quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O mundo é governado pelo sofrimento

Todos somos pecadores, e seremos perdoados se nos ajoelharmos e humilharmos diante do Senhor.
O mundo é governado pelo sofrimento
Há cerca de um mês, li no jornal O Globo uma entrevista interessantíssima do cientista político francês Bertrand Badie. Ele tem 65 anos de idade, e vem ao Brasil há pelo menos 20.
Badie não perdeu tempo na conversa com o jornal. Na primeira resposta, já mandou seu recado principal: “O mundo hoje é feito de sofrimento antes de ser feito de poder. A cada três horas, 2.800 pessoas morrem de fome: igual a um World Trade Center. Antes, o poder governava o mundo. Hoje, é o sofrimento”.
Um povo em sofrimento, humilhado, faz-se terra fértil ao reino de falsas lideranças, que em nome de Deus – independentemente da representação que o Pai tenha na religião de cada um – escravizam, matam, extorquem o pouco de dinheiro e comida que mal chega para a sobrevivência das famílias.
Eis exatamente o que fazem os soldados do Estado Islâmico, cegos pela ideia de estabelecer um Estado teocrático, em que as regras da sociedade sigam as leis do Alcorão. Organizaram-se em milícias fortemente armadas e seguem, dia a dia, ocupando partes de países do Oriente Médio, onde pretendem erguer o seu Califado.
Acreditam ser mais puros que seus iguais, porque, dizem eles, são movidos pela fé, pela causa do Califado, pela qual, na marcha do Estado Islâmico, oferecem a própria vida.
Meus irmãos, em diversas de suas passagens, a Bíblia nos mostra que a Palavra condena o extremismo. Da mesma forma viola as Escrituras aquele que mata em nome da fé.
Vejamos a parábola em Lucas (18:10-14):
10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.
11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;
12 Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.
13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.
Todos somos pecadores, e seremos perdoados se nos ajoelharmos e humilharmos diante do Senhor. Quanto aos fariseus, aqueles que usam o nome de Deus para impor sofrimento e humilhação aos irmãos, esses irão perecer.

Evangelismo em boate surpreende público

Jovens se divertem em uma boate e ficam surpresos quando um homem é anunciado para fazer uma declaração de amor para alguém especial.
Ao ter o microfone nas mãos, o homem pede perdão, reconhece seus erros e afirma que é falho. Todos pensam que ele faz o pedido de desculpa para alguma namorada quando são surpreendidos por uma voz masculina que diz: “Eu te perdoo”.
Vestido com um manto vermelho, um jovem representando Jesus entra no palco e abraça o homem que pedia perdão, emocionando a todos da boate.
Essa apresentação foi feita pelo grupo Ministração Criativa, liderado por Nonay Foralskelse. O objetivo do grupo é levar a mensagem do Amor de Cristo e seu perdão para os locais menos esperados.
Nesse caso a boate foi escolhida com base em inúmeros testemunhos de pessoas que conheceram a Cristo dentro de casas de show e baladas e foram transformadas por Deus.
“A ideia do evangelismo foi direcionada para as pessoas que de alguma forma queriam mudar suas vidas sem saber como, mas através da ministração obtiveram as respostas que desejavam”, declara o ministério.
Assista como foi o evangelismo na boate:

Igreja evangélica critica evangelização de muçulmanos


Uma das maiores igrejas evangélicas da Alemanha gerou uma onda de protestos após fazer declarações sobre como tratar os milhares de imigrante muçulmanos que estão chegando ao país. Na região da Renânia, oeste do país, a posição oficial da igreja luterana foi se manifestar contra os esforços de alguns que estão pregando Jesus aos islâmicos.
Em um documento de 32 páginas distribuído à imprensa, a igreja nega que a passagem no Evangelho de Mateus conhecida como a Grande Comissão significa que os cristãos devem tentar converter os outros à sua fé. O material chama-se “Comunhão com os peregrinos” e pede apenas o diálogo.
“A missão que tenta reunir muçulmanos para convertê-los ameaça a paz social e contradiz o espírito e o mandamento de Jesus Cristo. Deve, portanto, ser firmemente rejeitada”, afirma.
Rapidamente, a Aliança Evangélica alemã, organização que reúne denominações não luteranas, se pronunciou. O secretário-geral Hartmut Steeb declarou em nota que “A tarefa missionária fundamental dos cristãos, de pregar o Evangelho de Jesus aos outros e convidá-los a segui-lo, não pode ser abandonada”.
Os luteranos são a maioria na Alemanha e conhecidos pela sua liberalidade teológica. Perto de completar meio milênio, os ideais lançados por Lutero mostram constantes sinais de enfraquecimento no solo onde nasceu.
Somente neste ano, a Alemanha espera receber cerca de 1 milhão de refugiados, quase na totalidade formado por muçulmanos vindos da Síria, Iraque e Afeganistão. O percentual de islâmicos no país deve ultrapassar em breve a França e se tornar o maior da Europa.
A postura de “calorosas boas-vindas” divulgada pela chanceler Angela Merkel a todos os refugiados tem gerado grandes controvérsias políticas no país e no exterior. Os grupos de direita que protestam contra a potencial “islamização” da sociedade alemã são constantemente acusados de xenofobia e criticados pela ditadura do “politicamente correto”.
A resposta de Merkel, que é filha de um pastor, foi surpreendente, dizendo que a melhor resposta é “a coragem de ser cristãos, de fomentar o diálogo (com os muçulmanos), de voltar à Igreja, de se aprofundar de novo na Bíblia”.
Recentemente, a igreja luterana pediu desculpas ao papa e católicos em geral pelos “atos da reforma”. O Papa Francisco, aceitou, lembrando que desde o início de seu pontificado, mostrou o desejo de ver uma maior unidade entre todos os cristãos.  Ao mesmo tempo, Francisco vem afirmando ao mundo que cristãos e muçulmanos são irmãos, jogando por terra séculos de esforços missionários. 

