terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Natal: líderes políticos exaltam nascimento de Jesus e pedem intercessão por Igreja Perseguida


Natal: líderes políticos exaltam nascimento de Jesus e pedem intercessão por Igreja Perseguida

Presidente Obama e sua esposa, Michelle
As mensagens de Natal dos líderes de dois dos principais países do mundo em termos políticos e econômicos, Reino Unido e Estados Unidos, tiveram em comum uma mensagem de liberdade religiosa e de exaltação do significado de esperança presente na chegada do menino Jesus ao mundo.
Em Londres, o primeiro-ministro britânico David Cameron destacou que “como um país cristão, devemos nos lembrar do que o Seu nascimento representa: Paz, misericórdia, boa vontade e, acima de tudo, esperança”.
A mensagem destacou ainda que tais origens são o principal fundamento da postura de tolerância e acolhimento que o país tem adotado: “É por causa da herança cristã que o país tem sido tão tolerante aos não-cristãos”, pontuou. “Eu acredito que nós devemos também refletir sobre o fato de que é por causa dessas raízes religiosas importantes e valores cristãos que a Grã-Bretanha tem sido uma casa tão bem sucedida para as pessoas de todas as religiões ou de nenhuma fé”, acrescentou, segundo o Christian Today.
Reiterando a importância da preservação da liberdade religiosa, Cameron lembrou o mal causado pelos extremistas que não respeitam os diferentes cultos e a partir de uma visão distorcida, tentam impor suas crenças: “Milhões de famílias estão passando este inverno em campos de refugiados ou abrigos improvisados ​​em toda a Síria, no Oriente Médio, expulsas de suas casas pelo Daesh (termo de repúdio em árabe usado para se referir ao Estado Islâmico) ou pelo [ditador sírio Bashar Al] Assad”, concluiu.
Já Barack Obama, presidente norte-americano, apontou diretamente para a situação dos cristãos perseguidos ao redor do mundo, muitos deles sob influência direta da ação do Estado Islâmico.
Em seu discurso, ele convocou cristãos de todo o planeta a orarem em intercessão por esses irmãos na fé: “Vamos nos juntar com as pessoas ao redor do mundo em oração pedindo a proteção de Deus aos cristãos perseguidos e às pessoas de outras religiões, bem como os bravos homens e mulheres que servem em nosso exército, os diplomáticos, e os esforços humanitários para aliviar seu sofrimento e restabelecer a estabilidade, a segurança e a esperança para suas nações”, discursou.
Em algumas áreas do Oriente Médio, onde os sinos da igreja haviam tocado durante séculos no dia do Natal, ficarão este ano em silêncio. O silêncio leva a trágica testemunha das atrocidades brutais cometidas contra estas comunidades pelo Estado Islâmico”, lamentou o presidente, de acordo com informações da CNN.
Por fim, Obama comentou que ele e sua esposa, Michelle, refletem sobre a situação de liberdade que os norte-americanos possuem para cultuar sem preocupações, um contraste em relação à situação de outros cristãos em diferentes lugares do mundo: “Estamos cada vez mais conscientes de que muitos de nossos irmãos cristãos não gozam desse direito, e mantemos especialmente perto de nossos corações e mentes aqueles que foram expulsos de suas terras antigas por causa de uma indescritível violência e perseguição”, afirmou, fazendo referência aos refugiados que têm buscado abrigo em países da Europa e também nos Estados Unidos, com uma sutil comparação com a história dos ancestrais que fundaram seu país quando fugiram da Inglaterra
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Alegria e Regozijo

