sábado, 9 de abril de 2022

 




A História do Apóstolo Pedro


O apóstolo Pedro foi um dos primeiros discípulos escolhidos por Jesus. Pedro também é chamado na Bíblia de Cefas, Simeão e Simão. Neste estudo bíblico conheceremos mais sobre a história de Pedro, apóstolo do Senhor Jesus.

A História de Pedro

O apóstolo Pedro era natural de Betsaida, na época uma aldeia de pescadores não muito distante de Cafarnaum e que ficava na região costeira do mar da Galiléia (João 1:44). Pedro também tinha casa em Cafarnaum, na Galiléia (Marcos 1:21s). Alguns sugerem que sua residência realmente fosse em Cafarnaum, e Betsaida apenas sua aldeia de origem.

O apóstolo Pedro era irmão do apóstolo André, um pescador de profissão assim como ele. É bem provável que seu pai, Jonas, também fosse um pescador (João 1:42). O apóstolo Pedro era casado, tendo sido sua sogra curada por Jesus (Marcos 1:30). Além disso, é possível que sua esposa frequentemente o acompanhasse em viagens ministeriais na Igreja Primitiva (1 Coríntios 9:5).

Pedro possuía uma educação considerada limitada e falava o aramaico com forte sotaque da região da Galiléia (Mateus 26:73; Marcos 14:70); idioma que também utilizava para ler e escrever. No entanto, Pedro também falava um pouco de grego, muito provavelmente por conta de sua profissão que exigia constante contato com gentios. O grego era muito utilizado na época, sobretudo nas cidades de Decápolis.

Pedro, Cefas, Simão e Simeão

Como já foi dito, o apóstolo Pedro é chamado por outros nomes na narrativa bíblica. Possivelmente seu nome original era o hebraico Simeão, utilizado originalmente em alguns textos de Atos 15:14 e 2 Pedro 1:1; e talvez ele tenha adotado o grego “Simão” com pronuncia semelhante.

Quando ele se encontrou com Jesus, o Senhor o chamou de Cefas, do aramaico Kefa’, que significa “rocha” ou “pedra”, que em sua forma grega é Petros, ou seja, Pedro (João 1:42). O significado desse título se refere ao fato de que Pedro se tornaria firme como uma rocha, ao invés de uma pessoa com temperamento inconstante.

Assim, a narrativa do Novo Testamento designa o apóstolo Pedro por essa variedade de nomes. O apóstolo Paulo o chamava de Cefas (1 Coríntios 1:12; 15:5; Gálatas 2:9); o apóstolo João geralmente o chamava de Simão Pedro; e Marcos o chamou de Simão até o capítulo 3 de seu livro e depois passou a designá-lo como Pedro.

A personalidade do apóstolo Pedro

Considerando todas as referências sobre o apóstolo Pedro disponíveis não apenas nos quatro Evangelhos, mas em todo Novo Testamento, os estudiosos entendem que ele foi um típico homem do campo, uma pessoa simples, direta e também impulsiva.

Parece que ele também possuía uma aptidão natural para exercer liderança, talvez por ser caloroso, vigoroso e normalmente comunicativo. Em algumas ocasiões, sobretudo no episódio que envolveu a traição de Jesus no Getsêmani, Pedro se mostrou emotivo, sanguíneo e autoconfiante.

A escolha do apóstolo Pedro como discípulo de Jesus

O Evangelho de João relata um primeiro contato entre Jesus e Pedro, por intermédio de seu irmão, o apóstolo André (João 1:41). Esse contato ocorreu antes do início do ministério público do Senhor na Galiléia. Depois disto, Pedro e André continuaram com a pescaria durante um período de tempo, até que receberam um convite consequente de Jesus enquanto estavam pescando no mar da Galiléia (Marcos 1:16s).

Mais tarde Jesus escolheu doze homens entre aqueles que o seguiam para serem seus discípulos mais próximos. Assim, o apóstolo Pedro foi um dos primeiros discípulos a ser chamado, e também era um dos três que sempre estavam mais próximos do Senhor (Marcos 5:37; 9:2; 14:33). Nas listas que trazem a relação dos doze discípulos de Jesus, o nome do apóstolo Pedro sempre aparece primeiro (Marcos 3:16-19; Lucas 6:14-16; Mateus 10:2-4; Atos 1:13,14).

