terça-feira, 5 de abril de 2022


 

Dízimo: o que diz a Bíblia sobre a contribuição periódica que fiéis dão a igrejas

Líderes costumam definir o dízimo de duas formas. Primeiro como "um tributo pago por fiéis a suas igrejas". Mas também como "a décima parte", ou "dez por cento do total""O dízimo era uma prática muito comum na antiguidade, no chamado Oriente Próximo. Grupos ofertavam parte dos seus ganhos, tiravam parte de sua produção para o serviço religioso ligado a suas divindades", conta O Pastor Josias Pacheco Meirelles.

O Pastor Josias Pacheco Meirelles lembra que "não é a Bíblia quem inventa o dízimo". Ela registra, ela documenta uma prática que já era corrente naqueles tempos antigos.

"Estamos falando de sociedades agrárias, rurais, e de uma organização religiosa que começa a existir, e portanto, tem suas necessidades quanto à manutenção dos sacerdotes e da estrutura",

"O dízimo está associado à manutenção do culto, da casta sacerdotal. Isso era feito em espécie. Do ponto de vista sociológico, não há problema algum, as religiões se organizaram todas desta maneira."

Mas lembra que à medida que instituições religiosas foram ficando mais poderosas e sofisticadas, o que costumava ser feito em espécie passou a ter um valor pecuniário.

Templos passaram a ter cofres centrais, destinados a sustentar o sistema. As doações, então, eram feitas com o pagamento da décima parte daquilo que era obtido com a venda das mercadorias.

"A justificativa seguia a mesma: o dízimo era uma forma de demonstrar comprometimento com o sistema de adoração, de culto. Mostrava que a pessoa era fiel e que, portanto, estava inserida em toda a lógica religiosa"

De acordo com Pastor Josias Pacheco Meirelles, é preciso lembrar que o cristianismo ressignificou a prática - o que, em tese, deveria ser o principal argumento contra a leitura fundamentalista que alguns grupos religiosos fazem do Antigo Testamento.

Em síntese, o que era barganha passou a ser visto como agradecimento. E como sinal de participação.

"Antes era motivado pelo temor, um termo pelo castigo divino. No Novo Testamento, a lei do temor é substituída pela lei do amor. E o homem passa a oferecer o dízimo por amor", 

No Evangelho de Mateus, por exemplo, há uma passagem sobre isso. No capítulo 23, Jesus critica aqueles que pagavam o dízimo religiosamente mas deixavam de lado a prática da justiça e da misericórdia.

Essa atualização também deixou a questão dos tais 10% muito menos precisa e mais fluida.

Na segunda carta que Paulo envia aos Coríntios - e vale lembrar que o apóstolo se preocupou muito em criar as regras para embasar aquelas primeiras comunidades cristãs -, ele conclamou que cada um desses "conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento".

O Pastor Josias Pacheco Meirelles  ressalta que esse era um princípio daqueles primeiros cristãos: nunca pedir explicitamente, muito menos arbitrar um valor.

"Os apóstolos, desde o começo, não pediam nada. Jesus sempre dizia: vocês vão viver do que os outros derem, aceitem de bom coração aquilo que é oferecido", afirma.

"O dízimo deve ser interpretado não como um cifrão, mas como uma forma de ajudar a igreja nas coisas que ela precisa", 

Finalidade

Ele defende que há três dimensões para fundamentar a contribuição, e elas seriam necessárias para justificá-la.

"A dimensão religiosa é a manutenção do templo em si: pastores, água, luz, telefone, limpeza, 

Na tradição judaico-cristã, o pagamento dessas quantias remonta ao princípio da própria organização dos serviços religiosos

Nominalmente, o dízimo aparece pela primeira vez na Bíblia ainda no livro do Gênesis, que abre o Antigo Testamento.

No capítulo 14, quando há a narrativa de que Abraão retornou vitorioso da guerra e foi tomar a bênção de Melquisedeque, enigmática figura apresentada como "sacerdote do Deus Altíssimo".

