sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022


AS PARTEIRAS DE FARAÓ
Leia Êxodo 1 

“Não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos” – Mateus 18.14

Depois da morte de José, após quatro séculos de história, havia um novo rei no Egito cujo nome era Sethos I. Ele não conheceu os feitos extraordinários do filho de Jacó. Esse Faraó tentou usar de astúcia para com o povo de Israel para que não se multiplicassem. Ordenou que, ao nascer, fossem mortos todos os bebês do sexo masculino.

Quem eram as parteiras?

  • Eram hebréias, que estavam à serviço de Faraó – Ex 1.15;
  • Chamavam-se Sifrá e Puá – Ex 1. 15;
  • Temiam ao Deus de Israel – Ex 1. 17.

Assassínio secreto:

  • As parteiras podiam atribuir a morte do filhinho a um acidente de nascimento – Ex 1.16;
  • A fidelidade das parteiras em conservar a vida dos pequeninos forçou o Faraó a revelar publicamente sua iniquidade;
  • Outro infanticídio – Mateus 2.16.

Como agiram?

  • Por temer a Deus não fizeram o que lhes fora ordenado – Ex 1.17;
  • A obediência a Deus é sempre melhor que a obediência ao homem – Ex 1. 18;
  • Uma atitude corajosa pode desmascarar as obras do Maligno – Ex 1.22.

O dilema moral em que as parteiras se encontraram era tremendo. Ou elas obedeciam à lei maior de Deus, ou obedeciam à obrigação secundária de se sujeitarem a Faraó. Em lugar de cometerem um deliberado infanticídio das crianças de seu próprio povo, as parteiras decidiram desobedecer às ordens de Faraó. A salvação de vidas inocentes é uma obrigação maior do que a obediência ao governo. Jesus fez uma séria advertência: “É impossível que não venham tropeços, mas ai daquele por quem vierem” – Lc 17.1. O fato de Deus ter aprovado e as abençoado mostra que elas não estavam mentindo quando disseram que as hebréias davam à luz antes do tempo.

A ordem de Faraó era:

  • Contrária a sua ética profissional – 1 Co 10.31;
  • Tudo o que se faz em casa, no trabalho, na vida secular, no lazer, glorifica ou profana o nome de Deus;
  • Contrária à sua consciência – Nm 32.23;
  • O perigo do pecado não é apenas ser descoberto e punido, e, sim,  o fato do próprio pecado imprimir a sua influência na vida e no caráter, trazendo a sua punição e produzindo a degeneração espiritual;
  • Contrária à sua fé – Hb 10.38;

Tudo que não provém de fé é pecado!

Estudo em Grupo:

Antes de iniciar o estudo em grupo, ore para que o Senhor dê entendimento e mostre como aplicar, em sua vida pessoal, a vida de cada mulher da Bíblia.

Leia cuidadosamente os versículos bíblicos de todo o estudo.

A Vida das Parteiras de Faraó

Responda:

1. Qual o decreto de Faraó?

2. Por que as parteiras desobedeceram o rei?

3. Qual o resultado da fidelidade delas?

4. Faraó mandou matar os meninos – depois ele perdeu seu próprio filho . O que isso nos ensina?

5. Quem nasceu nesse período?

Memorizar o versículo-chave:
“Não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos” – Mateus 18.14

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022


 O Espírito X A Carne (Romanos 8:1-17)

No final do capítulo 7, Paulo disse que Jesus Cristo é a resposta à necessidade mais urgente do homem: a libertação da morte espiritual (7:24-25). O capítulo 8 afirma que Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) trabalha para a salvação dos fiéis. É um capítulo que consola todos que lutam contra o pecado no serviço ao Senhor.  

Livres em Cristo (1-4)  

Aqueles que estão em Cristo foram libertados de:

(a) Condenação (1)

(b) A lei do pecado (2)

(c) A lei da morte (2)  

Em Cristo, Deus fez o que a lei não podia fazer (3-4). Jesus veio na carne para fazer o que a lei não fez por causa da fraqueza da carne. Deus, através de Jesus, condenou o pecado. Assim ele cumpre o propósito da lei em nós. A lei era oposta ao pecado (condenou o pecado), mas não venceu o pecado. As pessoas sujeitas à lei ainda andavam na carne, sujeitas à morte. Em Jesus, Deus condenou e venceu o pecado. Aqueles que participam dessa vitória andam segundo o Espírito, não segundo à carne.  

