domingo, 26 de abril de 2020


Efésios 6

6.1-4 - Esse trecho tem o belo equilíbrio que esperamos encontrar na Palavra de Deus: os filhos devem obedecer aos pais, e os pais devem tratar os filhos de tal modo que estes se submetam aqueles. Os filhos devem obedecer aos pais por amor a Cristo, mesmo que os pais não sejam cristãos. Honrar pai e mãe e o único dos Dez Mandamentos que e seguido por uma promessa (Dt. 5.16) e respalda essa ideia. Sem dúvida, os filhos cristãos não devem fazer nada imoral, ainda que os pais ordenem que façam. Nesse caso, os filhos devem obedecer a Deus, e não aos homens (At. 5.29). Os pais, por sua vez, não devem ser excessivamente severos com os filhos nem ridicularizá-los: não provoqueis.

6.5 - Grande parte da população do império romano era de servos ou escravos. Essas pessoas eram consideradas meros bens e podiam sofrer abusos e até ser mortas por seus senhores sem nenhuma investigação do Estado. Em contrapartida, a despeito das funções distintas, na Igreja, os senhores ricos e seus escravos partiam o pão juntos e comiam-no a mesa do Senhor, como pessoas com o mesmo valor. Sem duvida, alguns escravos eram lideres espirituais com dons e ministravam a Palavra a pessoas que estavam muito acima deles na escala social.

6.6 - Não servindo a vista. Servos e senhores devem servir fielmente a Cristo, mesmo quando ninguém esta observando. Afinal, Deus vê tudo o que fazemos [e lhe prestaremos contas].

6.7 - Como a qualidade de nosso trabalho seria melhor se o fizéssemos em dedicação ao Senhor!

6.8 - A expressão recebera todo o bem que fizer se refere as recompensas futuras (Cl. 3.23-25) que serão dadas por Deus aqueles que aqui nesta terra tiverem vivido de acordo com a Sua Palavra e, por meio de suas ações e palavras, tiverem dado testemunho de Seu evangelho.

6.9 - Os senhores cristãos não devem fazer ameaças aos seus servos, mas devem lembrar-se de que eles também são servos de um Senhor no céu muito superior, que e totalmente justo. O Senhor que esta no céu e muito superior e totalmente justo.

6.10-20 - Esta passagem e uma das mais conhecidas e mais gratificantes de todo o Novo Testamento. Paulo provavelmente teve muito tempo para observar as partes da armadura de um soldado romano; afinal, por um longo período ele foi vigiado por um guarda durante sua prisão domiciliar em Roma.

6.10 - Fortalecei-vos também poderia ser traduzido por sede feitos fortes. A voz passiva do verbo no original grego sugere que nos mesmos não podemos fazer isso; só podemos ser fortalecidos pela graça do Senhor em nos, por meio de nossa fé que coopera com Ele.

6.11 - Toda a armadura de Deus e a proteção do cristão contra o mal e o maligno. Paulo usou a armadura usada pelo soldado romano em combate como uma alegoria da proteção espiritual que o cristão desfruta, tendo a salvação, a justiça, o evangelho e a Palavra, a fé, a paz como poderosas armas a sua disposição para combater o bom combate e vencer. Ciladas do diabo são truques sutis de Satanás para enganar e enredar os cristãos na guerra espiritual (2Co. 11.3).

6.12 - Nossa verdadeira batalha não e contra seres humanos, mas contra os seres espirituais, demoníacos, que estão operando no mundo espiritual e por intermédio de pessoas que não se submetem a Cristo, embora elas talvez nem tenham consciência disto.

6.13 - Para alguns, o dia mau e uma referência ao final dos tempos, quando o maligno iniciara uma campanha violenta contra Cristo e Seu exército. Uma visão mais comum e que qualquer luta espiritual na vida de um cristão pode estar em questão aqui.

6.14 - Os versículos 14-17 apresentam as seis “pecas” da armadura espiritual. Quatro são mencionadas de modo especifico, mas o cinturão e as sandálias estão implícitos. Tendo cingidos os vossos lombos com a verdade. Os soldados cingiam-se com um cinto, do qual pendiam tiras de couro para proteger a parte inferior do corpo. A verdade e considerada fundamental por Paulo (Ef 4.15,25), porque um cristão desonesto não pode esperar resistir ao pai da mentira, o diabo. A verdade em questão aqui também e a integridade, demonstrada por meio da autenticidade e honestidade.

E vestida a couraça da justiça. Nos tempos romanos, a couraça, feita de couro duro ou metal, envolvia o corpo todo do soldado, para que todo o tórax dele [onde estão concentrados os órgãos vitais] fosse protegido. A justiça que a couraça representa e tanto a justiça de Cristo, imputada a todos os cristãos, como as boas obras dos cristãos.