O apóstolo Pedro durante o ministério de Jesus

O apóstolo Pedro teve uma participação muito ativa e significante durante o ministério de Jesus. Como já foi dito, ele foi um dos primeiros discípulos a ser chamado, estava entre os três mais próximos de Jesus, e em muitas ocasiões agiu como porta-voz dos Doze (Mateus 15:15; 18:21; Marcos 1:36s; 8:29; 9:5; 10:28; 11:21; 14:29; Lucas 12:41).

Pedro foi o discípulo que pediu para encontrar Jesus andando sobre as águas (Mateus 14:28). Foi ele também, juntamente com Tiago e João, que estiveram com Jesus no episódio da transfiguração (Mateus 17:1-8).

O apóstolo Pedro também foi o discípulo que, precipitadamente, tentou repreender Jesus diante do anúncio de sua morte iminente no Calvário (Mateus 16:22).

Quando Jesus perguntou aos seus discípulos quem eles achavam que Ele era, o apóstolo Pedro foi o primeiro a responder confessando que Ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mateus 16:16). O próprio Jesus atribuiu a resposta de Pedro como uma revelação de Deus que foi dada a ele.

Nessa mesma ocasião Jesus pronunciou a famosa frase “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Essa frase é alvo de intensos debates, deste muito tempo.

Pelo jogo de palavras que envolve o significado do nome “Pedro”, surgiram muitas interpretações. Duas delas são as mais antigas e conhecidas: alguns sugerem que a “pedra” seria o próprio Pedro; enquanto outros defendem que a “pedra” seria diretamente a verdade que foi declarada por Pedro, isto é, o Cristo, o Filho do Deus vivo.

O apóstolo Pedro ouviu diretamente de Jesus a ordem “apascenta minhas ovelhas” (João 21:17). Numa determinada ocasião, Pedro questionou Jesus sobre a situação dele e dos demais que haviam deixado tudo o que tinham para segui-lo, e ouviu do Senhor a promessa das bênçãos do reino de Deus (Marcos 10:28; Lucas 18:28).

O apóstolo Pedro também aparece de forma bastante ativa durante a narrativa dos últimos momentos do Senhor Jesus antes da crucificação. Juntamente com o apóstolo João, Pedro recebeu a incumbência de organizar a última ceia em Jerusalém (Lucas 12:8).

Inicialmente ele também se recusou a deixar que Jesus lhe lavasse os pés, mas quando foi advertido sobre a importância e a necessidade daquele ato do Senhor, ele pediu até mesmo um banho (João 13).

O apóstolo Pedro também foi o discípulo que, conforme Jesus havia dito, o negou três vezes antes que o galo cantasse duas vezes na ocasião que envolve a prisão e crucificação do Senhor. Na verdade essa sua negação contrasta diretamente com o comportamento valente e violento que ele demonstrou ao cortar a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote, durante a prisão do Senhor. Diante do olhar de Jesus, ao lembrar-se das palavras do Mestre, Pedro se arrependeu profundamente (Mateus 26:34-75; Marcos 14:30-72; Lucas 22:34-62; João 18:27).

É possível que o apóstolo Pedro tenha testemunhado a crucificação, apesar dos Evangelhos não o mencionarem (cf. 1 Pedro 5:1). Cristo ressurreto apareceu pessoalmente ao apóstolo Pedro (Lucas 24:33,34; 1 Coríntios 15:5).

O ministério do apóstolo Pedro na Igreja Primitiva

O apóstolo Pedro foi o primeiro a pregar o Evangelho no dia de Pentecostes. Cerca de 3 mil pessoas se converteram naquela ocasião (Atos 2:14). Até o capítulo 13 do livro de Atos dos Apóstolos, Pedro aparece com bastante destaque. Durante os primeiros anos ele foi o líder da igreja em Jerusalém, mas vale lembrar que o apóstolo Tiago, por sua vez, foi quem liderou o Concílio de Jerusalém onde importantes decisões foram tomadas concernentes à participação dos gentios na Igreja (Atos 15:1-21).

Pedro foi quem fez a exposição da necessidade da escolha de outro homem para o lugar deixado por Judas e Matias foi o escolhido (Atos 1). Durante o ministério do apóstolo Pedro ocorreram grandes milagres, sendo que até mesmo os doentes eram colocados de uma forma com que, ao passar, sua sombra os cobrissem (Atos 3:1-10; 5:12-16).