Espír ito X Carne (5-17 

Este trecho apresenta vários pontos de contraste entre a carne e o Espírito (estude a tabela abaixo).

CarneEspírito

Os que inclinam para a carne cogitam das coisas carnais (5)

Os que inclinam para o Espírito cogitam das coisas espirituais (5)

O pendor (inclinação ou tendência) da carne leva à morte (6)

O pendor do Espírito leva à vida e à paz (6)

Inimizade contra Deus (7)

Os fiéis estão no Espírito (9)

Não sujeito à lei de Deus (7)hhh
Não agrada a Deus (8)hhh
Não pertence a Cristo (9)Cristo habita nos fiéis (10)
Corpo morto por causa do pecado (10)O espírito é vida por causa da justiça (10)
hhhh

O Espírito de Deus ressuscitará o corpo daqueles em que ele habita (11)

Aqueles que vivem segundo a carne caminham para a morte (12)

Aqueles que, pelo Espírito, matam os feitos da carne, caminham para a vida (12)

hhhOs filhos são guiados pelo Espírito (13)
Aqueles que andam segundo a carnesão escravos, atemorizados (14)

Os filhos andam segundo o Espírito e gozam intimidade com Deus (14-16)

hhh

Os filhos de Deus são seus herdeiros, e serão glorificados com Cristo (17)

 por Dennis Allan

Leia mais sobre este assunto:
Estudo Textuais Romanos

Crucificando a Carne

Andando no Espírito
 
Como se Encher do Espírito

E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal

Amigos do bem

A habitação do Espírito Santo

Como é possível destruir a carne e salvar o espírito?

Serão salvos todos os que têm zelo religioso e boa moral?

A Santidade de Deus
O Querer e o Realizar

O Servo do Senhor




 

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Buscando vida e santidade


                             2 Pedro 1:1-21

Buscando Vida e Santidade

Algumas vezes é necessário sermos lembrados de coisas que já sabemos. O apóstolo Pedro reconheceu este fato e escreveu sua segunda epístola com este propósito em mente (1:12-15). Referindo-se ao seu corpo como "um tabernáculo," uma morada temporária, ele previu sua morte próxima e desejou lembrar seus leitores da necessidade do crescimento espiritual.

Pedro começa sua segunda epístola observando o glorioso privilégio que foi dado aos cristãos. Através das preciosas promessas que Deus tem nos feito, podemos tornar-nos participantes da divina natureza, no sentido em que podemos ser santos como ele é santo, livres da corrupção do pecado (1:4). Deus chama os homens através do evangelho para participarem de sua própria glória e virtude (1:3; 2 Tessalonicenses 2:13-15). Através deste poder divino e nosso entendimento de sua revelação, Deus providenciou tudo o que o homem precisa para sua vida espiritual e santidade (1:3). O comentário de Pedro se harmoniza bem com a promessa de Jesus aos seus apóstolos que o Espírito Santo os guiaria em toda a verdade (João 16:13).

Em vista das providências que Deus tem tomado para abençoar-nos espiritualmente, qual deveria ser nossa resposta? Pedro observa que precisamos empenhar-nos com diligência para crescer em caráter, mencionando sete qualidades que devemos acrescentar a nossa fé (1:5-7). Se acrescentarmos estas qualidades, não seremos infrutíferos e poderemos confirmar nosso chamado e eleição por Deus (1:8,10). Por tal crescimento espiritual, podemos estar seguros de nossa entrada no próprio céu (1:11). O cristão que não se aplica em desenvolver estas qualidades é espiritualmente cego, tendo esquecido o quanto Deus já tem feito por ele no perdão dos seus pecados (1:9).