6.15 - Calcados os pês na preparação do evangelho da paz. Os pês de um soldado romano eram calcados com sandálias duras, de couro, que tinham tachas. Paulo usou essa imagem para representar a preparação do evangelho da paz Isso pode significar que o evangelho e o firme fundamento no qual os cristãos devem apoiar-se, ou que o soldado cristão deve estar preparado para seguir o evangelho e levá-lo por onde andar, para propagá-lo.

6.16 - Tomando sobretudo o escudo da fé. Sobretudo pode significar que o escudo deve ser usado contra tudo, mas também que ele deve proteger toda a armadura. Normalmente, o escudo de um soldado romano media cerca de 80 cm por 120 cm. O escudo do cristão oferece proteção contra todos os dardos inflamados do maligno. As flechas com fogo não podiam atravessar o escudo do soldado da Roma antiga, nem os ataques de Satanás podem penetrar o coração e a mente do cristão que deposita sua fé em Deus.

6.17 - O capacete da salvação. O capacete romano de modelo complexo protegia a cabeça do soldado e também o fazia parecer mais alto e imponente. A espada do Espírito e arma de defesa e de ataque para o cristão. E a Palavra especifica que precisamos desembainhar numa determinada situação para combater um golpe desferido contra nós e desarmar nosso oponente, fazendo-a penetrar nele. Para ter a Palavra precisa a mão, o cristão deve conhecer intimamente toda a Bíblia e saber manejá-la, usá-la bem.

6.18-20 - Paulo, um homem de oração (Ef. 1.15-23; 3.14-21), termina esta grande seção de sua carta para os cristãos de Éfeso com uma exortação para que se dediquem a oração.

6.18 - Sem a oração, toda a armadura seria inútil para os filhos de Deus. As orações gerais e as petições específicas no Espirito devem ser feitas por todos os cristãos e em todas as ocasiões, o que significa que eles devem manter-se orando em todo tempo. Eles devem lembrar-se ainda de que, além das orações, perseverança e paciência são essenciais.

6.19 - O apóstolo Paulo não se envergonhou de pedir aos outros cristãos que orassem para que ele tivesse a coragem e oportunidade de anunciar o evangelho. Mesmo estando na prisão, ele queria continuar a ser uma testemunha fiel do Senhor.

6.20 - Paulo era um embaixador em cadeias do evangelho de Cristo em Roma. Sua oração era para que ele pudesse falar livremente, como convém falar um embaixador do Rei dos reis.

6.21-24 - Os últimos versículos de Efésios revelam o apreço de Paulo pelo ministério de outros, especialmente o ministério de Tiquico (Cl 4-7). O fato de esta carta não terminar com saudações pessoais, como outras epístolas de Paulo (Rm 16), pode indicar que essa era uma carta circular, destinada a varias igrejas em torno de Éfeso. Sinceridade também poderia ser traduzida por sem corrupção.

quinta-feira, 23 de abril de 2020


Estudo de Hebreus 4:12

Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração.
Hebreus 4:12

Para a palavra de Deus – O design deste e do versículo a seguir é óbvio. É para mostrar que não podemos escapar da observação de Deus; que toda a falta de sinceridade, descrença e hipocrisia serão detectadas por ele; e que, como nossos corações estão perfeitamente abertos diante dele, devemos ser sinceros e não devemos tentar enganá-lo. A sensação é de que a verdade de Deus é toda penetrante e perspicaz, e que os verdadeiros pensamentos e intenções do coração serão trazidos à luz, e que, se houver insinceridade e auto-engano, não haverá esperança de fuga. Houve uma grande variedade de opiniões aqui sobre o significado da frase “a Palavra de Deus”. Alguns supuseram que isso significa o Senhor Jesus; outros, a totalidade da revelação divina; outros o evangelho; outros, a ameaça específica mencionada aqui. A “Palavra de Deus” é “o que Deus fala” – seja uma promessa ou uma ameaça; seja lei ou evangelho; seja uma declaração simples ou uma declaração de uma doutrina. A idéia aqui é que o que “Deus havia dito” é adequado para detectar hipocrisia e abrir a verdadeira natureza dos sentimentos da alma, para que não haja escapatória para os culpados. Sua “verdade” é adaptada para trazer à tona os sentimentos reais e mostrar ao homem exatamente o que ele é. A verdade sempre tem esse poder – seja pregado, lido ou comunicado por meio de conversação, ou impresso na memória e consciência pelo Espírito Santo. Não há como escapar da aplicação penetrante e perspicaz da Palavra de Deus. Essa verdade tem poder para mostrar o que é o homem, e é como uma espada penetrante que abre todo o homem; compare com Isaías 49: 2 . A frase “a Palavra de Deus” aqui pode ser aplicada, portanto, à “verdade” de Deus, por mais conhecida que seja a mente. De alguma maneira, revelará os sentimentos reais e mostrará o que é o homem.
É rápido – o grego ??? zon- “vivendo”. Não está morto, inerte e impotente. Tem um poder “vivo” e é enérgico e ativo. É “adaptado” para produzir esse efeito.
E poderoso – Poderoso. Seu poder é visto no despertar da consciência; alarmar os medos; revelando os sentimentos secretos do coração, e fazendo o pecador tremer com a apreensão do julgamento vindouro. Todas as grandes mudanças no mundo moral para melhor foram causadas pelo poder da verdade. Eles são tais como a verdade em sua própria natureza é adequada para o efeito, e se podemos julgar seu poder pela grandeza das revoluções produzidas, nenhuma palavra pode superestimar o poder da verdade que Deus revelou.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Amós 8
8.1-3 — Frutos do verão. As frutas que amadureciam no final da colheita, no final do verão, eram uvas, romãs e figos. Chegou o fim. Amós não podia entender o sentido dessa visão até Deus ter se pronunciado. A perversidade de Israel estava prestes a resultar em uma colheita-juízo. A maioria das boas colheitas constitui-se em tempos de alegria. Mas, nessa colheita, os cânticos do templo - os cânticos de ação de graças - virariam choro, pois a ceifa seria a da morte. 

