quarta-feira, 10 de julho de 2019


 Deuteronômio 8:1-20
Um manancial no deserto. Parece contraditório. Manancial são fontes de água que não acabam. O deserto é um lugar seco com grande escassez de água. Apesar da aparente contradição é no deserto que muitas vezes Deus nos guia para que encontremos o manancial de águas vivas que flui do próprio Deus.
O deserto é um local hostil, cheio de perigos e adversidades. Altas temperaturas durante o dia com sol escaldante. Baixas temperaturas durante a noite. As elevadas temperaturas durante o dia pode levar qualquer pessoa a perda de líquido pelo suor causando desidratação e até a morte. Há ainda efeitos danosos para o sistema respiratórios por causa das tempestades de areia. Tempestades que podem durar horas e às vezes dias.
Mas quem nos levaria ao deserto? O próprio Deus nos leva ao deserto e nos guia pela mão como o Pai que leva e guia o seu filho pelo caminho em que anda. (Deuteronômio 1:30-31 cf. Deuteronômio 8:15). O deserto é o lugar da ação de Deus na vida de seus filhos. Nós, muitas vezes somos guiados por Deus ao deserto quando enfrentamos problemas, momentos difíceis. É comum quando experimentamos o deserto nos perguntar: Mas por quê? Queremos encontrar uma razão, uma explicação.
Se você está passando por um momento difícil em sua vida, creia, há sempre um propósito divino por detrás de cada deserto.
Por que Deus nos leva para o deserto?
1. Para nos humilhar – Deuteronômio 8:2 “...pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar...”
A palavra humilhar significa tornar humilde, humildar. A humildade não é ser um pobrezinho ou coitadinho. A verdadeira humildade é ser dependente de Deus. Poderíamos parafrasear – Para mostrar que é dependente de Deus. Jesus Cristo declara que sem Ele nada podemos fazer (João 15:5), quanto mais no deserto. Não há lugar melhor do que estar na dependência de Deus.
Israel foi liberto do Egito com a mão poderosa do Senhor (Êxodo 6:1) e é levado para o deserto. No deserto não podiam prover o que comer e nem o que beber, não tinha nada para abrandar o sol escaldante e nada para aquecer a noite.
Mas quando Deus nos guia para o deserto é diferente porque Ele provisiona tudo. No deserto era assim com Israel: havia uma nuvem de dia para guiá-los pelo caminho e a coluna de fogo à noite para iluminar o caminho (Êxodo 13:21). Deus proveu o maná para matar a fome e saiu água da rocha dura para saciar a sede (Deuteronômio 8:3,15). As vestes não envelheceram e nem os pés incharam (Deuteronômio 8:4).
Nós muitas vezes agimos soberbamente crendo que podemos fazer muito por nós mesmos. Deus, então, nos leva para o deserto para nos humilhar. Mostrar que dependemos dEle. Ele proveu o nosso sustento, aPalavra de Deus, para nos saciar espiritualmente e nada mais pode nos ajudar. Nesse manancial de águas vivas, na Sua Palavra é que devemos esperar o provimento de Deus. A nuvem e a coluna de fogo, a presença de Deus consolando no deserto, a Sua Palavra nos dando direção e guiando e ordenando os nossos passos.
Como é bom saber que temos um Deus que nos humilha no deserto, que cuida e provisiona o necessário.
Por que Deus nos leva para o deserto?
2. Para nos provar – Deuteronômio 8:2 “...pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, ete provar...”
Deus os levou para o deserto para saber o que estava no coração do povo. O povo de Israel viu uma grande libertação do Egito, o Mar Vermelho se abrir, o maná para sustentá-los, a água fluir da rocha, enfim, Deus provisionou todas as coisas necessárias. Mas o povo voltou os olhos para o Egito, para as coisas temporais, murmurou, acusou e não reconheceu os cuidados de Deus.
Deus os levou para o deserto para saber se guardariam os mandamentos. O povo de Israel durante a peregrinação no deserto recebeu o manual da vida cristã – o livro de Levítico. Esse livro relata exclusivamente o sistema das leis para governar Israel na sua vida cristã, civil e diária. Levítico é basicamente esboçado assim: A Base da Comunhão – Sacrifício, O Andar da Comunhão e a Separação. Levítico 19:2: "Santos sereis, porque eu, o senhor vosso Deus, sou santo".
Durante o deserto Deus ensinou, instruiu, educou Israel para cumprir a Sua vontade. Muitas vezes assim como Israel nós murmuramos e acusamos Deus, não reconhecemos a Sua provisão. Ele permite o deserto porque são nesses momentos que são expostos o que há em nosso coração. São no deserto que expomos o que há de errado nas nossas atitudes e pensamentos diante das circunstâncias e dos nossos problemas. É nessa hora que Ele prova se cumpriremos a Sua vontade expressa na Sua Palavra. Para provar realmente se estamos dispostos a obedecer a Sua Palavra. Alguém disse que o problema não está no problema, mas sim como reagimos ao problema.
Deus prova para saber se iremos guardar os seus mandamentos para andarmos nos seus caminhos (Deuteronômio 8:6). Caso deixemos de cumprir os seus mandamentos Ele nos disciplinará, assim como o homem disciplina o seu filho a quem ama (Deuteronômio 8:5).
Por que Deus nos leva para o deserto?
3. Para nos dar entendimento – Deuteronômio 8:3 “...para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.”
Interessante pensar que é exatamente essa passagem bíblica que Jesus Cristo citou ao ser tentado nodeserto.
Deus prova o nosso coração e nos mostra como devemos nos conduzir através dos seus mandamentos. Para Israel Ele proveu água, pão, a sombra com a nuvem para o dia, a coluna de fogo para iluminar e guiar a noite, mas queria que eles entendessem que acima do conforto que o próprio Deus concedeu, o que realmente importava era que obedecessem a voz dEle, aquilo que havia ordenado para eles. Mas eles deram mais prioridade ao conforto do que a voz de Deus. Deram mais prioridade no que haver de comer ou beber do que ouvir a voz de Deus.
Nós não agimos diferente do povo de Israel. Voltamos os olhos para o conforto de nossas vidas e ignoramos a vontade de Deus. Em Mateus 6:33 diz:“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Buscai o Reino de Deus e o que haver de comer, beber, vestir, calçar vos serão acrescentados. Importa primeiro buscar a obediência à Deus, e é isso que Ele quer que entendamos. Devemos lembrar que as Suas ordens, os Seus juízos, os Seus preceitos, os Seus mandamentos, a Sua vontade declarada pela Sua Palavra é para ser obedecida.  E isso nos trouxe a vida eterna e pode levá-la a outros.
Jesus disse que Ele é o pão que desceu do céu e aquele que crer nEle terá vida e vida em abundância. O próprio Senhor Jesus Cristo deu exemplo de obediência: “Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra”. (João 4:32,34)
Deus nos ensinou que devemos confiar na Sua Palavra, ensinou que devemos lembrar que Ele cuida de nós providencialmente todos os dias. Importa entender que devemos obedecer e crer. Porque se Nosso Senhor Jesus Cristo disse: “...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos...” (Mateus 28:20), devemos crer. Se Ele diz que devemos ir pregar o evangelho a toda criatura, devemos ir (Marcos 16:15).
Não importa as circunstâncias, os nossos problemas, obedecer a Deus está acima da nossa vontade, pois importa obedecer e cumprir a vontade de Deus.
CONCLUSÃO:
O deserto é necessário. Muitas vezes não entendemos o porquê. Mas é no deserto que vemos a mão de Deus de perto. É no deserto que buscamos a face de Deus em oração, é no deserto que temos que confiar e obedecer. Descanse em Deus porque o deserto é para no fim te fazer bem. Deuteronômino 8:16 – “Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no fim te fazer bem”.
É no deserto que lembramos do manancial que temos, Jesus Cristo, fonte de águas vivas que são eternas.