Pedro afirma que seu ensinamento a respeito do poder e da vinda do Senhor não derivou de fábulas que ele havia inventado, mas que era testemunha ocular da majestade de Cristo (1:16). Ele tinha em mente a ocasião quando Jesus foi transfigurado, um acontecimento ao qual ele esteve presente para testemunhar a glória do Senhor (1:17; Mateus l7:1-8). Em acréscimo ao testemunho ocular dos apóstolos, as profecias do Velho Testamento também afirmaram a glória e o poder do Senhor. Estas profecias não se originaram da vontade humana, antes os profetas falaram como foram movidos pelo Espirito Santo (1:19-21).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

 


domingo, 12 de abril de 2015

Ezequiel 13:1-23 - FALSOS PROFETAS E PROFETISAS.

Para nos situarmos na leitura e não perdemos nosso foco, estamos estudando o livro de Ezequiel composto de 48 capítulos. Veja em nosso mapa de leitura, a seguir, que ainda estamos no primeiro capítulo “I”, agora na segunda parte “B”, na terceira seção “3”, alínea “b”, estamos no capítulo 13:
I. JULGAMENTO SOBRE JUDÁ E JERUSALÉM (1.1-24.27).
B. A segunda série de visões, a vocação, os atos simbólicos e os discursos relacionados de Ezequiel (8.1-24.27).
3. Discursos relacionados (12.21-24.27) - continuação.
b. Fa delsos profetas e profetisas (13.1-23).
Até ao final deste capítulo, veremos os falsos profetas e profetisas. O cap. 13 está dividido em dois oráculos: (1) O primeiro contra falsos profetas (vs. 1-16) e (2) O segundo contra falsas profetisas (vs. 17-23). O tema principal é o conflito entre Ezequiel e os que profetizavam falsamente sobre a destruição de Jerusalém.
(1) O primeiro contra falsos profetas (vs. 1-16)
A palavra de Deus novamente veio a Ezequiel e dessa vez contra os que profetizam o que vê o seu coração enganoso, pois seguem os seus próprios espíritos, sem nada terem visto, não o que lhe mostra o Senhor.
São, portanto tidos como raposas no deserto – vs. 4. Como carniceiras, as raposas não se importavam com o que tinham sido antes as ruínas; elas existiam apenas para a sua própria conveniência e proveito. Não tinham o menor interesse em como suas ações afetavam a cidade ou os seus habitantes.
O foco estava na conduta dos profetas: um verdadeiro profeta se identificava com o povo de Deus a ponto de correr riscos pelo bem deles.
Quando um muro era rompido por um exército em ataque, a posição de maior perigo era a do local da fenda, e a decisão difícil era quanto a montar guarda ou reparar a brecha.
Uma vez que a batalha anunciada deveria acontecer "no dia do SENHOR", o invasor parecia ser o próprio Deus trazendo julgamento sobre o seu povo rebelde.
Os falsos profetas não haviam procurado proteger o povo do julgamento de Deus, seja montando guarda junto às brechas (isto é, intercedendo com Deus em favor do povo), seja reparando-as (isto é, encorajando o povo ao arrependimento). Compare com 22.30.
Ao invés disso, faziam era desviar o povo de Deus com suas visões carnais de suas mentes corrompidas. Eram pura vaidade e adivinhação mentirosa falando em nome do Senhor quando o Senhor não os enviara, por isso que o Senhor seria contra eles.
O Senhor seria contra eles e eles não entrariam no concílio do seu povo, nem nos registros da casa de Israel – provavelmente, o censo e os recenseadores do povo de Israel, a contraparte humana dos registros celestiais - se escreverão, nem entrarão na terra de Israel e, nesse momento, saberiam que o Senhor é Deus.
