quinta-feira, 12 de setembro de 2019



O que a bíblia ensina sobre governo? 
Aqueles que estão em posições de autoridade no final terão que prestar contas a Deus.
Aqueles que estão em posições de autoridade no final terão que prestar contas a Deus. A Bíblia diz em Deuteronômio 17:18-19: “Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, escreverá para si, num livro, uma cópia desta lei, do exemplar que está diante dos levitas sacerdotes. E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, a fim de os cumprir.”
Aqueles que estão em posições de autoridade têm a responsabilidade de escolher bons líderes. A Bíblia diz em Deuteronômio 16:18-19: “Juízes e oficiais porás em todas as tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá, segundo as tuas tribos, para que julguem o povo com justiça. Não torcerás o juízo; não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porque a peita cega os olhos dos sábios, e perverte a causa dos justos.”
Devemos obedecer as autoridades do governo que Deus colocou em posições de poder. A Bíblia diz em Romanos 13:1-4: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal.”
Os crentes devem cooperar com as autoridades sempre que seja possível. A Bíblia diz em Tito 3:1: “Adverte-lhes que estejam sujeitos aos governadores e autoridades, que sejam obedientes, e estejam preparados para toda boa obra.”
É possível acontecer de a obediência a Deus implicar em desobediência aos poderes terrestres. A Bíblia diz em Atos 5:29: “Importa antes obedecer a Deus que aos homens.” Ressaltamos, entretanto, que a base da lei de Deus é o amor, e o amor altruísta não faz mal a ninguém.
Jesus deu-nos um exemplo de ser bom cidadão ao pagar impostos. A Bíblia diz em Mateus 17:27: “Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-lho por mim e por ti.”
Os Cristãos devem pagar impostos de boa vontade. A Bíblia diz em Romanos 13:5-7: “Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”










quarta-feira, 11 de setembro de 2019





Provérbios 17:17 - Amizade verdadeira



Uma das maiores dádivas na vida de uma pessoa é uma amizade verdadeira. Os amigos são entes muito queridos que, muitas vezes, são tão importantes quanto os nossos familiares. No entanto, nem toda a amizade é sadia e, por isso, agradável a Deus. Muitas amizades podem nos conduzir ao pecado, às coisas do mal e não ao bem. São amizades perniciosas, que insistem em levar o outro ao erro por meio de palavras, gestos, planos, etc. Esse é o tipo de amizade plantada por Satanás e que só prejudica as pessoas.
DISCUSSÃO:


Diante dessas afirmações, vamos analisar o que a Palavra de Deus nos fala a respeito da amizade:


Provérbios 18:24 nos mostra que existe um tipo de amigo que é aproveitador, interesseiro. Quem tem um amigo assim vai, mais cedo ou mais tarde, ter sérios problemas. No entanto, existem amigos que são mais íntimos que um irmão, ou seja, que está sempre disposto em oferecer e não receber;


Mateus 11:19 aponta que Jesus é visto como amigo dos pecadores, era o amigo certo em todas as horas. Ele é o amigo que ama os perdidos, os caídos, e que os ajuda a se erguerem para Deus;


Provérbios 13:20 deixa bem claro a diferença entre o amigo e o companheiro;


Provérbios 28:7 afirma que o amigo não nos acompanha no pecado, já o companheiro que acompanha no mal se torna cúmplice do pecado;


Habacuque 2:15 mostra que o companheiro da mentira tem objetivos malignos, enquanto Provérbios 10:12 diz que o amor cobre todas as transgressões;


Gênesis 9:20-25 compara a atitude de Cam com a de seus outros irmãos perante o pai embriagado, mostrando que o amigo verdadeiro não zomba, não coloca o outro em situações humilhantes e não fala mal.


Como podemos identificar uma amizade firmada em coisas más:


. O falso amigo fala mal dos irmãos;


. Fala mal da liderança da igreja;


. Cria e espalha fofocas;


. Semeia a discórdia entre irmãos (Provérbios 6:16-19).


E como são as amizades firmadas na fé em Cristo e aprovadas por Deus:


. Eles são amigos para orarem por si mesmos;


. Oram pelos outros;


. Ajudam o próximo;


. Aconselham e buscam conselhos segundo a Palavra de Deus;


. Amam a Cristo mais do que a si mesmos.


Vejamos o exemplo de uma amizade verdadeira:


. 1 Samuel 18:1-4 fala sobre a característica dessa amizade;


. Salmos 133: 1-3 aponta a amizade como uma união espiritual.
CONCLUSÃO:


Os amigos de verdade se amam, se identificam. Eles compartilham seus problemas, seus medos, suas angústias e tristezas. E, juntos, buscam soluções. Entre eles há um propósito muito sério. A amizade verdadeira leva o outro a ser bem sucedido, a se portar com prudência, a ser vitorioso e a conquistar o respeito dos outros. Já a amizade que causa ódio, brigas, intrigas e maledicência entre os irmãos não é sadia e deve ser evitada, pois Deus não está naquele meio.


