sábado, 9 de abril de 2022

 




Quem Foi a Esposa de Josué na Bíblia?


A Bíblia não diz quem foi a esposa de Josué. Apesar de antigas lendas e tradições sem qualquer comprovação tentarem especular a respeito da identidade da misteriosa mulher do líder hebreu que sucedeu a Moisés, a verdade é que não há nenhum indício realmente confiável sobre com quem Josué se casou.

De fato, a Bíblia não traz quase nenhum detalhe sobre a vida familiar de Josué. O texto bíblico mais específico nesse sentido, fala apenas do pai de Josué e da tribo a qual ele pertencia. De acordo com o relato da Escritura, Josué era filho de Num e pertencia à tribo de Efraim (Números 13:8). Então não há base suficiente que permita afirmar quem foi a esposa de Josué na Bíblia.

Raabe foi a esposa de Josué?

Ao longo da história, muitas pessoas procuraram estabelecer o nome da mulher de Josué. Uma das tentativas mais conhecida nesse sentido, é aquela que é muito popular dentro do Judaísmo e afirma que a esposa de Josué foi Raabe de Jericó.

A Bíblia diz que Raabe foi uma meretriz cananeia que morava sobre os muros de Jericó. Mas ela escondeu os espias israelitas que foram sondar a cidade antes da invasão liderada por Josué, e confessou sua fé no Deus de Israel. Depois, quando a cidade de Jericó foi destruída, Raabe e seus familiares foram poupados, e habitaram entre os israelitas.

Então, para alguns intérpretes, com base em antigas tradições, após a destruição de Jericó supostamente Raabe se tornou a esposa de Josué. Inclusive, geralmente quem pensa assim acredita que mesmo durante sua vida em Jericó, Raabe jamais foi uma meretriz. Esse tipo de interpretação se apoia num uso possível da palavra original que foi traduzida por “meretriz” no Antigo Testamento, e que também podia designar uma mulher que recebia homens em sua casa apenas com o propósito de hospedá-los.

No entanto, o Novo Testamento afirma com muita clareza não apenas que Raabe realmente foi uma meretriz em Jericó antes de ter um encontro com o Senhor, mas também que ela se casou com um homem chamado Salmom e se tornou ancestral do rei Davi (Mateus 1:5; cf. Hebreus 11:31). Portanto, dentro da tradição cristã, a interpretação mais aceita é a de que Raabe não foi a esposa de Josué.

Josué se casou?

Diante do fato de a Bíblia se calar a respeito do nome da esposa de Josué, muita gente acaba questionando se pelo menos é possível saber se Josué se casou ou não. Sobre isso, há um versículo bíblico no final do livro de Josué que parece indicar que o líder de Israel naquele tempo era um homem casado que tinha constituído família.

Durante um discurso ao povo de Israel, Josué convidou os israelitas a renovarem o seu compromisso com Deus. E naquela ocasião ele fez uma das mais conhecidas declarações bíblicas: “[…] Mas, eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Josué 24:15). Esse versículo obviamente mostra Josué não apenas como líder da nação, mas principalmente como líder de sua família.

Então à luz dessa declaração, e considerando o fato de que era muito incomum que um homem israelita não se casasse naquele tempo, é muito provável que Josué tenha se casado, embora não se saiba quem foi sua esposa.

















 

O Que é o Vaso de Alabastro?


O vaso de alabastro é conhecido entre os cristãos por ter sido o tipo de recipiente utilizado para portar óleos ou essências em algumas passagens do Novo Testamento. Diante disto, muitos ficam curiosos sobre como era esse vaso, e o que significa alabastro. Neste estudo bíblico, iremos entender um pouco melhor o que é o vaso de alabastro.

O que significa alabastro e o que era o vaso de alabastro?

Originalmente a forma neutra do grego alabastros era usada para designar um frasco de alabastro que possuía um gargalo comprido. Quando o conteúdo era utilizado, tal gargalo era rompido. Geralmente o conteúdo armazenado nesses frascos eram óleos e essências.

O mesmo termo também era utilizado para se referir a qualquer frasco que possuía o formado indicado acima, não importando o material de que tivesse sido fabricado.

Já o alabastro era uma variedade de carbono de cálcio produzido por depósito natural e hidratado. Existe uma diferença entre os alabastros da antiguidade e os mais modernos. O alabastro moderno é um tipo de gesso, sendo uma pedra mais mole. Já os alabastros da antiguidade, chamados no hebraico de shayish ou shesh, geralmente eram de mármore, compostos de calcita (1 Crônicas 29:2; Ester 1:6).