Alegria e Regozijo
“…porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14.17)
Quando a Bíblia se refere à alegria espiritual o que está em foco é muito mais o sentimento de contentamento em Deus do que simplesmente a exteriorização de um sentimento de regozijo provocado por condições naturais.
Trata-se portanto de se estar satisfeito em toda e qualquer circunstância sabendo que tudo se encontra sob o controle de Deus e que Ele fará com que tudo contribua para o aperfeiçoamento espiritual do crente.
Em suma, o próprio Deus é a alegria do seu povo. E o fato de sabermos que Ele está alegre conosco é o motivo da nossa força e alegria; pois é impossível que haja alegria em nós, promovida pela Espírito Santo, quando o entristecemos por causa dos nossos pecados.
Nestas ocasiões, em vez de alegria e contentamento, deve haver tristeza e arrependimento para que a alegria possa ser restaurada.
Então, poderíamos chamar de insensatez ou disfarce quando o crente está se alegrando externamente, rindo-se à socapa, quando sabe no seu interior que Deus está entristecido com ele por causa dos seus pecados não confessados e abandonados.
O verdadeiro contentamento espiritual sempre brota de uma consciência pura e de uma fé não fingida.
Por conseguinte, este contentamento verdadeiro demanda obrigatoriamente que tenhamos consciência da nossa real condição perante Deus, uma vez que é por sabermos que estamos santificados que somos gratos e alegres pelo trabalho do Espírito Santo na purificação dos nossos corações.

Importa, então, que sejamos sinceros diante de Deus para que possamos contar sempre com o derramar da sua graça em nossas vidas. Deus que é santo e verdadeiro não pode aprovar ou incentivar um comportamento hipócrita, mentiroso.
Ele gerará alegria onde encontrar a verdade, e daí se dizer que o amor se alegra com a justiça e com a verdade.
Nosso Senhor se referiu à alegria que existe no céu, mesmo entre os anjos, quando apenas um pecador se converte a Deus. Disso depreendemos que um dos maiores motivos para alegrarmos a Deus é o de sermos achados envolvidos na Sua obra, principalmente no que respeita à salvação dos pecadores.
Onde falta este interesse nos corações dos crentes, pelo progresso do evangelho, há de se duvidar da natureza verdadeira do seu contentamento espiritual.

Como posso me alegrar estando indiferente ao grande interesse de Deus? Como Ele poderia me alegrar constantemente com a alegria que procede do Espírito, sabendo que com isso estaria incentivando e apoiando a minha indiferença?
Por isso, inspirado pelo Espírito, o apóstolo João afirmou que não tinha maior alegria do que a de ver seus filhos na fé andando na verdade do evangelho.
E este é o mesmo sentimento em todos aqueles que têm andado no Espírito. Nosso Senhor diz que devemos nos alegar e exultar quando formos perseguidos e injuriados por causa do seu nome.
O apóstolo Tiago diz que devemos ter por motivo de toda a alegria o passarmos por várias provações. Por acaso estariam se referindo a se ter um sorriso nos lábios em meio aos sofrimentos ou a um contentamento interno, ainda que tristes pelas coisas sofridas, por sabermos que tudo isto sucede para confirmar que somos de fato filhos de Deus?
Evidentemente é algo antinatural e pode até parecer zombeteiro e insano estar dando risadas em meio a sofrimentos.
Concluímos então que é possível estar entristecido pelas circunstâncias exteriores, mas alegre no interior pela sensação de paz e segurança que temos da parte do Espírito Santo, ainda que em meio aos piores conflitos.
Então nosso Senhor e apóstolos ensinam que é possível e necessário desfrutar da sua paz e alegria nas horas difíceis da vida.
O apóstolo Paulo recomenda portanto que sejamos pacientes na tribulação e sempre alegres no Senhor.
Nada há de errado com a alegria que é natural, se esta é gerada por motivos corretos, todavia, nunca deve ser confundida com aquela alegria que não é passageira como ela, e que é fruto do Espírito Santo – a alegria que nada pode apagar ou roubar – a alegria que prevalece sobre todas as circunstâncias, e que enche de significado o nosso viver.

Nunca é demais recordar que a epístola aos Filipenses – conhecida como a epístola da alegria – foi escrita pelo apóstolo Paulo quando Ele se encontrava numa prisão romana.
Tudo isto é possível porque esta alegira é “no Senhor”, a saber, procedente dele na nossa comunhão com Ele
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Pastor Silas Malafaia explica porque cristãos celebram o Natal em 25 de dezembro; Confira