1 Tessalonicenses 4:9 e 1 Pedro 1:22-23 mostram que a amizade verdadeira deve ser pura e santa.



Hoje vou responder uma dúvida muito comum: "Como saber se uma profecia vem de Deus?". Se alguém te entregar uma profecia, como você pode saber se ela está falando da parte de Deus ou não?  Neste estudo eu vou te explicar tudo sobre este assunto.
Existe uma passagem na Bíblia que mostra o que devemos fazer quando ouvimos uma profecia. Veja o que está escrito:
“Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus” (1 João 4:1-3)
Repare que o apóstolo João orienta as pessoas a não acreditarem em tudo o que elas ouvem, mas a examinarem as profecias. Esse é um alerta muito importante para os dias de hoje também. Não é porque uma pessoa chegou dizendo que ela tem uma mensagem de Deus para você, que você deve acreditar em tudo o que ela diz. João disse que você deve examinar. E não existe nenhuma pessoa que está livre de ser examinada. Você tem que analisar o que os seus líderes dizem e o que eu mesmo estou te dizendo.
No livro de Atos 17:11 lemos a respeito de uma igreja que foi examinar se o apóstolo Paulo estava realmente dizendo a verdade! Se até o apóstolo Paulo foi examinado, o que se dirá de todos os outros pregadores? O próprio Paulo, em uma de suas cartas, fala da necessidade de examinarmos todas as profecias. Veja:
“Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom” (1 Tessalonicenses 5:20,21).
Em primeiro lugar, ele diz que não devemos desprezar as profecias, porque elas realmente existem, e Deus fala muito por meio delas. Eu mesmo já recebi várias profecias de pessoas que nunca me viram na vida e que hoje tem se cumprido exatamente como elas falaram. Mas, também já ouvi muitas coisas que eram da “carne”, e eu sabia que não era Deus falando comigo. É por isso que Paulo disse a mesma coisa que João: devemos examinar as profecias antes de acreditar em tudo o que ouvimos.
Agora chegamos à pergunta neste estudo: mas como podemos examinar e saber se a profecia vem de Deus?
Naquele primeiro texto que eu li, João ensina qual é o teste que devemos fazer. Vamos ler de novo:
“Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus” (1 João 4:2,3).
Esse teste que João apresenta está mais relacionado ao profeta do que à profecia. Ele diz que o verdadeiro profeta é aquele que tem uma vida que “confessa que Jesus Cristo veio em carne”. Mas o que isso significa? Significa mais do que falar “Eu creio em Jesus”, porque qualquer pessoa pode dizer isso da boca pra fora. Confessar Jesus significa ter uma vida visivelmente transformada pelo Espírito Santo.
Então, se alguém te entregar uma profecia, você tem a permissão da Bíblia para se perguntar: Essa pessoa tem demonstrado os frutos do Espírito Santo? (Gálatas 5:22,23). Ela reconhece os seus erros, ou vive julgando os outros e causando intriga entre os irmãos? Ela cuida bem da sua família? Eu sei que ninguém é perfeito, mas se o profeta não tem amor nem humildade para admitir que tem falhas, alguma coisa está errada.
Mas vamos supor que você não conhece essa pessoa, você não sabe nada sobre a vida dela. Então, o que você deve fazer? Você deve examinar a profecia!
Comece se perguntando: essa profecia está de acordo com o que Jesus ensinou? Saiba que toda profecia que vem de Deus, nunca irão contrariar o que a Bíblia ensina. Por exemplo, se uma pessoa diz que você deve se casar com alguém, mas você ou esse alguém já é casado, pode ter certeza de que isso veio da carne ou do diabo, porque a Bíblia diz que Deus odeia o divórcio. (Malaquias 2:16).
O apóstolo Paulo ensina que nem os anjos do céu têm autoridade para ir contra ao que está escrito na Palavra de Deus (Gálatas 1:8). Então, se a profecia vai contra os ensinamentos da Bíblia, você já pode descartá-la na hora, como sendo algo que não veio do Senhor.
Mas, e se a profecia é sobre algo que não tem na Bíblia? Por exemplo, Deus vai te enviar para tal lugar, ou Deus vai te dar tal coisa?
Então, nesse caso, você tem que avaliar se a profecia tem essas três características que Paulo cita. Veja:
“Quem profetiza o faz para a edificação, exortação e consolação dos homens” (1 Coríntios 14:3).
1) A profecia traz edificação para a vida das pessoas, mostrando a vontade de Deus sobre determinado assunto ou situação. Isso quer dizer que quando Deus fala, Ele não deixa dúvidas, medo ou insegurança. Deus pode usar várias pessoas para te dizer a mesma coisa, até você ter certeza de que foi Ele quem falou com você.
2) A profecia traz exortação, ou seja, ela te leva para mais perto do Senhor. Por mais que talvez seja uma mensagem dura, você sente vontade de agradecer a Deus por Ele te alertar sobre algum pecado ou alguma decisão errada que você iria tomar.
3) A profecia traz consolação, pois quando Deus fala, você sente paz e sabe que tudo é para o seu crescimento. Eu já vi uma pessoa sair da vigília de oração muito preocupada e com medo, tentando lembrar o que fez errado, porque ouvir dizer que a causa do seu sofrimento era porque ela estava em pecado e que Deus iria “pesar a mão”. Você acha que isso consola alguém?
Então guarde isso: a profecia sempre tem o propósito de edificar, exortar e consolar.
Por fim, se você quer saber se uma profecia veio de Deus ou não, espere para ver se ela vai se cumprir, porque tudo o que Deus promete, Ele cumpre, mesmo que pareça demorar. Veja o que a Bíblia diz:
“Perguntem a si mesmos: "Como saberemos se uma mensagem não vem do Senhor?" Se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele” (Deuteronômio 18:21,22).
Infelizmente, tem muita gente por aí falando em nome do Senhor, sem Deus ter dito nada. Com isso acabam enganando e destruindo a vida de muitas pessoas. Uma vez uma moça me procurou dizendo que estava desiludida porque recebeu uma profecia de que até o final ela conheceria o seu ungido com quem iria se casar. Mas a virada do ano chegou e não surgiu ninguém no seu caminho. Ela estava muito desanimada porque Deus não tinha dado pra ela o seu ungido, e eu expliquei pra ela que aquela profecia não tinha vindo de Deus.
Certa vez ouvi o testemunho de um homem que tinha duas filhas. Sua esposa engravidou pela terceira vez e eles queriam que nascesse um menino. Não demorou muito para que aparecesse uma profeta falando: “Eis que vos digo: o filho de vocês será um menino”. Como eles já tinham uma grande expectativa, nem questionaram; simplesmente acreditaram no que aquela mulher falou. Compraram um enxoval todo azul, e nove meses depois, nasceu uma linda menina. Aquele homem ficou muito nervoso, trancou-se no quarto e começou a reclamar para Deus, até que ouviu uma voz no seu coração: “Por acaso Eu te falei alguma coisa?”. Naquele momento o homem entendeu que tinha sido enganado por uma falsa profeta, pois aquela mulher mentiu usando o nome do Senhor. Por isso fique atento: se a profecia é de Deus, ela tem que se cumprir. O exame de ultra-som pode até cometer um erro, mas Deus não erra jamais.
Para finalizar, quero resumir tudo o que falei para você: em primeiro lugar, examine a vida do profeta e suas atitudes, para ver se ele ou ela é uma pessoa de Deus. Em seguida, examine a profecia para ver se ela está de acordo com a Bíblia. Depois verifique se ela edifica, exorta e consola. E, por fim, saiba que se a profecia veio de Deus, ela vai se cumprir mais certo ou mais tarde!