images.jpgFreiras se passam por prostitutas para salvar vítimas do tráfico sexual



Freiras se passam por prostitutas para salvar vítimas do tráfico sexual




  • Um verdadeiro exército de freiras se organiza para resgatar vítimas do tráfico de pessoas. Elas se passam por prostitutas, infiltrando-se em bordéis para conhecer a realidade. Em alguns casos, compram crianças mantidas em regime de escravidão.
O nome do ministério é Thalita Kum, inspirada nas palavras de Jesus em Marcos 5:41. A organização filantrópica já se expande por 80 países. Organizado em 2004, atualmente o grupo é composto 1100 freiras, mas necessita de mais gente por causa da expansão global do tráfico de pessoas. Estimam que 1% da população global é cooptado pelo tráfico, ou quase 73 milhões de pessoas. Dessas, 70% são mulheres com 16 anos ou menos.
John Studzinski, banqueiro e filantropo que representa o Thalita Kum, disse recentemente: “Não estou tentando ser sensacionalista, mas quero ressaltar que… as forças do mal estão por aí”.
“Esses são problemas causados pela pobreza e pela desigualdade, mas vai muito além disso”, afirmou Studzinski durante uma Conferência que discute os direitos e o tráfico de mulheres. São várias as histórias tristes ouvidas das mulheres resgatadas, que ficaram presas, foram violentadas, torturadas e constantemente acabam como escravas sexuais.
“Elas [as freiras] não confiam em ninguém. Não confiam no governo, não confiam nas corporações privadas, nem na polícia local. Em alguns casos, dizem que não podem confiar sequer no clero”, por isso estão agindo afirmou Studzinski.
As freiras que ‘viram’ prostitutas trabalham em cooperação com uma rede que atua no combate ao tráfico de crianças, vendidas como escravas, sobretudo na África, nas Filipinas, no Brasil e na Índia. As religiosas arrecadam dinheiro de várias maneiras para tentarem recuperar essas crianças.
Possuem várias ‘casas de crianças’ espalhada pelo mundo. “São crianças que, se não forem resgatadas, serão vendidas como escravas, às vezes pelos próprios pais. É chocante, mas é real”, insiste o representante da organização.
A freira italiana Gabriella Bottani revela que o Brasil é um país onde todas as fases do percurso das vítimas de exploração coexistem. É um país de origem, trânsito e destino de pessoas exploradas, e destacou que a maior parte destas são mulheres jovens, vindas de famílias pobres e com baixos níveis de escolaridade.
A freira Estrella Castalone, uma italiana que coordena a rede Talitha Kum no Brasil explicou que, procurando sair da pobreza, estas meninas “acabam sendo enganadas ou se transformam em vítimas de diferentes formas de exploração”. 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A resistência de Jó frente à dor e ao sofrimento

Jó é citado apenas duas vezes em toda a Escritura (Ez 14.12-23; Tg 5.11), fora do livro que leva o seu nome. Na primeira passagem, salienta-se a retidão e o poder de intercessão de Jó, que é colocado ao lado de outros homens especiais (Noé e Daniel). Na segunda, fala-se de sua capacidade de lidar com o sofrimento. Algumas versões chamam atenção para a sua paciência (RA, TEB, NTLH, BJ), outras para a sua constância (CNBB, EP) ou perseverança (NVI). A paráfrase Bíblia Viva prefere mencionar a sua confiança em Deus. Apenas a Bíblia do Peregrino acha apropriado traduzir a palavra original como resistência: “Ouvistes falar como Jó resistiu, e conheceis o desfecho que Deus lhe proporcionou, pois o Senhor é compassivo e piedoso”. 

Logo no início do livro, Jó é apresentado como homem extremamente correto, inculpável, íntegro, irrepreensível, justo, precavido (“evitava fazer o mal”), reto (“andava na linha”) e temente a Deus (Jó 1.1). Era um homem especial, fora de série, um exemplo impressionante em sua época e em nosso tempo. Duas vezes o próprio Deus afirma que Jó era sem igual: “No mundo inteiro não há ninguém tão bom e honesto como ele” (Jó 1.8; 2.3) 

Em geral, o que os cristãos sabem a respeito de Jó é apenas o que está no prólogo (os dois primeiros capítulos) e no epílogo (os 12 últimos versos do último capítulo). Passa-se por cima de toda a parte poética do livro, que valoriza tremendamente o caráter de Jó. Já o leitor que examina o miolo do livro fica perplexo com a incrível resistência do homem da terra de Uz frente a toda sorte de sofrimento, como se pode ver a seguir. Jó era irrepreensível... 

Apesar das desventuras 
Jó não era sem igual só no terreno ético. No que diz respeito à prosperidade, ele era aprovado e bem-sucedido em tudo. Jó tinha saúde, família, riquezas e muita gente a seu serviço. Era “o homem mais rico do oriente”. Possuía 11.500 cabeças de gado. De uma hora para outra, perdeu tudo. Em um mesmo dia, Jó recebeu quatro más notícias seguidas, uma imediatamente após a outra. As perdas foram provocadas pelos povos vizinhos (os sabeus e os caldeus) e por desastres naturais (raios caídos do céu e uma terrível ventania vinda do deserto). Foi assim que Jó perdeu... 