No versículo 20 está a menção de que "Abraão deu-lhe o dízimo de tudo".

O  Pastor Josias Pacheco Meirelles, Descreve A Terapia a Serviço do Dízimo, essa ideia de oferecer algo a Deus é comum nas passagens do Antigo Testamento e demonstra a origem da prática.

"O dizimo não foi criado. Ele aparece na Bíblia a partir do momento em que percebemos que o homem depende também materialmente de Deus desde a criação do mundo e do homem", contextualiza o religioso.

"Assim, o dízimo é o agradecimento que o homem faz a Deus por alguma coisa que ele conseguiu."

Ele lembra que essa ideia aparece quando Caim e Abel "ofereciam a Deus parte do fruto de seu trabalho" e quando Noé, "depois do dilúvio, oferece um sacrifício a Deus".

"Era tipo uma barganha", resume ele.

"Uma prática de doar 10% de tudo o que era feito ou dos bens da terra ou da plantação ou dos animais."

Havia razões práticas, é verdade. Em uma época em que o trabalho consistia na produção básica do necessário à sobrevivência, com a organização dos serviços religiosos aqueles que se dedicavam a tais assuntos precisavam solucionar a problemática do comer e viver.

Se um sacerdote estava ocupado o tempo todo com assuntos da fé, era necessário que de alguma forma os proventos lhe fossem garantidos por aqueles que labutavam na agricultura ou na pecuária.

História

"O dízimo era uma prática muito comum na antiguidade, no chamado Oriente Próximo. Grupos ofertavam parte dos seus ganhos, tiravam parte de sua produção para o serviço religioso ligado a suas divindades", conta o Pastor Josias Pacheco Meirelles.

lembra que "não é a Bíblia quem inventa o dízimo". Ela registra, ela documenta uma prática que já era corrente naqueles tempos antigos.

"Estamos falando de sociedades agrárias, rurais, e de uma organização religiosa que começa a existir, e portanto, tem suas necessidades quanto à manutenção dos sacerdotes e da estrutura", contextualiza.

"O dízimo está associado à manutenção do culto, da casta sacerdotal. Isso era feito em espécie. Do ponto de vista sociológico, não há problema algum, as religiões se organizaram todas desta maneira."

Mas ao lembra que à medida que instituições religiosas foram ficando mais poderosas e sofisticadas, o que costumava ser feito em espécie passou a ter um valor pecuniário.

Templos passaram a ter cofres centrais, destinados a sustentar o sistema. As doações, então, eram feitas com o pagamento da décima parte daquilo que era obtido com a venda das mercadorias.

"A justificativa seguia a mesma: o dízimo era uma forma de demonstrar comprometimento com o sistema de adoração, de culto. Mostrava que a pessoa era fiel e que, portanto, estava inserida em toda a lógica religiosa"

De acordo com Pastor Josias Pacheco Meirelles, é preciso lembrar que o cristianismo ressignificou a prática - o que, em tese, deveria ser o principal argumento contra a leitura fundamentalista que alguns grupos religiosos fazem do Antigo Testamento.

Em síntese, o que era barganha passou a ser visto como agradecimento. E como sinal de participação.

"Antes era motivado pelo temor, um termo pelo castigo divino. No Novo Testamento, a lei do temor é substituída pela lei do amor. E o homem passa a oferecer o dízimo por amor", 

No Evangelho de Mateus, por exemplo, há uma passagem sobre isso. No capítulo 23, Jesus critica aqueles que pagavam o dízimo religiosamente mas deixavam de lado a prática da justiça e da misericórdia.

Essa atualização também deixou a questão dos tais 10% muito menos precisa e mais fluida.

Na segunda carta que Paulo envia aos Coríntios - e vale lembrar que o apóstolo se preocupou muito em criar as regras para embasar aquelas primeiras comunidades cristãs -, ele conclamou que cada um desses "conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento".

O Pastor Josias Pacheco Meirelles ressalta que esse era um princípio daqueles primeiros cristãos: nunca pedir explicitamente, muito menos arbitrar um valor.