 Deuteronômio 8:1-20
Um manancial no deserto. Parece contraditório. Manancial são fontes de água que não acabam. O deserto é um lugar seco com grande escassez de água. Apesar da aparente contradição é no deserto que muitas vezes Deus nos guia para que encontremos o manancial de águas vivas que flui do próprio Deus.
O deserto é um local hostil, cheio de perigos e adversidades. Altas temperaturas durante o dia com sol escaldante. Baixas temperaturas durante a noite. As elevadas temperaturas durante o dia pode levar qualquer pessoa a perda de líquido pelo suor causando desidratação e até a morte. Há ainda efeitos danosos para o sistema respiratórios por causa das tempestades de areia. Tempestades que podem durar horas e às vezes dias.
Mas quem nos levaria ao deserto? O próprio Deus nos leva ao deserto e nos guia pela mão como o Pai que leva e guia o seu filho pelo caminho em que anda. (Deuteronômio 1:30-31 cf. Deuteronômio 8:15). O deserto é o lugar da ação de Deus na vida de seus filhos. Nós, muitas vezes somos guiados por Deus ao deserto quando enfrentamos problemas, momentos difíceis. É comum quando experimentamos o deserto nos perguntar: Mas por quê? Queremos encontrar uma razão, uma explicação.
Se você está passando por um momento difícil em sua vida, creia, há sempre um propósito divino por detrás de cada deserto.
Por que Deus nos leva para o deserto?
1. Para nos humilhar – Deuteronômio 8:2 “...pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar...”
A palavra humilhar significa tornar humilde, humildar. A humildade não é ser um pobrezinho ou coitadinho. A verdadeira humildade é ser dependente de Deus. Poderíamos parafrasear – Para mostrar que é dependente de Deus. Jesus Cristo declara que sem Ele nada podemos fazer (João 15:5), quanto mais no deserto. Não há lugar melhor do que estar na dependência de Deus.
Israel foi liberto do Egito com a mão poderosa do Senhor (Êxodo 6:1) e é levado para o deserto. No deserto não podiam prover o que comer e nem o que beber, não tinha nada para abrandar o sol escaldante e nada para aquecer a noite.
Mas quando Deus nos guia para o deserto é diferente porque Ele provisiona tudo. No deserto era assim com Israel: havia uma nuvem de dia para guiá-los pelo caminho e a coluna de fogo à noite para iluminar o caminho (Êxodo 13:21). Deus proveu o maná para matar a fome e saiu água da rocha dura para saciar a sede (Deuteronômio 8:3,15). As vestes não envelheceram e nem os pés incharam (Deuteronômio 8:4).
Nós muitas vezes agimos soberbamente crendo que podemos fazer muito por nós mesmos. Deus, então, nos leva para o deserto para nos humilhar. Mostrar que dependemos dEle. Ele proveu o nosso sustento, aPalavra de Deus, para nos saciar espiritualmente e nada mais pode nos ajudar. Nesse manancial de águas vivas, na Sua Palavra é que devemos esperar o provimento de Deus. A nuvem e a coluna de fogo, a presença de Deus consolando no deserto, a Sua Palavra nos dando direção e guiando e ordenando os nossos passos.
Como é bom saber que temos um Deus que nos humilha no deserto, que cuida e provisiona o necessário.
Por que Deus nos leva para o deserto?
2. Para nos provar – Deuteronômio 8:2 “...pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, ete provar...”
Deus os levou para o deserto para saber o que estava no coração do povo. O povo de Israel viu uma grande libertação do Egito, o Mar Vermelho se abrir, o maná para sustentá-los, a água fluir da rocha, enfim, Deus provisionou todas as coisas necessárias. Mas o povo voltou os olhos para o Egito, para as coisas temporais, murmurou, acusou e não reconheceu os cuidados de Deus.
Deus os levou para o deserto para saber se guardariam os mandamentos. O povo de Israel durante a peregrinação no deserto recebeu o manual da vida cristã – o livro de Levítico. Esse livro relata exclusivamente o sistema das leis para governar Israel na sua vida cristã, civil e diária. Levítico é basicamente esboçado assim: A Base da Comunhão – Sacrifício, O Andar da Comunhão e a Separação. Levítico 19:2: "Santos sereis, porque eu, o senhor vosso Deus, sou santo".
Durante o deserto Deus ensinou, instruiu, educou Israel para cumprir a Sua vontade. Muitas vezes assim como Israel nós murmuramos e acusamos Deus, não reconhecemos a Sua provisão. Ele permite o deserto porque são nesses momentos que são expostos o que há em nosso coração. São no deserto que expomos o que há de errado nas nossas atitudes e pensamentos diante das circunstâncias e dos nossos problemas. É nessa hora que Ele prova se cumpriremos a Sua vontade expressa na Sua Palavra. Para provar realmente se estamos dispostos a obedecer a Sua Palavra. Alguém disse que o problema não está no problema, mas sim como reagimos ao problema.
Deus prova para saber se iremos guardar os seus mandamentos para andarmos nos seus caminhos (Deuteronômio 8:6). Caso deixemos de cumprir os seus mandamentos Ele nos disciplinará, assim como o homem disciplina o seu filho a quem ama (Deuteronômio 8:5).
Por que Deus nos leva para o deserto?
3. Para nos dar entendimento – Deuteronômio 8:3 “...para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.”
Interessante pensar que é exatamente essa passagem bíblica que Jesus Cristo citou ao ser tentado nodeserto.
Deus prova o nosso coração e nos mostra como devemos nos conduzir através dos seus mandamentos. Para Israel Ele proveu água, pão, a sombra com a nuvem para o dia, a coluna de fogo para iluminar e guiar a noite, mas queria que eles entendessem que acima do conforto que o próprio Deus concedeu, o que realmente importava era que obedecessem a voz dEle, aquilo que havia ordenado para eles. Mas eles deram mais prioridade ao conforto do que a voz de Deus. Deram mais prioridade no que haver de comer ou beber do que ouvir a voz de Deus.
Nós não agimos diferente do povo de Israel. Voltamos os olhos para o conforto de nossas vidas e ignoramos a vontade de Deus. Em Mateus 6:33 diz:“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Buscai o Reino de Deus e o que haver de comer, beber, vestir, calçar vos serão acrescentados. Importa primeiro buscar a obediência à Deus, e é isso que Ele quer que entendamos. Devemos lembrar que as Suas ordens, os Seus juízos, os Seus preceitos, os Seus mandamentos, a Sua vontade declarada pela Sua Palavra é para ser obedecida.  E isso nos trouxe a vida eterna e pode levá-la a outros.
Jesus disse que Ele é o pão que desceu do céu e aquele que crer nEle terá vida e vida em abundância. O próprio Senhor Jesus Cristo deu exemplo de obediência: “Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra”. (João 4:32,34)
Deus nos ensinou que devemos confiar na Sua Palavra, ensinou que devemos lembrar que Ele cuida de nós providencialmente todos os dias. Importa entender que devemos obedecer e crer. Porque se Nosso Senhor Jesus Cristo disse: “...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos...” (Mateus 28:20), devemos crer. Se Ele diz que devemos ir pregar o evangelho a toda criatura, devemos ir (Marcos 16:15).
Não importa as circunstâncias, os nossos problemas, obedecer a Deus está acima da nossa vontade, pois importa obedecer e cumprir a vontade de Deus.
CONCLUSÃO:
O deserto é necessário. Muitas vezes não entendemos o porquê. Mas é no deserto que vemos a mão de Deus de perto. É no deserto que buscamos a face de Deus em oração, é no deserto que temos que confiar e obedecer. Descanse em Deus porque o deserto é para no fim te fazer bem. Deuteronômino 8:16 – “Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no fim te fazer bem”.
É no deserto que lembramos do manancial que temos, Jesus Cristo, fonte de águas vivas que são eternas.

