segunda-feira, 2 de março de 2020

 'Maldito o Homem Que Confia no Homem?' Será?


Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!  Jeremias 17.5

Introdução: Muitas pessoas leem só a parte “a” do texto biblico, e distorce o que o profeta Jeremias diz, dando sua própria interpretação; já ouvi várias pessoas usarem essa primeira parte do versículo para pautar a traição, a falsidade de alguém para com elas. Enchem a boca para dizer “Não devemos confiar nas pessoas”. Interpretação equivocada. Basta continuar leitura que o sentido da mesma nos direciona para pessoas que confiam no homem ao ponto de colocar a sua esperança e fé nele, e ao ponto de rejeitar a Deus, colocando o homem no lugar Dele. É a esse tipo de confiança que a Bíblia se refere nesse contexto.

Depois do “faça que eu te ajudarei” e “a voz do povo é a voz de Deus”, uma das frases mais faladas no meio cristão (infelizmente) é... “Maldito o homem que confia no outro homem”. Diferente das duas primeiras que não passam de um ditado popular, a frase “maldito o homem que confia no outro homem” é bíblica e encontra-se em Jeremias 17:5a.
Se a frase é bíblica então qual seria o problema que circunda esta famosa frase?

Certamente o problema não é a frase em si, pois, ela não se trata de um jargão e nem um ditado popular, é um versículo bíblico da palavra de Deus, viva e real. O que acontece é que este versículo dever ser contextualizado em seu contexto, visto como um todo e não em partes, “Texto Sem Contexto é Pretexto Para Mentiras” Tal interpretação errônea é perigosa, pois descontextualiza e muda o sentido real da palavra.

É compreensivel que os seres humanos tenham uma tendência natural de colocar suas esperanças em outros seres humano, essa confiança é normal (quando confiamos na honestidade das pessoas, na discrição de um amigo, no conselho de um familiar, na esposa…) é totalmente saudável. Porém Deus reprova-nos quando trocamos a nossa confiança e fé Nele, pela confiança em nós mesmos e em outros homens. É o pecado do orgulho, da altivez, da auto-suficiência, da descrença em Deus. “e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR”! A segunda parte nos dá a interpretação verdadeira.

No mesmo capítulo de Jeremias 17 está escrito “Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR.” Esse é o tipo de atitude que o Senhor deseja dos seus filhos CONFIANÇA plena Nele, certo de que Deus tem o melhor para nós. Sua vontade é perfeita, boa e agradável. Se voltarmos nossos olhos para Jesus perceberemos que Ele amou as pessoas, especialmente seus discípulos. O Sr. tinha um grande relacionamento com eles, viajava e comia com eles, bem como os ensinava. Mas Ele não colocava sua confiança neles, porque conhecia a natureza humana. Isso não significa que Ele não confiava em seu relacionamento com eles; mas simplesmente Ele não se abria a eles da mesma forma que Ele confiava e se abria a seu Pai celestial. É assim que nós devemos ser. Muitas vezes as pessoas formam relacionamentos íntimos e dependem demais dos outros, em vez de buscar a Deus. Mas nós não precisa fazer isso. Mesmo que tenhamos os melhores relacionamentos, as pessoas nos desapontarão porque as pessoas não são perfeitas. É certo amar e respeitar os outros, mas lembre-se sempre de que o único que nunca falhará conosco é Deus.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020


Pastor Josias Pacheco Meirelles no monte das Oliveiras em campo grande rj. 
Mensagem Josué 3
3.1 - A localização de Sitim é incerta hoje, mas este foi o lugar onde Israel acampou por algum tempo depois de chegar às planícies de Moabe, na extremidade norte do mar Morto (Nm 22.1; 25.1). Era lá que Israel estava quando Balaão chegou com a intenção de amaldiçoar o povo (Nm 22—24) e aonde muitos israelitas foram com a intenção de procurar prostitutas dentre as mulheres moabitas (Nm 25.1-3). No dia seguinte ao que os espias retornaram de Jericó, Josué liderou o povo deste lugar até o Jordão.