Foi o apóstolo Pedro quem disse as conhecidas palavras: “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3:6). Dentre esses milagres também se destaca a ressurreição de Dorcas (Atos 9:36-41). Saiba mais sobre os milagres no período apostólico da Igreja Primitiva.

O apóstolo Pedro também foi quem disciplinou os perversos e mentirosos Ananias e Safira (Atos 5:1-11). Por conta do pecado que praticaram, ambos foram mortos de forma sobrenatural.

Na época da forte perseguição em Jerusalém após a morte de Estêvãoo apóstolo Pedro também estendeu sua atuação ministerial a outros lugares, como em Samaria em decorrência da grande evangelização de Filipe ali, nas cidades costeiras de Lidia, Jope e Sarona. É possível que nesse período Tiago então tenha assumido a liderança em Jerusalém.

O apóstolo Pedro também foi o responsável por anunciar as boas novas à família de Cornélio em Cesaréia (Atos 10:1-45). Na Carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo informa que Pedro também esteve em Antioquia (Gálatas 2:11). Na verdade é nesse relato que encontramos a referência sobre o conflito entre os apóstolos Paulo e Pedro, quando Pedro agiu dissimuladamente se associando aos cristãos gentios e depois se afastando deles ao temer a pressão do “grupo da circuncisão” que aceitava os gentios na Igreja desde que estes se submetessem ao cerimonial da Lei de Moisés.

O comportamento do apóstolo Pedro acabou influenciando até mesmo Barnabé. Então Paulo o repreendeu publicamente pelo comportamento, considerado por ele, como hipocrisia. No entanto, essa situação foi completamente resolvida, e o próprio apóstolo Pedro mais tarde se referiu a Paulo como “nosso amado irmão” (2 Pedro 3:15).

Na Epístola aos Coríntios, também somos informados da divisão que havia em tal igreja. Um dos grupos divididos ali alegava seguir o apóstolo Pedro, enquanto outros diziam ser de Paulo, Apolo e Cristo. Isso indica que provavelmente em algum momento ele esteve pessoalmente visitando aquela igreja.

A morte do apóstolo Pedro e o final de seu ministério

Após 50 d.C. não temos tantas informações detalhadas sobre o apóstolo Pedro. Considerando suas duas epístolas, sabemos que ele permaneceu ativo na pregação da Palavra de Deus e no pastoreio do rebanho do Senhor até a hora de sua morte (1 Pedro 5:1,2).

Existe um grande debate se o apóstolo Pedro chegou a fixar residência em Roma ou não. O que é certo é que a igreja em Roma não foi fundada por ele; até porque seria muito improvável que Paulo escrevesse uma epístola àqueles irmãos sem mencioná-lo.

Na verdade não há qualquer base bíblica de que ele tenha sido o primeiro bispo de Roma; nem há indícios de que ele tenha sido líder da igreja na cidade por um período de tempo considerável. A tradição que afirma tal coisa é bastante questionável. Saiba mais sobre a igreja em Roma no panorama da Carta aos Romanos.

Apesar disto, é muito provável que ele tenha estado em Roma em algum momento próximo ao final de sua vida, e que tenha escrito suas duas epístolas desta cidade. Em 1 Pedro 5:13 o apóstolo escreve dizendo estar na “Babilônia”. Essa informação têm sido entendida pela maioria dos estudiosos como uma referência à cidade de Roma. A presença de Marcos na ocasião também favorece essa interpretação.

Existe uma tradição muito antiga e uniforme dentro do cristianismo de que o apóstolo Pedro tenha sido martirizado em Roma por volta de 68 d.C., assim como foi Paulo. Tertualiano (200 d.C.) defendeu tal informação, e Orígenes afirmou que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, uma informação também presente em alguns livros apócrifos.


 




Quem Foi a Esposa de Josué na Bíblia?


A Bíblia não diz quem foi a esposa de Josué. Apesar de antigas lendas e tradições sem qualquer comprovação tentarem especular a respeito da identidade da misteriosa mulher do líder hebreu que sucedeu a Moisés, a verdade é que não há nenhum indício realmente confiável sobre com quem Josué se casou.

De fato, a Bíblia não traz quase nenhum detalhe sobre a vida familiar de Josué. O texto bíblico mais específico nesse sentido, fala apenas do pai de Josué e da tribo a qual ele pertencia. De acordo com o relato da Escritura, Josué era filho de Num e pertencia à tribo de Efraim (Números 13:8). Então não há base suficiente que permita afirmar quem foi a esposa de Josué na Bíblia.