Esse material em sua forma pura tem uma cor branca e translúcida. Geralmente o alabastro era encontrado em regiões calcárias, em cavernas e locais próximos de nascentes. Os alabastros eram muito utilizados na escultura de estátuas e na fabricação de vasos, frascos, caixas, garrafas e recipientes em geral.

Havia vasos de alabastro fabricado na região da Palestina com pedras escavadas no vale do Jordão. Outros eram importados do Egito, sendo estes mais valiosos.

O vaso de alabastro na Bíblia

No Novo Testamento encontramos algumas passagens que fazem referência à utilização do vaso de alabastro. A primeira está no Evangelho de Mateus, quando Jesus é ungido em Betânia:

Nos Evangelhos de Marcos e João encontramos um texto paralelo ao relato do Evangelho de Mateus (Marcos 14:3-9; João 12:1-8). No caso da referência de Marcos, trata-se de um paralelo exato. Já no texto do Evangelho de João algumas diferenças cronológicas podem ser percebidas; porém nenhum detalhe entra em conflito com os textos de Mateus e Marcos.

Alguns argumentam que na narrativa de João é dito que a mulher ungiu os pés de Jesus com o unguento que estava no vaso de alabastro; enquanto Mateus e Marcos relatam que o liquido foi derramado sobre sua cabeça. Porém é possível que ela tenha derramado tanto bálsamo em Jesus que o liquido escorreu até mesmo pelos pés d’Ele. Sobre isso, João escreve que havia “uma libra de bálsamo de nardo puro” dentro do vaso de alabastro (João 12:3). Essa medida equivalia a algo em torno de 450 gramas de perfume, uma quantidade suficiente para cobrir Jesus. Saiba mais sobre os pesos e medidas na Bíblia.

Essa mulher que aparece anônima nos Evangelhos de Mateus e Marcos é identificada no Evangelho de João. Ela era Maria, irmã de Marta e Lázaro, aquele que foi ressuscitado.

O nardo puro no vaso de alabastro

O liquido que a mulher carregava no vaso de alabastro era o nardo puro (Marcos 14:3). O nardo era um perfume raro feito de raízes de uma planta nativa do Himalaia. Nos tempos bíblicos ele era importado justamente em frascos selados de alabastro. Esses pequenos vasos de alabastros eram abertos apenas em ocasiões muito especiais.

Judas estipulou o preço do nardo que havia naquele vaso de alabastro em trezentos denários (João 12:5). Isso equivalia a um ano de salário de um trabalhador da época. Esse valor também era provavelmente dez vezes maior que o valor que o mesmo Judas recebeu para trair Jesus.

O vaso de alabastro também é citado numa referência no Evangelho de Lucas (Lucas 7:36-50). Lucas fala de uma mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus com especiarias que estavam num vaso de alabastro. Aqui é importante dizer que essa mulher não deve ser confundida com a mulher citada anteriormente no episódio registrado por Mateus, Marcos e João, apesar das evidentes semelhanças.

A mulher mencionada por Lucas realmente não teve sua identidade revelada. É muito comum a interpretação de que essa tal mulher tenha sido uma prostituta. Mas no texto original em grego a expressão “era pecadora” traduz um termo que não precisa significar necessariamente que ela era uma meretriz.

O texto apenas deixa claro que ela era muito conhecida no povoado por sua má reputação. Além disso, no texto de Lucas ela já aparece como uma mulher arrependida. Isso significa que seja lá o que a mulher do vaso de alabastro tivesse feito, ela já não fazia mais.


valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

(Mateus 26:7)

Quem Foi Estêvão na Bíblia?

 Estêvão foi o um dos sete homens escolhidos por ordem dos apóstolos para serem diáconos da Igreja Primitiva de Jerusalém. Ele cuidava da distribuição da assistência às viúvas e aos necessitados. Neste estudo bíblico conheceremos um pouco mais sobre a história de Estêvão.

A história de Estêvão

Estêvão era um membro da Igreja de Jerusalém, e aparece na narrativa bíblica no livro de Atos dos Apóstolos. O nome Estêvão significa “coroa”, do grego stephanos. Não se sabe exatamente a origem de Estêvão. Alguns acreditam que ele era um judeu helenista, ou seja, um judeu da dispersão que cresceu fora da Palestina e falava grego.

Outros sugerem que Estêvão poderia ser um judeu da própria Palestina. Naquela época muitos judeus palestinos tinham nomes gregos. Há também quem defenda que Estêvão era um samaritano.

Seja como for, os sete homens escolhidos como diáconos tinham nomes gregos. Inclusive, sobre o último deles, Nicolau da Antioquia, o texto bíblico afirma explicitamente ser um prosélito.