3.2 - Ao fim de três dias, ou seja, após o retomo dos espias de Jericó, os oficiais passaram pelo meio do acampamento com as instruções da travessia, as quais (v. 3) eram diferentes daquelas dadas em Josué 1.11. O período de três dias mencionado anteriormente em Josué 1.11 (e em Js 2.22) iniciou quando os espias chegaram a Jericó. Após esses dois períodos de três dias, os israelitas cruzaram o Jordão no dia seguinte, isto é, no sétimo dia depois que as atividades narradas começaram (Js 3.5). Imediatamente após este intervalo de sete dias, houve a circuncisão dos homens israelitas no capítulo 5. Tal fato é seguido então por um período de sete dias de marcha ao redor de Jericó.

3.3 - O capítulo 3 enfatiza a importância da arca do concerto, mencionando-a mais de 11 vezes. Os sacerdotes eram os responsáveis por carregá-la (v. 3), de acordo com as leis dadas por Moisés (Dt 10.8; 31.9). Eles deveriam transportar a arca segurando nas barras e não podiam tocá-la (Êx 25.12,13; 37.3-5; Nm 4.4-15). A arca simbolizava a presença de Deus. Todos precisavam ter o cuidado de manter uma distância segura do objeto (Js 3.4). O capítulo faz referência à arca de inúmeras maneiras, mas usa comumente a expressão a arca do concerto. O sacerdócio era restrito aos levitas em geral, e, mais especificamente, aos descendentes de Arão (Nm 25.7-13; Dt 18.1,5). Todos os sacerdotes eram levitas, mas nem todos os levitas eram sacerdotes. Mais tarde, Zadoque, que descendia de Arão por meio de seu terceiro filho, Eleazar (1 Cr 6.1-8,50-53), destacou-se como um sacerdote proeminente. Desde essa época em diante, os descendentes de Zadoque tornaram-se os responsáveis pelo serviço e culto no templo (Ez 44.15-31).

3.4 - A palavra hebraica correspondente a contudo é enfática e pode ser traduzida como certifique-se de que. Isso destaca a ordem de manter certa distância da arca.

Dois mil côvados correspondem a aproximadamente 900 m. Para que saibais. Estas palavras mostram que os acontecimentos miraculosos são uma fonte da ênfase nos capítulos 3 e 4, e que seu valor em fazer com que as pessoas tomem conhecimento deles é importante (compare com o v. 7).

3.5 ,6 - O livro de Josué dá ênfase à ideia de santidade, por isso Josué disse ao povo: santificai-vos. O significado fundamental de santidade (hb. qadash) é separação das coisas que são impuras e comuns.

O termo maravilhas é a tradução da palavra hebraica niphlaô't, que hoje corresponde ao que chamamos de milagres. Estas poderosas ações de Deus impressionaram o povo e incitaram os israelitas a louvá-lo (SI 9.1; 96.3). No capítulo 3, Deus realiza o milagre de parar as águas do Jordão (v. 14-17).

3.7,8 - Com as palavras começarei a engrandecer-te, Deus reafirma a posição de Josué como o sucessor de Moisés (Js 1.5,9). A expressão para que saibam mostra que Deus efetuou os milagres não apenas para acarretar acontecimentos específicos, mas para revelar a si próprio ao povo.

3.9 - Aqui, Josué serve como um profeta de Deus, apesar de nunca ter sido especificamente chamado como tal, pois ele esteve perante o povo como um porta-voz do Senhor.

3.10,11 - Os eventos miraculosos que se seguem não só fazem com que os israelitas atravessem o Jordão, mas também atestam o fato de que o Deus vivo estava com eles (Js 4.24). Estas maravilhosas ações comprovam a gloriosa presença de Deus entre Seu povo; o próprio Deus trabalhando em favor dos israelitas.