"Os apóstolos, desde o começo, não pediam nada. Jesus sempre dizia: vocês vão viver do que os outros derem, aceitem de bom coração aquilo que é oferecido", afirma.

"O dízimo deve ser interpretado não como um cifrão, mas como uma forma de ajudar a igreja nas coisas que ela precisa", 

Finalidade

Ele defende que há três dimensões para fundamentar a contribuição, e elas seriam necessárias para justificá-la.

"A dimensão religiosa é a manutenção do templo em si: água, luz, telefone, limpeza, o salário do pastor. A dimensão missionária é o envio de dinheiro para outras obras e lugares que tenham necessidades específicas de missões, E a dimensão caritativa é o destino de dinheiro para ajudar aos mais pobres, seja na manutenção de creches ou outras instituição, na doação de cestas básicas e outros auxílios", enumera ele.

"É bom lembrar que toda obra religiosa precisa de sustento material e que esse sustento vem inicialmente, direta ou indiretamente, de contribuições dos fiéis, por dízimos, ofertas e semelhantes", 

"Nas igrejas protestantes o pastor frequentemente é visto como um contratado da comunidade, o que implica numa boa gestão das entradas e muita transparência nos gastos, para viabilizar a manutenção da estrutura."

"Na Igreja a estrutura, o patrimônio a variedade de obras sociais e missionárias cria uma série de dificuldades para o sistema. O custo operacional é muito maior e a destinação final dos recursos nem sempre é visível para o contribuinte", 

 Contudo, que também há  para os cristãos, com "a ideia de que o dízimo não é só necessário para o sustento material da Igreja, mas também para o crescimento espiritual do crente, que se sente mais colaborador de sua comunidade e da obra de Deus no mundo".

"Os fiéis têm a obrigação de prover às necessidades da Igreja, de forma que ela possa dispor do necessário para o culto divino, para as obras de serviços de social, e para a honesta sustentação de seus ministros", 

"Têm ainda a obrigação de promover a justiça social e, lembrados do preceito do Senhor, de auxiliar os pobres com seus próprios recursos."

Se é um costume arraigado às próprias criações das religiões, por outro lado foi inevitável, ao longo do tempo, que a evolução da prática do dízimo também tenha dado brecha para o surgimento de abusos. Muitas vezes protagonizados por exploradores da fé alheia.

"Tanto para as igrejas protestantes  tradicional quanto para a igreja presbiteriana, a fundamentação bíblica para a contribuição, ou o dízimo, é a mesma: trata-se de uma oferta de gratidão a Deus, que deve ser feita por todas as pessoas batizadas", 

 O que costuma variar é que "algumas igrejas trabalham com [a ideia de] o dízimo, ou seja, 10% daquilo que os fiéis recebem, enquanto outras trabalham com a contribuição voluntária, ou seja, as pessoas da comunidade contribuem com aquilo que podem, e se podem". "Assim, não é estabelecido um valor específico".

As igrejas devem sempre informar "o destino das contribuições". Isso pode ser feito mediante a publicação de balanços. "Geralmente, um determinado percentual fica com a igreja local para ela poder realizar os seus trabalhos e outro percentual vai para a igreja Sede. Muitas igrejas, na maioria das vezes, [também] precisam realizar eventos para cobrir suas despesas anuais. As contribuições são destinadas a serviços social e sempre há a prestação de contas nas assembleias, indicando quanto foi arrecadado ao longo do ano e para onde as contribuições foram destinadas", 

Nessa questão, a da prestação de contas, reside a principal diferença entre as igrejas neopentecostais e as tradicionais. E a explicação está no cerne da teologia da prosperidade.

A teologia da prosperidade "monetizou o sacrifício".

Porque o que justifica essas doações, segundo a teologia da prosperidade, é uma maneira de exercer um sacrifício a Deus, expressando um compromisso "em uma batalha espiritual", 

"Sacrifício não é uma coisa exclusiva dos neopentecostais. A maioria das religiões trabalha com essa ideia. Mas se a população tem coisas como 'ir para a igreja ou monte a pé' para conseguir uma graça, 'fazer um propósito para algum santo', 'jejuar', a inovação neopentecostal é a monetização do sacrifício",  "É a maneira como o fiel assume seu compromisso com o lado divino, o lado de Deus na batalha. E, por essa lógica, Deus abençoa conforme o sacrifício."