A escolha de Estêvão como diácono em Jerusalém

O capítulo 6 do livro de Atos dos Apóstolos relata a instituição dos diáconos na Igreja Primitiva. Naqueles dias o número de cristãos estava crescendo, e houve uma crise entre os helenistas e os hebreus. Aparentemente as viúvas dos judeus gregos estavam sendo prejudicadas na distribuição diária de alimentos.

Então os doze apóstolos (aqui com Matias já incluso) se reuniram, convocaram a comunidade cristã, e ordenaram que fossem escolhidos sete homens para supervisionar essa distribuição de mantimento. Juntamente com Estêvão foram escolhidos: Filipe, Prócoro, Nocanor, Timão, Parnemas e Nicolau.

Especificamente sobre Estêvão, o texto bíblico o descreve como alguém repleto de fé e do Espírito Santo. Dentre esses homens escolhidos, a Bíblia destaca Estêvão e Filipe.

O ministério de Estêvão

O ministério de Estêvão foi muito além da diaconia das mesas. Além de cumprir suas responsabilidades perante a Igreja Primitiva, Estêvão se empenhou em proclamar o Evangelho, ficando marcado na História da Igreja.

O texto bíblico nos informa que Estêvão, tomado de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Estêvão e Filipe são citados no Novo Testamento realizando milagres semelhantes aos realizados pelos apóstolos. Saiba mais sobre os milagres no período apostólico da Igreja.

A pregação de Estêvão confrontava o antigo sistema religioso judaico. Por isso tão logo Estêvão despertou a ira dos membros da sinagoga dos judeus helenistas. Esses homens subornaram algumas testemunhas para acusá-lo de blasfêmia (Atos 6:11).

A pregação de Estêvão

Estêvão foi o primeiro mártir da Igreja Cristã. Após ser acusado de blasfêmia, Estêvão foi levado perante o Sinédrio. Ali, falsas testemunhas depuseram contra ele, o acusando de pregar contra a adoração no Templo e contra a Lei (Atos 6:13).

A Bíblia diz que quando os membros do Sinédrio olharam para Estêvão, “viram seu rosto como se fosse rosto de anjo” (Atos 6:15). Antes, o mesmo capítulo nos informa que os membros da sinagoga não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual Estêvão falava (Atos 6:10).

Perante o Sinédrio, Estêvão foi convidado a se defender. Sua defesa, sem dúvida, foi um dos mais brilhantes sermões já pregados em toda a História da Igreja. Sua pregação foi uma autêntica exposição das Escrituras. Estêvão fez uma extraordinária retrospectiva do relacionamento de Deus com Israel, revelando o fracasso do Israel do Antigo Testamento e apontando para a esperança que só pode ser encontrada em Cristo.

Em sua pregação, Estêvão falou sobre a era Patriarcal; sobre os dias de Moisés e o período de peregrinação no deserto; e sobre o Tabernáculo e o Templo.

Estêvão falou sobre a chamada de Abraão, e explicou como o patriarca demonstrou fé e obediências nas promessas do Senhor. No entanto, ele enfatizou a rejeição ao escolhido do Senhor quando José foi traído por seus irmãos (Atos 7:2-16).

Falando de Moisés, Estêvão apontou para como o líder hebreu foi rejeitado pelo povo, mesmo tentando protegê-lo. Estêvão entendeu que Moisés foi um predecessor do próprio Cristo, e a rejeição sofrida por ele foi uma rejeição ao próprio Deus (Atos 7:17-43).

Estêvão também falou sobre o Tabernáculo, desde a época em que era utilizado no deserto, depois quando foi levado na liderança de Josué para a Terra Prometida, até os dias de Davi. Estêvão enfatizou o desejo de Davi em construir um Templo, que acabou sendo concretizado por seu filho, o rei Salomão. Com isto, Estêvão chamou a atenção para a verdade de que o Altíssimo não habita em casas feitas por mãos humanas, e que a ideia de um Deus estático e localizado era equivocada (Atos 7:48).

Por fim, Estêvão, usando metáforas com base no Antigo Testamento, denunciou a rebeldia espiritual daquele povo. Ele demonstrou que aquelas pessoas não eram regeneradas. Isso significa que as pessoas que acusavam Estêvão de blasfêmia, estavam agindo da mesma forma que seus próprios antepassados idólatras que se rebelaram contra a liderança de origem divina.

Estêvão mostrou àqueles homens que assim como seus antepassados tinham perseguido os profetas que anunciaram a vinda do Messias, agora eles haviam traído e se tornado assassinos do próprio Cristo.