O versículo 10 menciona sete grupos de pessoas. Vejamos alguns deles: o termo cananeus, algumas vezes, denota qualquer um que vivesse em Canaã, independente da identidade étnica (Gn 36.2,3; Jz 5.19). Neste caso, porém, os cananeus eram provavelmente as pessoas que viviam perto do mar (Js 5.1), que mais tarde ficariam conhecidos como os fenícios. Quanto aos ferezeus, sabemos pouco sobre eles. Ao que tudo indica, estes indivíduos habitavam as áreas florestais da Palestina central (Gn 13.7). Os amorreus eram, de certa forma, um sinônimo para cananeus em uma utilização mais ampla (Gn 15.16; Jz 1.34,35). Por vezes, o primeiro termo fez referência aos indivíduos que moravam nas cidades da área montanhosa central de Canaã (Nm 13.29; Dt 1.7), e, em outras ocasiões, aludiu aos reinos a leste do Jordão (Js 13.10,21). Neste versículo, porém, amorreus designa os habitantes da parte montanhosa central. Já os jebuseus eram os que viviam em Jerusalém (Js 15.8; 18.28).

3.12 - No texto em hebraico há a ênfase de que deveria ser apenas um indivíduo de cada tribo para compor o grupo de doze homens. Ou seja, um homem de cada tribo foi selecionado.

3.13 - Aqui, a referência à arca faz um paralelo com a expressão no versículo 11. A menção ao Senhor, o Senhor de toda a terra, utiliza tanto Seu nome como Seu título. Da mesma forma que Baal era a designação para o deus mais importante dos cananeus, o Senhor (Yahweh) é o nome pessoal de Deus. Este foi o mesmo nome que Deus revelou a Moisés na sarça flamejante (Éx 3.13-15; 6.2,3). O termo traduzido como Senhor significa Mestre e alude à condição de Deus como soberano do universo.

3.14 - Em hebraico, lê-se neste trecho a arca, o concerto.

3.15 - A afirmação parentética o Jordão transbordava é importante porque se faz compreender que um grande milagre estava envolvido nas ações. Deus não estancou meramente o rio durante um período de seca, mas, em vez disso, ele deteve as águas do Jordão quando este se encontrava na cheia.

Todos os dias da sega. Esta expressão faz referência à primeira colheita do verão. Nesta época, o rio ainda transbordava por causa do derretimento da neve e das chuvas. Os israelitas atravessaram no décimo dia do primeiro mês (Js 4.19), o que corresponde a março/abril.

3.16 - A da era uma cidade que ficava a aproximadamente 29 km ao norte de Jericó, perto de onde os rios Jordão e Jaboque convergem. O Jordão flui entre as altas falésias calcárias perto de Jericó. Algumas vezes, partes destas escarpas desmoronam dentro do rio fazendo com que as águas recuem. Deus pode ter miraculosamente providenciado que um deslizamento ocorresse no exato momento em que os israelitas precisaram atravessar o rio.

O mar das Campinas [mar da Arabá, na nvi] é o mar Morto, no qual o Jordão deságua pelo norte. As campinas eram a região do vale do Jordão, que se estende desde o mar da Galileia, ao norte, até o mar Morto, ao sul. O mar Morto é um dos lugares mais baixos da terra, ficando a cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A expressão mar Salgado é adicionada ao termo porque o mar não possui um ponto de escape. A água se exaure pela evaporação. A concentração de sal e de outros minerais é tão grande que nada consegue viver na água.

3.17 - Um sinônimo para o termo seco é encontrado em Josué 4.22, bem como em Êxodo 14.16,22,29, em que se faz referência à terra seca do fundo do mar Vermelho. Esta travessia do Jordão foi similar à transposição do mar Vermelho. O milagre aconteceu de forma tão efetiva em ambos os casos que os israelitas cruzaram as águas pisando em chão seco, e não na lama ou em lugares rasos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

9 grandes mulheres da Bíblia

A Bíblia tem vários exemplos de mulheres tementes a Deus, que fizeram a diferença no seu tempo. Essas mulheres se destacaram em um mundo dominado por homens e mostraram que Deus usa todos para cumprir seus propósitos. Estas são 9 mulheres que se destacaram mas não são as únicas...

1. Sara

Sara  Cheia de fé, respeitosa, bonita, mãe do povo de Israel
Sara, já idosa, abandonou tudo para viver em tendas pelo resto da vida. Ela ficou sempre do lado de Abraão, para o apoiar. Sara creu em Deus e, com 90 anos, seu sonho se realizou ela teve um filho! Deus encheu seu coração de alegria.
"E Sara disse: Deus me encheu de riso, e todos os que souberem disso rirão comigo."