sábado, 6 de julho de 2019

CADVPR

A edificação da igreja do Senhor
Cuidado como você constrói
Procuramos sempre encorajar a construção: a construção do caráter, a construção de lares e a construção de igrejas. Isto reflete uma ênfase indiscutível nas Escrituras.
O Senhor é um construtor. "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" (Salmo 127:1). Cada indivíduo é um construtor. "Todo aquele que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante. É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha.... Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces" (Lucas 6:47-49).
De modo especial, os evangelistas são construtores. Paulo escreveu aos coríntios: "Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele" (1 Coríntios 3:10). A estas palavras, contudo, ele acrescentou: "Porém, cada um veja como edifica".
alicerce precisa estar certo. Desde o começo, Paulo minimizou a importância da sabedoria humana, a personalidade e o talento dos professores. Ele atingiu seu auge em 1 Coríntios 3:11. "Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo."
Os materiais precisam estar certos. "Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará" (1 Coríntios 3:12-13). Um templo de madeira, feno e palha pode ser construído rápido e barato. Apelos aos apetites carnais para comida de graça, recreação, divertimento, educação, etc., ajuntarão tais materiais em grandes quantidades. Aqueles que buscam materiais mais caros, limitando-se a pregar "Cristo, e este crucificado", parecerão ser lentos e improdutivos, mas o tempo dirá. Homens de fé não julgam nada "antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará a plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus" (1 Coríntios 4:5).
planta precisa estar certa. Paulo continua: "Estas coisas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo, por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: não ultrapasseis o que está escrito" (1 Coríntios 4:6).
Alguns notáveis exemplos de construção fantasticamente rápida prenderam a atenção de cristãos em anos recentes. Conversões anuais às centenas, reuniões de milhares, ofertas em milhões e zelo sacrificial atingindo os remotos confins da terra levaram muitos observadores a imaginar se estaremos testemunhando um segundo Pentecostes.
Mas só números e publicidade não são prova de aprovação divina. Considere os mórmons, as Testemunhas de Jeová, a Igreja Universal do Reino de Deus e diversos outros ministérios e campanhas de falsos mestres. O mero fato que um projeto alegar ser bíblico não assegura que o procedimento estará em harmonia com a vontade de Deus.
Em numerosos casos de crescimento sensacional, não somente nos anos recentes mas nas últimas décadas, alguns princípios básicos das Escrituras têm sido descuidados, na ávida busca de resultados. Tal construção descuidada não está limitada àqueles que aceitam alguma determinada filosofia de "discipulado" ou "multiplicação". Por toda parte, todos nós precisamos das advertências do Espírito Santo nas Escrituras.
Que jamais fiquemos tão temerosos de enganos que cessamos de construir. Esse seria o maior engano de todos. Mas que nunca nos tornemos tão positivamente zelosos que reajamos desfavoravelmente à divina advertência: "Cada um veja como edifica".
CADVPR 