O martírio de Estêvão

Ao ouvirem essa grave acusação feita por Estêvão, aqueles homens ficaram completamente enfurecidos. Mesmo assim, Estêvão fez uma grandiosa declaração que ficaria perpetuada nas páginas da Bíblia. Ele disse: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé à destra de Deus” (Atos 7:56). Estêvão sabia que Jesus era o seu advogado. Isso não significava que ele seria livrado da morte, mas que a justiça de Deus vindicaria não somente seu sangue, mas o sangue de todos os mártires (Apocalipse 6:10,11).

Então aqueles homens agarram Estêvão, o levaram para fora da cidade e o apedrejaram. O texto de Atos nos diz que as vestes dos executantes de Estêvão foram deixadas aos pés de um jovem chamado Saulo, que consentia na morte de Estêvão (Atos 7:58,60).

O exemplo de Estêvão

Estêvão aparece muito rapidamente na narrativa bíblica. Não sabemos nenhuma informação biográfica sobre ele, ou qualquer outro detalhe que faz com que seja possível conhecermos um pouco melhor sua origem.

No entanto, o curto relato sobre ele no livro de Atos é suficiente para termos a certeza do tipo de homem que Estêvão foi. Quando olhamos para seu testemunho diante de uma morte iminente, percebemos que aquela discussão citada sobre sua origem, se ele era da Palestina ou da Dispersão, não faz qualquer sentido. Isso porque Estêvão era um cidadão do céu. Ele amava mais a sua pátria celestial do que suas tradições e origem terrena. Ele amava mais a vida de seu Mestre, do que sua própria vida.

É impossível não percebermos as semelhanças entre as acusações sofridas por Estêvão, bem como sua própria morte, e as acusações depositadas sobre Jesus e sua morte no Calvário. Estêvão foi condenado à morte por falsas acusações, tal como Jesus também o foi (cf. Mateus 26:59-61; Marcos 14:58).

Também da mesma forma como Jesus orou no momento da crucificação pedindo para que Deus Pai perdoasse seus algozes, Estêvão também o fez. Ele orou dizendo: “Senhor, não lhes imputes este pecado!” (Atos 7:60). Saiba mais sobre as frases de Jesus na cruz.

Nos momentos finais na cruz, Jesus entregou o seu espírito ao Pai (Lucas 23:46). Estêvão, por sua vez, entregou seu espírito a Jesus (Atos 7:59). Essa foi uma clara declaração sobre a divindade de Cristo.

Estêvão morreu, mas a Igreja continuou viva

Também na morte de Estêvão podemos ver o cumprimento da promessa feita por Jesus de que as portas do inferno não prevaleceriam contra sua Igreja. A palavra “inferno” foi utilizada para traduzir o original grego hades, que nesse caso significa morte. Em outras palavras, Jesus diz que o poder da morte não poderia triunfar sobre a Igreja, ao contrário, a Igreja triunfaria sobre a morte. A vida de Estêvão foi uma prova real disso. Saiba mais sobre o significado de hades.

Estêvão morreu e uma grande perseguição aos cristãos foi desencadeada. Mas logo no capítulo seguinte já vemos Filipe pregando o Evangelho de uma forma muito semelhante a Estêvão. A Igreja estava sendo perseguida, mas nada poderia ser capaz de barrar a pregação do Evangelho.

As vestes daqueles que mataram o primeiro mártir da era da Igreja foram depositadas nos pés de Saulo de Tarso, o maior perseguidor da Igreja. Mas uma promessa havia sido feita; a morte não poderia prevalecer contra os seguidores de Cristo. Então um capítulo depois, no próprio livro de Atos, podemos entender que essas vestes foram depositadas, na verdade, aos pés do maior líder do cristianismo: o apóstolo Paulo (Atos 9). O maior dos perseguidores, agora havia se tornado o maior pregador do Evangelho.

É assim que a graça de Deus faz. Ela transforma o perseguidor em perseguido, para que a glória de Deus e a obra de Cristo na cruz sejam manifestadas. Assim como Estêvão, Paulo também foi martirizado, e igualmente outros milhares de milhares de cristãos. Mas a Igreja continua de pé, porque a morte não pode prevalecer contra os escolhidos de Deus.


terça-feira, 5 de abril de 2022


 

Dízimo: o que diz a Bíblia sobre a contribuição periódica que fiéis dão a igrejas

Líderes costumam definir o dízimo de duas formas. Primeiro como "um tributo pago por fiéis a suas igrejas". Mas também como "a décima parte", ou "dez por cento do total""O dízimo era uma prática muito comum na antiguidade, no chamado Oriente Próximo. Grupos ofertavam parte dos seus ganhos, tiravam parte de sua produção para o serviço religioso ligado a suas divindades", conta O Pastor Josias Pacheco Meirelles.