Pastor Silas Malafaia explica porque cristãos celebram o Natal em 25 de dezembro; Confira
A comemoração do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro é uma tradição iniciada séculos após sua morte na cruz. Os cristãos da Igreja Primitiva não comemoravam o nascimento do Filho de Deus, e atualmente, há entre os cristãos quem se oponha à celebração da data por causa de sua origem pagã.
No entanto, segundo o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), é importante celebrar o Natal, apesar da origem da data, como forma de reconhecer o amor de Deus para com os homens e Seu desejo de oferecer salvação à humanidade.
“Sabemos que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, como popularmente se convencionou. Aliás, antes do ano 300 d.C. os cristãos sequer comemoravam o nascimento de Jesus. Isso passou a ocorrer por volta de 330 d.C., quando eles decidiram cristianizar a festa pagã do solstício, que acontecia no início do inverno”, explica o pastor.
Usando a referência bíblica de Lucas 2:8, Malafaia afirma que “temos uma pista de quando Jesus nasceu”, e usa referências climáticas e culturais para determinar que, realmente, dezembro não foi a data da chegada de Jesus ao mundo: “Nesse texto, é dito que, na noite em que o filho de Deus nasceu, os pastores estavam no campo, em vigília, guardando o rebanho. Não era inverno em Israel. Logo, não poderia ser em dezembro”.
Segundo Malafaia, Jesus “provavelmente nasceu em outubro, durante a Festa dos Tabernáculos, em 15 de Tishrei (no calendário judaico)”, que é “uma das três maiores festas judaicas e simboliza a presença de Deus habitando, ‘tabernaculando’, no meio do Seu povo (Êxodo 25:8)”, destaca, apontando para o simbolismo da data na tradição judaica.
Após apresentar todo esse contexto, Malafaia responde por que o Natal é celebrado no dia 25 de dezembro: “Porque sendo o tempo de Deus o kairós (eterno), e não o kronos (cronológico), para o Senhor, o importante é reconhecermos que Ele nos amou de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16). Porque o mais importante do Natal não é o dia em que Jesus nasceu, e sim o fato de ter nascido como homem, habitado entre nós e nos salvado”, frisa.
“É isto que comemoramos; este é o significado do Natal! Essa festa aponta para a necessidade de Cristo nascer em cada coração, trazendo vida, cura, libertação, comunhão com o Pai! Então, que você possa celebrar esse maravilhoso Presente, que é Jesus, confraternizando-se nessa data com sua família, seus amigos e irmãos. Que seja um tempo para você louvar e agradecer a Deus por tudo o que Ele tem feito”, conclui
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Bispo da Igreja Universal, presidente do PRB diz que pedido de impeachment de Dilma é “genuíno”


Bispo da Igreja Universal, presidente do PRB diz que pedido de impeachment de Dilma é “genuíno”
A Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo, publicou em seu siteoficial um artigo classificando o atual momento da política brasileira como um “processo de limpeza”.
O texto, assinado pelo bispo Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, considera “genuíno” o processo deimpeachment contra Dilma Rousseff (PT), e também destaca o desejo popular de ver uma definição em torno do caso do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de receber propina no esquema de desvio de recursos da Petrobras.
“O Brasil passa por um processo de limpeza no seu sistema político. Nunca antes na história do País o poder teve sua nudez exposta como agora. Pela primeira vez desde a consolidação da República, testemunhamos tantos homens poderosos – sejam grandes empreiteiros, sejam políticos e agentes públicos – serem presos e condenados”, introduz Pereira.
Licenciado do cargo de bispo da Universal, assim como todos os outros sacerdotes da denominação que se elegem para cargos públicos, Pereira é uma das principais figuras políticas da Universal, que em 2014 apoiou a reeleição de Dilma.
O PRB atualmente integra a base governista no Congresso, além de ocupar uma das principais pastas do governo, o Ministério do Esporte, com George Hilton, também bispo da igreja de Edir Macedo.
Segundo Pereira, o processo de impeachment contra a presidente, no qual “ela é acusada de maquiar as contas públicas, com o intuito de melhorar o balanço […] e responsabilizada, de acordo com a denúncia, de conhecer a corrupção na Petrobras, que destruiu a maior empresa pública do Brasil, e de não ter feito nada para impedi-la” é legítimo.
“O clima político tenso incide diretamente na economia brasileira. A recessão atinge em cheio o País. Mais de 1 milhão de pessoas perderam seus empregos e a dívida pública aumentou. O governo estourou suas contas e até mesmo os programas sociais correm risco de terem os repasses suspensos. Regredimos, em vez de crescer. Todo esse cenário desolador, por absurdo que pareça, pode ser positivo. Desde a redemocratização em 1985 não se via esse desejo genuíno de passar o Brasil a limpo. As nossas instituições estão solidificadas e em pleno funcionamento, o que garante, embora a escuridão do momento, uma luz no fim do túnel. Precisamos agir”, prega o bispo da Universal.
Por fim, Marcos Pereira diz que essa é “a oportunidade de depurar a política brasileira e eliminar tudo aquilo que não presta”, e dar protagonismo à sociedade: “É hora de mulheres e homens republicanos de verdade se levantarem para dar um basta à corrupção e à ineficiência do Estado. O cidadão não suporta mais ser penalizado pelos desmandos daqueles que conduzem a nação. Os partidos sérios devem se unir em defesa do Brasil em uma postura muito além da mesquinha troca de cargos públicos por apoio. O bonde da história está passando. E está praticamente vazio. São poucos os que querem consertar o País verdadeiramente, mas eles existem. Essas pessoas, mais do que nunca, precisam do apoio de toda a nação”
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Rumor de que igrejas estariam proibindo evangélicos de verem Star Wars se espalha; Pastor critica