 1 Tessalonicenses 5:12-28
Diversas Exortações Finais
Para que os tessalonicenses continuem a crescer, Paulo termina a carta com várias exortações práticas.
Valorizar os líderes (5:12-13). Deus determinou que a fé e o crescimento espiritual viriam pela pregação da palavra (veja Romanos 10:17; 2 Timóteo 2:15). Ele concedeu e capacitou homens para fazerem este trabalho (veja Efésios 4:11-16; 1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9). Assim, é uma grande bênção do Senhor quando homens fiéis e maduros nos admoestam e nos corrigem pela palavra da verdade. Em vez de ficar irritado com quem o admoesta, o cristão deve apreciar e amar os que se dedicam neste serviço de cuidado pelas almas de outros.
Ajudar pessoas que têm dificuldades (5:14-15). Nem todos os membros de uma congregação serão espiritualmente maduros, e alguns até precisarão de atenção imediata. Os insubmissos, por exemplo, deixam de andar de acordo com o ensino do evangelho e isto influencia a congregação toda. É necessário admoestá-los para que entendam o perigo do pecado e não contaminem os outros com sua rebeldia (veja 1 Coríntios 5:1-6). A luta contra o pecado é dura, e às vezes haverá quem se desanime. Devemos consolar estes com a lembrança da esperança eterna, para que não desistam de vez (veja 4:13-18; 5:11; Hebreus 12:1-13). E alguns, por serem novos na fé ou por não terem crescido como deviam, serão mais fracos e precisarão de bastante ajuda dos outros membros para que cresçam além das suas fraquezas. Pois, a igreja é um corpo, e não funcionará bem se seus membros não são fortes e saudáveis (veja 1 Coríntios 12:25-26).
Ao lidarmos com essas necessidades especiais, devemos ser pacientes, e nunca devemos "corrigir" alguém por motivo de vingança, mas somente por causa da preocupação com as suas almas (5:14-15; veja Tiago 5:19-20).
A vida constante (5:16-18). Não importa a situação, o cristão terá sempre motivo para regozijo, oração e ações de graças (veja Filipenses 4:4-13). Estas coisas são a reação natural na vida de quem tem a salvação em Cristo Jesus (veja Salmo 51:10-15).
Acerca das profecias (5:19-22). A palavra de Deus foi revelada pelos apóstolos e profetas no Espírito (veja Efésios 3:3-5). É a responsabilidade de cada pessoa aceitar o que vem de Deus e rejeitar o que é do mal. Há necessidade, então, de julgarmos tudo que aprendemos para que possamos fazer a vontade de Deus com discernimento (veja Hebreus 5:13-14). A única maneira que temos para julgar o que pessoas nos ensinam sobre Deus é de compará-lo com a palavra do Espírito que já nos foi confirmada na Bíblia (veja Hebreus 2:1-4; 1 João 4:1; 2 João 9-10).
Desejos finais (5:23-28). Ao terminar a carta, Paulo ressalta a fidelidade de Deus em santificar inteiramente os que lhe obedecem (5:23-24). Então, ele pede a oração dos irmãos (5:25), lhes manda uma saudação de amor santo (5:26), e pede que leiam a carta perante todos (5:27). A carta encerra com a graça de Deus, assim como começou (5:28; veja 1:1).
Perguntas para mais estudo:
  • Como devemos tratar pessoas que nos admoestam pela palavra? (5:12-13)
  • Por quê é tão necessário ajudar as pessoas com dificuldades? (5:14-15)

  • É errado uma pessoa "julgar" o ensinamento de outros? (5:19-22)

segunda-feira, 1 de julho de 2019


significado estrela de davi









Estrela de Davi

O significado estrela de Davi tem a ver com a cultura e religião de alguns povos, em especial do judaísmo, sendo assim é de grande valor cultural e religioso para o povo israelita e judeu.
Ela simboliza a realeza e, além disso, os guerreiros israelitas a utilizavam nos seus escudos durante as batalhas.
É possível encontrar este símbolo na bandeira do país Israel, mas isso é um problema para muitos israelitas que não defendem o estado sionista e nem são adeptos do judaísmo.Nos campos de concentração da época nazista, os judeus eram facilmente identificados por que em suas roupas haviam a representação simbólica da estrela.
“Magen David” é o nome em hebraico da estrela de Davi.
As mais diversas religiões e manifestações de seitas e outras existentes no mundo passaram a utilizar essa estrela e dar para ela variados significados.
Veremos a partir de agora o significado Estrela de Davi e as suas interpretações.

Simbolismo e Significado Estrela de Davi

História

A estrela de Davi possui dois triângulos isso é porque em hebraico a primeira letra do nome do Rei Davi tem um formato de triângulo. Essa letra tem o nome de Dalet.Essa é a principal interpretação dada pelos estudiosos e autores.
Existem historiadores que aprofundam ainda mais a questão e dizem que um dos triângulos da estrela representa o corpo, a alma e o espírito das pessoas, cada um representando as três pontas desse triângulo.
Por sua vez, o outro triângulo representa a Santíssima Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também referente as três pontas.