Devemos Pedir Um Sinal de Confirmação a Deus?

A prática de pedir sinais de confirmação a Deus é frequentemente adotada pelas pessoas. No geral, para muitos cristãos pedir confirmação a Deus sobre algo significa desejar algum sinal externo que indica diretamente qual é a vontade de Deus em determinada ocasião.
Mas na verdade não faz muito sentido um cristão pedir sinais de confirmação a Deus atualmente. Inclusive, esse tipo de prática acaba até se chocando com aquilo que é ensinado nas Escrituras. Porém, muita gente que adota a prática de pedir sinais de confirmação a Deus diz se basear em textos bíblicos. Então como entender esta questão?

A Bíblia diz que devemos pedir sinais de confirmação a Deus?

Na Bíblia há vários textos que relatam situações em que algumas pessoas pediram sinais de confirmação a Deus. Sem dúvida um dos mais conhecidos é aquele que registra a história da convocação de Gideão (Juízes 6).
O texto bíblico diz que Deus chamou Gideão para liderar o exército israelita contra os midianitas. Mas Gideão não se achava qualificado para aquela tarefa. Por isso ele pediu um sinal da parte de Deus para confirmar que aquela realmente era a vontade divina.
Então ele tomou um velo de lã e pediu para que Deus fizesse com que a lã ficasse molhada enquanto o chão ao seu redor permanecesse seco. Após Deus tê-lo respondido com aquele sinal, ele buscou outra confirmação de Deus. Dessa vez, ele pediu que a lã ficasse seca, enquanto o chão ao seu redor ficasse molhado. Somente depois desses sinais Gideão entendeu que Deus realmente havia confirmado sua vontade.
Mas esse comportamento de Gideão não deve servir como um incentivo para o crente pedir sinais de confirmação a Deus; ao contrário, deve servir como exemplo para que ele não repita a fé vacilante de Gideão naquele momento. Deus já havia falado claramente com Gideão e provado de forma miraculosa que Sua presença e proteção estavam com ele (Juízes 6:14-21).
Além disso, Gideão já tinha percebido que havia visto o Anjo do Senhor face a face e edificado um altar a Deus (Juízes 6:22,24). Então ao pedir mais sinais de confirmação de que Deus estava realmente falando com ele, na verdade Gideão estava quase que tentando a Deus. Inclusive, ele sabia disso e até pediu que Deus não ficasse irado com ele (Juízes 6:39).
Em Sua paciente misericórdia, Deus concedeu os sinais que Gideão pediu e fortaleceu a sua fé. Mas a prática de pedir sinais externos de confirmação a Deus é uma atitude que pode significar uma fé fraca e vacilante.

Por que é errado pedir um sinal de confirmação a Deus?

