sábado, 2 de novembro de 2019

Frutos do Espírito Santo e seus significados

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22,23)
Se você é um cristão verdadeiro certamente, em algum momento da sua vida, já se perguntou: O que Deus quer de mim? Como deixar Ele satisfeito?
Bom, a resposta que a Bíblia oferece a essa pergunta é simples. Deus deseja duas coisas de nós:
  1. Que o conheçamos como nosso Pai
  2. Que sejamos filhos perfeitos, como o seu próprio filho.
As duas coisas funcionam como um ciclo: quanto mais conhecemos a Deus mais nos tornamos os filhos que Ele deseja, mais modificamos o nosso comportamento, a nossa mente e os nossos sentimentos sobre a nossa relação com outros, conosco e com Deus.
O texto de Gálatas 5 sobre os frutos do Espírito é um texto muito famoso e serve como um tipo de “resumo” do caráter do próprio Jesus. Ele nos ajuda a lembrar como ser filhos perfeitos, como agradar o nosso Pai.
Nesse artigo, vamos nos deter em cada uma das virtudes para compreender o que elas realmente significam.

O fruto é uma questão de tempo

A figura que Paulo escolheu para falar da nossa transformação pessoal foi a de um “fruto”. Isso talvez signifique que assim como o fruto de uma árvore depende do tempo e da própria árvore para crescer nós também precisamos de tempo e da operação de Deus.

Amor

A virtude do amor pode ser considerada o cerne do cristianismo. Jesus mesmo declarou que toda lei se resume ao amor ( à Deus e ao próximo). A Bíblia nos ensina que a presença ou a falta de amor em nossas vidas irá provar:
  1. Se estamos vivos ou mortos
“Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos uns aos outros.” I joão 3:14
Aquele que não ama está morto. Pode comer, andar, falar, dormir, trabalhar, mais interiormente está morto porque sufocou, pelo egoísmo,  o seu motivo de existir, amar.
A “vida” sem amor é apenas “bios”, é o coração batendo e o sangue correndo entre artérias e veias. É a vida que um gorila, uma água viva e um urso possuem. A bíblia afirma que quando Deus nos criou ele não apenas colocou Bios em nós mas “Zoé”. Zoé é o que nos faz a semelhança de Deus, é o que nos torna verdadeiramente belos, o que nos leva a transcender a matéria e o que dá real significado a Bios.
A PALAVRA GREGA TRADUZIDA POR VIDA É ZOÉ. QUANDO VC LÊ EM SUA BÍBLIA EM PORTUGUÊS E VÊ A PALAVRA VIDA, PODE IMAGINAR QUE SEMPRE SE REFERE À MESMA COISA, MAS ISSO NÃO É VERDADE. TRÊS OUTRAS PALAVRAS GREGAS NO NOVO TESTAMENTO SÃO: PSUCHE, A VIDA NATURAL, OU VIDA HUMANA; BIOS, MANEIRA DE VIVER, ANASTROPHE, COMPORTAMENTO. ZOÉ SIGNIFICA A VIDA ETERNA OU A VIDA DE DEUS. É A NATUREZA DE DEUS. A VIDA COMO DEUS A TEM; AQUELA QUE O PAI E O VERBO TÊM EM SI MESMOS. NA PALAVRA DE DEUS, ELA É CHAMADA VIDA ETERNA E, AS VEZES, APENAS VIDA. DE NADA LHE ADIANTARÁ TER UM BOM COMPORTAMENTO, SE VC NÃO TIVER ZOÉ! FOI ISSO QUE JESUS CRISTO VEIO TRAZER-LHE!!! "PORQUE, COMO O PAI TEM A VIDA "ZOÉ" EM SI MESMO, ASSIM DEU TAMBÉM AO FILHO TER A VIDA "ZOÉ" EM SI MESMO. JO;5:26
Ao nos tornarmos pessoas cheias de amor evidenciamos que ainda existe Zoé dentro de nós.
  1. Se realmente somos discípulos de Jesus
“Através deste testemunho todos reconhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros.” João 13:35
Você quer saber se você é realmente cristão? Faça a pergunta: Existe amor em mim? Eu amo de verdade aos meus irmãos? Essa é a prova final.  Você pode ir em todos os cultos, expulsar demônios, realizar curas, tocar no louvor, falar em línguas , mas a bíblia afirma que nada disso  prova realmente a veracidade da fé de alguém. O amor genuíno e verdadeiro é a marca definitiva do verdadeiro discípulo.
  1. A existência de Deus
Por último o amor nas relações humanas prova a existência de Deus.
“Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é aperfeiçoado em nós” I João 4:12

O que significa amar?