Raabe foi a esposa de Josué?

Ao longo da história, muitas pessoas procuraram estabelecer o nome da mulher de Josué. Uma das tentativas mais conhecida nesse sentido, é aquela que é muito popular dentro do Judaísmo e afirma que a esposa de Josué foi Raabe de Jericó.

A Bíblia diz que Raabe foi uma meretriz cananeia que morava sobre os muros de Jericó. Mas ela escondeu os espias israelitas que foram sondar a cidade antes da invasão liderada por Josué, e confessou sua fé no Deus de Israel. Depois, quando a cidade de Jericó foi destruída, Raabe e seus familiares foram poupados, e habitaram entre os israelitas.

Então, para alguns intérpretes, com base em antigas tradições, após a destruição de Jericó supostamente Raabe se tornou a esposa de Josué. Inclusive, geralmente quem pensa assim acredita que mesmo durante sua vida em Jericó, Raabe jamais foi uma meretriz. Esse tipo de interpretação se apoia num uso possível da palavra original que foi traduzida por “meretriz” no Antigo Testamento, e que também podia designar uma mulher que recebia homens em sua casa apenas com o propósito de hospedá-los.

No entanto, o Novo Testamento afirma com muita clareza não apenas que Raabe realmente foi uma meretriz em Jericó antes de ter um encontro com o Senhor, mas também que ela se casou com um homem chamado Salmom e se tornou ancestral do rei Davi (Mateus 1:5; cf. Hebreus 11:31). Portanto, dentro da tradição cristã, a interpretação mais aceita é a de que Raabe não foi a esposa de Josué.

Josué se casou?

Diante do fato de a Bíblia se calar a respeito do nome da esposa de Josué, muita gente acaba questionando se pelo menos é possível saber se Josué se casou ou não. Sobre isso, há um versículo bíblico no final do livro de Josué que parece indicar que o líder de Israel naquele tempo era um homem casado que tinha constituído família.

Durante um discurso ao povo de Israel, Josué convidou os israelitas a renovarem o seu compromisso com Deus. E naquela ocasião ele fez uma das mais conhecidas declarações bíblicas: “[…] Mas, eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Josué 24:15). Esse versículo obviamente mostra Josué não apenas como líder da nação, mas principalmente como líder de sua família.

Então à luz dessa declaração, e considerando o fato de que era muito incomum que um homem israelita não se casasse naquele tempo, é muito provável que Josué tenha se casado, embora não se saiba quem foi sua esposa.

















 

O Que é o Vaso de Alabastro?


O vaso de alabastro é conhecido entre os cristãos por ter sido o tipo de recipiente utilizado para portar óleos ou essências em algumas passagens do Novo Testamento. Diante disto, muitos ficam curiosos sobre como era esse vaso, e o que significa alabastro. Neste estudo bíblico, iremos entender um pouco melhor o que é o vaso de alabastro.

O que significa alabastro e o que era o vaso de alabastro?

Originalmente a forma neutra do grego alabastros era usada para designar um frasco de alabastro que possuía um gargalo comprido. Quando o conteúdo era utilizado, tal gargalo era rompido. Geralmente o conteúdo armazenado nesses frascos eram óleos e essências.

O mesmo termo também era utilizado para se referir a qualquer frasco que possuía o formado indicado acima, não importando o material de que tivesse sido fabricado.

Já o alabastro era uma variedade de carbono de cálcio produzido por depósito natural e hidratado. Existe uma diferença entre os alabastros da antiguidade e os mais modernos. O alabastro moderno é um tipo de gesso, sendo uma pedra mais mole. Já os alabastros da antiguidade, chamados no hebraico de shayish ou shesh, geralmente eram de mármore, compostos de calcita (1 Crônicas 29:2; Ester 1:6).

Esse material em sua forma pura tem uma cor branca e translúcida. Geralmente o alabastro era encontrado em regiões calcárias, em cavernas e locais próximos de nascentes. Os alabastros eram muito utilizados na escultura de estátuas e na fabricação de vasos, frascos, caixas, garrafas e recipientes em geral.

Havia vasos de alabastro fabricado na região da Palestina com pedras escavadas no vale do Jordão. Outros eram importados do Egito, sendo estes mais valiosos.