A maioria das pessoas que defendem que temos que pedir a Deus que nos envie sinais de confirmação em determinadas situações, desconsidera o caráter progressivo da revelação de Deus e se baseia em algumas passagens isoladas.
Há uma grande diferença entre nós e os crentes dos tempos bíblicos. Naquela época, a revelação especial de Deus através de Sua Palavra ainda não estava completa; ou seja, as Escrituras ainda estavam sendo escritas pela inspiração do Espírito Santo.
Mas uma vez que a Sagrada Escritura está completa, temos nela nossa única regra de fé e prática. Ela é infalível, inerrante e autoritativa. O apóstolo Paulo escreve que “toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16,17).
Além disso, também devemos ter ciência de que os personagens bíblicos estavam envolvidos de forma extraordinária num estágio da história da redenção que já foi cumprido. Isso quer dizer que Deus estava conduzindo todas as coisas de modo a enviar o Seu Filho como Salvador a este mundo. Nesse processo houve teofanias, visões extraordinárias e experiências dramáticas através das quais Deus revelou sua vontade aos profetas.
Porém, conforme explica o escritor de Hebreus, a promessa foi cumprida e a forma como Deus fala ao mundo mudou. Ele escreve: “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas; a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo; por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:1,2).
Portanto, se uma pessoa tem a Palavra de Deus completa e perfeita em suas mãos, e ainda assim pede por sinais externos de confirmação a Deus, ela ignora o ministério e obra de Cristo, que é a própria encarnação da Palavra de Deus.

Então como saber se Deus está confirmando algo?

É verdade que por causa do pecado, o coração do homem tem uma tendência a sempre duvidar e desacreditar da Palavra do Senhor. Aqui serve de exemplo o comportamento dos fariseus e saduceus do tempo de Jesus. Eles estavam diante do próprio Messias; estavam diante do cumprimento final das promessas de Deus; mas ainda assim estavam pedindo por sinais.
Por isso o próprio Senhor Jesus lhes repreendeu dizendo que uma geração adultera e má pede um sinal; mas que nenhum outro sinal seria dado a não ser aquele da qual as Escrituras testificava e que apontava para a Sua ressurreição (Mateus 16:1-4).
Portanto, hoje nós temos a Palavra de Deus para nos instruir em todas as coisas; e o Espírito Santo que habita em nós é quem nos guia em toda verdade (João 16:13). Nós não precisamos pedir sinais externos de confirmação a Deus quando temos o próprio Deus habitando em nós.
A obra e a presença do Espírito Santo em nossas vidas conforma a nossa mente à mente de Deus; alinha as nossas vontades à vontade de Deus. Por isso a Bíblia diz que nós temos a mente de Cristo e devemos olhar para todas as coisas sob essa perspectiva (1 Coríntios 2:16).
Então diante de alguma decisão importante que tenhamos que tomar em nossas vidas pessoais, ao invés de pedirmos por sinais de confirmação a Deus, devemos simplesmente pedir que o Espírito Santo ilumine o nosso entendimento para que possamos decidir de uma forma que não desagrade ao Senhor; mas que esteja em harmonia com os princípios de Sua vontade revelada nas Escrituras.
Portanto, não ore dizendo: “Senhor me mostre algo, me dê um sinal de confirmação”; mas ore: “Senhor me ajude a enxergar o que o já está revelado em sua Palavra; ajude-me a decidir de acordo com o maior Sinal que o Senhor enviou à minha vida, que é a presença do Seu Santo Espírito habitando em mim; o qual não quero entristecer com uma decisão errada”.



O Que é o Vaso de Alabastro?


O vaso de alabastro é conhecido entre os cristãos por ter sido o tipo de recipiente utilizado para portar óleos ou essências em algumas passagens do Novo Testamento. Diante disto, muitos ficam curiosos sobre como era esse vaso, e o que significa alabastro. Neste estudo bíblico, iremos entender um pouco melhor o que é o vaso de alabastro.

O que significa alabastro e o que era o vaso de alabastro?

Originalmente a forma neutra do grego alabastros era usada para designar um frasco de alabastro que possuía um gargalo comprido. Quando o conteúdo era utilizado, tal gargalo era rompido. Geralmente o conteúdo armazenado nesses frascos eram óleos e essências.
O mesmo termo também era utilizado para se referir a qualquer frasco que possuía o formado indicado acima, não importando o material de que tivesse sido fabricado.
Já o alabastro era uma variedade de carbono de cálcio produzido por depósito natural e hidratado. Existe uma diferença entre os alabastros da antiguidade e os mais modernos. O alabastro moderno é um tipo de gesso, sendo uma pedra mais mole. Já os alabastros da antiguidade, chamados no hebraico de shayish ou shesh, geralmente eram de mármore, compostos de calcita (1 Crônicas 29:2; Ester 1:6).
Esse material em sua forma pura tem uma cor branca e translúcida. Geralmente o alabastro era encontrado em regiões calcárias, em cavernas e locais próximos de nascentes. Os alabastros eram muito utilizados na escultura de estátuas e na fabricação de vasos, frascos, caixas, garrafas e recipientes em geral.
Havia vasos de alabastro fabricado na região da Palestina com pedras escavadas no vale do Jordão. Outros eram importados do Egito, sendo estes mais valiosos.