Cristianismo

Para a religião cristã a estrela simboliza Jesus Cristo na forma de o Messias, o salvador do mundo.
É fato que nem todos os cristãos a têm como um símbolo.

Cabala

A estrela possui doze lados cada um representando as doze tribos de Israel. Além dessa interpretação, a Cabala também é vista como representação de uma luta.
Significa que o bem e o mal estão em confronto direto e o lado material e o espiritual também.

Hinduísmo

Para os hinduístas o significado Estrela de Davi é sagrado, visto que simboliza a Trindade hindu, representada pelos três deuses Brahma, Vishnu e Shiva.
Eles simbolizam a figura do o Criador, o Preservador e o Destruidor, de forma respectiva.

Umbanda

A umbanda foi uma das religiões que pegou para si a estrela e deu-lhe um significado diferente. Para ela os vértices dos triângulos representam as entidades umbandistas.

Maçonaria

Alguns autores, como Nicola Aslan, os seguidores da maçonaria acreditam ao relatarem em seus escritos que o significado Estrela de Davi é a representação visual de alguns dos símbolos utilizados na maçonaria.Para eles os vértices da estrela significa Deus, a criação e a perfeição.
De fato, este símbolo representa a proteção para os maçons, além da união entre os opostos feminino e masculino, no equilíbrio das coisas com harmonia.

Ocultismo

Embora muitos digam que a estrela tem a ver com o ocultismo, ainda não existem provas que comprovem isso, embora muitos afirmem ter relação.

Diversas Culturas

A estrela de Davi já existe desde o ano 5.000 a.C.
Em diversas culturas espalhadas pelo mundo encontramos relatos de utilização da estrela por vários povos em campos como religião, arte e educação.
Algumas delas são:
  • Fenícios;
  • Sumérios;
  • Bizantinos;
  • Maias;
  • Tibete;
  • Mongólia;
  • …Outras nações também a utilizaram como em Marrocos, Egito, Líbano e Arábia Saudita.

    Tatuagem

    Também é comum que as pessoas se tatuam com o desenho da Estrela.
    Nesse caso elas têm como uma espécie de amuleto na tentativa de conseguir proteção no seu dia a dia.

    Outros Nomes

    A estrela também é comumente conhecida como escudo de Davi. Essa nomenclatura é utilizada principalmente pelos seguidores do judaísmo.
    Também algumas pessoas chamam de selo de Salomão, que remete para o filho do Rei Davi e que era muito rico e sábio entre o provo de Israel
    Existem muitas confusões e desentendimentos sobre a real interpretação da estrela de Davi. Muitos confundem com o pentagrama, por haver no interior da estrela um hexágono.

    Selo de Salomão

    É interessante destacar que existe uma semelhança entre a estrela de Davi e o selo de Salomão, mas, ambos são distintos.
    A principal distinção é que no selo de Salomão os triângulos sobrepostos são também entrelaçados.
    E então, já ficou a conhecer o significado Estrela de Davi e os seus diferentes simbolismos, desde históricos, religiosos, etc…?

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Quem escreveu a Bíblia?


Quando encontramos um livro em nossas mãos, especialmente se ele quer nos ensinar alguma coisa, é natural nos perguntarmos sobre o autor: "quem é ele?", "Que autoridade ele tem para escrever o que escreve?". Essa atitude reflete nossa mentalidade greco-latina, que também aplicamos à Bíblia. Assim, pensamos que todo livro bíblico (ou mesmo a Bíblia como um todo) tem um "autor", uma personalidade única, que escreveu seu pensamento; que a credibilidade do texto depende da identidade desse único "autor"; que os livros bíblicos nasceram diretamente como textos escritos.

O conceito de um "autor" bíblico
Na verdade, o fato da Bíblia ter sido escrita, na maior parte, em hebraico e ter nascido na região do Oriente Médio da Palestina, deve nos lembrar que é uma expressão do mundo semítico, oriental, um mundo que não conhecia o conceito de "autoria". Esse conceito a civilização grega espalhou mais tarde, a partir do século IV a.C., também no Oriente Médio.
Essa visão vale para os escritos do Antigo Testamento, mas também fundamentalmente para os escritos do Novo Testamento, cujo pano de fundo é sempre palestino.
No hebraico bíblico, o termo usado para se referir ao "autor" é shofer, escriba e significa aquele que escreve, aquele que copia. Na era dos escritos bíblicos, o "autor" era principalmente um copista com a tarefa de colocar por escrito o que originalmente era transmitido apenas oralmente. Os livros bíblicos atuais, portanto, nasceram principalmente de histórias orais ou ensinos escritos posteriormente, e os livros de Isaías, ou Jeremias, apenas para dar um exemplo, são a redação dos ensinamentos orais desses profetas. Para a mentalidade semítica subjacente à Bíblia, que podemos chamar de "mentalidade bíblica", a autoridade de um livro não dependia de quem o "escreve", mas da cadeia ininterrupta de gerações que o ouviam, interpretavam e distribuíam (o que nós chamamos de tradição, e isso vem do latim tradere, isto é, “transmitir”).
No entanto, quem fixou o texto escrito como o conhecemos, interveio de alguma forma também criativamente, com suas faculdades e habilidades de composição, porque se expressou com base no entendimento que seu povo, em sua época, tinha da história da salvação, que é o núcleo central de toda a Escritura. Isto aconteceu especialmente com os Evangelhos, onde os quatro evangelistas contam, cada um com seu estilo, os mesmos episódios ou episódios diferentes do ensino e das atividades de Jesus, levando em conta suas comunidades, para as quais explicavam o que aconteceu. Esta transmissão criativa é certamente o ato de um autor, que não inventa do nada, mas permanece fiel à mensagem que o precedeu.
A Bíblia, portanto, tem múltiplos "autores" desse tipo. Quem quer entender a Bíblia deve perguntar em primeiro lugar "quando", "onde" e "para quem" os livros da Bíblia foram escritos, perguntas que nos ajudam a entender o contexto, que é o ambiente histórico e religioso, as coordenadas geográficas, a linguagem e seus significados. Deste ponto de vista, a Bíblia, em sua atual composição escrita de AT e NT, abrange um período de tempo que vai do sexto século antes de Cristo até o final do primeiro século depois de Cristo, apoiando-se em tradições que têm raízes muito mais antigas.