8.4 — O termo destruís implica deixar sem meio de sobrevivência. 

8.5 — A festa da lua nova, comemorada no primeiro dia do mês do calendário hebraico, era um dia de sacrifícios especiais, um festivo sábado (Nm 28.11-15; 1 Sm 20.5). Em vez de cumprir a lua nova e o shabbat semanal com adoração, agradecimentos e descanso, as pessoas estavam impacientes para continuar a fraudar e oprimir os pobres. Em tempos bíblicos, o e f a era a medida mais comum de volume seco. Diminuir o efa, portanto, era enganar o freguês, roubando no peso. O siclo era uma unidade monetária. Aumentar o siclo, portanto, era roubar no preço (peso da prata), em relação à mercadoria entregue. 

8.6 — O sistema de servidão temporária, usado em Israel, para membros da comunidade da aliança deveria ser humanizado e ter um tempo delimitado (Êx 21.2,3; Lv 25.39-55). Os ricos e poderosos da época de Amós estavam fazendo dos pobres de Israel escravos, depois de os despojarem de suas terras. As cascas do trigo. As cascas e o refugo de eira, talvez até com fungos ou umidade, eram misturados ao trigo de qualidade para engrossá-lo e, assim, aumentar os lucros.

8.7 — A fórmula do juramento hebreu ressalta a sua seriedade: Deus não se esquecerá. A expressão as suas obras se refere às injustiças econômicas que Amós atacou nos versículos 4-6, bem como outros pecados, inclusive a infidelidade a Deus. 

8.8 — As expressões o grande rio e o rio do Egito referem-se ao rio Nilo. E será arrojada, e se submergirá. O Nilo sobe e desce vários metros em sua enchente anual. Amós pode ter tido a intenção de retratar um forte terremoto, em que as subidas e descidas da terra seriam tão trágicas quanto as vazantes e cheias do Nilo. Embora as enchentes do Nilo costumassem ser bem suaves no Egito, um terremoto que se parecesse com uma delas seria de fato violento. 

8.9,10 — O juízo de Deus reverteria tudo radicalmente - a luz à escuridão e a alegria ao luto. Naquele dia deve estar referindo-se ao dia do Senhor (5.18). Saco, um tecido áspero de pêlo de cabra ou camelo, era uma roupa desconfortável de se usar. Era, portanto, usado sobre a pele como sinal de luto ou de grande aflição. Raspar a cabeça para criar uma calva temporária era outro sinal de luto. 

8.11 — Em Amós 4.6, o profeta lembra ao povo de Israel que Deus enviara a fome à nação, e ainda assim o povo não havia se voltado para Ele. Agora, a fome seria não de comida, mas de ouvir as palavras do Senhor .

8.12,13 — De um mar até outro mar significa do mar Morto ao Mediterrâneo. Por toda parte. Quem procurasse a palavra de Deus em Israel teria de percorrer todo o entorno do território israelita, mas sem resultados. As virgens formosas e os mancebos referem-se àqueles que são os mais vigorosos e capacitados a sobreviver.

8.14 — Dá, no extremo norte, e Berseba, no extremo sul, eram as fronteiras dos domínios significativos de Israel. No tempo de Amós, Berseba ficava no reino de Judá. Israel podia até fazer juramentos em nome do Senhor, alegar que o adorava fielmente, do extremo norte ao extremo sul de sua terra, mas isso não aliviaria a fome da palavra de Deus.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Os quatro cavaleiros do Apocalipse

APOCALIPSE 6: 1–8

CAVALO BRANCO

“E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer. E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem e vê!” – Versos 2 e 3.
O que estava sobre ele tinha um arco e uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer. Este  é o Senhor Jesus, o único que venceu todas as batalhas desde a eternidade. O arco representa a revelação, arma que dá a vitória à distância, sem a necessidade de um confronto corpo a corpo. Jesus veio na revelação do Pai para reinar sobre todas as coisas e todo o poder Lhe foi dado nos céus e na terra. Ele é o Rei da Glória.
Os demais cavalos que são soltos, vêm para pelejar contra o cavalo branco, com o propósito de derrotar sua obra, e cada cavalo solto prepara o cenário para o surgimento do próximo.