O vaso de alabastro na Bíblia

No Novo Testamento encontramos algumas passagens que fazem referência à utilização do vaso de alabastro. A primeira está no Evangelho de Mateus, quando Jesus é ungido em Betânia:
Aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.
(Mateus 26:7)
Nos Evangelhos de Marcos e João encontramos um texto paralelo ao relato do Evangelho de Mateus (Marcos 14:3-9; João 12:1-8). No caso da referência de Marcos, trata-se de um paralelo exato. Já no texto do Evangelho de João algumas diferenças cronológicas podem ser percebidas; porém nenhum detalhe entra em conflito com os textos de Mateus e Marcos.
Alguns argumentam que na narrativa de João é dito que a mulher ungiu os pés de Jesus com o unguento que estava no vaso de alabastro; enquanto Mateus e Marcos relatam que o liquido foi derramado sobre sua cabeça. Porém é possível que ela tenha derramado tanto bálsamo em Jesus que o liquido escorreu até mesmo pelos pés d’Ele. Sobre isso, João escreve que havia “uma libra de bálsamo de nardo puro” dentro do vaso de alabastro (João 12:3). Essa medida equivalia a algo em torno de 450 gramas de perfume, uma quantidade suficiente para cobrir Jesus. Saiba mais sobre os pesos e medidas na Bíblia.
Essa mulher que aparece anônima nos Evangelhos de Mateus e Marcos é identificada no Evangelho de João. Ela era Maria, irmã de Marta e Lázaro, aquele que foi ressuscitado.

O nardo puro no vaso de alabastro

O liquido que a mulher carregava no vaso de alabastro era o nardo puro (Marcos 14:3). O nardo era um perfume raro feito de raízes de uma planta nativa do Himalaia. Nos tempos bíblicos ele era importado justamente em frascos selados de alabastro. Esses pequenos vasos de alabastros eram abertos apenas em ocasiões muito especiais.
Judas estipulou o preço do nardo que havia naquele vaso de alabastro em trezentos denários (João 12:5). Isso equivalia a um ano de salário de um trabalhador da época. Esse valor também era provavelmente dez vezes maior que o valor que o mesmo Judas recebeu para trair Jesus.
O vaso de alabastro também é citado numa referência no Evangelho de Lucas (Lucas 7:36-50). Lucas fala de uma mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus com especiarias que estavam num vaso de alabastro. Aqui é importante dizer que essa mulher não deve ser confundida com a mulher citada anteriormente no episódio registrado por Mateus, Marcos e João, apesar das evidentes semelhanças.
A mulher mencionada por Lucas realmente não teve sua identidade revelada. É muito comum a interpretação de que essa tal mulher tenha sido uma prostituta. Mas no texto original em grego a expressão “era pecadora” traduz um termo que não precisa significar necessariamente que ela era uma meretriz.
O texto apenas deixa claro que ela era muito conhecida no povoado por sua má reputação. Além disso, no texto de Lucas ela já aparece como uma mulher arrependida. Isso significa que seja lá o que a mulher do vaso de alabastro tivesse feito, ela já não fazia mais.


Como Foi a Construção do Tabernáculo?


A construção do Tabernáculo acorreu de acordo com as instruções dadas por Deus. O Tabernáculo foi construído por habilidosos artífices. Os artesãos do Tabernáculo eram liderados por Bezalel e seu ajudante Aoliabe.
Tudo o que envolveu a construção do Tabernáculo está registrada no livro de Êxodo, desde a especificação de seu modelo, incluindo cada um de seus detalhes, até a execução do projeto dado pelo próprio Deus a Moisés (Êxodo 25-31; 35-39). Nesse contexto, o relato bíblico deixa claro que os artesãos do Tabernáculo não participaram da construção por causa de suas próprias habilidades humanas, mas porque foram capacitados de forma especial pelo Espírito Santo de Deus.
Conforme o texto bíblico informa, o Tabernáculo deveria ser construído exatamente de acordo com o projeto divino. Então para executar esse projeto, homens foram sobrenaturalmente capacitados pelo Espírito de Deus a fim de que pudessem desempenhar todas as tarefas que lhes eram exigidas na construção do Tabernáculo.

A capacitação dos artesãos do Tabernáculo

O texto bíblico diz que Deus encheu um homem chamado Bezalel com Seu Espírito e lhe deu “destreza, habilidade e plena capacidade artística para desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze; para talhar e esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo o tipo de obra artesanal” (Êxodo 31:3-5).
Deus também cuidou de chamar Aoliabe, um membro da tribo de Dã, para auxiliar Bezalel. Além desses dois homens, havia também outros artesãos do Tabernáculo que foram capacitados por Deus (Êxodo 31:6).
De acordo com a narrativa bíblica, os artesãos do Tabernáculo estiveram envolvidos na execução da tenda da congregação, da Arca da Aliança, do propiciatório que ficava por cima dela e de todos os pertences da tenda; também da mesa com os seus utensílios, do candelabro de ouro puro com todos os seus utensílios, do altar de incenso, do altar do holocausto com todos os seus utensílios e a bacia com seu suporte.
Os artesãos do Tabernáculo também foram responsáveis por tecer as vestes sacerdotais que Arão e seus filhos deveriam usar no ofício de sacerdote. O óleo da unção e o incenso utilizado no Tabernáculo também deveriam ser providenciados conforme as instruções divinas. Parece claro que no processo de construção do Tabernáculo houve pouco ou nenhum espaço para qualquer liberdade criativa por parte dos artífices.
Na verdade os artesãos do Tabernáculo deveriam fazer tudo segundo a ordem do Senhor. O próprio Deus diz explicitamente que Ele deu habilidade aos artesãos do Tabernáculo “para que façam tudo o que tenho ordenado” (Êxodo 31:6,11).
A capacitação de Bezalel e Aoliabe consiste num dos notáveis casos que revelam o ministério do Espírito Santo capacitando pessoas de forma especial durante o Antigo Testamento. Essa capacitação ocorria em caráter bem específico. Mas as próprias profecias veterotestamentárias falavam de um tempo em que o Espírito Santo seria derramado sobre todos os redimidos e isso se cumpre na Igreja do Novo Testamento. Saiba mais sobre as manifestações do Espírito Santo ao longo dos tempos.