Reparem quando seria que eles reconheceriam que o Senhor é Deus: naquele pior momento de sua pior tribulação quando tudo pareceria já perdido, definido e sem volta. Não seria melhor adotar uma atitude mental de reconhecimento do Senhor antecipada? Digo isso, pensando em nós, cristãos do século XXI.
A acusação contra eles é muito séria. Estão sendo acusados de desviarem o povo de Deus da conduta certa. Ao anunciarem a paz, não havendo paz, estavam na verdade, condenando à destruição o povo de Deus.
A imagem da brecha no muro (v. 5) pode ter propiciado essa descrição posterior das ações dos falsos profetas, dos vs. 10 ao 12. Suas visões falsas e adivinhações mentirosas eram um muro de construção precária - quando rebocadas ou caiadas podiam parecer robustas, mas não podiam resistir ao tempo, muito menos ao dia do julgamento do Senhor.
Paulo usa a mesma ilustração para indicar a hipocrisia do sumo sacerdote (At 23.3), embora, a seguir, tivesse se desculpado; Jesus usa uma ilustração semelhante para indicar a hipocrisia dos escribas e fariseus (Mt 23.27).
O fato é que o Senhor se empenharia, ele mesmo, de derrubar a parede rebocada com argamassa fraca e dar com ela por terra, de modo que até seus fundamentos seriam descobertos quando ela caísse. O que aconteceria em seguida? O povo pereceria no meio dela e saberiam que o Senhor é Deus!
(2) O segundo contra falsas profetisas (vs. 17-23).
Agora a voz profética fala para Ezequiel profetizar, dirigir o seu rosto contra as filhas do seu povo que igualmente profetizam de seu próprio coração falsas profecias.
A Bíblia registra as ações de várias profetisas verdadeiras – Miriã, Débora, Hulda e Ana (Êx 15.20, Jz 4.4; 2Rs 22.14; 2Cr 34 22; Lc 2.36) - e algumas falsas profetisas (Ne 6.14; Ap 2.20).
Aqui, as mulheres estavam envolvidas com magia e feitiçaria, práticas proibidas para Israel; veja 12.21-14.11. Elas ganhavam a vida vendendo amuletos ou outros encantamentos para afastar o mal; reforçados por tal confiança falsa, seus fregueses deixavam de atender ao grito do atalaia e assim iam para a morte (3.17).
As falsas profetisas foram comparadas a caçadoras de almas que punham armadilhas ou enganavam as pessoas - 12.13.
Depois que o juízo de Deus as alcançasse e a dor e o sofrimento estivessem no seu encalço, haveriam de saber que o Senhor é Deus – vs. 21 - e que contra ele desviaram o povo dele para seguirem suas vaidades e enganos e mentiras.
Os valores foram invertidos pelas profetizas na distribuição da justiça e da verdade. O coração do justo entristecera com a falsidade, não havendo o Senhor o entristecido e as mãos dos ímpios, elas fortaleceram, sendo que o Senhor os abominava.
Ez 13:1 E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
 Ez 13:2 Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel
e dize a esses videntes que só profetizam
o que vê o seu coração:
Ouvi a palavra do Senhor.
Ez 13:3 Assim diz o Senhor Deus:
Ai dos profetas insensatos, que seguem o seu próprio espírito
sem nada ter visto.
 Ez 13:4 Os teus profetas, ó Israel,
têm sido como raposas nos desertos. 
Ez 13:5 Não subistes às brechas, nem fizestes uma cerca
para a casa de Israel, para que permaneça firme
na peleja no dia do Senhor. 
Ez 13:6 Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem:
O Senhor diz; quando o Senhor não os enviou;
e esperam que seja cumprida a palavra. 
Ez 13:7 Acaso não tivestes visão de vaidade,
e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes:
O Senhor diz; sendo que eu tal não falei? 
Ez 13:8 Portanto assim diz o Senhor Deus:
Porque tendes falado vaidade, e visto mentiras,
por isso eis que eu sou contra vós, diz o Senhor Deus. 