2. Miriã

Miriã  Irmã mais velha de Moisés, profetisa, líder de louvor, inteligente
Miriã nasceu e cresceu como escrava no Egito mas ela cuidou de seu irmão bebê, Moisés, que depois tirou seu povo da escravidão. Além de líder de louvor, Miriã era profetisa e muito respeitada entre os hebreus.
"E Miriã lhes respondia, cantando: Cantem ao Senhor, pois triunfou gloriosamente. Lançou ao mar o cavalo e o seu cavaleiro." Êxodo 15:21

3. Raabe

Raabe  Corajosa, crente em Deus, salvou sua família
Raabe era uma prostituta de Jericó mas ela salvou a vida de dois espiões hebreus. Por causa disso, sua família foi salva quando os hebreus atacaram Jericó. Por sua fé, uma mulher desprezada ganhou um lugar entre o povo de Israel, se tornou antepassada de Jesus e ganhou um lugar entre os heróis da fé!
"Pela fé a prostituta Raabe, por ter acolhido os espiões, não foi morta com os que haviam sido desobedientes." Hebreus 11:31

4. Débora

Débora: juíza, profetisa, líder de guerra
Débora era uma profetisa e juíza que liderava Israel quando não havia rei. Ela convocou o exército e animou os guerreiros, que derrotaram os opressores. Debaixo da liderança de Débora, Israel teve paz durante 40 anos.
"Já tinham desistido os camponeses de Israel, já tinham desistido, até que eu, Débora, me levantei; levantou-se uma mãe em Israel." Juízes 5:7

5. Rute

Rute  Leal, dedicada, trabalhadora, fiel a Deus
Rute não era israelita mas ganhou um lugar entre o povo de Deus por sua dedicação a Deus e seu amor à sua sogra. Ela abandonou sua casa e família para servir a Deus. Trabalhadora e respeitosa, Rute conquistou o coração de Boaz e foi a bisavó do rei Davi.
"Rute, porém, respondeu: Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!" Rute 1:16

6. Ana

Ana  Mulher de oração, fiel, adoradora, mãe do profeta Samuel
Ana não podia ter filhos mas ela confiava em Deus e orou com fé por um filho. Quando Deus lhe deu um filho, ela o dedicou a Deus, em gratidão. Seu filho Samuel cresceu no templo e se tornou um grande profeta.
"Então Ana orou assim: Meu coração exulta no Senhor; no Senhor minha força é exaltada. Minha boca se exalta sobre os meus inimigos, pois me alegro em tua libertação." 1 Samuel 2:1

7. Ester

Ester  Bonita, inteligente, sensata, corajosa
Ester era uma jovem israelita que ganhou o maior concurso de beleza do seu tempo e se tornou rainha da Pérsia. Ela foi muito corajosa e arriscou sua vida para salvar seu povo de um grande massacre. Deus deu beleza, graça e inteligência a Ester para que ela pudesse proteger seu povo.
"O rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher; ela foi favorecida por ele e ganhou sua aprovação mais do que qualquer das outras virgens." Ester 2:17

8. Maria

Maria  Humilde, obediente, pensadora, mãe de Jesus
Maria era uma jovem simples que foi escolhida para uma grande missão: ser a mãe de Jesus. Ela não rejeitou essa missão mas aceitou com fé. Maria certamente ajudou a educar Jesus e, anos mais tarde, o viu ressuscitado em glória!
"Respondeu Maria: Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra." Lucas 1:38

9. Priscila

Priscila  Professora, corajosa, cooperadora, líder na igreja
Priscila é um exemplo de trabalho em equipe. Ela trabalhava junto com seu marido Áquila para espalhar a palavra de Deus. Eles eram amigos de Paulo e fundaram uma igreja em sua casa. Priscila e Áquila também ensinaram e prepararam um homem chamado Apolo para a obra de Deus.
"Saúdem Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus. Arriscaram a vida por mim. Sou grato a eles; não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios." Romanos 16:3-4

terça-feira, 7 de janeiro de 2020


As características do obreiro aprovado II Timóteo 2:15
"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" 2 Timóteo 2:15.


"Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio" (Atos 6:3).

Conforme exemplo que temos no livro de Atos, os sete diáconos que foram escolhidos para ajudar os apóstolos eram homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Assim deve ser nosso serviço a Deus. Primeiro devemos ser homens de oração cheios do Espírito e de Sabedoria. Esta é a base para o nosso serviço e não nossas habilidade.

A oração e o serviço a Deus costumam ser tópicos opostos nas denominações da atualidade, que se baseiam mais nas habilidade oratórias dos pastores, mas não deveria ser assim. A vida de oração e a unção é o que deve nos mover em prol do serviço aos nossos irmãos. Se erramos essa base já não seremos aprovados.

Provérbios 24:10 Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.

“O SENHOR sustenta a todos os que caem; e levanta a todos os abatidos” (Salmo 145:14).


 O Encargo 

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28:19-20).

Na vida cristã existe uma palavra que faz a diferença: encargo. A vida de Deus precisa fluir através de nós de tal forma que teremos um enorme encargo para realizar as obras de Deus. O trecho de Mateus 28 nos mostra como esse encargo deve ser. Devemos fazer discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar a palavra de Deus.

O encargo que Jesus nos outorgou diz respeito a levar a mensagem das boas novas ao mundo. A Igreja precisa ser um agente de evangelização constante. Não apenas para levar uma doutrina, ou para catequizar alguns, mas para fazer discípulos que reproduzam, por si mesmos, aquilo que foi pregado e ensinado. Esse é o grande desafio.

 Zelosos por boas obras 

Há um texto muito interessante em Tito que diz: “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” Tito 2:14.

É interessante que esse texto mostra uma realidade muito peculiar. Que Jesus se doou para purificar nossa iniquidade e purificar um povo “zeloso de boas obras”. Que significa isso? Esse texto nos diz que, enquanto filhos remidos de Deus, devemos ser zeloso de tal forma que praticaremos boas obras. Mas não obras boas conforme o padrão humano. Essas boas obras se referem à obra de Deus na Terra. Conhecer a vontade de Deus, nesse sentido, é vital para saber andar em conformidade.

 O encargo pessoal 

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados” Efésios 4:1.

Uma das maiores mentiras do diabo é terceirizar a responsabilidade no meio do povo de Deus. Nenhum de nós se responsabiliza por coisa alguma. Somos clientelistas e esperamos que o pastor, que é pago conforme seu trabalho, faça nossa ligação com Deus. Mas não é assim que deve ser. Aqui, neste texto de Efésios, Paulo roga aos irmãos que andem, cada um, conforme a vocação com a qual foram chamados por Deus.

Cada um de nós precisa andar conforme a vocação de Deus. Pense: Se todos terceirizarem a responsabilidade ninguém se responsabilizará e no fim o diabo sai vencedor. Entretanto, se cada um de nós, de acordo com o chamamento de Deus, se responsabilizar pelo agir de Deus, então certamente o diabo não terá lugar nessa terra.

“E de dia ensinava no templo, e à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras. E todo o povo ia ter com ele ao templo, de manhã cedo, para o ouvir” (Lucas 21:37-38).

Esse texto de Lucas é tão maravilhoso! Vemos aqui claramente que Jesus nos ensina exatamente o que vive. Vejamos alguns pontos sobre isso.

 A vida de oração de Jesus 

Nós já falamos, em algumas oportunidades, sobre a vida de oração de Jesus (clique aqui para ler). Esse ponto é tão importante e fundamental para a compreensão desse tema, que mais uma vez eu me propus a escrever sobre ele.A oração é a base do ministério de Jesus. Jesus se retirou para orar antes de todos os grandes acontecimentos de seu ministério, a começar pelos 40 dias no deserto.