O vaso de alabastro na Bíblia

No Novo Testamento encontramos algumas passagens que fazem referência à utilização do vaso de alabastro. A primeira está no Evangelho de Mateus, quando Jesus é ungido em Betânia:

Nos Evangelhos de Marcos e João encontramos um texto paralelo ao relato do Evangelho de Mateus (Marcos 14:3-9; João 12:1-8). No caso da referência de Marcos, trata-se de um paralelo exato. Já no texto do Evangelho de João algumas diferenças cronológicas podem ser percebidas; porém nenhum detalhe entra em conflito com os textos de Mateus e Marcos.

Alguns argumentam que na narrativa de João é dito que a mulher ungiu os pés de Jesus com o unguento que estava no vaso de alabastro; enquanto Mateus e Marcos relatam que o liquido foi derramado sobre sua cabeça. Porém é possível que ela tenha derramado tanto bálsamo em Jesus que o liquido escorreu até mesmo pelos pés d’Ele. Sobre isso, João escreve que havia “uma libra de bálsamo de nardo puro” dentro do vaso de alabastro (João 12:3). Essa medida equivalia a algo em torno de 450 gramas de perfume, uma quantidade suficiente para cobrir Jesus. Saiba mais sobre os pesos e medidas na Bíblia.

Essa mulher que aparece anônima nos Evangelhos de Mateus e Marcos é identificada no Evangelho de João. Ela era Maria, irmã de Marta e Lázaro, aquele que foi ressuscitado.

O nardo puro no vaso de alabastro

O liquido que a mulher carregava no vaso de alabastro era o nardo puro (Marcos 14:3). O nardo era um perfume raro feito de raízes de uma planta nativa do Himalaia. Nos tempos bíblicos ele era importado justamente em frascos selados de alabastro. Esses pequenos vasos de alabastros eram abertos apenas em ocasiões muito especiais.

Judas estipulou o preço do nardo que havia naquele vaso de alabastro em trezentos denários (João 12:5). Isso equivalia a um ano de salário de um trabalhador da época. Esse valor também era provavelmente dez vezes maior que o valor que o mesmo Judas recebeu para trair Jesus.

O vaso de alabastro também é citado numa referência no Evangelho de Lucas (Lucas 7:36-50). Lucas fala de uma mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus com especiarias que estavam num vaso de alabastro. Aqui é importante dizer que essa mulher não deve ser confundida com a mulher citada anteriormente no episódio registrado por Mateus, Marcos e João, apesar das evidentes semelhanças.

A mulher mencionada por Lucas realmente não teve sua identidade revelada. É muito comum a interpretação de que essa tal mulher tenha sido uma prostituta. Mas no texto original em grego a expressão “era pecadora” traduz um termo que não precisa significar necessariamente que ela era uma meretriz.

O texto apenas deixa claro que ela era muito conhecida no povoado por sua má reputação. Além disso, no texto de Lucas ela já aparece como uma mulher arrependida. Isso significa que seja lá o que a mulher do vaso de alabastro tivesse feito, ela já não fazia mais.


valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

(Mateus 26:7)

Quem Foi Estêvão na Bíblia?

 Estêvão foi o um dos sete homens escolhidos por ordem dos apóstolos para serem diáconos da Igreja Primitiva de Jerusalém. Ele cuidava da distribuição da assistência às viúvas e aos necessitados. Neste estudo bíblico conheceremos um pouco mais sobre a história de Estêvão.

A história de Estêvão

Estêvão era um membro da Igreja de Jerusalém, e aparece na narrativa bíblica no livro de Atos dos Apóstolos. O nome Estêvão significa “coroa”, do grego stephanos. Não se sabe exatamente a origem de Estêvão. Alguns acreditam que ele era um judeu helenista, ou seja, um judeu da dispersão que cresceu fora da Palestina e falava grego.

Outros sugerem que Estêvão poderia ser um judeu da própria Palestina. Naquela época muitos judeus palestinos tinham nomes gregos. Há também quem defenda que Estêvão era um samaritano.

Seja como for, os sete homens escolhidos como diáconos tinham nomes gregos. Inclusive, sobre o último deles, Nicolau da Antioquia, o texto bíblico afirma explicitamente ser um prosélito.