Deus, primeiro autor da Bíblia
Escrever é um ato de memória, uma maneira de transmitir a história sem deixar que ela se perca no tempo. O conjunto de livros da Bíblia é o relato escrito da experiência que um povo, através dos tempos, fez de Deus, de sua presença e ação na história humana. Através dessa história Deus se revela, falando ao seu povo "em muitas e diversas maneiras" (Hebreus 1,1): é uma revelação.
As gerações que fizeram a bíblia chegar até nós afirma que o próprio Deus é o primeiro autor das Escrituras, que por isso são chamadas de "Santas". Na Bíblia, Deus assumiu a "carne" da palavra escrita, palavra viva e salvadora, porque é o fruto da ação do Espírito divino (2Pedro 1,16-21; 2Timóteo 3,14-17), que "escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria" (Constituição Dei Verbum 11).
1. Ouvindo religiosamente a Palavra de Deus proclamando-a com confiança, faz suas as palavras de S. João: «anunciamo-vos a vida eterna, que estava junto do Pai e nos apareceu: anunciamo-vos o que vimos e ouvimos, para que também vós vivais em comunhão connosco, e a nossa comunhão seja com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo" (1 Jo. 1, 2-3). Por isso entende propor a genuína doutrina sobre a Revelação divina e a sua transmissão, para que o mundo inteiro, ouvindo, acredite na mensagem da salvação, acreditando espere, e esperando ame.

2. Aprouve a Deus. na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina ( Ef. 2,18; 2 Ped. 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível ( Col. 1,15; 1 Tim. 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos ( Ex. 33, 11; Jo. 15,1415) e convive com eles para os convidar e admitir à comunhão com Ele. Esta  revelação realiza-se por meio de acções e palavras ìntimamente relacionadas entre si, de tal maneira que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido. Porém, a verdade profunda tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se-nos, por esta revelação, em Cristo, que é, simultâneamente, o mediador e a plenitude de toda a revelação.


ANJOS ACORRENTADOS

A menção aos “anjos acorrentados” aparece em Apocalipse 9E o sexto anjo tocou... Ouvi então uma voz que provinha dos quatro chifres do altar de ouro, colocado diante de Deus, e dizia ao sexto Anjo, que estava com a trombeta: “Liberta os quatro Anjos que estão presos sobre o grande rio Eufrates. Os quatro Anjos, que estavam prontos para a hora, o dia, o mês e o ano, foram então libertos para matar a terça parte dos homens.” (9,13-15)


Vamos, primeiro de tudo, esclarecer algo importante: O Apocalipse não é uma história de catástrofes e de anúncios do fim do mundo, no estilo de Nostradamus, mas um livro que trata de Deus e da sua justiça em guiar a história da humanidade. É isso que vem comunicado nos textos que falam das 7 trombetas, cuja citação acima pertence. Os 4 anjos mencionados estão inseridos na sexta trombeta. As trombetas (e também os 7 selos anteriores) querem concretizar o título do livro do Apocalipse, como aparece em 1,1: Revelação de jesus Cristo: Deus lha concedeu para que mostrasse aos seus servos as coisas que devem acontecer muito em breve.


Falando concretamente do episódio dos anjos prisioneiros que são libertados para destruir um terço da humanidade, precisamos colocar em contraste com o capítulo 7,1-3, onde se diz: Depois disso, vi quatro Anjos, postados nos quatro cantos da terra, segurando os quatro ventos da terra,para que o vento não soprasse sobre a terra, sobre o mar ou sobre alguma árvore. Vi também outro Anjo que subia do Oriente com o selo do Deus vivo. Ele gritou em voz alta aos quatro Anjos que haviam sido encarregados de fazer mal à terra e ao mar: “Não danifiqueis a terra, o mar e as árvores, até que tenhamos marcado a fronte dos servos do nosso Deus”.. Agora, invés, se dá ordem para que sejam soltos, para “matar um terço da humanidade”. A ordem vem do altar e isso faz ver que é uma resposta de Deus às orações dos “santos”, os cristãos fiéis. Os 4 anjos estão sobre o Eufrates, que não é somente um rio, mas uma fronteira e representa uma ameaça de invasão para o Império Romano. De fato os romanos daquela época temiam as populações orientais, que estavam para lá do Eufrates, onde residiam os partos, que causaram problemas à Roma. O autor do Apocalipse vê nesses inimigos do Império Romano um sinal do fim da perseguição contra os cristãos. A catástrofe aqui evocada, a morte de um terço da humanidade, é o simbolismo que o apocalipse usa para evocar a mudança na história mediante a intervenção de Deus. Esse simbolismo, um pouco estranho para nós hoje, era bem conhecido em certo ambiente daquela época. Certamente a linguagem usada pelo Apocalipse era bem entendica pelos leitores do tempo em que foi escrito. Invés, nós, que temos uma cultura muito diferente, devemos estudar o simbolismo ali presente para poder ler de modo adequado a mensagem que o autor quis transmitir.


A presença dos anjos é muito comum na Bíblia. No Novo Testamento aparece 175 vezes e entre essas, 67 vezes no Apocalipse. Eles são executores da vontade e das ordens do Senhor, mensageiros e servos fiéis de Jesus.