Ez 13:9 E a minha mão será contra os profetas que vêem vaidade
e que adivinham mentira;
não estarão no concílio do meu povo,
nem nos registros da casa de Israel se escreverão,
nem entrarão na terra de Israel;
e sabereis que eu sou o Senhor Deus. 
Ez 13:10 Portanto, sim, porquanto desviaram o meu povo, dizendo:
Paz; e não há paz; e quando se edifica uma parede,
eis que a rebocam de argamassa fraca; 
Ez 13:11 dize aos que a rebocam de argamassa fraca que ela cairá.
Sobrevirá forte chuva, grandes pedras de saraiva cairão,
e um vento tempestuoso a fenderá. 
Ez 13:12 Ora, eis que, caindo a parede, não vos dirão:
Onde está o reboco de que a rebocastes? 
Ez 13:13 Portanto assim diz o Senhor Deus:
fendê-la-ei no meu furor com vento tempestuoso e, na minha ira,
farei cair forte chuva, e grandes pedras de saraiva,
na minha indignação, para a consumir. 
Ez 13:14 E derribarei a parede que rebocastes com argamassa fraca,
e darei com ela por terra, de modo que seja descoberto
o seu fundamento;
quando ela cair, vós perecereis no meio dela;
e sabereis que eu sou o Senhor. 
Ez 13:15 Assim cumprirei o meu furor contra a parede,
e contra os que a rebocam de argamassa fraca; e vos direi:
A parede já não existe,
nem aqueles que a rebocaram, a saber, 
Ez 13:16 os profetas de Israel, que profetizam acerca de Jerusalém,
e vêem para ela visão de paz, não havendo paz,
diz o Senhor Deus. 
Ez 13:17 E tu, ó filho do homem, dirige o teu rosto
contra as filhas do teu povo,
que profetizam de seu próprio coração;
e profetiza contra elas. 
Ez 13:18 e dize:
Assim diz o Senhor Deus:
Ai das que cosem pulseiras mágicas para todos os braços,
e que fazem véus para as cabeças de pessoas
de toda estatura para caçarem as almas!
Porventura caçareis as almas do meu povo?
e conservareis em vida almas para vosso proveito? 
Ez 13:19 Vós me profanastes entre o meu povo
por punhados de cevada, e por pedaços de pão,
matando aqueles que não haviam de morrer,
e guardando vivos aqueles que não haviam de viver,
mentindo ao meu povo que escuta a mentira. 
Ez 13:20 Portanto assim diz o Senhor Deus:
Eis aqui eu sou contra as vossas pulseiras mágicas
com que vós ali caçais as almas como aves,
e as arrancarei de vossos braços;
e soltarei as almas,
sim as almas que vós caçais como aves. 
Ez 13:21 Também rasgarei os vossos véus,
e livrarei o meu povo das vossas mãos,
e eles não estarão mais em vossas mãos
para serem caçados;
e sabereis que eu sou e Senhor. 
Ez 13:22 Visto que entristecestes o coração do justo com falsidade,
não o havendo eu entristecido,
e fortalecestes as mãos do ímpio,
para que não se desviasse do seu mau caminho, e vivesse; 
Ez 13:23 portanto não tereis mais visões vãs,
nem mais fareis adivinhações;
mas livrarei o meu povo das vossas mãos,
e sabereis que eu sou o Senhor.
Todo pregador do evangelho deve igualmente estar atento para não fazer conforme os falsos profetas e profetizas, torcendo todo o direito, justiça, verdade e juízo. Entre nós há os que precisam ser desiludidos e entre nós, há os que necessitam ser fortalecidos.
Quando pregarmos ao povo de Deus, ali não terá somente santos e anjos, mas junto, travestidos, verdadeiros demônios e capetas acostumados com a devoração santa de almas.
Ore e peça a sabedoria do Espírito Santo de Deus para que sua palavra seja como uma espada afiada de dois gumes, capaz de dividir a alma do espírito, juntas e medulas e penetrar no mais profundo do coração, não trazendo a morte certa, mas a vida dentre os mortos.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