As ofertas para a construção do Tabernáculo

Deus ordenou que os filhos de Israel trouxessem ofertas de forma disposta e voluntária para a construção do Tabernáculo. As ofertas pedidas foram: ouro, prata e bronze; tecido azul, púrpura e carmesim; linho fino e pelos de cabra; peles de carneiro tingidas de vermelho e couro; madeira de acácia; azeite para servir de combustível para iluminação; especiarias para o óleo da unção e para o incenso; pedras de ônix e pedras de engaste para o colete e o peitoral sacerdotal (Êxodo 35:5-9).
A Bíblia diz que o povo respondeu com prontidão e trouxe muitas ofertas para a construção do Tabernáculo. Homens e mulheres dentre os filhos de Israel trouxeram como oferta: fivelas; pendentes; anéis; braceletes; objetos de ouro, de prata e de bronze; tecidos finos e peles de animais; madeiras de acácia; pedras de ônix e azeite (Êxodo 35:21-29). Depois que o Tabernáculo ficou pronto, a Bíblia informa a quantidade de material usada pelos artesãos. Por exemplo: na construção do Tabernáculo foram usadas mais de uma tonelada de ouro; mais de três toneladas de prata; e mais de duas toneladas de bronze (Êxodo 38:21-31).

O Tabernáculo começa a ser construído

O começo da obra do Tabernáculo está registrado a partir do capítulo 35 do livro de Êxodo. Conforme Deus havia lhe dito, Moisés pediu as ofertas para o povo de Israel e também convocou os artesãos para começarem a construção do Tabernáculo (Êxodo 35:10-19).
O escritor de Êxodo uma vez mais reconta o trabalho dos artesãos do Tabernáculo e destaca novamente o fato de que todos eles foram chamados por Deus e capacitados com Seu Espírito para tal obra (Êxodo 35:30-35; 36:1). Dessa vez o escritor bíblico informa que Bezalel e Aoliabe também receberam a disposição de ensinar outras pessoas (Êxodo 35:34).
As habilidades que os artesãos do Tabernáculo receberam realmente eram sobrenaturais. Eles dominavam uma variedade muito grande de tarefas, desde as mais simples até as mais engenhosas; desde trabalhar com pedras preciosas e entalhar madeira até bordar tecidos e elaborar desenhos.
Moisés entregou aos artesãos do Tabernáculo todas as ofertas voluntárias trazidas pelos israelitas, para que eles pudessem começar a obra de construção. As ofertas arrecadadas superaram as necessidades da obra. Dessa forma o povo foi proibido de trazer mais ofertas; os artesãos chamados por Deus já tinham mais do que o necessário para a construção do Tabernáculo (Êxodo 36:2-7).
Então aos artesãos começaram a obra do Tabernáculo pelas cortinas; eles fizeram cada um de seus utensílios e todos os itens de sua mobília, até finalmente chegar às vestes sacerdotais (Êxodo 36:8-39:1-31). Quando tudo ficou pronto e a construção do Tabernáculo foi concluída, Moisés inspecionou cada coisa que havia sido feita pelos artesãos (Êxodo 39:32-43).
Depois Deus mandou que Moisés levantasse o Tabernáculo no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano. Quando o Tabernáculo foi levantado e cada utensílio colocado conforme a ordem divina, a Bíblia diz que a glória do Senhor encheu o Tabernáculo; nem mesmo Moisés podia entrar na tenda da congregação (Êxodo 40:1-38). A construção do Tabernáculo foi completada cerca de nove meses após a chegada dos israelitas no Sinai.

domingo, 8 de setembro de 2019


Esboço O Princípio da Corda


“Melhor e serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” (Ec 4.9 e 12).
O texto básico desta mensagem começa com a expressão “melhor é serem dois do que um.” Entretanto, o término do texto nos fala que “o cordão de três dobras não se quebra tão depressa” (vs.12), nos dando a entender que, na questão da unidade, se há benefícios em serem dois, melhor ainda  é serem três, ficando implícito que a terceira dobra representa uma força maior, tornando o cordão muito mais resistente, pois uma corda de três dobras  dificilmente se quebra.