O Pastor Josias Pacheco Meirelles lembra que "não é a Bíblia quem inventa o dízimo". Ela registra, ela documenta uma prática que já era corrente naqueles tempos antigos.

"Estamos falando de sociedades agrárias, rurais, e de uma organização religiosa que começa a existir, e portanto, tem suas necessidades quanto à manutenção dos sacerdotes e da estrutura",

"O dízimo está associado à manutenção do culto, da casta sacerdotal. Isso era feito em espécie. Do ponto de vista sociológico, não há problema algum, as religiões se organizaram todas desta maneira."

Mas lembra que à medida que instituições religiosas foram ficando mais poderosas e sofisticadas, o que costumava ser feito em espécie passou a ter um valor pecuniário.

Templos passaram a ter cofres centrais, destinados a sustentar o sistema. As doações, então, eram feitas com o pagamento da décima parte daquilo que era obtido com a venda das mercadorias.

"A justificativa seguia a mesma: o dízimo era uma forma de demonstrar comprometimento com o sistema de adoração, de culto. Mostrava que a pessoa era fiel e que, portanto, estava inserida em toda a lógica religiosa"

De acordo com Pastor Josias Pacheco Meirelles, é preciso lembrar que o cristianismo ressignificou a prática - o que, em tese, deveria ser o principal argumento contra a leitura fundamentalista que alguns grupos religiosos fazem do Antigo Testamento.

Em síntese, o que era barganha passou a ser visto como agradecimento. E como sinal de participação.

"Antes era motivado pelo temor, um termo pelo castigo divino. No Novo Testamento, a lei do temor é substituída pela lei do amor. E o homem passa a oferecer o dízimo por amor", 

No Evangelho de Mateus, por exemplo, há uma passagem sobre isso. No capítulo 23, Jesus critica aqueles que pagavam o dízimo religiosamente mas deixavam de lado a prática da justiça e da misericórdia.

Essa atualização também deixou a questão dos tais 10% muito menos precisa e mais fluida.

Na segunda carta que Paulo envia aos Coríntios - e vale lembrar que o apóstolo se preocupou muito em criar as regras para embasar aquelas primeiras comunidades cristãs -, ele conclamou que cada um desses "conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento".

O Pastor Josias Pacheco Meirelles  ressalta que esse era um princípio daqueles primeiros cristãos: nunca pedir explicitamente, muito menos arbitrar um valor.

"Os apóstolos, desde o começo, não pediam nada. Jesus sempre dizia: vocês vão viver do que os outros derem, aceitem de bom coração aquilo que é oferecido", afirma.

"O dízimo deve ser interpretado não como um cifrão, mas como uma forma de ajudar a igreja nas coisas que ela precisa", 

Finalidade

Ele defende que há três dimensões para fundamentar a contribuição, e elas seriam necessárias para justificá-la.

"A dimensão religiosa é a manutenção do templo em si: pastores, água, luz, telefone, limpeza, 

Na tradição judaico-cristã, o pagamento dessas quantias remonta ao princípio da própria organização dos serviços religiosos

Nominalmente, o dízimo aparece pela primeira vez na Bíblia ainda no livro do Gênesis, que abre o Antigo Testamento.

No capítulo 14, quando há a narrativa de que Abraão retornou vitorioso da guerra e foi tomar a bênção de Melquisedeque, enigmática figura apresentada como "sacerdote do Deus Altíssimo".

No versículo 20 está a menção de que "Abraão deu-lhe o dízimo de tudo".

O  Pastor Josias Pacheco Meirelles, Descreve A Terapia a Serviço do Dízimo, essa ideia de oferecer algo a Deus é comum nas passagens do Antigo Testamento e demonstra a origem da prática.

"O dizimo não foi criado. Ele aparece na Bíblia a partir do momento em que percebemos que o homem depende também materialmente de Deus desde a criação do mundo e do homem", contextualiza o religioso.

"Assim, o dízimo é o agradecimento que o homem faz a Deus por alguma coisa que ele conseguiu."

Ele lembra que essa ideia aparece quando Caim e Abel "ofereciam a Deus parte do fruto de seu trabalho" e quando Noé, "depois do dilúvio, oferece um sacrifício a Deus".

"Era tipo uma barganha", resume ele.

"Uma prática de doar 10% de tudo o que era feito ou dos bens da terra ou da plantação ou dos animais."