Todo o gado (7.000 ovelhas, 3.000 camelos, 1.000 bois e 500 jumentos); 

Todos os empregados (administradores, agricultores, boiadeiros, carreiros, cortadores de lã, guardas das torres de vigia, plantadores de capim, roçadores de pastos, tiradores de leite, tratadores de animais, vendedores de gado etc). Só escaparam aqueles que vieram trazer essas notícias. 

Todos os dez filhos (três mulheres e sete homens). Estavam todos comendo e bebendo na casa do irmão mais velho, quando o furacão atingiu a casa e a derrubou sobre eles. No dia seguinte, havia dez caixões de defuntos para Jó enterrar. 

Apesar da doença 
Pouco depois da perda de quase todos os bens e de todos os filhos, Jó perdeu a saúde, o mais precioso bem que alguém pode possuir. A doença era tão grave que o obrigava a pensar na morte. Vários diagnósticos têm sido apresentados: a doença poderia ser dermatose escamosa, elefantíase, eczema crônico, eritema, lepra, melanoma, pênfigo foliáceo, psoríase queratose, úlceras malignas, varíola. Ele portava “feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça”, raspava-se com um caco de louça e ficou tão desfigurado que seus amigos não puderam reconhecê-lo e começaram a chorar em alta voz diante daquele quadro aterrador (2.12-13). 

O mal de Jó era uma agressão à visão e ao olfato de todos os que o cercavam. 

Vale a pena ler o que o próprio Jó fala a respeito: 

“Que esperança posso ter, se já não tenho forças? Como posso ter paciência, se não tenho futuro?” (6.11). 

“Quando me deito fico pensando: quanto vai demorar para eu me levantar? A noite se arrasta, e eu fico virando na cama até o amanhecer. Meu corpo está coberto de vermes e cascas de ferida, minha pele está rachada e vertendo pus. [...] É melhor ser estrangulado e morrer do que sofrer assim” (7.4-5,15). 

“Meus dias correm mais velozes que um atleta; eles voam sem um vislumbre de alegria. Passam [ligeiros] como barcos de papiro, como águias que mergulham sobre as presas” (9.25). 

“Tornei-me objeto de riso para os meus amigos, logo eu, que clamava a Deus e ele me respondia, eu, íntegro e irrepreensível, um mero objeto de riso!” (12.4). 
“Minha magreza [...] depõe contra mim”(16.8); “O meu corpo não passa de uma sombra” (17.7); “Não passo de pele e ossos” (19.20). 

“O único lar pelo qual espero é a sepultura” (17.13); “Quem poderá ver alguma esperança para mim?” (17.15). 

“Minha mulher acha repugnante o meu hálito; meus próprios irmãos têm nojo de mim” (19.17). 

“Agora esvai-se a minha vida; estou preso a dias de sofrimento. A noite penetra os meus ossos; minhas dores me corroem sem cessar” (30.16-17). 

“Minha pele escurece e cai; meu corpo queima de febre. Minha harpa está afinada para cantos fúnebres, e minha flauta para o som de pranto” (30.30-31). 

Apesar da esposa 
A companheira de Jó e mãe de seus filhos mortos não teve sabedoria suficiente para enfrentar o sofrimento da família: 

1) Ela foi incapaz de suportar o quadro doentio do marido. Jó pessoalmente descreve a situação: “Minha própria esposa não chega perto de mim por causa do mau cheiro que sai de minha boca quando falo” (19.17, BV). O cheiro repugnante vinha também das feridas abertas. 

2) Ela foi incapaz de manter o relacionamento anterior com Deus. A esposa de Jó rompeu com o Senhor e aconselhou o marido a fazer o mesmo: “Você ainda vai tentar ser muito religioso, mesmo depois de tudo o que Deus nos fez? O melhor que você tem a fazer é amaldiçoar a Deus e morrer!” Jó viu-se na obrigação de opor-se e resistir à própria esposa: “O que você está falando é loucura completa. Já recebemos tantas coisas boas de Deus, porque não recebemos também o sofrimento e a dor?” (2.9-10, BV.) 

3) Ela foi incapaz de acompanhar o marido. A dura verdade é que a esposa de Jó passou para o lado oposto: aliou-se a Satanás, tornou-se porta-voz dele, fez-se advogada do diabo. Pois o único propósito de Satanás era levar Jó a amaldiçoar a Deus (1.11; 2.5). 

Apesar da solidão Antes de suas desventuras, Jó tinha nome, tinha dinheiro, tinha poder. Era cercado de pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros, com os quais repartia seus bens. Era cercado de parentes, amigos e vizinhos, próximos e distantes, com os quais se alegrava. Afinal, muitos são os que amam o rico (Pv 14.20). Mas, depois de suas desgraças, todos foram se retirando e deixaram Jó sozinho. Ele se queixa amargamente disso: 

“[Deus] afastou de mim os meus irmãos; até os meus conhecidos estão longe de mim. Os meus parentes me abandonaram e os meus amigos esqueceram-se de mim. Os meus hóspedes e as minhas servas consideram-me estrangeiro; vêem-me como um estranho. Chamo o meu servo, mas ele não me responde, ainda que lhe implore pessoalmente. Minha mulher acha repugnante o meu hálito; meus próprios irmãos têm nojo de mim. Até os meninos zombam de mim e dão risadas quando apareço. Todos os meus amigos chegados me detestam; aqueles a quem amo voltaram-se contra mim” (19.13-20). 