A escolha de Estêvão como diácono em Jerusalém

O capítulo 6 do livro de Atos dos Apóstolos relata a instituição dos diáconos na Igreja Primitiva. Naqueles dias o número de cristãos estava crescendo, e houve uma crise entre os helenistas e os hebreus. Aparentemente as viúvas dos judeus gregos estavam sendo prejudicadas na distribuição diária de alimentos.

Então os doze apóstolos (aqui com Matias já incluso) se reuniram, convocaram a comunidade cristã, e ordenaram que fossem escolhidos sete homens para supervisionar essa distribuição de mantimento. Juntamente com Estêvão foram escolhidos: Filipe, Prócoro, Nocanor, Timão, Parnemas e Nicolau.

Especificamente sobre Estêvão, o texto bíblico o descreve como alguém repleto de fé e do Espírito Santo. Dentre esses homens escolhidos, a Bíblia destaca Estêvão e Filipe.

O ministério de Estêvão

O ministério de Estêvão foi muito além da diaconia das mesas. Além de cumprir suas responsabilidades perante a Igreja Primitiva, Estêvão se empenhou em proclamar o Evangelho, ficando marcado na História da Igreja.

O texto bíblico nos informa que Estêvão, tomado de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Estêvão e Filipe são citados no Novo Testamento realizando milagres semelhantes aos realizados pelos apóstolos. Saiba mais sobre os milagres no período apostólico da Igreja.

A pregação de Estêvão confrontava o antigo sistema religioso judaico. Por isso tão logo Estêvão despertou a ira dos membros da sinagoga dos judeus helenistas. Esses homens subornaram algumas testemunhas para acusá-lo de blasfêmia (Atos 6:11).

A pregação de Estêvão

Estêvão foi o primeiro mártir da Igreja Cristã. Após ser acusado de blasfêmia, Estêvão foi levado perante o Sinédrio. Ali, falsas testemunhas depuseram contra ele, o acusando de pregar contra a adoração no Templo e contra a Lei (Atos 6:13).

A Bíblia diz que quando os membros do Sinédrio olharam para Estêvão, “viram seu rosto como se fosse rosto de anjo” (Atos 6:15). Antes, o mesmo capítulo nos informa que os membros da sinagoga não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual Estêvão falava (Atos 6:10).

Perante o Sinédrio, Estêvão foi convidado a se defender. Sua defesa, sem dúvida, foi um dos mais brilhantes sermões já pregados em toda a História da Igreja. Sua pregação foi uma autêntica exposição das Escrituras. Estêvão fez uma extraordinária retrospectiva do relacionamento de Deus com Israel, revelando o fracasso do Israel do Antigo Testamento e apontando para a esperança que só pode ser encontrada em Cristo.

Em sua pregação, Estêvão falou sobre a era Patriarcal; sobre os dias de Moisés e o período de peregrinação no deserto; e sobre o Tabernáculo e o Templo.

Estêvão falou sobre a chamada de Abraão, e explicou como o patriarca demonstrou fé e obediências nas promessas do Senhor. No entanto, ele enfatizou a rejeição ao escolhido do Senhor quando José foi traído por seus irmãos (Atos 7:2-16).

Falando de Moisés, Estêvão apontou para como o líder hebreu foi rejeitado pelo povo, mesmo tentando protegê-lo. Estêvão entendeu que Moisés foi um predecessor do próprio Cristo, e a rejeição sofrida por ele foi uma rejeição ao próprio Deus (Atos 7:17-43).

Estêvão também falou sobre o Tabernáculo, desde a época em que era utilizado no deserto, depois quando foi levado na liderança de Josué para a Terra Prometida, até os dias de Davi. Estêvão enfatizou o desejo de Davi em construir um Templo, que acabou sendo concretizado por seu filho, o rei Salomão. Com isto, Estêvão chamou a atenção para a verdade de que o Altíssimo não habita em casas feitas por mãos humanas, e que a ideia de um Deus estático e localizado era equivocada (Atos 7:48).

Por fim, Estêvão, usando metáforas com base no Antigo Testamento, denunciou a rebeldia espiritual daquele povo. Ele demonstrou que aquelas pessoas não eram regeneradas. Isso significa que as pessoas que acusavam Estêvão de blasfêmia, estavam agindo da mesma forma que seus próprios antepassados idólatras que se rebelaram contra a liderança de origem divina.