CAVALO VERMELHO

“E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada”. – Verso 4.
O que estava sobre ele tinha o poder de tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada.
Representa o Movimento Bolchevista que culminou com a Revolução Russa em 1917. Este movimento trouxe para grande parte do mundo a falta de paz e a morte. A Guerra Fria e os mortos em número estimado em 50 milhões na Rússia são exemplos disso. Dentre os líderes que surgiram após a Revolução Russa, Stalin se destacou pela crueldade.

CAVALO PRETO

”E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi o terceiro animal, dizendo: Vem e vê! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro; e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.  E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê!” – Versos 5 a 7.
O seu cavaleiro tinha uma balança na mão e trazia fome sobre toda a terra.
Representa o surgimento do Nazismo alemão de Adolf Hitler, que trouxe a fome a inflação e a miséria. A partir do final da  2ª Guerra Mundial, o mundo entrou num processo de desenvolvimento científico e tecnológico, visando o melhoramento do padrão de vida das pessoas, mas este desenvolvimento deixou muitas nações do planeta numa difícil situação, pois elas não conseguiram acompanhar este desenvolvimento, trazendo como conseqüência  a fome e a miséria para suas populações. Podemos perceber isso principalmente na África e em outros países subdesenvolvidos.

CAVALO AMARELO

“E olhei, e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra”. – Verso 8.
O seu cavaleiro se chama Morte, e foi-lhe dada autoridade sobre ¼ da terra para matar à espada, pela fome, pela mortandade e por meio das feras da terra.
Aponta para o Movimento Econômico e Comercial liderado pelos Tigres Asiáticos, os povos de raça amarela (Japão, China, Coréia, Malásia, Singapura, Taiwan e Hong Kong). Estes povos têm se levantado nesta última hora, como um grande poderio econômico e comercial de penetração em vários países do mundo, inclusive potências econômicas. Sua tecnologia avançada, principalmente na área da eletrônica, e sua mão de obra baratíssima, não tem competidores.
A China adotou o sistema do Cavalo Vermelho para se defender do Cavalo Preto.
Muitos destes povos viveram anos e anos de conflitos e guerras entre si e com outras nações, de modo que as “feras” citadas na Palavra, são os vírus mortais que surgiram destes conflitos.
O Cavalo Amarelo está desencadeando um processo de morte, fome e peste sobre o mundo. A competitividade gerada por ele e a conseqüente diferença de classes entre os povos, estão deixando um rastro de morte por causa da crescente violência, em virtude de fatores como o desemprego e falta de educação, de fome porque a produção agrícola diminui a cada ano, apesar do crescimento demográfico mundial  e de peste, pois o próprio sistema implantado favorece o surgimento de doenças novas e mais difíceis de combater.

terça-feira, 17 de março de 2020

O aumento das guerras e do terrorismo

A história da humanidade sempre foi marcada por guerras sangrentas. Desde a antiguidade, passando pela idade média, e chegando a nossa idade contemporânea, muitos perderam a vida guerreando ou sendo apenas vítimas de guerra. Nunca o ser humano guerreou tanto como nos séculos XX e XXI. Somente no século XX, cerca de 191 milhões de pessoas morreram em combates ao redor do mundo. Apenas para ilustrar a evidência desse sinal, citarei algumas das guerras ocorridas nos últimos 100 anos:
  • Guerra russo-japonesa (1904-1905)
  • Terceira Guerra centro-americana (1906)
  • Quarta Guerra centro-americana (1907)
  • Guerra Itália-Turquia (1911-1912)
  • Guerra da independência do Tibete (1911-1912)
  • Guerra do Paraguai (1911-1912)
  • Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
  • Guerra Turquia-França (1919-1921)
  • Guerra Turquia-Grécia (1919-1922)
  • Guerra Japão-China (1931-1933)
  • Guerra do Chaco (1932-1935)
  • Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
  • Guerra do Sinai entre Israel-Egito (1956)
  • Guerra Hungria-União Soviética (1956)
  • Guerra Índia-China (1962)
  • Guerra da Cashemira entre Índia e Paquistão (1965)
  • Guerra Israel-Egito (1969-1970)
  • Guerra do Vietnã (1965-1975)
  • Guerra Honduras-El Salvador (1969)
  • Guerra das Malvinas (1982)
  • Guerra do Golfo (1990-1991)
  • Bósnia e Herzegovina (1992-1995)
  • Guerra Eritréia-Etiópia (1998-2000)
  • Guerra do Iraque (2003)
A lista realmente é grande e nos impressiona. Jesus nos disse que esse sinal aconteceria antes de seu retorno, mas ainda não seria o evento definitivo para sua segunda vinda.
  • Mateus 24:7-8
    "Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores [de parto e de uma angústia intolerável]."
  • Lucas 21:11
    "E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências (pragas: doenças epidêmicas malignas e contagiosas que são mortíferas e devastadoras); haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu."
O termo  "nação contra nação, reino contra reino" usado aqui pelo Senhor Jesus, foi o mesmo termo usado em 2 Crônicas 15:1-7 e Isaías 19:1-2.
A história da humanidade sempre foi marcada pelas guerras. Porém , o século XX foi, sem sombra de dúvida, o século onde mais houve as maiores guerras ao redor do mundo. Guerras não só em quantidade, mas também em nível de devastação. Pelos noticiários, nós ficamos sabendo apenas das guerras que são notícias em âmbito mundial. Os conflitos menores acabam nem sendo noticiados. O terrorismo é uma modalidade de guerra que voltou com toda força no século XXI.