 

“A RODA GIGANTE DA TUA VIDA VAI GIRAR E QUEM TE VIU POR BAIXO VAI TE VER POR CIMA,
QUEM TE VIU CHORANDO VAI TE VER SORRINDO..."

Inacreditavelmente, acerca desse “apotegma evangélico”, pronunciado por irmãos habituados a citar em suas pregações e seus louvores e por outras que atuam, no presente do indicativo, em áreas da homilia em diversificadas funções eclesiásticas, percebi que, desde obreiros e aspirantes ministeriais a dirigentes de trabalhos de Círculo de Oração, grande foi a “abelhudice” e a “disforia” destes, em saber se existia alguma base bíblica para refutar este jargão que é tão comumente usado por muitos militantes no ministério da Palavra e do louvor existentes a décadas.

Esta frase, que é inclusive citada em pregações de pastores renomados no mundo cristão e sempre presente em trabalhos de círculos de oração ou cultos espalhados por este vasto país, gerou inquietações generalizadas e algumas indagações proeminentes já esperadas, entre elas a questão de ser ou não ser um tipo de “invencionice inovadora” infundamentada ou, pasmem os senhores, um tipo de “pecado herético”.

Nestes quase 30 anos lecionando em salas de aulas e, destes, 20 anos contribuindo para a formação de obreiros e teólogos no nosso querido Estado alagoano, temos nos deparado com essa e outras frases idiomáticas interessantes.

Poucos não são os questionamentos ofensivos por parte de muitos desconhecedores sobre tal adágio. Qualquer frase ou afirmação deve estar fundamentada na Bíblia. Existem normas e requisitos interpretativos que precisam ser levados em conta e obedecidos. Para que possa evitar aquilo que chamamos de “ Heresia”. Mas, vamos aos fatos!

Folheando as Sagradas Escrituras, não são poucas às vezes onde visualizamos os hagiógrafos se utilizarem de forma rotineira das famosas “Linguagens figuradas”.

A Bíblia usa linguagem simbólica e figurada, podendo ser compreendida por seu contexto ou até mesmo por comparação de outras passagens focando a mesma temática. Para essa linguagem ser vista, precisamos tão somente nos deleitarmos nos textos bíblicos e, em sintonia com os céus, pedirmos ao Senhor que “Desvende os nossos olhos, para que possamos ver as maravilhas da Lei do Nosso bom Deus” (Sl 119.18).

Muitas são as palavras presentes na Bíblia que foram empregadas com sentidos variados. Parte delas devem ser apreciadas na “lítera” observando textos e contextos porém outras devem ser avaliadas de forma metafórica.

Quando tratamos de “Simbologia Bíblica”, “Linguagem Simbólica” ou “ Comunicação Bíblica por Sinais” precisamos levar em conta uma noção clara dos símbolos, tipos, antítipos, sombras e variações. Assim sendo, concordando com o professor e doutor Joel Leitão de Melo, um tipo pode envolver vários símbolos e linguagens e, além do mais, é muito difícil compreender ou interpretar uma profecia bíblica sem entender a significação e linguagem simbólica.

Nós temos um exemplo bem claro disso no próprio Tabernáculo (Ex 25.8-9), onde cada peça, cada parte, cada utensílio tem sua representação, tem seu significado. A arca (Ex 25.10-16, 37; Hb 9.4), O altar do incenso (Ex 30.1-9; 34-38), o Castiçal (Ex 25.31-40; 37.17-24); A Mesa (Ex 25.23-30); A Pia (Ex 30.18-21); O Altar de Cobre (Ex 38.1-7) possuem uma “Linguagem Tipológica” para que se possa entender o seu significado. Mas além de elementos e instrumentos tipológicos temos também pessoas, eventos e histórias e possuem verdades intrínsecas na esfera da Tipologia Bíblica.

Um dos recursos bastante usados na Bíblia para Deus revelar suas verdades através de sua “ Comunicação Divina” também é o das famosas Figuras de Linguagens tais como Figuras de Construção ou Sintaxe, Figuras de Pensamentos e também Figuras de Palavras. A Bíblia é muito rica nisso.

É exatamente neste ponto onde está a beleza do dinamismo linguístico bíblico e também secular. Queridos, a linguagem, verbal ou textual, não deixa de ser uma atividade intelectual e exclusiva dos seres humanos. A prova salutar disso é que ao pronunciarmos uma frase ou uma palavra estamos, no mínimo, de acordo com o gramático José de Nícola e também baseado no que defende o Dr. Ulisses Infante, expressando um determinado “Estado mental” em uma decodificação adotada por um determinado grupo ou sociedade que comunga um mesmo território e/ou Etnia.

Não é novidade que para a linguagem cumprir sua “função social” neste dinamizado processo de comunicação é preciso que as frases verbais ou escritas tenham um determinado “Significado” comum ao meio que se é utilizada. Concordam?