Para concluir este tópico trouxemos o pensamento do filósofo Michel Quoist sobre o significado do amor. Em um mundo onde há tantos mal entendidos sobre essa palavra devemos lembrar o seu real significado:
“Amar não é “sentir”. Se você espera para Amar, ser empurrado por sua sensibilidade, você Amará pouquíssimas criaturas sobre esta terra… e, evidentemente não seus inimigos. Amar não é algo instintivo, é a decisão consciente de sua vontade de ir ao encontro dos outros e dar-se a eles. Perca-se, esqueça-se e você Amará muito mais seguramente. A fome faz você sair de si para ir comprar pão. Você abre a janela para olhar um maravilhoso pôr de sol. Você corre ao encontro do amigo, assim que o avista. O desejo, a admiração, a afeição sensível podem arrancá-lo de si mesmo e empurrá-lo para o caminho do dom, mas nada disso – é ainda o Amor. São meios de conduzi-lo ao Amor. O Amor é uma estrada de mão única. Ela sai sempre de você para ir para os outros. Cada vez que você toma um objeto ou alguém para você, você cessa de Amar, porque para de dar. Amar, em essência, é dar-se a alguém e aos outros.
Aquele que mais Amou foi Cristo; não porque tenha dado prova de maior afeição sensível pelos homens, mas porque deu mais
e mais conscientemente
e mais voluntariamente
e mais gratuitamente
que todos os outros homens.”

Alegria

O que lhe dá alegria no dia a dia?
Se pararmos para pensar iremos concluir que pelo menos três situações despertam alegria em nós:
  1. Nos sentimos alegres quando estamos com pessoas que amamos, familiares ou amigos. Podemos dizer que nesse sentido a alegria é relacional, os relacionamentos podem fazer com que nossos olhos brilhem e podem nos dar esperança.
  1. Nos sentimos alegres quando recebemos boas notícias, um parente esta no hospital e você recebe a noticia que a cirurgia foi bem sucedida, você recebe uma ligação anunciando que foi aceito em determinado emprego ou vê seu nome na lista de aprovados. As boas notícias tem o poder de mudar o nosso ânimo e nos deixar alegres, portanto ela é celebrativa.
  1. Por último, nos sentimos alegres por estarmos vivos. A simples capacidade de dar uma volta em um parque, a capacidade de correr, sentir o vento, contemplar um por do sol, executar com êxito uma nova tarefa enche nosso coração de alegria. A alegria é criacional.
Estes três motivos de alegria poderão sempre estar presentes na vida do cristão. Ele pode usufruir de alegria relacional porque recebeu uma família verdadeira e genuína que é a igreja, pode ter alegria celebrativa porque recebeu a melhor de todas as boas notícias: as boas novas do evangelho. E a alegria criacional, pois sabe que é amado e capacitado por Deus para fazer o bem e usufruir da criação.
Por último a alegria do cristão ainda está em conhecer e obedecer os mandamentos de Deus. Davi em muitos dos seus salmos afirma “tenho prazer nos teus mandamentos”. No texto de Neemias 8 o povo de Israel se alegrou sobremaneira porque entenderam e obedeceram os mandamentos de Deus.
Cabe ressaltar que um cristão que luta para ter alegria nas circunstâncias da vida é diferente de um cristão que está sofrendo de depressão. Este último caso caracteriza-se como uma doença, e assim como uma gastrite ou asma, necessita de ajuda médica. Se você encontrar alguém que está sofrendo de depressão não tente dizer “alegre-se no Senhor!Pare com isso!” Isso costuma piorar o sofrimento dessas pessoas, pois o que as impede de sentir alegria são componentes orgânicos (neurotransmissores, equilíbrio hormonal) e não falta de vontade.