A monetização "representa o poder, a profundidade e o tamanho do compromisso" e "quanto maior o compromisso, maior deve ser a bênção de Deus". Desta forma, uma pessoa pobre que doa um valor considerado pequeno está fazendo um sacrifício maior do que aquele que têm muitas posses e doa uma quantidade considerada alta, mas que não interfere em seu dia a dia.

"E não existe a prestação de contas. Os fiéis não estão nem aí para isso, porque o conta para ele é o compromisso dele com Deus. Não interessa o que o pastor vai fazer com esse dinheiro, não é mais problema do fiel se vai servir para uma obra de caridade, e essas igrejas fazem muitas obras de caridade, se vai servir para financiar um deputado ou para comprar um iate", 

"A teologia da prosperidade não trabalha com dinheiro. Trabalha com o sacrifício, que é monetizado pelo dinheiro", resume. "O dinheiro é o mediador do sacrifício."

'Moeda de troca'

Nas últimas décadas o que se viu também foi a disseminação, em igrejas neopentecostais fundamentalistas, da ideia da teologia da prosperidade.

Para especialistas, isso provocou uma distorção da explicação e da finalidade do dízimo.

"Essa teologia da prosperidade trouxe a ideia de que você não somente obedece a um mandamento de Deus devolvendo a décima parte como fidelidade à obrigação dele de abençoar, mas que a sua oferta criaria um compromisso de Deus com você", 

"Essa teologia diz que se você foi fiel a ele, pagando, ele também vai ser fiel a você, abrindo as portas do céu para você, recompensando-o com riqueza, bênção, saúde e que tudo vai dar certo."

O dízimo então passou a ser moeda de troca.

"E a teologia da prosperidade leva adiante esse discurso, olhando do ponto de vista do negócio, ou seja, que todo negócio pode ser incrementado", 

"Aparecem as correntes de oração que pedem ofertas, o pastor que tem um discurso no meio do culto dizendo que está tendo a revelação de Deus que alguém ali vai doar R$ 100 mil para a causa do Senhor e coisa e tal. Tem gente que vê e faz esse tipo de oferta, incentivado pelo discurso."

E há os testemunhos motivadores.

"Gente que vai ao púlpito para dizer que fez exatamente o que o pastor mandou e 'a vida prosperou'. Isso dá uma legitimidade ao modelo", 

"É preciso distinguir as contribuições destinadas à sustentação de uma igreja que desenvolve um serviço público, de natureza espiritual e social, da exploração da fé popular em proveito próprio, que pode acontecer em qualquer época, mas se tornou particularmente escandalosa nos tempos atuais", 

"É muito difícil fazer essa distinção, entre o serviço público e a apropriação privada, sem incorrer em preconceitos e estereótipos, mas é uma necessidade premente em nossas sociedades."

"Muitas igrejas evangélicas pentecostais, com essa teologia da prosperidade, vendem a ideia de que 'quanto mais eu der, mais eu vou receber', como se estivéssemos negociando com Deus".

 A teologia da prosperidade vive um momento de verdadeira encruzilhada sociopolítica, justamente por muitos daqueles que a disseminam a situação da economia.

"Essa teologia só funciona quando você tem um sociedade prosperando economicamente", contextualiza ele.

"Por isso há uma relação umbilical entre religião e política."

As igrejas neopentecostais tendem a dar uma "ênfase muito grande na questão do sucesso individual e da prosperidade material", com a ideia de "que aquilo que você dá para a igreja de alguma forma vai voltar para você, levando-o a um sucesso material".

"E eles [os pastores] dizem claramente quanto querem, pedem... Não podemos generalizar mas é muito comum essa interpretação desvirtuada daquilo que é o dízimo".