Em geral podemos dizer que os anjos são um forma de mediação entre o mundo divino e o mundo humano. Um conceito importante na teologia, sobretudo no Antigo Testamento, é a transcendência de Deus. Para o homem é impossível ver a Deus. Por isso, quando Deus precisa comunicar com os seres humanos, aparecem os anjos.


terça-feira, 21 de maio de 2019


AS RAZÕES PELAS QUAIS OS QUE MORREM NO SENHOR SÃO BEM AVENTURADOS


Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Ap. 14.13).

INTRODUÇÃO
A expressão “bem-aventurado” é muito conhecida na bíblia. O Salmo 1.1 diz “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. No Evangelho de Mateus (5.3-11), no início do Sermão do Monte, Jesus listas 9 bem aventuranças (humildes, choram, mansos, têm fome e sede de justiça, misericordiosos, limpos de coração, pacificadores, perseguidos, e os injuriados).
 A expressão “bem aventurado” (Makários) procede de uma palavra que sua raiz significa riqueza. O livro do Apocalipse apresenta-nos 07 bem aventuranças, ou seja, as qualidades que se refletem na vida alguém que usufrui da verdadeira riqueza espiritual; alguém que realmente pode se considerado “bendito do Senhor”:
Apocalipse 1.13: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nelas escritas..." (Ap 1.3).
Apocalipse 16.15: "... Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nú, e não se veja a sua vergonha" .
Apocalipse 19.9: “... Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. São estas as verdadeiras palavras de Deus".
Apocalipse 20.6: "Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição..."
Apocalipse 22.7: "... Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro".
Apocalipse 22.14: "Bem-aventurados aqueles que lavam suas vestiduras (no sangue do Cordeiro)...”
Apocalipse 14.13"Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham".
Este último texto (Ap. 14.13) mostra-nos a verdadeira espiritual de alguém que morre no senhor. Com base neste texto veremos sobre “AS RAZÕES PELAS QUAIS OS QUE MORREM NO SENHOR SÃO CONSIDERADOS BEM AVENTURADOS”.

EM PRIMEIRO LUGAR - Os que morrem no Senhor são bem aventurados porque MORRERAM “NO SENHOR”
Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor
Observe a “perspicuidade” da bíblia: “Bem-aventurados os mortos”, sim, MAS, somente aqueles que “morreram no Senhor”.
O apóstolo Paulo fala a respeito de uma ligação entre os crentes e Cristo; uma “União Mística”. O crente é unido a Cristo. Esta frase “em Cristo” e suas variantes, aparecem pelo menos 164 VEZES em suas cartas. James Stuart escreveu: “Vem crescendo consistentemente dentro de mim a convicção de que a União com Cristo, ao invés da justificação, eleição ou a escatologia, ou na verdade, ao invés de qualquer outro grande tema apostólico, é a real chave para entender o pensamento e a experiência de Paulo” e ele diz mais: “Podemos considerar a doutrina da união com Cristo, não somente como a coluna da religião de Paulo, mas como também a própria âncora de sua ética”.
João Calvino escreveu: “Enquanto Cristo permanecer fora de nós, e nós estivermos separados dele, tudo o que ele sofreu e fez pela salvação da raça humana permanece inútil e sem valor para nós... Tudo o que Cristo possui é nada para nós até que cresçamos num corpo com ele” .
Para Paulo, e creio também para João (o “autor humano” do Apocalipse) estar unido a Cristo, significa estar identificado intimamente com Cristo; é a vida de Cristo implantada em mim. Por isso, a bíblia ensina que os crentes verdadeiros estão em Cristo, ou seja, não há salvação enquanto não formos feitos um com Cristo e, só permanecemos salvos se permanecermos em Cristo.
Todo aquele que é bem-aventurado na morte, foi, antes, convertido; morreu na causa de Cristo, em estado de união com Cristo; esses são achados “em Cristo” quando chega a morte, por isso são ricos espiritualmente; são benditos do Senhor; são bem aventurados. O Senhor Jesus se aproximou, e revelou-se a eles, por sua Palavra (Ef. 1.13), estes ao crerem se tornaram bem-aventurados; estes regozijam-se no Senhor Jesus; dizem: “considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Fp. 3.8,9).

EM SEGUNDO LUGAR -  Os que morrem no Senhor são bem aventurados porque DESCANSAM DE SUAS FADIGAS
para que descansem das suas fadigas
A vida aqui sobre a face da terra é, em diversos momentos, comparada a uma travessia de um deserto (Jr. 2.2; Os. 2.14), noutras vezes, é comparada a uma longa e estressante corrida (Hb. 12.1, 2 Tm. 4.7); e noutros momentos, é comprada a um violento e cansativo campo de batalha (2Tm. 4.7).
Chegou a hora a hora em que “vovó MARIANA” encostou a espada, inicio o descanso, e “RECEBEU A COROA DA VIDA”.
A morte para o crente é comparada a um sono, no sentido de que aquele que morreu no Senhor encontra-se agora, como alguém que dorme (1 Ts. 4.13); em descanso (Lc. 15.14), em repouso.
Quantas vezes, vovó Mariana, em suas preocupações me pediu (externando suas preocupações com seus filhos; algumas dessas “crianças” já têm mais de 70 anos): “Pastor, ora comigo, pelo Elias...; Pastor, ora comigo por Carlinhos...; Pastor, ora comigo por João...
Acabaram-se as preocupações; acabou o cansaço, acabaram-se as fadigas... É tão ridículo pensar que no céu haverá preocupação!! Há religiões que crêem que a “comunhão dos santos” se estende até após a vida terrenal; sendo assim, os justos nos céus passarão por sofrimento, e  intercederão pelos que estão, em sofrimento, aqui da terra... NÃO!! Apocalipse 21.4 registra que Deus “lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap. 21.4).
No inferno, sim, ali haverá preocupação, angústia, e até intercessão sincera (mas não respondida) em favor deles próprios, e daqueles seus parentes que estiverem vivos (Lc. 16.23-31); é também, por isso, que o inferno é comparado com lugar de tormento, de dor, de abandono, de fogo, fadiga, e calor intenso..., mas, no céu, não; ali só haverá repouso (Lc. 16.22); as tristezas e angústias já cessaram.
No céu os bem aventurados descansam de todo pecado, de toda tentação, e de toda perseguição. Ali  o mau cessa de atormentá-los; ali os extenuados estão em repouso e descanso de suas fadigas.