Paz

Nos tempos em que vivemos parece cada vez mais difícil encontrar paz. Os telefonemas, os compromissos, o transito e a rotina descontrolada deixam as pessoas em um estado constante de ansiedade.
Paulo afirma que é possível para o cristão viver uma vida de paz, mesmo passando por uma vida tumultuada, sofrimentos e angustia.
Mas como?
Há dois tipos de paz na bíblia, a paz que Jesus nos concedeu (morrendo em nosso lugar) que é a paz COM Deus. E a paz que vem de Deus para nos aquietar que é a paz DE Deus. Paulo nos ensina o segredo para ter esse segundo tipo de paz:
Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.
Filipenses 4:6,7
A oração é o meio pelo qual comunicamos a Deus as nossas angústias e ansiedades. Mesmo que a situações problemáticas não sejam resolvidas a bíblia nos garante que Deus irá guardar o nosso coração e a nossa mente  com a sua paz.
A palavra “paz” também pode ser usada no sentido relacional, ou seja, paz com outras pessoas. Essa característica faz parte do caráter cristão e faz parte do fruto a que Paulo se refere. Um cristão não vive em conflito com outros,não vive brigando. Ele é pacificador e irá utilizar toda a sua energia e boa vontade em tentar manter a paz com todos que o cercam:
Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.
Rm 12:18
Tentar estabelecer e manter a paz entre outras pessoas inclui evitar desentendimentos e estar pronto a perdoar e a amar de maneira incondicional.

Paciência

Paciência pode significar:
  • Aguentar por um longo tempo situações ou acontecimentos que se opõe a nossa vontade e que podem gerar sofrimento, ou no mínimo desconforto.
  • Tolerar os pontos fracos das outras pessoas, sejam estas irmãos ou não.
Ser paciente é não guardar rancor,não responder asperamente diante de uma grosseria, não revidar e não gritar diante de irritações ou frustrações.
A falta de paciência pode levar a muitos outros pecados como reclamações, ira descontrolada, maledicência e gritaria.
Deus é paciente. Em trechos do antigo testamento Ele descreve-se para Moises como um ser tardio em irar-se. Em muitas vezes ele revela essa paciência, quando volta a ter misericórdia do povo de Israel e quando decidi perdoar os seus pecados.
Expandindo para o novo testamento, encontramos Jesus. Como exemplo de paciência ele suporta os sofrimentos diários da vida humana. Pedro descreve essa paciência quando afirmar:
O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;
1 Pedro 2:23

Benignidade

L., BENIGNUS, “generoso, bondoso”, literalmente “bem nascido”, de BENE, “bem”, mais GIGNERE, “gerar”.
Benignidade é a maneira como exercemos bondade, ela tem a ver com delicadeza, sensibilidade para com outras pessoas.
Benignidade é ser atencioso e cuidar do próximo acima de si mesmo, mesmo que isso algumas vezes demande privação de conforto, prazer, tempo e disposição.
Deus é benigno e demonstra sua benignidade de muitas formas, em Atos 14:17 Paulo afirma que uma das formas que Ele a demonstra é nos sustentando:
E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho,  sendo benigno para convosco, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.
Atos 14:17
Jesus é também um grande exemplo de benignidade. Uma marca de sua vida que revela muito dessa característica é a sua disposição em atender com bondade as pessoas que o interrompiam. Leia os evangelhos e repare quantas vezes Jesus foi interrompido pelas pessoas. Mesmo nas interrupções ele tratou todos com ternura. No extremo de seu sofrimento conseguiu importar-se com outras pessoas acima de si mesmo: quando respondeu as mulheres a caminho da cruz (“não choreis por mim mas por vós e pelos vossos filhos) e quando em seu últimos momentos pediu que João cuidasse de sua mãe.
Como tratamos as pessoas ao nosso redor quando estamos nos sentindo mal? Quando estamos sofrendo? Como respondemos aqueles que interrompem nossa rotina?
O fruto da benignidade não é natural, o que é natural é nosso egoísmo e nossa especialidade em pensar em primeiro lugar em nós mesmos, o único que pode nos ensinar o caminho da benignidade é o único que realmente o percorreu até o fim.