Muitas vezes achamos que servir a Deus é um simples ato de trabalhar ou fazer alguma coisa. Mas isso está incorreto. Devemos dar Deus para as pessoas e a única forma de ganhar a porção do Espírito é através da oração constante e duradoura. Passar noites na presença do Pai, comungar com o Espírito de tudo aquilo que Ele tem feito e realizado por nós. Não se trata de uma doutrina, não se trata de um ensinamento. É uma prática de vida que precisa ser, de fato, prática.

Sem a oração Jesus não estaria apto, ao menos se nos baseamos em suas próprias atitudes, de realizar coisa alguma. Para servir, Jesus se retirava para orar. Para realizar muitas curas, Jesus se retirava para orar. A oração é a base de seu ministério.

 O serviço no Templo 

O serviço no templo não era um item secundário na vida de Jesus. Pelo contrário! Jesus, apesar de passar noites em oração, levantava cedo e se ia para o templo ensinar. O serviço deve ser tido como o que de fato é: um trabalho para Deus. Não podemos espiritualizar demais essas coisas, para não cair no erro do farisaísmo. Se temos o chamamento de Deus e estamos alinhados à Sua vontade em oração, então temos que arregaçar nossas mangas e trabalhar e nos fadigar pelo motivo, o qual, fomos primeiramente salvos pela vida do Senhor.

Se você não possui nenhum dom ou ministério, não se acanhe. Chegue-se na presença de Deus! Deus concede dons e talentos a todos quanto O buscarem com o coração singelo (Hebreus 11:6).

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Unidade familiar 
O Pastor Josias Pacheco exemplica os textos de Gn. 11:1-9 e Mt. 18:19,20.
Unidade é Ação coletiva, que tende a um único objetivo; coesão; integração; união. Na unidade não significa que todos se tornam iguais, que as diferenças desapareçam, mas significa que cada um abre mão do seu “pensamento próprio” para caminhar junto numa mesma visão, num mesmo propósito com os demais, para o cumprimento de metas estabelecidas pela liderança ou coletivamente.