Apesar do Diabo O livro da Bíblia que menciona maior número de vezes o nome de Satanás é o de Jó. São ao todo quatorze citações, que aparecem apenas nos dois primeiros capítulos, o equivalente a pouco mais de 25% de todas as ocorrências. Quanto a toda a Escritura, apenas em Apocalipse Satanás é tão devastador como em Jó. 

Por duas vezes, Deus chama a atenção de Satanás para a integridade de Jó: “Reparou em meu servo Jó?” (1.8; 2.3). Em resposta, Satanás duas vezes relacionou a integridade de Jó com a prodigalidade de Deus (1.10-11; 2.4). Então, também por duas vezes, Deus suspendeu parte de sua proteção e deixou Jó ao alcance de Satanás (1.12; 2.6). 

Na primeira vez, Satanás toma todos os seus bens e todos os seus filhos (1.13-19). Na segunda, toma toda a sua saúde (2.7-8). Depois de todos os estragos, Satanás sai de cena e não mais é citado. 

O Satanás do livro de Jó é o mesmo que mais tarde vai tentar o próprio Jesus Cristo (Mt 4.1-11), peneirar Pedro (Lc 22.31), entrar no coração de Judas (Jo 13.27), encher o coração de Ananias (At 5.2), atazanar Paulo com o espinho na carne (2 Co 12.7) e impedir Paulo de visitar os tessalonicenses (1 Ts 2.18). Satanás é o tentador, o enganador, o acusador, o maligno, o homicida, o ladrão de semente (Mt 13.19), o semeador de joio (Mt 13.39), o pai da mentira, o leão que ruge e especialmente “o príncipe da potestade do ar” (Ef 2.2), isto é, “aquele que se interpõe entre o céu e a terra” (na Tradução Ecumênica da Bíblia). 

Por algum tempo, mas sem perder a proteção de Deus, Jó foi contundentemente machucado por Satanás! 

Apesar das discurseiras de seus amigos 
Os três amigos de Jó — Elifaz, Bildade e Zofar — “souberam de todos os males [desgraças, calamidades, em outras versões] que o haviam atingido, saíram, cada um da sua região. Combinaram encontrar-se para, juntos, irem mostrar solidariedade a Jó e consolá-lo” (2.11). 

Depois da mudez provocada pelo impacto da aparência de Jó, os três homens começaram a falar. Seus oito (talvez nove) discursos ocupam pelo menos nove capítulos do livro de Jó. São peças admiráveis quanto à poesia, à beleza e à religiosidade. Os três são monoteístas como o amigo e o nome de Deus aparece 39 vezes em seus discursos (incluindo os nomes Criador e Todo-poderoso). Mas revelam incrível falta de sabedoria, falta de psicologia e falta de misericórdia. Eram inoportunas para aquele momento e para a pessoa com o qual falavam. Valendo-se de uma filosofia errada e de uma teologia errada, Elifaz, Bildade e Zofar causaram enorme mal-estar a Jó e cometeram imperdoáveis injustiças contra ele. Talvez Jó tenha sofrido mais com os discursos de seus amigos do que com a bancarrota financeira, a morte dos filhos e a própria doença. Isso pode ser visto nos seguintes desabafos: 

“Vocês [...] me difamam com mentiras; todos vocês são médicos que de nada valem! Se tão-somente ficassem calados, mostrariam sabedoria” (13.5). 

“Até quando vocês continuarão a atormentar-me, e esmagar-me com palavras? Vocês já me repreenderam dez vezes; não se envergonham de agredir-me” (19.2-3). 

“Suportem-me enquanto eu estiver falando; depois que eu falar poderão zombar de mim” (21.3). 

Os amigos de Jó atentaram contra a sua tranqüilidade, alvoroçaram a sua consciência e roubaram a sua paz com Deus. Desempenharam o mesmo serviço de Satanás, aquele que se põe na presença de Deus para acusar dia e noite, não os ímpios, mas os justos (Ap 12.10).
 
Quando o pano se levanta e toda a verdade vem à tona, o Senhor repreende severamente os acusadores de Jó: “Estou indignado com você [Elifaz] e com os seus dois amigos [Bildade e Zofar], pois vocês não falaram o que é certo a meu respeito, como fez meu servo Jó” (42.7). Para não serem punidos por Deus “pela loucura que cometeram”, os três amigos deveriam comparecer diante de Jó, oferecer holocaustos em favor deles mesmos e se beneficiarem da intercessão de Jó (42.8-9). 

Apesar da arenga de Eliú 
Eliú é o quarto personagem do livro de Jó. Era mais jovem que Elifaz, Bildade e Zofar. Foi o último a falar. Seu discurso ocupa seis capítulos seguidos e ele sozinho cita o nome de Deus 39 vezes. Embora mais cortês e mais próximo da verdade quanto à visão do sofrimento, Eliú também não poupou o homem da terra de Uz: 

“Neste mundo não há ninguém como Jó, para quem é tão fácil zombar de Deus como beber um copo de água. Ele anda com homens maus e se ajunta com gente que não presta” (34.7, NTLH). 

“Jó é pecador, um pecador rebelde. Na nossa presença, zomba de Deus e não pára de falar contra ele” (34.37, NTLH). 

“Jó, você não tem o direito de dizer para Deus que você é inocente” (35.2, NTLH). 