"Em vez de ser uma coisa para sustentar a ação da igreja e da caridade, passa a ser entendido como um investimento individual espiritual e material, na linha do 'eu invisto para tirar algum benefício disso depois'."






domingo, 3 de abril de 2022

 




 I Pedro 2:4. e, chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa,

5. vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.

Eu Pastor Josias Pacheco Meirelles, Presidente da Catedral das Assembléias de Deus em Vila Pacheco da Rocha na Cidade de Nova Iguaçu - Rio de Janeiro, Nunca tive a experiência de conhecer e ouvir tamanho conhecimento e fatos de um homem de Deus aprovado, este é meu tio, cunhado do meu pai, aos 94 anos de idade me passando a experiência de vida de um homem consagrado ao ponto de ser considerado pedra precisa de Deus, em visão e revelação ao mesmo tempo, (dos) 2 anjos jovens apareceram. E não falaram nada,  admiravam ele como estivessem algo muito curioso, em seguida após terem deixado o mesmo a sua sublinha deixou uma gravação de hinos da harpa cristã e meu tio começou a cantar, relata ele mais de 15 hinos, Só que ele já não cantava em português mais sim na língua dos anjos, após consulta e relato de uma psicóloga. A mesma informou que não era línguas das nações terrenas mais sim celestial, 







Pedro 1:15. mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento;

16. porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo. 

A escritura nos ordena, como cristãos, para ser como nosso Senhor e Salvador em “todo o tipo de conversa”, e em nossa conduta diária. Nós somos Suas testemunhas terrenas, e devemos viver nossas vidas para que sejamos um reflexo adequado Dele. 

A nossa vida e caminhada diária deve ser modelada após Ele. “Quem diz que vive unido com Deus deve viver como Jesus Cristo viveu.” Porque, “se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado.

O Pastor Francisco da Conceição da Silva é membro do corpo de ministros da Catedral das Assembléias de Deus em Cosmos ( CADEC ); Pastor Presidente Eleazar Magalhães Torres, Ligado ao Ministério de Madureira, O mesmo atuou nas congregação como dirigente, seminarista e intinerante. Após sua esposa Diaconisa Odete Pacheco da Silva sofrer derrame cerebral e parte de seu corpo lado esquerdo não respoder os sentidos ele começou a ficar menos atuante na obra de Deus, hoje atualmente já com canceira e enfado fica em casa tendo os cuidados necessários.

Hebreus 3:1. Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,

2. como ele foi fiel ao que o constituiu, assim como também o foi Moisés em toda a casa de Deus.

3. Pois ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

4. Porque toda casa é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas é Deus.

5. Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6. mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança. 

Amados você podera ver vídeo do Pastor Francisco da Conceição da Silva no facebookcadvpr.blogger


terça-feira, 22 de março de 2022

O quarto poder na terra! "Igreja de Cristo"

 


Isaías 33.22
Um país democrático é regido por 3 poderes: Judiciário, Legislativo e Executivo1. Mas existe um quarto poder: a Igreja. Na idade média a igreja exerceu poder político equivocado deixando seu papel sacerdotal. Desde a separação entre igreja e estado2, o mundo tem desprezado o poder da Igreja e esta também tem se esquecido de exercer seu papel espiritual sobre a sociedade. Todo e qualquer poder só é legítimo quando reconhece o poder de Deus.

Qual é o quarto poder?

Vamos analisar cada um dos 3 Poderes e depois sobre o 4º Poder, concluindo que todos os poderes pertencem a Deus:


1- JUDICIÁRIO 

Isaías 33.22ª “o SENHOR é o nosso juiz
O poder Judiciário é o que julga e faz valer as leis, promovendo a justiça. Age em todas as instâncias, federal, estadual e regional através das comarcas. Os juízes, promotores e advogados são os personagens mais comuns no judiciário. Quando uma causa não satisfaz ao requerente, este pode recorrer a uma instância superior.
As injustiças vistas todos os dias têm levantado questionamentos e mostrado como a justiça humana é falha (Jeremias 17.5). Por isso recorremos a um Poder Superior (I Samuel 24.15). A Deus pertence a justiça, pois “Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias (Salmos 7.11). Todo juiz é passível do próprio julgamento que faz e está sujeito às leis, podendo ser condenado da mesma forma (Romanos 2.21). Mas Deus está acima de tudo isso porque as “suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto (Deuteronômio 32.4). A justiça Divina é imparcial porque “Deus julgará o justo e o perverso (Eclesiastes 3.17).
Sabemos que “que a justiça de Deus se revela no evangelho (Romanos 1.17). Diante das injustiças deste mundo, confie que “não fará justiça o Juiz de toda a terra? (Gênesis 18.25). Nunca tente fazer justiça com as próprias mãos (Hebreus 10.30), nem confie na justiça humana, embora deva exigir seus direitos legais. O mais importante é confiar que Deus fará justiça “porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor (Romanos 12.19). No último dia Deus fará um grande julgamento onde toda a verdade será revelada (Apocalipse 20.12). Se justiça humana falhar, Deus não falha.
Confie na Justiça de Deus!

2- LEGISLATIVO 

Isaías 33.22b “o SENHOR é o nosso legislador

O poder Legislativo é responsável por formular as leis e fiscalizar o seu cumprimento. Os vereadores, deputados estaduais e federais, bem como o senado, são os representantes do legislativo. Os temas discutidos e aprovados pelos legisladores determinam as leis do país.
Muitas leis são aprovadas com base na opinião popular. Contudo, não podemos esquecer que Deus é o supremo Legislador (Tiago 4.12) e que a Sua vontade deve ser considerada para “observai os meus estatutos, guardai os meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra (Levítico 25.18). As primeiras leis foram criadas por Deus e até as normas da natureza foram estabelecidas por Ele (Gênesis 1.16-18). Quando o homem muda as leis de Deus cria desordem e caos.
A Palavra de Deus declara “Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão (Isaías 10.1). Leis justas defendem os direitos dos oprimidos e evitando que venham legislar em causa própria (Salmos 94.20). As leis devem ser imparciais para todo o povo (Levítico 24.22), pois “dois pesos e duas medidas, uns e outras são abomináveis ao SENHOR (Provérbios 20.10).
Somente a “lei do Senhor é perfeita” (Salmos 19.7) e toda lei humana é passível de erro. Precisamos ter a Palavra de Deus como princípio ético e moral para a sociedade (Isaías 8.20). Por isso a Igreja deve influenciar nas leis fazendo valer seus direitos como cidadãos (Isaías 8.12,13). A inversão de valores tem prejudicado as famílias, mas “ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo (Isaías 5.20). A Palavra de Deus é imutável, por isso deve servir de baliza para as leis humanas.
As leis de Deus são eternas!

3- EXECUTIVO

Isaías 33.22c “o SENHOR é o nosso Rei

O poder executivo tem a tarefa de fazer cumprir as leis. Os prefeitos, governadores e principalmente o presidente da república, são os representantes do poder executivo nos níveis municipal, estadual e federal. Dentre os outros dois poderes, este é um dos mais visados pelo povo, porque tem a função administrativa de fazer chegar à população os seus direitos.
Quando lemos na Bíblia sobre reino e reis, podemos entender o que é para nós hoje a república “pois do SENHOR é o reino, é ele quem governa as nações (Salmos 22.28). No tempo antigo as nações eram governadas por reis em um regime de dinastia que passava de pais para filhos. Muitos reinos eram conquistados por meio de guerras. Embora ainda existam países com regime monárquico, sua monarquia geralmente não é absoluta como antes, dependendo também de parlamentares e outras instâncias governamentais (Daniel 3.2,3 e 6.7). Hoje podemos eleger os nossos governantes e influenciar diretamente nas suas decisões.
Nossos governantes precisam temer a Deus porque “se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos (Provérbios 29.12). Se um governante comete um erro, muitas pessoas são prejudicadas (Eclesiastes 10.5). A Igreja deve ajudar a sociedade e “lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra (Tito 3.1). Antes das eleições é o momento certo de definir quem vão ser os nossos representantes, depois não adianta se rebelar e reclamar como pessoas que “também rejeitam governo e difamam autoridades superiores” (Judas 1.8). O povo de Deus deve ser o primeiro a dar exemplo de obedecer às leis e fazer o que é certo. Reconhecemos que “Deus é o Rei de toda a terra (Salmos 47.2 e 7), mas devemos obedecer às nossas autoridades instituídas por Deus através de nós (I Pedro 2.13-17).
Deus é o Rei de toda a terra!