Rumor de que igrejas estariam proibindo evangélicos de verem Star Wars se espalha; Pastor critica
Um rumor de que um conselho de pastores teria proibido os evangélicos de assistirem ao filme “Star Wars – O Despertar da Força” correu a internet nos últimos dias, e um renomado pastor comentou o caso.
Na “proibição” aos evangélicos de irem ao cinema ver o filme, ou de comentar positivamente a saga nas redes sociais, o argumento era que a narrativa seria “descaradamente afinada com os princípios normativos do satanismo”, e que o “aclamado ‘despertar da força’ faz referência direta à força de Lúcifer, que no hebraico significa o portador da luz. Esta luz é inserida no contexto de Star Wars como sendo o faixo de luz emanado pelas espadas dos jedis”.
A fonte da notícia não pôde ser confirmada, mas rapidamente inúmeros sites e fóruns de discussão sobre cinema a espalharam. Como todo rumor precisa ser olhado com atenção, o pastor e escritor Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança, publicou um artigo alertando sobre os excessos que muitos pastores cometem em relação a situações como a aludida.
Ao comentar a suposta proibição, Vargens usou a situação como exemplo para pontuar que pastores que proíbem fiéis a título de prevenção estão extrapolando suas funções.
“Lamentavelmente alguns pastores se superam no quesito autoritarismo, mesmo porque, boa parte destes não conseguem lidar muito bem com o equilíbrio e liberdade que Cristo nos outorgou, simplesmente pelo fato que para eles a proibição é o melhor meio de se precaver de problemas futuros”, afirmou Vargens.
Segundo o pastor, muitos líderes “se consideram donos do rebanho”, e a iniciativa de proibir os fiéis de verem ou participarem de alguma coisa não é a tarefa de um sacerdote: “Acredito que proibir alguém de assistir Star Wars ultrapassa em muito a esfera de autoridade de um pastor, até porque, o pastor não possui o direito de intervir na vida do crente dizendo se ele deve ou não assistir um filme no cinema. […] NÃO cabe ao pastor DETERMINAR sua vontade, mas sim aconselhar suas ovelhas, permitindo com que cada uma delas tome suas decisões de forma livre e consciente. Além disso, o pastor NÃO pode IMPOR sanções, ou ‘castigos’ disciplinares àqueles que por um motivo ou outro resolveram assistir Star Wars”, frisou.
Ao final, o pastor diz que irá assistir ao Episódio VII da saga de Star Wars: “Quanto a mim, eu mesmo pretendo assistir, e o farei para a glória de Deus! É o que penso, é o que digo!”
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Jovens que foram presas sob ordem de Feliciano por se beijarem em culto perdem ação na Justiça


Jovens que foram presas sob ordem de Feliciano por se beijarem em culto perdem ação na Justiça