Havia razões práticas, é verdade. Em uma época em que o trabalho consistia na produção básica do necessário à sobrevivência, com a organização dos serviços religiosos aqueles que se dedicavam a tais assuntos precisavam solucionar a problemática do comer e viver.

Se um sacerdote estava ocupado o tempo todo com assuntos da fé, era necessário que de alguma forma os proventos lhe fossem garantidos por aqueles que labutavam na agricultura ou na pecuária.

História

"O dízimo era uma prática muito comum na antiguidade, no chamado Oriente Próximo. Grupos ofertavam parte dos seus ganhos, tiravam parte de sua produção para o serviço religioso ligado a suas divindades", conta o Pastor Josias Pacheco Meirelles.

lembra que "não é a Bíblia quem inventa o dízimo". Ela registra, ela documenta uma prática que já era corrente naqueles tempos antigos.

"Estamos falando de sociedades agrárias, rurais, e de uma organização religiosa que começa a existir, e portanto, tem suas necessidades quanto à manutenção dos sacerdotes e da estrutura", contextualiza.

"O dízimo está associado à manutenção do culto, da casta sacerdotal. Isso era feito em espécie. Do ponto de vista sociológico, não há problema algum, as religiões se organizaram todas desta maneira."

Mas ao lembra que à medida que instituições religiosas foram ficando mais poderosas e sofisticadas, o que costumava ser feito em espécie passou a ter um valor pecuniário.

Templos passaram a ter cofres centrais, destinados a sustentar o sistema. As doações, então, eram feitas com o pagamento da décima parte daquilo que era obtido com a venda das mercadorias.

"A justificativa seguia a mesma: o dízimo era uma forma de demonstrar comprometimento com o sistema de adoração, de culto. Mostrava que a pessoa era fiel e que, portanto, estava inserida em toda a lógica religiosa"

De acordo com Pastor Josias Pacheco Meirelles, é preciso lembrar que o cristianismo ressignificou a prática - o que, em tese, deveria ser o principal argumento contra a leitura fundamentalista que alguns grupos religiosos fazem do Antigo Testamento.

Em síntese, o que era barganha passou a ser visto como agradecimento. E como sinal de participação.

"Antes era motivado pelo temor, um termo pelo castigo divino. No Novo Testamento, a lei do temor é substituída pela lei do amor. E o homem passa a oferecer o dízimo por amor", 

No Evangelho de Mateus, por exemplo, há uma passagem sobre isso. No capítulo 23, Jesus critica aqueles que pagavam o dízimo religiosamente mas deixavam de lado a prática da justiça e da misericórdia.

Essa atualização também deixou a questão dos tais 10% muito menos precisa e mais fluida.

Na segunda carta que Paulo envia aos Coríntios - e vale lembrar que o apóstolo se preocupou muito em criar as regras para embasar aquelas primeiras comunidades cristãs -, ele conclamou que cada um desses "conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento".

O Pastor Josias Pacheco Meirelles ressalta que esse era um princípio daqueles primeiros cristãos: nunca pedir explicitamente, muito menos arbitrar um valor.

"Os apóstolos, desde o começo, não pediam nada. Jesus sempre dizia: vocês vão viver do que os outros derem, aceitem de bom coração aquilo que é oferecido", afirma.

"O dízimo deve ser interpretado não como um cifrão, mas como uma forma de ajudar a igreja nas coisas que ela precisa", 

Finalidade

Ele defende que há três dimensões para fundamentar a contribuição, e elas seriam necessárias para justificá-la.

"A dimensão religiosa é a manutenção do templo em si: água, luz, telefone, limpeza, o salário do pastor. A dimensão missionária é o envio de dinheiro para outras obras e lugares que tenham necessidades específicas de missões, E a dimensão caritativa é o destino de dinheiro para ajudar aos mais pobres, seja na manutenção de creches ou outras instituição, na doação de cestas básicas e outros auxílios", enumera ele.

"É bom lembrar que toda obra religiosa precisa de sustento material e que esse sustento vem inicialmente, direta ou indiretamente, de contribuições dos fiéis, por dízimos, ofertas e semelhantes", 

"Nas igrejas protestantes o pastor frequentemente é visto como um contratado da comunidade, o que implica numa boa gestão das entradas e muita transparência nos gastos, para viabilizar a manutenção da estrutura."

"Na Igreja a estrutura, o patrimônio a variedade de obras sociais e missionárias cria uma série de dificuldades para o sistema. O custo operacional é muito maior e a destinação final dos recursos nem sempre é visível para o contribuinte", 

 Contudo, que também há  para os cristãos, com "a ideia de que o dízimo não é só necessário para o sustento material da Igreja, mas também para o crescimento espiritual do crente, que se sente mais colaborador de sua comunidade e da obra de Deus no mundo".