Fome e epidemias logo antes da volta de Jesus

“Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” - Mateus 24:7-8
“E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.” - Lucas 21:11
Ao analisarmos Mateus 24:7-8 e Lucas 21:11 mais cuidadosamente, o Senhor Jesus diz que as guerras serão seguidas de fomes, de pestes, de terremotos em vários lugares. O versículo nos diz que não necessariamente as epidemias, as fomes e os terremotos acontecem por causa da guerra. Mas são vários eventos que acontecem sucessivamente e simultaneamente.
A Primeira e a Segunda Guerra Mundial foram seguidas pela fome enfrentada pela população, principalmente nos períodos de pós-guerra. O término da Primeira Guerra Mundial foi marcado pela grande epidemia de influenza (gripe espanhola) dizimando a população européia, em 1918 – estima-se que 50 a 100 milhões de pessoas morreram.
Surge a AIDS, em meados dos anos 70, cuja vacina tem sido um desafio aos cientistas até os dias de hoje. Após as guerras mais recentes, mais epidemias têm surgido no cenário mundial. É o caso do Ebola, oriundo do Zaire, na África, que surgiu nos anos 90, matando boa parte da população daquela região.
Ao mesmo tempo em que a tecnologia aumentou no século XXI, os vírus também têm evoluído tornado-se cada vez mais fortes e perigosos. Em 2002 e 2003 aparece a SARS, ou a pneumonia atípica asiática, assustando a todo o globo terrestre e matando vários chineses em Hong Kong. Todas as autoridades ao redor do mundo todo entraram em alerta total nos aeroportos e portos marítimos, na tentativa de combater a epidemia.
Em 2004, a gripe do frango assusta a Ásia, levando produções avícolas inteiras a serem sacrificadas, o que corresponde a milhões de frangos no mundo todo. Essa gripe é altamente transmissível ao ser humano e se propaga muito rapidamente. Pode levar o ser humano à morte. O vírus da gripe do frango se chama H5N1, que é uma mutação do vírus influenza, o mesmo que matou milhões no início do século XX no episódio conhecido como gripe espanhola. Hoje, estão se desenvolvendo vacinas por todo o planeta (inclusive no Brasil) para o combate a essa mutação do vírus influenza.
Curiosamente, a medicina não sabe qual é a origem dos vírus. Suas origens são incertas. Sabe-se que um vírus possui alguns genes semelhantes aos das bactérias. Os vírus e bactérias são formas de vida unicelulares, mas são formas de vida. Deus é o autor da vida. Ou seja, somente Deus pode criar, ao passo que Satanás é um anjo caído, não pode criar nada, mas pode transformar a matéria.
Satanás, ao longo da história da humanidade, fez experiências genéticas, como é o caso dos gigantes. Daniel Mastral e Isabela Mastral, em seu livro Rastros do Oculto, demonstram claramente que os gigantes são resultados de experiências genéticas de Satanás provenientes de relações sexuais entre demônios (anjos caídos) e mulheres humanas.
“Aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.” - Gênesis 6:1-4
Filhos de Deus é uma expressão hebraica cujo significado é anjo. A prova está em Jó 1:6 e Jó 2:1:
“E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.” - Jó 1:6
“E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles, apresentar-se perante o Senhor.” - Jó 2:1
Os anjos que são citados em Gênesis 6:1-4 são anjos caídos, ou demônios, que foram lançados à terra por causa da rebelião de Satanás contra Deus. São aquele um terço de anjos, lembram? Pois bem, esse fato despertou a ira de Deus contra o homem, a ponto de reduzir sua idade para 120 anos. No caso dos demônios (os filhos de Deus) já foram condenados por Deus a essa altura. Estes gigantes eram aberrações! Tinham seis dedos nas mãos e nos pés.
Com isso, vemos a capacidade do inimigo de transformar a matéria. No caso dos vírus, a mesma coisa aconteceu. Quando Adão e Eva estavam no paraíso, eles eram imortais, ou seja, nenhum vírus ou bactéria teria poder de matá-los. Os vírus e bactérias eram seres unicelulares criados por Deus para equilibrar o ecossistema – e somente isso! Acontece que, pelo pecado de Adão e Eva, o homem passou a morrer. Satanás adquire legalidade e passeia por toda a terra. Neste momento Satanás passa então a distorcer e modificar os vírus e bactérias, transformando-os em armas para se matar o ser humano.