A Justiça decidiu negar o pedido de indenização feito por duas jovens que foram presas no litoral paulista sob ordem do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), após se beijarem em forma de protesto contra ele durante um culto ao ar livre.
O juiz Ivo Roveri Neto, da 2ª Vara Cível de São Sebastião (SP) negou o pedido das jovens, que exigiam indenização do pastor e deputado federal por dano moral.
Na ocasião, em setembro de 2013, Feliciano era o alvo preferido dos ativistas gays, por causa de sua eleição para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Joana Palhares e Yunka Mihura, na época com 18 e 20 anos, respectivamente,se beijaram durante o sermão e Feliciano pediu que os policiais intervissem.
“A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, é a casa de Deus”, disse o pastor, à época.
Na repercussão ao fato, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota de repúdio ao pastor, por meio da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da entidade, afirmando que “declarações como estas incitam o ódio e a intolerância e promovem a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero”.
Pouco mais de dois anos depois, a Justiça entendeu que o pastor não causou nenhum dano à dupla quando deu voz de prisão a elas, pois elas ignoraram o sentimento religioso da multidão presente.
Segundo informações do site Consultor Jurídico, o juiz considerou que as autoras apoiavam-se no direito à liberdade de expressão, mas “agiram de forma provocativa e deliberada, sem atentar para o sentimento religioso daquelas pessoas”.
Na sentença, o juiz pontuou que “o fato de o réu ter dado voz de prisão às autoras não pode ser causa de responsabilidade civil, já que a conduta das autoras, em tese, configura crime contra o sentimento religioso, previsto no artigo 208 do Código Penal”, e destacou que se houve abuso por parte dos agentes da Guarda Civil Municipal de São Sebastião no momento da prisão, a culpa não pode ser imputada a quem ordenou a prisão.
Em julho, a dupla saiu vencedora de uma ação contra a prefeitura, e receberam R$ 4 mil de indenização. O juiz Guilherme Kirschner, também da 2ª Vara, entendeu que os agentes públicos agiram corretamente a princípio ao retirá-las da multidão do evento, para manter a integridade física das próprias autoras, mas chegou à conclusão que se excederam quando as levaram para baixo do palco e as agrediram sem qualquer necessidade.
No entanto, mesmo dando ganho de causa às jovens, Kirschner também repudiou o comportamento das jovens: “As autoras, homossexuais, pretendiam fazer um manifesto contra um parlamentar por suas posições supostamente homofóbicas. Mas para isto foram a um evento de natureza eminentemente evangélica e passaram a se beijar ostensiva e provocativamente na boca. Repisa-se: não se tratou de espontânea manifestação de carinho e afeto, mas ato de repúdio ao parlamentar”, destacou o juiz
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015



O Espírito Santo
e missões na igreja primitiva
Atos 1: 1-8

 
O período em que a igreja cristã viveu seu maior crescimento foi o do primeiro século de nossa era. Ali começou
o movimento de missões.
Os oito primeiros capítulos do livro
de Atos dos Apóstolos explicam a razão desse crescimento: os discípulos deveriam estar revestidos de poder,
v. 4, antes de sair para alcançar
as nações com o Evangelho. 

 
Em Atos 1: 8 encontramos a base e a amplitude do plano de Deus para que a igreja executasse missões. Focalizaremos neste artigo a igreja primitiva e a obra missionária.