       A Bíblia é um livro completo. E seus detalhes vão se tornando importantes de acordo com o crescimento espiritual de cada cristão. Mais ou menos como ocorre com o crescimento de um ser humano. Coisas que são importantíssimas para os adultos não o são para as crianças, e vice-versa.
   Nesta linha de pensamento, penso ser importante falar sobre o que chamo de PRINCÍPIO DA CORDA. Você não deve ter ouvido (ainda), porque acabei de inventar.A Bíblia diz que o Senhor nosso Deus nos atraiu, nos puxou, nos chamou com cordas humanas. Com laços de amor (Oséias 11:4). Deus nos prende com cordas e laços de amor, sobre os quais que gostaria de discorrer nesta oportunidade.
       Imagine a igreja como se fosse uma corda bem comprida segurada por cada membro da igreja. É importante que todos saibam e tenham consciência de que todos nós somos responsáveis pela corda. Primeiro, como um conjunto, e depois, individualmente. Vamos analisar primeiro o conjunto.
       Para que todos andem, é preciso que andem numa só direção. O conjunto (o grupo todo) não vai para lugar nenhum se não houver um acordo sobre o destino para onde todos devam ir. Não é com dificuldades que se conclui que se uma parte dos membros da igreja quiser ir para uma direção, e outra parte quiser ir para outra direção, a corda (o amor), mais cedo ou mais tarde, passará a servir como "cabo-de-guerra". Aquelas competições onde dois grupos são formados e cada um puxa para lados opostos. Se brincar, a corda vira um "s", com vários grupos puxando lados distintos...
       Algumas vezes encontramos situações onde alguns membros "empacam". Eles seguram a corda e não movem os pés. Não andam, e nem deixam os outros andarem.
       Outras vezes, os irmãos não se entendem, e ficam dando voltas e mais voltas. Em algumas situações vão para um lado. Pouco tempo depois, a corda é puxada de volta.... e vão pra direita, pra esquerda, pra cima, pra baixo, sem nunca chegar a lugar algum!
       Se já fazem alguns anos que o(a) amado(a) leitor(a) está na igreja, com certeza já deve ter visto uma dessas situações...
       Aqui entra a importância do dirigente da igreja. Ele tem que ter a humildade, a sabedoria, a direção, a unção e a autoridade e a firmeza do Espírito de Deus para resolver esses problemas de acordo com a Bíblia, e, principalmente, com amor.
       Caso não tenha a sabedoria, a visão, a unção, a firmeza e a direção do Espírito de Deus, no mais das vezes, os membros da igreja (aqueles que estão segurando a corda) que não estão firmados sobre a Rocha (Jesus), que não são dominados e nem foram transformados pelo Espírito de Deus, que não tem uma comunhão firme, contínua e fervorosa com Deus, ficam entristecidos, desanimados, magoados... e largam a corda. Abandonam a igreja. Vão para suas casas, deixam de orar, de ler a Bíblia e de ter a necessária comunhão com a Igreja de Cristo.
        Nessas situações, está ficando cada vez mais freqüente o rompimento da corda. Os irmãos não se entendem, não se humilham, e nem se submetem (recomendaria que o/a amado/a lesse a mensagem SUBMISSÃO), e cada grupo fica com um pedaço da corda... e ocorre a fundação de uma nova "igrejinha", sustentando que esta teria sido a expressa e direta vontade de Deus. Eu tenho lá minhas dúvidas...
       O mais importante é o amor. Qualquer coisa que não seja com e por amor pode ter vindo e ter sido feito em nome de Deus.

       Na primeira parte da presente série, comentamos (muito superficialmente) sobre a visão que devemos ter da igreja como se fosse uma corda que é segura por todos os membros da igreja. E falamos sobre as dificuldades de se permanecer com corda na mão, e da responsabilidade do dirigente da igreja para resolver os... "problemas" que acontecem envolvendo os membros que estão segurando a corda.
       Gostaria, nesta oportunidade, de discorrer mais um pouco sobre o dirigente da igreja, que tem a função (óbvia) de dirigir a congregação.
      Ainda que a Bíblia diga que quem aspira o episcopado excelente obra deseja (I Tim.3:1), e experiência tem demonstrado que trabalhar com gente é uma das piores coisas que temos que fazer. Os seres humanos são maus, são péssimos, são horríveis. Amar é assumir o risco de sofrer uma decepção. O que quase sempre acontece...
       A igreja não é nossa. As almas não são nossas. A obra não é nossa. Todos nós somos mordomos encarregados de cuidar das coisas que Deus nos confiou. A responsabilidade maior é para quem o Senhor confia ALMAS.
       Nós, obreiros na Seara do Senhor não temos a incumbência de manter as pessoas na igreja. Temos a incumbência de cuidar delas, instrui-las, alimenta-las, conduzi-las ao encontro do Senhor. Temos a incumbência de preparar os futuros cidadãos dos céus. De ensinar as leis que regem o Reino de Deus, de curar suas feridas, dirimir suas dúvidas, apontar seus erros, suas falhas, e encaminha-las de acordo com princípios bíblicos.
       Alguns dirigentes não têm consciência de suas funções, e acabam por ferir, machucar e espantar as almas, ou conduzi-las para um destino errado...
       Existem sempre duas formas de se fazerem as coisas (no mínimo): a forma certa, e a forma errada. E também muitas variantes: a forma mais certa do que errada, a forma quase certa, a forma certa mas não muito recomendável...
       O fato é que quando vamos fazer, pela primeira vez, uma coisa que nunca fizemos antes, acabamos sempre fazendo errado...
       A missão dos obreiros é preparar aqueles que vão ser transformados em anjos. Não temos que ficar adulando, bajulando, mimando os cristãos para que permaneçam na igreja. Se quiserem ser salvos e transformados em anjos, precisam ser preparados. Precisam aprender que têm uma doença chamada "pecado" da qual precisam se livrar. Precisam ser libertos do orgulho, vaidade, egocentrismo, inveja, ciúme, vaidade e todas as demais coisas que os afastam da glória de Deus (Isaias 59).
       ... e precisam caminhar junto com toda a igreja, numa só fé, num só espírito (Fil.1:27), e em uma só esperança (Ef.4:4).
       A igreja primitiva era forte porque ela se comportava, agia, andava como se fossem uma só alma e um só coração, tendo tudo em comum (Atos 4:32).
       Eles seguravam a corda, e andavam todos numa só direção: a indicada pelo dirigente. E a coisa andava.
       O dirigente é o líder. Precisa ser o líder. Estudos profundos foram feitos para se compreender como se faz um líder. O líder é aquele que goza do carinho e do respeito de todos os liderados. Quando ele puxa a corda para um lado, todos os que estão segurando a corda precisam ir com ele. Suas decisões não podem ser desrespeitadas. Daí a importância de serem decisões certas, de acordo com a Bíblia, e na direção do Espírito de Deus. E precisam ser firmes. Se o líder não puxar a corda, não são os que estão segurando-a que poderão puxá-la... Entende o que quero dizer?
       Precisamos ir para onde nossos lideres estão puxando a corda. Somos nós que temos que nos adequar à igreja, e não o contrario.