“São os outros que sofrem por causa dos pecados que você comete” (35.8, NTLH).
 
“Não adianta nada continuar o seu discurso; você fala muito, porém não sabe o que está dizendo” (35.16, NTLH). 

“Você está sofrendo por causa da sua maldade; cuidado, não se volte para ela!” (35.21, NTLH.) 

Com o discurso de Eliú fechou-se o cerco contra Jó. Já não havia ninguém a favor do homem da terra de Uz. Todos declararam impiedosamente e à uma voz que Jó era o único responsável pelo sofrimento dele: estava colhendo o que plantara (Gl 6.7-8). 

Apesar de Deus 
Ninguém tinha conhecimento do que estava acontecendo fora do palco, nos bastidores do inferno. Nem a principal vítima, nem a sua mulher, nem os demais parentes, nem a vizinhança, nem os conhecidos, nem seus antigos hóspedes, nem seus servos e servas, nem os rapazotes que brincavam displicentemente nas ruas e praças, nem os miseráveis que Jó havia acolhido em tempo de fartura. Menos ainda os acadêmicos presunçosos que vieram de Temã, de Suá e de Naamate, e o jovem Eliú, igualmente presunçoso. Ninguém sabia nada do profundo apreço de Deus por Jó, das duas provocações de Deus a Satanás (“Reparou em meu servo Jó?”), das alegações de Satanás de que Jó era reto por uma questão de interesse particular, das duas progressivas diminuições do tamanho da cerca que protegia Jó e da poderosa e sobrenatural investida de Satanás contra as posses, contra a família e contra a saúde de Jó. O mais ignorante disso tudo seria o próprio Jó. 

Por essa razão, mesmo sem entender nada do que estava acontecendo, e na certeza de que nada está fora do controle de Deus, Jó atribuía tudo ao Senhor, como se pode ver nas declarações assinadas por ele: 

“Nasci nu, sem nada, e sem nada vou morrer. O Senhor deu [tudo o que eu tinha], o Senhor tirou; louvado seja o seu nome!” (1.21, NTLH.) 

“Sem dúvida, ó Deus, tu me esgotaste as forças; deste fim a toda a minha família. Tu me deixaste deprimido. [...] Deus, em sua ira, ataca-me e faz-me em pedaços, e range os dentes contra mim” (16.7-9). 

“Deus fez-me cair nas mãos dos ímpios e atirou-me nas garras dos maus. Eu estava tranqüilo, mas ele me arrebentou; agarrou-me pelo pescoço e esmagou-me. Fez de mim o seu alvo; seus flecheiros me cercam. Ele traspassou sem dó os meus rins e derramou na terra a minha bílis. Lança-se sobre mim uma e outra vez; ataca-me como um guerreiro” (16.11-14). 

“Foi Deus que me tratou mal e me envolveu em sua rede. [...] Ele bloqueou o meu caminho, e não consigo passar; cobriu de trevas as minhas veredas. Despiu-me da minha honra e tirou a coroa de minha cabeça. Ele me arrasa por todos os lados enquanto eu não me vou; desarraiga a minha esperança como se arranca uma planta. Sua ira acendeu-se contra mim; ele me vê como inimigo. Suas tropas avançam poderosamente; cercam-me e acampam ao redor da minha tenda” (19.6-12). 

“Misericórdia, meus amigos! Misericórdia! Pois a mão de Deus me feriu” (19.21). 

Na verdade, Deus não fez nada contra Jó. Porém, permitiu que Satanás fizesse tudo isso e ainda se servisse de sua própria esposa e de seus próprios amigos. Todavia, nenhum desses estranhos acontecimentos tirou o patriarca do caminho reto. É extraordinária sua resistência às circunstâncias esmagadoramente contrárias! 

Apesar do próprio Jó 
Jó era de carne e osso como qualquer outra criatura. Era homem e não Deus, era homem e não semideus, era homem e não super-homem. Assim como Jesus, em sua forma humana, era igual a qualquer de nós e tinha as mesmas necessidades básicas, como fome, sede e sono, e “passou por todo tipo de tentação” (Hb 4.15). Jó era cercado de limitações e fraquezas. O homem da terra de Uz era irrepreensível e inculpável, mas era santo no sentido restrito. Ele nasceu pecador e era pecador. O pecado habitava nele, estava dentro dele e atuava em seus membros, como aconteceu com Paulo (Rm 7.14-25) e como acontece com qualquer outro mortal. 

As dores provocadas pela perda de todos os bens, pela morte de todos os filhos e pela doença mau cheirosa e sem cura, não foram fictícias. Assim como as dores dos cravos que atravessaram os pés e as mãos de Jesus não foram teatrais. Jó sofreu com o mau conselho da esposa e com a incompreensão, a falta de tato, o fundamentalismo religioso, as críticas, as calúnias, as denúncias, a falta de compaixão e a insistência de Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú. Nada disso passou despercebido pelo sofrido Jó. Ele chorava — “Meu rosto está rubro de tanto eu chorar” (16.16). Ele ficava perdido, confuso, desesperado, deprimido. Jó fazia reclamações, lamentações, desabafos (não há outro livro com tantos e sérios desabafos como o de Jó). Ele tinha crises de fé. Todavia, o homem da terra de Uz sobreviveu a tudo isso e fazia sua pública profissão de fé: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra” (19.25). 