4- ECLESIÁSTICO 

Isaías 33.22d “ele nos salvará

O quarto poder pertence à Igreja de Cristo. O poder eclesiástico exerce a função de levar a salvação para todas as pessoas. Este poder é espiritual e não apenas humano. Apenas exercemos este poder sob a direção e mandato Divino.
O mesmo poder que Deus deu ao homem para “dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra (Gênesis 1.28), mas que com o pecado, a humanidade cedeu esta autoridade ao diabo (Lucas 4.6), Deus requer novamente para si novamente através de Jesus (I Coríntios 15.24), que por sua vez nos cedeu “autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano (Lucas 19.10). O poder do diabo sobre o mundo foi destituído por Cristo (I João 3.8). Então através de Jesus o homem volta a ter poder sobre a terra, porque “os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens” (Salmos 115.16).
A separação da Igreja e estado garantiu a liberdade religiosa para todos. A Igreja deve aproveitar esta oportunidade para exercer seu papel evangelístico. Infelizmente a secularização tem avançado sobre a Igreja tentando que esta deixe de influenciar a sociedade positivamente. Não podemos nos aproveitar disso para usufruir de influências políticas. A Igreja deve exercer o poder de Deus sobre o mundo e não o poder do mundo sobre a igreja. Usar de artifícios políticos através da igreja, ou usar a igreja para alcançar postos políticos é um grave engano que as lideranças eclesiásticas precisam evitar. Mesmo assim, podemos ter representantes da igreja em todos os setores da sociedade, como grandes líderes da Bíblia que exerceram funções políticas em outras nações, por exemplo, Daniel, Neemias e Ester.
Não podemos esquecer que somos os “eleitos de Deus” (Romanos 8.33). Como servos do Senhor, “somos embaixadores em nome de Cristo” (II Coríntios 5.20). Jesus nos deu até mesmo “poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas” (Lucas 9.1). Não podemos esquecer que todo poder pertence a Cristo (Efésios 1.21) e que somente em seu nome temos autoridade (Atos 4.12). Jesus nos chamou para ser “sal e luz” deste mundo (Mateus 5.14). Devemos usar nossa autoridade espiritual para abençoar nossa terra, pois Deus “nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2.6) e temos livre acesso ao maior de todos os poderes que pode transformar todas as coisas.
A Igreja tem poder espiritual sobre a terra!

Todo poder pertence a Deus!

CONCLUSÃO

Mateus 28.18 “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”.

Acima de tudo não podemos esquecer “que o poder pertence a Deus (Salmos 62.11). Não podemos desprezar as autoridades “porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (Romanos 13.1). Por isso precisamos entender o papel de cada poder e assumir a nossa parte, além de render a Deus o que lhe é devido (Lucas 20.25).
4º Poder confere ao povo de Deus a autoridade espiritual para ligar na terra o que Deus tem ligado no céu (Mateus 16.19). Através de Cristo, podemos entrar na presença do Rei dos reis em seu trono de graça (Hebreus 10.20). Com isso, o Corpo de Cristo, que é a Igreja (I Coríntios 12.27), deve estar presente nos outros três poderes, para criar leis justas, executar a justiça e julgar corretamente, levando a presença e a vontade de Deus em cada área da sociedade.
As maiores decisões não são tomadas nos palácios ou tribunais e sim nos quartos fechados onde há alguém em oração diante de Deus (Mateus 6.6).
IGREJA: exerça seu papel na sociedade!