"Os fiéis têm a obrigação de prover às necessidades da Igreja, de forma que ela possa dispor do necessário para o culto divino, para as obras de serviços de social, e para a honesta sustentação de seus ministros", 

"Têm ainda a obrigação de promover a justiça social e, lembrados do preceito do Senhor, de auxiliar os pobres com seus próprios recursos."

Se é um costume arraigado às próprias criações das religiões, por outro lado foi inevitável, ao longo do tempo, que a evolução da prática do dízimo também tenha dado brecha para o surgimento de abusos. Muitas vezes protagonizados por exploradores da fé alheia.

"Tanto para as igrejas protestantes  tradicional quanto para a igreja presbiteriana, a fundamentação bíblica para a contribuição, ou o dízimo, é a mesma: trata-se de uma oferta de gratidão a Deus, que deve ser feita por todas as pessoas batizadas", 

 O que costuma variar é que "algumas igrejas trabalham com [a ideia de] o dízimo, ou seja, 10% daquilo que os fiéis recebem, enquanto outras trabalham com a contribuição voluntária, ou seja, as pessoas da comunidade contribuem com aquilo que podem, e se podem". "Assim, não é estabelecido um valor específico".

As igrejas devem sempre informar "o destino das contribuições". Isso pode ser feito mediante a publicação de balanços. "Geralmente, um determinado percentual fica com a igreja local para ela poder realizar os seus trabalhos e outro percentual vai para a igreja Sede. Muitas igrejas, na maioria das vezes, [também] precisam realizar eventos para cobrir suas despesas anuais. As contribuições são destinadas a serviços social e sempre há a prestação de contas nas assembleias, indicando quanto foi arrecadado ao longo do ano e para onde as contribuições foram destinadas", 

Nessa questão, a da prestação de contas, reside a principal diferença entre as igrejas neopentecostais e as tradicionais. E a explicação está no cerne da teologia da prosperidade.

A teologia da prosperidade "monetizou o sacrifício".

Porque o que justifica essas doações, segundo a teologia da prosperidade, é uma maneira de exercer um sacrifício a Deus, expressando um compromisso "em uma batalha espiritual", 

"Sacrifício não é uma coisa exclusiva dos neopentecostais. A maioria das religiões trabalha com essa ideia. Mas se a população tem coisas como 'ir para a igreja ou monte a pé' para conseguir uma graça, 'fazer um propósito para algum santo', 'jejuar', a inovação neopentecostal é a monetização do sacrifício",  "É a maneira como o fiel assume seu compromisso com o lado divino, o lado de Deus na batalha. E, por essa lógica, Deus abençoa conforme o sacrifício."

A monetização "representa o poder, a profundidade e o tamanho do compromisso" e "quanto maior o compromisso, maior deve ser a bênção de Deus". Desta forma, uma pessoa pobre que doa um valor considerado pequeno está fazendo um sacrifício maior do que aquele que têm muitas posses e doa uma quantidade considerada alta, mas que não interfere em seu dia a dia.

"E não existe a prestação de contas. Os fiéis não estão nem aí para isso, porque o conta para ele é o compromisso dele com Deus. Não interessa o que o pastor vai fazer com esse dinheiro, não é mais problema do fiel se vai servir para uma obra de caridade, e essas igrejas fazem muitas obras de caridade, se vai servir para financiar um deputado ou para comprar um iate", 

"A teologia da prosperidade não trabalha com dinheiro. Trabalha com o sacrifício, que é monetizado pelo dinheiro", resume. "O dinheiro é o mediador do sacrifício."

'Moeda de troca'

Nas últimas décadas o que se viu também foi a disseminação, em igrejas neopentecostais fundamentalistas, da ideia da teologia da prosperidade.

Para especialistas, isso provocou uma distorção da explicação e da finalidade do dízimo.

"Essa teologia da prosperidade trouxe a ideia de que você não somente obedece a um mandamento de Deus devolvendo a décima parte como fidelidade à obrigação dele de abençoar, mas que a sua oferta criaria um compromisso de Deus com você", 

"Essa teologia diz que se você foi fiel a ele, pagando, ele também vai ser fiel a você, abrindo as portas do céu para você, recompensando-o com riqueza, bênção, saúde e que tudo vai dar certo."

O dízimo então passou a ser moeda de troca.