A História de Barrabás 


TEXTO:
João 18.39-40
39. Falando isto, saiu de novo, foi ter com os judeus, e disse-lhes: “Não acho nele crime algum. Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?” 40. Então todos gritaram novamente e disseram: “Não” A este não! Mas a Barrabás!” (Barrabás era um salteador).

1) INTRODUÇÃO
Esta mensagem mudará seu conceito de convertido e de um cristão, para um amigo do Senhor Jesus.

Quando pedi ao Senhor uma palavra para ministrar aos seus filhos, então Deus me trouxe ao coração esta palavra e enquanto eu a preparava meu coração estremecia dentro do peito e meus olhos se enchiam de lágrimas pelo tamanho do poder nela contido. Por isso quero lhes dizer que algo muito forte vai acontecer em seu coração após se alimentar dessa mensagem e que verdadeiramente Deus é contigo.

Esta mensagem fala-nos de um personagem muito pouco pregado nos púlpitos e que teve um papel fundamental no contexto histórico da humanidade. Alguém que mesmo com uma pequena participação literária, fez com que a história inteira tivesse um evento extraordinário.

Abra seu coração e deixe a luz da palavra de Deus penetrar dentro de você e com toda certeza sua vida nunca mais será a mesmo.
  

2) A HISTÓRIA DO JULGAMENTO

Durante o martírio de Jesus, Ele tem que enfrentar seis julgamentos dos quais três já estavam previsto por Deus, para que ninguém duvidasse de sua soberania e realeza, e em um desses julgamentos Jesus é trazido para diante da multidão numa tentativa covarde de Pilatos de se livrar de um inocente o qual o povo queria morto.

Estavam as vésperas da páscoa e neste tempo ninguém era julgado ou crucificado não se executava ninguém embora a crucificação de três marginais já estava prevista. Eles precisavam se apressar se quisessem ver Jesus crucificado. Como eram vésperas da Páscoa, era de costume que soltasse um preso e lhe perdoasse seus crimes, e mais uma vez o covarde Pilatos usa dessa condição para tentar se livrar do inocente Jesus, mas seu tiro sai pela culatra. Pilatos manda dar uma surra em Jesus para que o povo ficasse satisfeito e com pena de Jesus e assim decidissem que já era o bastante e o soltassem, pois não havia nele crime algum.Pilatos sabia quem era o criminoso chamado Barrabás, o qual ele mesmo mandou prender por crimes hediondos e agora o coloca em escolha;Jesus ou Barrabás? Quem devo soltar? Escolham e decidam entre os dois, disse Pilatos.

Mas para a surpresa de Pilatos o povo escolhe a Barrabás. Todos gritam em uma só voz: Solte Barrabás, crucifica Jesus!

Na verdade o previsto era que Jesus, Barrabás, os dois ladrões, Dimas, o da direita e Jestas, o da esquerda fossem todos julgados e executados no mesmo dia. Mas deixe eu lhe falar algo.

Quando prenderam Barrabás, Dimas e Jestas, os romanos ao saberem que a centença seria a morte de cruz, eles logo trataram de tirar as medidas corpórea dos condenados e assim foram feitas três cruzes, no tamanho certo de cada criminoso e no lugar certo foi iniciado um pequeno buraco para que o prego entrasse com mais facilidade. Como Jesus foi preso, julgado e decidido que fosse crucificado, não ouve tempo para que fosse confeccionada uma cruz na sua medida. Então ao ser decidido que um deveria ser solto, e este seria Barrabás, logo a sua cruz, que era segundo a história um homenzarrão, passou para Jesus. É por isso que lhe rasgaram as carnes da juntura do ombro. Ele levou sobre os ombros uma cruz que não era dele. Ele foi pregado em uma cruz que não foi feita para Ele.

3) A HISTÓRIA DE BARRABÁS

O nome verdadeiro desse marginal era Bar Aba, que significa “filho de pai nobre”, um patriota desordeiro, violento, revoltado. Um homem natural da cidade de Jope. Tinha como profissão ser remador de botes, porém devido a falta do pagamento dos impostos, que eram muito altos, as autoridades romanas lhe tomavam o seus pertences para pagar impostos atrasados, lhe tirando a ferramenta de sustento, e com isso ele se tornou um revoltado com o confisco de seus bens, e entre eles o bote. Era dotado de muita coragem, força e espírito de iniciativa, mas era muito ignorante e falador.

Com os prejuízos que sofrera, acabou se tornando um salteador das estradas e seu ofício ganhou fama e alguns seguidores, formando um pelotão de marginais do qual se tornou o chefe. Gerava muito medo por onde andava, pois roubava todos os pertences de quem quer que seja. Chegou a vir as escondidas para a cidade de Jerusalém onde trabalhou escondidamente na parte de baixo de Jerusalém no vale do Kidron.

Bandido ferrenho, atormentava a vida dos romanos. Cetra vez atacou com seu bando uma guarnição de soldados romanos na cidade de Cafarnaum, roubando todo o soldo da tropa. Chegou a roubar também os bens dos sacerdotes do templo judaico. Caifás ficou muito irado e desesperado, então queixou-se a Pilatos dizendo que se não houvesse providência, iria se informar ao imperador Tibério, o que não seria nada bom para Pilatos.

Por atacar o pelotão de soldados romanos e os sacerdotes do templo, Barrabás foi procurado e caçado por todos os lugares e acabou sendo preso pelo Centurião Varro, juntamente com seus comparsas, Dimas e Jestas. Assim a pena de Barrabás seria nada mais nada menos que a crucificação.