Terremotos

O número de terremotos tem aumentado assustadoramente nos últimos 20 anos. Entre 2000 e 2010, aconteceram mais de 200.000 terremotos em toda a faixa da escala Richter, de acordo com o United States Geological Survey, dos EUA.  Gostaríamos de ressaltar o que Jesus disse em Mateus 24:7-8:
“Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores." - Mateus 24:7-8
Em Apocalipse, nos capítulos 6, 11 e 16, estão previstos os piores terremotos da história. Serão terremotos de nível mundial. Todos eles ocorrerão durante o período de Tribulação.
“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;” - Apocalipse 6:12
E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.” - Apocalipse 11:13
“E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto.” - Apocalipse 16:18
O planeta Terra é composto de placas como se fossem gomos de uma bola de futebol, representando os continentes. Grossamente comparando, cada placa se chama placa tectônica. As falhas geológicas são os locais onde as placas se encontram. Fazendo-se uma comparação, seriam como as emendas entre os gomos da bola de futebol.
As placas tectônicas estão sempre em constante movimento. Ao se movimentarem, chocam-se entre si e produzem o impacto chamado de terremoto, ou abalo sísmico. O ponto onde elas se chocam é chamado de epicentro. Porém o impacto é propagado, a partir do epicentro, de maneira circular (o mesmo efeito de se atirar uma pedra a um lago e ver as ondas do impacto da pedra na água se propagarem para mais longe em formato circular). Por onde as ondas passam, ocorrem abalos sísmicos.
Quando o terremoto acontece am alto mar, as vibrações das placas tectônicas formam os chamados tsunamis (palavra japonesa que significa onda gigante), que podem invadir a costa, provocando devastações imensas. Os tsunamis, que são conseqüências dos terremotos, também são um sinal que precede a segunda vinda de Jesus Cristo. Esse fenômeno é explicitamente citado por Jesus em Lucas 21:25-28:
“E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações, em perplexidade [sem recursos, confusas, deixadas em dúvida, sem saber o que fazer] pelo bramido do mar e das ondas. Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto [todos] os poderes do céu serão abalados. E então verão vir o Filho do Homem em uma nuvem, com poder e [Sua] grande glória [majestosa]. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.” - Lucas 21:25-28
A atual preocupação dos geólogos é que as placas tectônicas têm se movimentado de tal maneira que, em algum momento no futuro, todas resultarão em choques simultâneos, produzindo terremotos mais devastadores e de nível mundial.

segunda-feira, 2 de março de 2020

 'Maldito o Homem Que Confia no Homem?' Será?


Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!  Jeremias 17.5

Introdução: Muitas pessoas leem só a parte “a” do texto biblico, e distorce o que o profeta Jeremias diz, dando sua própria interpretação; já ouvi várias pessoas usarem essa primeira parte do versículo para pautar a traição, a falsidade de alguém para com elas. Enchem a boca para dizer “Não devemos confiar nas pessoas”. Interpretação equivocada. Basta continuar leitura que o sentido da mesma nos direciona para pessoas que confiam no homem ao ponto de colocar a sua esperança e fé nele, e ao ponto de rejeitar a Deus, colocando o homem no lugar Dele. É a esse tipo de confiança que a Bíblia se refere nesse contexto.

Depois do “faça que eu te ajudarei” e “a voz do povo é a voz de Deus”, uma das frases mais faladas no meio cristão (infelizmente) é... “Maldito o homem que confia no outro homem”. Diferente das duas primeiras que não passam de um ditado popular, a frase “maldito o homem que confia no outro homem” é bíblica e encontra-se em Jeremias 17:5a.
Se a frase é bíblica então qual seria o problema que circunda esta famosa frase?

Certamente o problema não é a frase em si, pois, ela não se trata de um jargão e nem um ditado popular, é um versículo bíblico da palavra de Deus, viva e real. O que acontece é que este versículo dever ser contextualizado em seu contexto, visto como um todo e não em partes, “Texto Sem Contexto é Pretexto Para Mentiras” Tal interpretação errônea é perigosa, pois descontextualiza e muda o sentido real da palavra.

