senhor (1 Co 3.12-15). Senhor é um termo suficientemente forte para se referir à autoridade de Deus sobre a vida do cristão, seja qual for o nível de sua maturidade espiritual. Optemos por servir com pureza, santificados no poder do Espírito Santo, para sermos realmente úteis ao nosso Senhor.

2.22,23 — Foge [...] segue [...] rejeita. Nestes versículos, Paulo descreve em termos práticos como Timóteo pode ser um vaso útil a serviço de Deus.

2.24 — Contender corresponde a um termo de natureza militar, usado para o combate corpo a corpo. O servo do Senhor não deve entrar em contenda, ou combate pessoal, mas, sim, ser manso e amável para com todos.

2.25,26 — Instruindo significa aqui também treinando ou conduzindo à maturidade. Os que resistem refere-se aos que se colocam em conflito ou em posicionamento contrário para com a pregação da verdade de Deus, como, por exemplo, os já citados Himeneu e Fileto (v. 17). O objetivo de sua correção é o seu arrependimento, ou seja, sua mudança de pensamento, para o seu bem. Paulo exorta Timóteo que persevere em corrigir seus adversários por ser imperativo conhecerem a verdade, a fim de que não mais se oponham a ela, devido a falsos ensinos, como aqueles sobre a ressurreição (v. 18), e venham, assim, a ser salvos. Paulo tem a esperança de esses equivocados, finalmente, tornarem a despertar de seus enganos. De fato, as falsas doutrinas produzem como que um efeito intoxicante, que entorpece a mente para as verdades de Deus. Timóteo deveria então persistir em corrigi-los, para que pudessem desprender-se dos laços do diabo que constituem essas ilusões fatais.

O diabo deixa presos os cristãos e todos os outros que adotem e ensinem falsas doutrinas, desviando-os, e aos que os seguem, da sã doutrina. Afinal, é essa uma das táticas preferidas de Satanás: causar divisão e confusão na Igreja e na vida dos cristãos.