Barrabás estava preso e já tinha sido condenado à crucificação e para ele foi uma grande surpresa ser escolhido pelo povo para ser solto. Não sabia o que estava acontecendo e só foi saber disto bem mais tarde.

4) A MÃE DE BAR ABA

Conta-nos alguns historiadores que certa ocasião em que Jesus estava reunido com os apóstolos na casa de Pedro ocasião que curou sua sogra, e Jesus estando sob o crepúsculo, muitas pessoas vinham a Ele para serem curados. Entre estas pessoas veio uma mulher que entrou chorando copiosamente e muito aflita, ela caiu de joelhos aos pés de Jesus e suplicava algo a Ele.

Os discípulos assustados, não esperavam que alguém chegasse ali e agisse daquela maneira. Então um deles a interrogou, perguntado quem era ela. E assim Bartolomeu então respondeu:

- Conheço esta mulher. É a mãe de Bar Aba. Aquele mesmo que assaltava à mão armada nas estradas de Jericó e agora está preso sendo condenado à morte, e morte de cruz no monte Calvário.

A mulher então disse a Jesus:

- Senhor, tem piedade de meu filho Bar Aba, que foi condenado a morte. Ele foi arrastado ao crime por injustiças e desesperos. Sempre foi um rapaz obediente, dedicado ao trabalho. Entretanto, atraído por estes males se involveu com quadrilhas que assaltavam os viajantes que assustam Samaria e Damasco. Tem pena de mim, que sou mãe desventurada, pois sei que tudo podes. Curaste o filho da viúva de Naim, o cego de Jericó, o servo do Centurião romano e ressuscitaste Lázaro, o irmão de Marta.

Jesus olhou amorosamente a mãe aflita de Barrabás e perguntou-lhe:
- Que queres de mim, mulher? Disse Jesus.

- Peço-te que o salves meu filho da morte, pois dentro de alguns dias será crucificado. Sei que és bom e podes impedir que ele morra. Faze um milagre. E assim concluiu, chorando e beijando os pés do mestre.

Então Jesus completa dizendo:
- Vai, mulher, porque Deus tem ouvido as tuas orações e por isso mandou seu filho ao mundo, para que se cumpram as escrituras.

A mulher beijou as sandálias do divino mestre e saiu a correr dentro da noite alta e tranqüila, gritando como quem fala para o mundo:

Jesus salvou meu filho! Bem Bar Aba não morrerá”.

3) BAR ABA É SOLTO

Mateus chama Barrabás de um "preso muito conhecido". Marcos diz que ele foi "preso com amotinadores, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio". Lucas afirma que ele foi lançado na prisão "por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio". João o chama "salteador". Sim! ele era tudo isso, mas aprove a Deus colocá-lo em seus planos.

Chegou o dia da crucificação de Barrabás, Dimas e Jestas, porém algo estava para acontecer. Algo que mudaria a história de um condenado chamado Bar Aba.

Penso que no corredor da morte Barrabás faz uma reflexão de vida, e talvez desejasse ver sua mãe. Então um barulho se faz ser ouvido na prisão. É o som de alguém abrindo a porta da cela. E ele logo pensa: “Chegou a minha hora de morrer”

Então o soldado romano vai em direção a Barrabás e diz a ele:
- Pode ir Barrabás! Você está livre!

Talvez meio assustado e sem muito acreditar, ele pergunta:
- Mas eu não vou morrer?

E o soldado romano que a tudo assistiu lá fora, e também sem muito acreditar, reponde:

- Outra pessoa vai morrer em seu lugar!

Assim Barrabás sai e é levado até a presença de Pilatos para ser posto em liberdade. Ao chegar no que mais parecia um tribunal público ele se encontra com aquele que morreria em seu lugar e por um instante Barrabás olha nos olhos de Jesus e pensa em seu intimo: “O que será que ele fez para morrer em meu lugar?”

Mesmo sem mover os lábios ele ouve uma voz que lhe fala no coração:
- Vai em paz! Você está livre! Eu morrerei em seu lugar.

O restante creio que você já sabe. Jesus foi crucificado e como foi com o primeiro Adão, agora com o segundo Adão dá vida a sua noiva, mas esta é uma outra mensagem.

Não se sabe se Barrabás mudou de vida, nem o que aconteceu com ele depois da morte de Jesus. Mas eu creio que vou encontrá-lo no céu, e então vou lhe perguntar:

- Amigo irmão Barrabás. Você soube mais que ninguém o sentido da frase: “Jesus morreu em meu lugar”. Então me diga como foi aquele dia na sua vida?

4) CONCLUSÃO

Hoje eu não quero dizer ou pregar para um povo que ficou como acusadores e assim ainda escolhem crucificar a Jesus, pois ainda continuam a se contaminarem com os mesmos pensamentos de maldade.

Mas quero dizer para os muitos Barrabás que estão no corredor da morte, pois algumas injustiças humanas, ou algumas tempestades da vida o fizeram revoltar contra tudo e contra todos. Pessoas que sofreram grandes perdas irreparáveis e dolorosas, e assim se tornaram amargas, não que sejam amargas, mas se tornaram amargas e tristes. A estes quero me dirigir agora e dizer lhes que Jesus morreu em seu lugar e você está livre para adorá-lo e ser feliz.

Verdadeiramente Barrabás sentiu na pele o que é ouvir e viver. E assim ele poderia dizer o que eu peço humildemente a você que diga agora aí onde está agora: JESUS MORREU EM MEU LUGAR!!