É compreensivel que os seres humanos tenham uma tendência natural de colocar suas esperanças em outros seres humano, essa confiança é normal (quando confiamos na honestidade das pessoas, na discrição de um amigo, no conselho de um familiar, na esposa…) é totalmente saudável. Porém Deus reprova-nos quando trocamos a nossa confiança e fé Nele, pela confiança em nós mesmos e em outros homens. É o pecado do orgulho, da altivez, da auto-suficiência, da descrença em Deus. “e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR”! A segunda parte nos dá a interpretação verdadeira.

No mesmo capítulo de Jeremias 17 está escrito “Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR.” Esse é o tipo de atitude que o Senhor deseja dos seus filhos CONFIANÇA plena Nele, certo de que Deus tem o melhor para nós. Sua vontade é perfeita, boa e agradável. Se voltarmos nossos olhos para Jesus perceberemos que Ele amou as pessoas, especialmente seus discípulos. O Sr. tinha um grande relacionamento com eles, viajava e comia com eles, bem como os ensinava. Mas Ele não colocava sua confiança neles, porque conhecia a natureza humana. Isso não significa que Ele não confiava em seu relacionamento com eles; mas simplesmente Ele não se abria a eles da mesma forma que Ele confiava e se abria a seu Pai celestial. É assim que nós devemos ser. Muitas vezes as pessoas formam relacionamentos íntimos e dependem demais dos outros, em vez de buscar a Deus. Mas nós não precisa fazer isso. Mesmo que tenhamos os melhores relacionamentos, as pessoas nos desapontarão porque as pessoas não são perfeitas. É certo amar e respeitar os outros, mas lembre-se sempre de que o único que nunca falhará conosco é Deus.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020


Pastor Josias Pacheco Meirelles no monte das Oliveiras em campo grande rj. 
Mensagem Josué 3
3.1 - A localização de Sitim é incerta hoje, mas este foi o lugar onde Israel acampou por algum tempo depois de chegar às planícies de Moabe, na extremidade norte do mar Morto (Nm 22.1; 25.1). Era lá que Israel estava quando Balaão chegou com a intenção de amaldiçoar o povo (Nm 22—24) e aonde muitos israelitas foram com a intenção de procurar prostitutas dentre as mulheres moabitas (Nm 25.1-3). No dia seguinte ao que os espias retornaram de Jericó, Josué liderou o povo deste lugar até o Jordão.

3.2 - Ao fim de três dias, ou seja, após o retomo dos espias de Jericó, os oficiais passaram pelo meio do acampamento com as instruções da travessia, as quais (v. 3) eram diferentes daquelas dadas em Josué 1.11. O período de três dias mencionado anteriormente em Josué 1.11 (e em Js 2.22) iniciou quando os espias chegaram a Jericó. Após esses dois períodos de três dias, os israelitas cruzaram o Jordão no dia seguinte, isto é, no sétimo dia depois que as atividades narradas começaram (Js 3.5). Imediatamente após este intervalo de sete dias, houve a circuncisão dos homens israelitas no capítulo 5. Tal fato é seguido então por um período de sete dias de marcha ao redor de Jericó.

3.3 - O capítulo 3 enfatiza a importância da arca do concerto, mencionando-a mais de 11 vezes. Os sacerdotes eram os responsáveis por carregá-la (v. 3), de acordo com as leis dadas por Moisés (Dt 10.8; 31.9). Eles deveriam transportar a arca segurando nas barras e não podiam tocá-la (Êx 25.12,13; 37.3-5; Nm 4.4-15). A arca simbolizava a presença de Deus. Todos precisavam ter o cuidado de manter uma distância segura do objeto (Js 3.4). O capítulo faz referência à arca de inúmeras maneiras, mas usa comumente a expressão a arca do concerto. O sacerdócio era restrito aos levitas em geral, e, mais especificamente, aos descendentes de Arão (Nm 25.7-13; Dt 18.1,5). Todos os sacerdotes eram levitas, mas nem todos os levitas eram sacerdotes. Mais tarde, Zadoque, que descendia de Arão por meio de seu terceiro filho, Eleazar (1 Cr 6.1-8,50-53), destacou-se como um sacerdote proeminente. Desde essa época em diante, os descendentes de Zadoque tornaram-se os responsáveis pelo serviço e culto no templo (Ez 44.15-31).

3.4 - A palavra hebraica correspondente a contudo é enfática e pode ser traduzida como certifique-se de que. Isso destaca a ordem de manter certa distância da arca.

Dois mil côvados correspondem a aproximadamente 900 m. Para que saibais. Estas palavras mostram que os acontecimentos miraculosos são uma fonte da ênfase nos capítulos 3 e 4, e que seu valor em fazer com que as pessoas tomem conhecimento deles é importante (compare com o v. 7).

3.5 ,6 - O livro de Josué dá ênfase à ideia de santidade, por isso Josué disse ao povo: santificai-vos. O significado fundamental de santidade (hb. qadash) é separação das coisas que são impuras e comuns.