Unidade é um assunto muito sério
Unidade é um assunto tão importante para Deus, que Jesus antes de ser crucificado passou um longo tempo ministrando e intercedendo por seus discípulos e por todos nós, para que pudéssemos aprender e receber o espírito da unidade, nos tornando um só com Cristo e um só uns com os outros. Jesus disse que o mundo só o conheceria se visse esse espírito de unidade em nós (João 17:21-23). E também em Gênesis 11:1-9 nós vimos que a unidade atrai a atenção de Deus, que a um povo unido nada se torna impossível.
Por que as pessoas deixam de andar em unidade?
Podemos identificar alguns motivos ou causas que fazem com que as pessoas deixem de andar em unidade:
– Egocentrismo: porque acham que sua opinião ou seu jeito de fazer é melhor do que o de seu líder ou do coletivo.
– Competição: querem sempre estar “certas” e serem “melhores” que os outros ou que seus líderes.
– Auto-pastoreio: não conseguem se abrir para serem ensinadas, conduzidas, pastoreadas, caminhar em bando como as ovelhas. Judas versículo 12 fala que essas pessoas que se auto-pastoreiam, ou seja, que são pastores de si próprias e não se submetem a pastores e líderes espirituais, são iguais a “nuvem sem água” e “árvores sem raízes”, são estéreis e não geram frutos que permanecem.
– Opressão maligna: há um espírito maligno atuando em suas vidas. Em alguns casos é um legado de orfandade, quando as pessoas não tiveram a figura paterna presente e acolhedora na sua infância. Em outros casos trata-se de um “espírito de bode” mesmo, que gera pessoas solitárias, que não sabem viver em bando como as ovelhas. Mas para todos esses casos é possível a cura e a libertação em Cristo Jesus.
A Unidade gera força
– Porque Deus habita no meio da unidade (Leia Mateus 18:19-20).
– Porque um ajuda ao outro (Leia Eclesiastes 4:9-12).
– Porque o ambiente gerado pela unidade estimula e encoraja a todos (Leia I Coríntios 1:10). Um ambiente onde todos falam a mesma língua, têm a mesma visão e lutam para conquistar alvos gera credibilidade e confiança para as pessoas que chegam nesse ambiente. Já um ambiente em que as pessoas criticam umas as outras e falam línguas diferentes, criticam seus líderes e uns aos outros, gera desconfiança em quem chega.
Satanás tem todo interesse em afastar as pessoas do corpo, pois ao afastar uma pessoa da unidade, ele prepara o bote para ataca-la com mais facilidade, já que sozinha ela está mais vulnerável (Hb. 10:24,25).
Tipos de unidade que nos dão poder:
1.1. Unidade no casamento e na família – A esposa precisa se unir ao seu marido ou ajudá-lo nas decisões e assim viverem em concordância. Quando há concordância dentro do lar, tudo se torna possível, principalmente se estiver em linha com Deus. Os filhos precisam estar em concordância com os pais, seguindo as suas instruções, o segredo para a vida em abundância esta aí. É o princípio da unidade que Jesus disse em Mateus 18:19, quando dois concordarem na terra em oração, será concordado no céu e concedido por Deus Pai.
1.2. Unidade entre Eu e Deus – Eu preciso me unir a Ele – estar em concordância com seu propósito para minha vida. Assim eu sou instrumento para contribuir que a unidade da igreja, da família, do Grupo Familiar, dos discípulos etc., seja aperfeiçoada. Se formos um com Ele, o Seu reino estará em primeiro lugar na nossa vida, sendo assim não teremos dificuldade de viver e praticar a Sua Palavra, não teremos dificuldades de ser fiel, de fugir do pecado, de ser submisso aos nossos líderes, nos esforçaremos para fazer discípulos frutíferos, pois iremos refletir a vontade perfeita de Deus em todas as áreas da nossa vida.
1.3. Unidade com a Visão e o Chamado de minha Igreja – Unidade entre mim e você, isto é, entre os irmãos em Cristo. Estar unidos não é apenas estarmos todos juntos em um culto, no Grupo Familiar ou conviver na igreja, na família ou trabalho. Recebemos uma palavra rhema do Senhor em 2012 que nos diz: “Não levantaremos altares individuais. Nenhum de nós é uma unidade independente. Não somos uma instituição impessoal. Nossa relação é de alinhamento de aliança. Não há espaço para quebra de alianças, assim Deus renova suas bênçãos e Satanás tem seu acesso desautorizado” e que “como notas musicais, as experiências pessoais, embora individualmente essenciais, só desempenharão sua plena função se combinadas com o todo na harmonia de uma única melodia. Somos uma sinfonia. Crianças, adolescente, Jovens e adultos, homens e mulheres, serão parceiros tocando e dançando uma única canção. Queremos ser uma família de famílias”. Para recebermos a bênção da visão do que ministério que fazemos parte, do corpo que somos membros, precisamos estar em unidade.
1.4. Unidade entre discípulo e discipulador – O discípulo se une ao seu líder no propósito, na linguagem, na visão, no sonho e na missão… O resultado é crescimento e conquistas em todos os níveis. Esta unidade com o discipulador e com o grupo forma uma equipe e equipe é um conjunto de pessoas que, juntas, interagem plenamente entre si e que todos trabalham unânimes rumo a um mesmo e único objetivo proposto. Os integrantes desta equipe sempre cuidarão um do outro.
1.5. Unidade com minha equipe de trabalho, com as pessoas com quem compartilho o ambiente de meu sustento ou de estudo. A palavra de Deus diz que devemos fazer tudo como se estivéssemos fazendo para o próprio Jesus Cristo, por isso devemos fazer tudo sempre com excelência. A palavra de Deus também diz que o servo (trabalhador) deve honrar seu senhor (empregador) e que o senhor deve tratar o servo com dignidade, como seu irmão (Colossenses 3:23 e Efésios 6:5-9).
Enfim, a unidade é o propósito de Deus para o seu povo, pois Ele é o General de dois exércitos: um Exército Celestial, formado pelos anjos, arcanjos e querubins; e um Exército Terreno, formado pela Igreja, que é o Corpo de Cristo. E num exército todos os soldados e pelotões marcham uníssimo, como “um só homem”, no mesmo compasso e na mesma direção.