JESUS MORREU EM MEU LUGAR!!

Eu estou livre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015



DEUS DEU TOTAL LIVRE ARBÍTRIO AOS SERES HUMANOS


INTRODUÇÃO: Passagem bíblica para estudo: Gênesis 2:9, 15-17
1. A árvore da ciência do bem e do mal aponta para o fato de que Adão e Eva foram criados livres, eles eram agentes morais livres para escolher o que quisessem.
2. A árvore do conhecimento do bem e do mal indica que Adão e Eva foram orientados que poderiam, mas não deveriam comer do seu fruto sem sofrer as consequências.
3. A árvore proibida no paraíso do Éden revela que Adão e Eva estavam em um ambiente onde poderiam escolher a opção de obedecer a Deus porque O amavam ou desobedecer-Lhe, insistindo na própria vontade deles em oposição à de Deus.

I. A ÁRVORE DA CIÊNCIA OU CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL NÃO ERA MALIGNA OU VENENOSA – Gênesis 2:15-17
1. Deus dirigiu a proibição aos seres humanos, não aos animais:Provavelmente animais comiam do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e nada lhes acontecia. Com esta proibição Deus informa aos seres humanos que eles têm total livre arbítrio, podem escolher livremente entre o bem e o mal.
2. Deus decretou a proibição para que os seres humanos soubessem que eles eram livres: Liberdade implica em responsabilidade. Se as pessoas não assumem responsabilidades por suas escolhas, sejam certas ou erradas, elas são privadas de qualquer característica de livre arbítrio que possa existir no ser humano. Sem liberdade não se desenvolve a confiança, nem o amor, nem um bom relacionamento.
3. Deus estabeleceu a proibição para que os humanos entendessem que  são superiores na criação do mundo: Deus fez os humanos superiores aos animais. Adão e Eva tinham raciocínio, poder de escolha, capacidade de desenvolvimento e responsabilidades intelectuais que os animais não tinham.
a) Deus não deu todo o conhecimento a Adão e Eva, eles deveriam adquirir mais conhecimento. Para isso deveriam ter atividades constantes (lavrar e guardar o jardim) e fazer escolhas (não comer da arvore do conhecimento do bem e do mal).
b) Deus não deu um caráter rígido e fixo a Adão e Eva, eles deveriam desenvolver seu caráter agindo com responsabilidade e consciência (trabalhando e decidindo).
c) Deus não limitou a liberdade ou livre arbítrio de Adão e Eva, eles deveriam aprimorar exercitando-se ao trabalhar o corpo e a mente.

II. A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL FOI CRIADA POR UM DEUS SÁBIO E AMOROSO – Gênesis 2:9, 16-17
1. Tal árvore não foi criada pelo diabo: A árvore não foi criada pela serpente, por Satanás ou por qualquer outra criatura. Satanás não é criador de nada, a não ser o autor da rebelião contra o governo de Deus.
2. Tal árvore não foi invenção do mal: A árvore não foi plantada com nenhuma semente rara, distinta, elaborada por Lúcifer em algum laboratório maquiavélico construído num lugar chamado inferno.
3. Tal árvore foi criada por Deus: Foi Deus que fez brotar a árvore da ciência do bem e do mal no jardim, e tudo o que Deus fez é bom (Genesis 2:9). Com esta árvore Deus criou a liberdade de escolha para os humanos. A liberdade é boa, o livre arbítrio também é bom; mas liberdade de escolha só existe quando é possível exercitá-la, e para isso deve haver opções. Os resultados da desobediência são consequências naturais por não confiar em Deus, não é uma imposição ou vingança divina. Não haveria verdadeira liberdade se Deus não explicasse as consequências de cada decisão que se tomasse.

III. A ÁRVORE DO CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL OBJETIVAVA O DESENVOLVIMENTO DO INTELECTO HUMANO – Gênesis 2:16-17
1. Deus desejava que os humanos desenvolvessem o juízo moral dado por Ele: Deus queria que Adão e Eva desenvolvessem criteriosamente seu juízo moral, o fato de ter dado tal ordem nos diz que o Criador dera discernimento ao ser humano, mas deveria exercitá-lo.
2. Deus desejava que os humanos desenvolvessem laços de confiança nEle: Deus desejava que Adão e Eva e futuramente seus descendentes soubessem que os seres humanos, por não serem oniscientes, não podem decidir por si mesmo o que é bom ou mal, sem considerar a vontade revelada de Deus.
3. Deus desejava que os humanos desenvolvessem forte relacionamento com Ele: Deus garantiu a liberdade, mas não a independência com relação e Ele. Qualquer tentativa de existir independente de Deus tem como consequência e extinção, a morte. Por isso, cada pessoa deve dar satisfação de sua vida ao Criador; pois como criaturas é impossível a existência sem o Criador.

CONCLUSÃO:
1. Somos filhos de Deus e como dependentes devemos voltar a agir como criança, sem buscar qualquer autonomia, pois tal atitude implica em rebelião contra nosso Criador. A morte é a consequência certa da livre escolha humana de dar rédeas soltas à rebelião contra o autor da vida.
2. Somos criaturas limitadas, mas com capacidade de desenvolvimento físico, mental e espiritual; por isso precisamos desenvolver o conhecimento e o amadurecimento que formarão nosso caráter.
3. Somos criaturas desenvolvíveis, nosso cérebro não é estático, ele tem capacidade de se desenvolver, ampliar a visão e alcançar novos horizontes quando dependemos do Criador e de Sua revelação.