EM TERCEIRO LUGAR - Os que morrem no Senhor são bem aventurados porque AS SUAS OBRAS OS ACOMPANHAM
pois as suas obras os acompanham
As obras dos crentes, dos lavados e remidos no sangue de Cristo, os acompanham; elas os seguem “a reboque”.
Observe bem isso; as obras dos crentes não vão adiante deles como títulos, como uma aquisição, ou como um “direito de propriedade”; não. A salvação não é pelas obras, ela é pela graça, mediante a fé: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef. 2.8,9). No entanto, Efésios 2.9 registra que “somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Assim sendo, as obras dos crentes os seguem como provas, como EVIDÊNCIAS da vida de alguém que viveu e, se preciso fosse, também morreu no Senhor, e pelo Senhor (Ap. 2.2).
É verdade que não podemos levar desta vida o dinheiro, a fama, e nem mesmo, os bens. Mas o povo de Deus produz “fruto” que sobrevive além da morte. Deus se recordará de nosso amor, bondade, e fidelidade como autenticação daquilo que Ele fez em nós: “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos” (Hb. 6.10).
Assegure-se de que seus valores estejam em harmonia com os de Deus e disponha-se hoje a produzir fruto que perdure para a eternidade. Louvo a Deus, pois, “vovó Mariana” não morreu como uma velha rabugenta, e ranzinza; que ninguém tolerava, antes, pelo contrário, ela viveu rodeada de amigos, e parentes, que a amavam. E mais, ela os influenciou positivamente; filhos, netos, bisnetos, e tataranetos, foram constantemente alvo de sua simplicidade, humildade e devoção incontestável a Cristo.
Com mais 100 anos de idade era membro da SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina da Igreja Presbiteriana do Brasil); ia regularmente às visitas; ela era aluna assídua da Escola Bíblica Dominical; e, mesmo com as forças debilitantes, testemunhou vindo aos cultos; enxergávamos essa irmã cantando todos os corinhos “de pé”, e todos os hinos, enquanto as forças eram possíveis. Como diz a escritura, morreu “em ditosa velhice”; vivenciou uma vida completa e realizada.

EM QUARTO LUGAR - Os que morrem no Senhor são bem aventurados porque A PROMESSA DA BEM AVENTURANÇA É AUTENTICADA PELO ESPÍRITO SANTO
“Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham
Observe três elementos que exaltam a certeza da promessa com base numa lisura, numa credibilidade absoluta: 1) Foi uma voz “ouvida do céu (não foi algo “contaminado”, ou “aqui de baixo” – compare com Tg 1.17, com Jo. 8.23, e com Tg. 3.15); 2) Essa voz disse “escreve - Tudo o que está escrito é mais durável, e menos passível de ser corrompido, do que aquilo que é somente falado “boca a boca” e se perde “no vento”; 3) Observe que há uma reafirmação desta promessa pela própria Divindade (a 3ª pessoa da Trindade): “Sim, diz o Espírito”. Essas são as palavras ecoadas através do Espírito Santo.
O Espírito santo é chamado na bíblia de o “Espírito da verdade”; ele é aquele que nos direciona; “nos guia a toda verdade” (Jo. 16.13). Este, o Espírito Santo, é a garantia; “o penhor de nossa Salvação” (Ef. 1.13,14).
É a voz do Espírito Santo, que, do céu mandou João escrever, e com isso garantiu, referendou, autenticou que “aqueles que morrem em união com Cristo são bem aventurados”. Tal promessa não é uma ilusão, é uma certeza; é uma verdade absoluta, pois, foi autenticada pelo próprio Espírito Santo.
Creio que você que está lendo este post tem percebido que o homem engana; a palavra do homem é falha. Se fosse eu (Valdemir) falando, ou prefeito de sua cidade; ou mesmo, o juiz Sérgio Moro, você poderia abrir a possibilidade de ser enganado; tal promessa poderia ser um embuste, uma fraude.
Mas, o texto bíblico nos garante que a garantia dessa promessa não é aqui “de baixo”, é “de cima”, é celestial; não é ilusória, não é humana, é espiritual; tal promessa procede não dos lábios de autoridade humana alguma, mas dos lábios do Deus Espírito Santo: “seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem” (Rm. 3.4), “quem fez essa promessa é fiel” (Hb. 10.23).
Então não se desespere, se algum parente seu morreu “no Senhor”; como Lázaro (Lc. 16.22,23), ele está usufruindo da bem aventurança eterna; ele está, agora, “hoje mesmo” (Lc. 23.43) na presença do Senhor. Quem garante isso, é o Espírito Santo.

CONCLUSÃO
A morte para o cristão, não é expectativa de eterna perdição. É a sublime BEM-AVENTURANÇA outorgada pela Graça de Deus, é a expectativa de eternidade com Deus.
Creio que até por isso, já desde os tempos do Antigo Testamento, o salmista já declarara: “Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos” (Sl 116.15).
Se você não é em aventurado, entregue-se, a Jesus, neste dia, e passe a pertencer à galeria dos bem aventurados do Senhor.
Encerro esta mensagem com a transcrição do hino que a irmã Maria Forte Bueno Forte mais amava  (A “vovó Mariana” com 102 anos e 18 dias, partiu para a “bem aventurança eterna” neste dia 20/03/2017):
Por tudo o que Tens feito
Por tudo o que Vais fazer
Por Tuas promessas e tudo o que És
Eu quero Te agradecer
Com todo o meu ser
Te agradeço, meu Senhor; te agradeço, meu Senhor
Te agradeço por me libertar e salvar
Por ter morrido em meu lugar
Te agradeço
Jesus, te agradeço
Eu te agradeço
Te agradeço