        Na primeira parte da presente série, comentamos (muito superficialmente) sobre a visão que devemos ter da igreja como se fosse uma corda que é segura por todos os membros da igreja. Na segunda parte comentamos que é necessário que andemos de acordo com as decisões dos dirigentes da Igreja. Mesmo que não concordemos com as decisões que sejam tomadas. Gostaria de recomendar a leitura da mensagem SUBMISSÃO, onde falo mais sobre o assunto.
       Nesta oportunidade, gostaria de falar sobre cada irmão, cada cristão que esta segurando a corda.
       A Bíblia diz que todos nós andávamos segundo o curso deste mundo, segundo o espírito que agora atua nos filhos da desobediência (Jo.3:36 e Ef.2). E quando nos entregamos a Cristo, começamos a andar contra a correnteza de arrasta o mundo cada vez mais para as trevas, para longe de Deus. Aliás, tem uma mensagem compilada com esse título (Contra a correnteza). Imagine um rio muito largo, e com uma correnteza muito forte, mas pouco profundo, onde nosso pé alcança o fundo do rio. A igreja é formada por muitas pessoas que estão lutando contra a correnteza do rio do mundo que arrasta as pessoas para o abismo, para as trevas, para a dor, angústia, solidão, confusão, desespero... E existe uma corda na qual todos nós estamos segurando. Essa corda é que une todas as pessoas que estão na igreja. Mesmo que alguém esteja freqüentando a igreja, nossos cultos, cantando, pregando, se não estiver segurando a corda, não participará das bodas do Cordeiro.
        Contudo, a igreja é também o local onde somos santificados, onde aprendemos as leis que regem o reino de Deus, onde nossas feridas são curadas. Onde cada um precisa se encontrar com Deus de uma forma pessoal, para que Ele encha nossa vida, e nosso coração. Nesse processo de santificação, que é totalmente subjetivo e pessoal (Deus trata cada um de um modo diferente, porque somos todos diferentes uns dos outros), acontecem muitas coisas que não entendemos. Mas que devemos aceitar e agradecer, porque se Deus permitiu, é porque Ele tem um propósito.
       Algumas vezes, nossos pés não alcançam o fundo do rio, e ficamos boiando. A única coisa que nos segura à igreja é a corda (amor). Se no momento em que nossos pés não estiverem alcançando o fundo (lutas, tribulações, perseguições, dores, problemas, frustração, desespero), não estivermos segurando a corda... somos arrastados pela correnteza... a não ser que um outro irmão esteja nos segurando, e não permita que sejamos levados pela correnteza!
       Entende o que quero dizer? A maior parte dos que estão na igreja não estão segurando a corda (amor). Estão nela (igreja) atrás do que ela pode lhes fornecer. Do que podem ganhar com Deus ou com a igreja. Então, quando vêm as lutas, e as tribulações, eles se escandalizam, na forma como Jesus previu na parábola do Semeador (a semente que caiu nas rochas ou entre os espinheiros - Marcos 4:1-20). Estão conosco, freqüentando nossos cultos, mas não são do nosso meio (I Jo.2:19).
       E existem aqueles que estão conosco e são do nosso meio, estão segurando a corda, mas, tal e qual a ovelha de Lucas 15, se perdeu. Caiu em pecado. Fez uma besteira. Perdeu o pé por um segundo e a água do mundo os levou... A estes temos que segurar, procurar, ir atrás.
       Como saber se estamos ou não segurando a corda? Somente através das lutas e das perseguições de que a Bíblia diz (atos 14:22, II Tim. 3:12). Como saber se não estamos segurando a corda? Quando culpamos (ou responsabilizamos) o pastor, os irmãos, o presbitério, a igreja pelo nosso afastamento da presença de Deus