I - A IGREJA ESTABELECIDA EM JERUSALÉM, Atos 1 a 6

A igreja nasceu em Jerusalém e seus membros se estruturaram para dar continuidade à obra de Jesus. Assim,   três aspectos foram observados por essa igreja:
a) Visão mundial, At 1 - O desafio de Jesus é global, v. 8, e não existe distinção entre missões mundiais, nacionais ou evangelismo local. Todos são vitais e um não pode excluir o outro. Tudo faz parte da grande comissão, Mt 28: 18-20. A partir de então, tornou-se claro para os discípulos que o movimento da igreja não deveria ser apenas em Jerusalém, mas também fora de seus limites.
b) Poder, At 2 - A incumbência que Jesus havia dado aos discípulos de levar o evangelho ao mundo inteiro parecia uma tarefa difícil. E, de fato, teria sido, se o derramar do Espírito Santo não tivesse acontecido, At 2: 1-3. Em poucos dias, aquele grupo de cento e vinte pessoas tornou-se uma multidão de salvos, At 2: 41; 4: 4 e 5: 14.
c) Envolvimento total, At 5 e 6 - A igreja de Jerusalém era uma família, de modo que as necessidades de cada irmão eram supridas e havia cooperação de todos os membros para ajudar os apóstolos, At 6: 1-3. Instituíram o diaconato, escolhendo para tal função homens que deveriam possuir três requisitos básicos: bom testemunho (aspecto social), serem cheios do Espírito Santo (aspecto espiritual) e de sabedoria (aspecto intelectual). Para os apóstolos ficaram reservadas a prática da oração e da pregação da Palavra, At 6: 4. Toda a igreja era, então, completamente envolvida com a obra de Deus.
 

II - A IGREJA ESPALHADA, At 7 a 12

A perseguição foi o instrumento usado por Deus para desaglutinar a igreja de Jerusalém e alcançar outros povos.
a) Jerusalém e Judeia - A igreja inicialmente se concentrou em Jerusalém. Entretanto, Deus estava firme em seu propósito de levar a bênção do Evangelho às outras regiões e, por fim, a todas as nações. Ocorreu então que, com a perseguição vinda diretamente contra a igreja de Jerusalém, os que foram dispersos começaram a pregar em toda parte por onde passavam, At 8: 1, 4 e 5: 11, 19, 20 e 13: 46, 47. Com a morte de Estêvão, At 6 e 7, as testemunhas de Jesus foram espalhadas.
b) Samaria - Felipe prega em Samaria, At 8: 4-8, e em missão transcultural prega ao etíope, um alto oficial da rainha de Candace, que crê e pede para ser batizado naquele mesmo dia, At 8: 26, 28-36 e 39. A história indica que aquele etíope pode ter preparado o caminho para o posterior estabelecimento de milhares de igrejas no longínquo vale do Nilo, na África.
c) Gentio romano - Pedro prega para Cornélio, um centurião romano. Foi difícil para Pedro, ainda que cheio do Espírito Santo, aceitar a conversão de um gentio. Mas, após uma visão, entendeu que Deus não faz acepção de pessoas, At 10: 9, 23, 34 e 35
d) “até os confins da terra” - Saulo, escolhido por Deus para levar a mensagem aos gentios, At 9: 15, 16, cumpre com êxito a sua tarefa. Em pouco mais de dez anos, e em três viagens missionárias, ele estabelece a igreja em quatro províncias do Império Romano: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia, At 13: 2, 14: 28, 15: 40, 18: 23 e 21: 17.
 

III - A IGREJA ENVIANDO, At 13 e 14

A expressão “...até os confins da terra” já não parecia uma utopia; tornou-se realidade. A Igreja de Antioquia foi a primeira no envio de missionários. Podemos aprender muito através de seu exemplo:
a) Colaboração, At 13: 1-3 - Em Antioquia, temos o verdadeiro início de missões. Naquela igreja havia profetas e mestres: Lúcio de Cirene, Simão Níger, Manaém, Saulo e Barnabé, v. 1. Nenhum deles era natural de Antioquia; todos eram estrangeiros. Numa reunião de oração, em Antioquia, quando a igreja estava orando e jejuando, Deus separou dois deles para a obra missionária. Os três que ficaram podem ser chamados de colaboradores. Eles representam a igreja que ficou na retaguarda. Os dois que foram enviados representam os missionários. Notemos que eles foram enviados por Deus e pela igreja, vv. 2 e 3.
b) Comunicação, At 14: 27, 28 - Paulo e Barnabé seguem em frente, sempre dando relatórios de seu trabalho à igreja que ficou na retaguarda, orando e sustentando-os com suas ofertas. Por onde passaram, deixaram a semente da Palavra e outros irmãos foram também chamados a colaborar. Assim, a obra cresceu ao ponto de Paulo poder dizer que o evangelho fora pregado a toda a criatura debaixo do céu, Cl 1: 23.