Estêvão mostrou àqueles homens que assim como seus antepassados tinham perseguido os profetas que anunciaram a vinda do Messias, agora eles haviam traído e se tornado assassinos do próprio Cristo.

O martírio de Estêvão

Ao ouvirem essa grave acusação feita por Estêvão, aqueles homens ficaram completamente enfurecidos. Mesmo assim, Estêvão fez uma grandiosa declaração que ficaria perpetuada nas páginas da Bíblia. Ele disse: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé à destra de Deus” (Atos 7:56). Estêvão sabia que Jesus era o seu advogado. Isso não significava que ele seria livrado da morte, mas que a justiça de Deus vindicaria não somente seu sangue, mas o sangue de todos os mártires (Apocalipse 6:10,11).

Então aqueles homens agarram Estêvão, o levaram para fora da cidade e o apedrejaram. O texto de Atos nos diz que as vestes dos executantes de Estêvão foram deixadas aos pés de um jovem chamado Saulo, que consentia na morte de Estêvão (Atos 7:58,60).

O exemplo de Estêvão

Estêvão aparece muito rapidamente na narrativa bíblica. Não sabemos nenhuma informação biográfica sobre ele, ou qualquer outro detalhe que faz com que seja possível conhecermos um pouco melhor sua origem.

No entanto, o curto relato sobre ele no livro de Atos é suficiente para termos a certeza do tipo de homem que Estêvão foi. Quando olhamos para seu testemunho diante de uma morte iminente, percebemos que aquela discussão citada sobre sua origem, se ele era da Palestina ou da Dispersão, não faz qualquer sentido. Isso porque Estêvão era um cidadão do céu. Ele amava mais a sua pátria celestial do que suas tradições e origem terrena. Ele amava mais a vida de seu Mestre, do que sua própria vida.

É impossível não percebermos as semelhanças entre as acusações sofridas por Estêvão, bem como sua própria morte, e as acusações depositadas sobre Jesus e sua morte no Calvário. Estêvão foi condenado à morte por falsas acusações, tal como Jesus também o foi (cf. Mateus 26:59-61; Marcos 14:58).

Também da mesma forma como Jesus orou no momento da crucificação pedindo para que Deus Pai perdoasse seus algozes, Estêvão também o fez. Ele orou dizendo: “Senhor, não lhes imputes este pecado!” (Atos 7:60). Saiba mais sobre as frases de Jesus na cruz.

Nos momentos finais na cruz, Jesus entregou o seu espírito ao Pai (Lucas 23:46). Estêvão, por sua vez, entregou seu espírito a Jesus (Atos 7:59). Essa foi uma clara declaração sobre a divindade de Cristo.

Estêvão morreu, mas a Igreja continuou viva

Também na morte de Estêvão podemos ver o cumprimento da promessa feita por Jesus de que as portas do inferno não prevaleceriam contra sua Igreja. A palavra “inferno” foi utilizada para traduzir o original grego hades, que nesse caso significa morte. Em outras palavras, Jesus diz que o poder da morte não poderia triunfar sobre a Igreja, ao contrário, a Igreja triunfaria sobre a morte. A vida de Estêvão foi uma prova real disso. Saiba mais sobre o significado de hades.

Estêvão morreu e uma grande perseguição aos cristãos foi desencadeada. Mas logo no capítulo seguinte já vemos Filipe pregando o Evangelho de uma forma muito semelhante a Estêvão. A Igreja estava sendo perseguida, mas nada poderia ser capaz de barrar a pregação do Evangelho.

As vestes daqueles que mataram o primeiro mártir da era da Igreja foram depositadas nos pés de Saulo de Tarso, o maior perseguidor da Igreja. Mas uma promessa havia sido feita; a morte não poderia prevalecer contra os seguidores de Cristo. Então um capítulo depois, no próprio livro de Atos, podemos entender que essas vestes foram depositadas, na verdade, aos pés do maior líder do cristianismo: o apóstolo Paulo (Atos 9). O maior dos perseguidores, agora havia se tornado o maior pregador do Evangelho.

É assim que a graça de Deus faz. Ela transforma o perseguidor em perseguido, para que a glória de Deus e a obra de Cristo na cruz sejam manifestadas. Assim como Estêvão, Paulo também foi martirizado, e igualmente outros milhares de milhares de cristãos. Mas a Igreja continua de pé, porque a morte não pode prevalecer contra os escolhidos de Deus.