"E a teologia da prosperidade leva adiante esse discurso, olhando do ponto de vista do negócio, ou seja, que todo negócio pode ser incrementado", 

"Aparecem as correntes de oração que pedem ofertas, o pastor que tem um discurso no meio do culto dizendo que está tendo a revelação de Deus que alguém ali vai doar R$ 100 mil para a causa do Senhor e coisa e tal. Tem gente que vê e faz esse tipo de oferta, incentivado pelo discurso."

E há os testemunhos motivadores.

"Gente que vai ao púlpito para dizer que fez exatamente o que o pastor mandou e 'a vida prosperou'. Isso dá uma legitimidade ao modelo", 

"É preciso distinguir as contribuições destinadas à sustentação de uma igreja que desenvolve um serviço público, de natureza espiritual e social, da exploração da fé popular em proveito próprio, que pode acontecer em qualquer época, mas se tornou particularmente escandalosa nos tempos atuais", 

"É muito difícil fazer essa distinção, entre o serviço público e a apropriação privada, sem incorrer em preconceitos e estereótipos, mas é uma necessidade premente em nossas sociedades."

"Muitas igrejas evangélicas pentecostais, com essa teologia da prosperidade, vendem a ideia de que 'quanto mais eu der, mais eu vou receber', como se estivéssemos negociando com Deus".

 A teologia da prosperidade vive um momento de verdadeira encruzilhada sociopolítica, justamente por muitos daqueles que a disseminam a situação da economia.

"Essa teologia só funciona quando você tem um sociedade prosperando economicamente", contextualiza ele.

"Por isso há uma relação umbilical entre religião e política."

As igrejas neopentecostais tendem a dar uma "ênfase muito grande na questão do sucesso individual e da prosperidade material", com a ideia de "que aquilo que você dá para a igreja de alguma forma vai voltar para você, levando-o a um sucesso material".

"E eles [os pastores] dizem claramente quanto querem, pedem... Não podemos generalizar mas é muito comum essa interpretação desvirtuada daquilo que é o dízimo".

"Em vez de ser uma coisa para sustentar a ação da igreja e da caridade, passa a ser entendido como um investimento individual espiritual e material, na linha do 'eu invisto para tirar algum benefício disso depois'."






domingo, 3 de abril de 2022

 




 I Pedro 2:4. e, chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa,

5. vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.

Eu Pastor Josias Pacheco Meirelles, Presidente da Catedral das Assembléias de Deus em Vila Pacheco da Rocha na Cidade de Nova Iguaçu - Rio de Janeiro, Nunca tive a experiência de conhecer e ouvir tamanho conhecimento e fatos de um homem de Deus aprovado, este é meu tio, cunhado do meu pai, aos 94 anos de idade me passando a experiência de vida de um homem consagrado ao ponto de ser considerado pedra precisa de Deus, em visão e revelação ao mesmo tempo, (dos) 2 anjos jovens apareceram. E não falaram nada,  admiravam ele como estivessem algo muito curioso, em seguida após terem deixado o mesmo a sua sublinha deixou uma gravação de hinos da harpa cristã e meu tio começou a cantar, relata ele mais de 15 hinos, Só que ele já não cantava em português mais sim na língua dos anjos, após consulta e relato de uma psicóloga. A mesma informou que não era línguas das nações terrenas mais sim celestial, 







Pedro 1:15. mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento;

16. porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo. 

A escritura nos ordena, como cristãos, para ser como nosso Senhor e Salvador em “todo o tipo de conversa”, e em nossa conduta diária. Nós somos Suas testemunhas terrenas, e devemos viver nossas vidas para que sejamos um reflexo adequado Dele. 

A nossa vida e caminhada diária deve ser modelada após Ele. “Quem diz que vive unido com Deus deve viver como Jesus Cristo viveu.” Porque, “se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado.

O Pastor Francisco da Conceição da Silva é membro do corpo de ministros da Catedral das Assembléias de Deus em Cosmos ( CADEC ); Pastor Presidente Eleazar Magalhães Torres, Ligado ao Ministério de Madureira, O mesmo atuou nas congregação como dirigente, seminarista e intinerante. Após sua esposa Diaconisa Odete Pacheco da Silva sofrer derrame cerebral e parte de seu corpo lado esquerdo não respoder os sentidos ele começou a ficar menos atuante na obra de Deus, hoje atualmente já com canceira e enfado fica em casa tendo os cuidados necessários.

Hebreus 3:1. Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,

2. como ele foi fiel ao que o constituiu, assim como também o foi Moisés em toda a casa de Deus.

3. Pois ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

4. Porque toda casa é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas é Deus.

5. Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6. mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança. 

Amados você podera ver vídeo do Pastor Francisco da Conceição da Silva no facebookcadvpr.blogger