O termo maravilhas é a tradução da palavra hebraica niphlaô't, que hoje corresponde ao que chamamos de milagres. Estas poderosas ações de Deus impressionaram o povo e incitaram os israelitas a louvá-lo (SI 9.1; 96.3). No capítulo 3, Deus realiza o milagre de parar as águas do Jordão (v. 14-17).

3.7,8 - Com as palavras começarei a engrandecer-te, Deus reafirma a posição de Josué como o sucessor de Moisés (Js 1.5,9). A expressão para que saibam mostra que Deus efetuou os milagres não apenas para acarretar acontecimentos específicos, mas para revelar a si próprio ao povo.

3.9 - Aqui, Josué serve como um profeta de Deus, apesar de nunca ter sido especificamente chamado como tal, pois ele esteve perante o povo como um porta-voz do Senhor.

3.10,11 - Os eventos miraculosos que se seguem não só fazem com que os israelitas atravessem o Jordão, mas também atestam o fato de que o Deus vivo estava com eles (Js 4.24). Estas maravilhosas ações comprovam a gloriosa presença de Deus entre Seu povo; o próprio Deus trabalhando em favor dos israelitas.

O versículo 10 menciona sete grupos de pessoas. Vejamos alguns deles: o termo cananeus, algumas vezes, denota qualquer um que vivesse em Canaã, independente da identidade étnica (Gn 36.2,3; Jz 5.19). Neste caso, porém, os cananeus eram provavelmente as pessoas que viviam perto do mar (Js 5.1), que mais tarde ficariam conhecidos como os fenícios. Quanto aos ferezeus, sabemos pouco sobre eles. Ao que tudo indica, estes indivíduos habitavam as áreas florestais da Palestina central (Gn 13.7). Os amorreus eram, de certa forma, um sinônimo para cananeus em uma utilização mais ampla (Gn 15.16; Jz 1.34,35). Por vezes, o primeiro termo fez referência aos indivíduos que moravam nas cidades da área montanhosa central de Canaã (Nm 13.29; Dt 1.7), e, em outras ocasiões, aludiu aos reinos a leste do Jordão (Js 13.10,21). Neste versículo, porém, amorreus designa os habitantes da parte montanhosa central. Já os jebuseus eram os que viviam em Jerusalém (Js 15.8; 18.28).

3.12 - No texto em hebraico há a ênfase de que deveria ser apenas um indivíduo de cada tribo para compor o grupo de doze homens. Ou seja, um homem de cada tribo foi selecionado.

3.13 - Aqui, a referência à arca faz um paralelo com a expressão no versículo 11. A menção ao Senhor, o Senhor de toda a terra, utiliza tanto Seu nome como Seu título. Da mesma forma que Baal era a designação para o deus mais importante dos cananeus, o Senhor (Yahweh) é o nome pessoal de Deus. Este foi o mesmo nome que Deus revelou a Moisés na sarça flamejante (Éx 3.13-15; 6.2,3). O termo traduzido como Senhor significa Mestre e alude à condição de Deus como soberano do universo.

3.14 - Em hebraico, lê-se neste trecho a arca, o concerto.

3.15 - A afirmação parentética o Jordão transbordava é importante porque se faz compreender que um grande milagre estava envolvido nas ações. Deus não estancou meramente o rio durante um período de seca, mas, em vez disso, ele deteve as águas do Jordão quando este se encontrava na cheia.

Todos os dias da sega. Esta expressão faz referência à primeira colheita do verão. Nesta época, o rio ainda transbordava por causa do derretimento da neve e das chuvas. Os israelitas atravessaram no décimo dia do primeiro mês (Js 4.19), o que corresponde a março/abril.

3.16 - A da era uma cidade que ficava a aproximadamente 29 km ao norte de Jericó, perto de onde os rios Jordão e Jaboque convergem. O Jordão flui entre as altas falésias calcárias perto de Jericó. Algumas vezes, partes destas escarpas desmoronam dentro do rio fazendo com que as águas recuem. Deus pode ter miraculosamente providenciado que um deslizamento ocorresse no exato momento em que os israelitas precisaram atravessar o rio.

O mar das Campinas [mar da Arabá, na nvi] é o mar Morto, no qual o Jordão deságua pelo norte. As campinas eram a região do vale do Jordão, que se estende desde o mar da Galileia, ao norte, até o mar Morto, ao sul. O mar Morto é um dos lugares mais baixos da terra, ficando a cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A expressão mar Salgado é adicionada ao termo porque o mar não possui um ponto de escape. A água se exaure pela evaporação. A concentração de sal e de outros minerais é tão grande que nada consegue viver na água.

3.17 - Um sinônimo para o termo seco é encontrado em Josué 4.22, bem como em Êxodo 14.16,22,29, em que se faz referência à terra seca do fundo do mar Vermelho. Esta travessia do Jordão foi similar à transposição do mar Vermelho. O milagre aconteceu de forma tão efetiva em ambos os casos que os israelitas cruzaram as águas pisando em chão seco, e não na lama ou em lugares rasos.