Pois bem. A linguagem que age como decodificadora dos famosos “signos” ou “sinais, para ser linguagem DEVE SER COMPREENDIDA POR UMA COMUNIDADE OU SOCIEDADE EM COMUM.

Ora, como a mente humana tem uma imaginação criadora e por ser a linguagem dotada por uma “liberdade de expressão”, UMA MESMA FRASE PODE TER SEU SIGNIFICADO AMPLIADO, LEVANDO A SEUS OPERANTES A CONSTANTES E NOVOS CONCEITOS POR MEIO DE “ASSOCIAÇÕES”.

Observemos agora a frase:


“A RODA GIGANTE DA TUA VIDA VAI GIRAR E QUEM TE VIU POR BAIXO VAI TE VER POR CIMA, 
QUEM TE VIU CHORANDO VAI TE VER SORRINDO...”


O que é que vemos aqui a não ser uma forma de expressão comum a qualquer bom entendedor textual e gramatical, que é bem compreendida por seu uso na Sociedade hodierna Evangélica, representando, dentro da sua extensão conceitual, o conjunto de objetos do qual esse conceito, segundo o dicionarista e vocabularista de linguística moderna, Professor e Dr. Francisco da Silva Borba, “É o ATRIBUTO, EM CONTRASTE COM A SUA ‘CONOTAÇÃO’ ”, que gramaticalmente é a compreensão do que se quer dizer.

OU SEJA, PURA QUESTÃO DE SENTIDO DENOTATIVO EXPRESSADO NA FRASE OU SIMPLESMENTE: PURA QUESTÃO DE SEMÂNTICA. APENAS ISSO!

Não vejo nada de errado ou anormal na frase acima. O que vejo é uma figura de linguagem, em seu sentido denotativo expressando a IDEIA METONIMIZADA, destacando, na linguagem comum a todos, uma “SIMILIDADE” e ao mesmo tempo uma “CONTIGUIDADE” OU SEJA, UM INSTRUMENTO ATIVO E GIRATÓRIO (RODA GIGANTE) SENDO MOVIMENTADO PARA REPRESENTAR O SEU AGENTE, SUJEITO ATIVO (DEUS).

 

Qualquer de bom siso entenderá que AO PRONUNCIAR ESSA FRASE, na linguagem simples e coloquial, a pessoa na realidade quer dizer:


- DEUS VAI MUDAR A TUA HISTÓRIA

Como visualmente mudou a história de Jacó (Gn 25.26; Gn 32.27,28) e a história de Abraão e de Sara (Gn 11.30; 17.5,15;19;18.11,12,14;)


- DEUS VAI TE DAR VITÓRIA

Como deu notoriamente a José diante dos olhos de todos os seus irmãos (Gn 44.14; Gn 45.1-14)

- DEUS VAI TE HONRAR DIANTE DOS TEUS INIMIGOS

Como fez com vários homens na Bíblia entre eles o profeta Daniel (Dn 6.4,6,22,26-28); Da mesma forma com Ana perante Penina (1 Sm 1.6, 13, 20; 2.1- 11)


- DEUS VAI TE TIRAR DO DESERTO E TE COLOCAR EM MANANCIAIS

Como fez diante de várias testemunhas na vida de Mefibosethe. De Lo DeBar para o Palácio Real (2 Sm 4.4; 9.5-9)


Então, queridos leitores, espero ter ajudado e respondido as diversas pessoas que me questionaram. Finalizando quero dizer que ninguém é obrigado a concordar conosco e repito: Este é apenas nosso ponto de vista. Respeitando, é claro, a todos os demais pontos de vistas. Não poderíamos pecar por omissão e deixar no campo das dúvidas um assunto tão simples e óbvio a ser respondido.

Tudo que falamos procuramos fundamentar na Bíblia. Para que não venhamos a cair no mar do "achismo" ou das concepções visionárias. Sempre atentos e vigilantes. Queridos, as vezes precisamos atentar de forma mais séria para as Escrituras para que não venhamos a engolir “Elefantes” e nos engasgarmos com diminutas “formigas”.

Deus vos abençoe em Cristo Jesus e nos esforcemos para vivermos o dia de hoje como se Cristo voltasse agora. A paz do Senhor a todos e Oreis por nós.