Bondade

Uma pessoa bondosa é aquela que se compromete a fazer o bem sem se preocupar se alguém a observa e reconhece. O bem que faz está acima de seu prazer pessoal e pela prática do bem está disposta a sacrificar seu tempo, seus recursos materiais e a si mesmo.
Jesus, conforme afirmou o apóstolo Pedro, andou por toda parte “fazendo o bem”. Jesus se importava profundamente com cada pessoa, e não fazia o bem para ser visto e elogiado (ao contrário dos líderes religiosos de seu tempo)
Muitas vezes durante sua vida Jesus foi tentado a abandonar o bem absoluto e a trilhar um caminho mais fácil, (quando Lúcifer o encontrou no deserto, quando Pilatos lhe fez uma proposta, quando a multidão queria aclamá-lo rei). Mas ao invés de ceder,  fez o que era certo e perseverou até o fim consumando em seu último momento de vida a maior e mais bondosa obra realizada na história humana: a auto entrega de um santo por todos os pecadores que existiram e haveriam de existir.
Quando nós cristãos escolhemos fazer o bem, escolhemos também cooperar com Deus na luta contra o mal que avança, sem piedade, sobre o mundo.
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”.

A palavra usada por Paulo para descrever esse fruto em Gálatas 5 é “Pistis”, Significa fé em Deus ou fidelidade. Essa virtude é extremamente citada na Bíblia e possui duas principais facetas:
 A fé é uma prática de vida
A fé em prática é chamada de fidelidade, é a característica daquele que é honesto, confiável e transparente em seu relacionamento pessoal com Deus e com outras pessoas.
“Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.”1 Samuel 16:7
De acordo com esse versículo Deus conhece profundamente o coração de todos os homens e sabe se estamos sendo honestos e transparentes com Ele. Pessoas que buscam ser fiéis a Deus também acabam sendo fiéis em seus relacionamentos. Um amigo que não prejudica e não fala mal do outro na sua ausência, um casal fiel a sua aliança, um trabalhador honesto,  um pai ou uma mãe que cumpre o que promete aos filhos, um voluntário que persevera em seu trabalho social,  são exemplos da fidelidade que agrada a Deus.
A fé é uma mentalidade
A fé em Deus também é uma mentalidade, uma maneira de pensar e enxergar a vida.
“A fé percebe uma Presença, a presença de Deus. A fé invoca uma Presença, a presença de Deus. A fé sabe que, por trás do cenário visível, das estatísticas e das probabilidades, existe Alguém interagindo na situação: Deus. Os recursos humanos resultantes da fé são ainda um mistério para a ciência. Quem é capaz de exercitar a fé vê mais longe, voa mais alto, chega mais adiante.” ( Ed René Kivitz, 2003)
Por último, devemos lembrar que nossa fé em Deus não só o agrada como também nos justifica, é por meio dela que somos salvos ( segundo o livro de Romanos).

Mansidão

Ser manso é reagir de uma maneira tranquila a críticas, agressões e a situações adversas. É tratar aos outros com paciência e amor quando estes cometem algum erro ou lhe prejudicam. Ser manso é não reivindicar o seu direito, não se defender, mas entregar-se ao Único que julga retamente.
A mansidão na época em que Paulo escreveu a carta aos gálatas não era uma virtude muito bem vista pela sociedade. Nesta época aqueles que se impunham pela força física eram adorados como heróis. Mas aos olhos de Deus a mansidão sempre teve extremo valor.
“Seja, porém, o interior do coração, unido ao incorruptível traje de um espírito manso e tranquilo, que é precioso diante de Deus.” 1 Pedro 3:4
Mansidão e humildade
A mansidã está muito ligada com a humildade. Pessoas que realmente enxergam seu interior e reconhecem que são falhas não irão agir com agressão quando estão diante dos erros dos outros, pois elas sabem que também possuem a mesma natureza. Do contrário, pessoas que não são mansas reagem de maneira irritada e agressiva com aqueles que “pecam” contra elas, pois só conseguem enxergar o prejuízo que sofreram.
Jesus é nosso maior exemplo de mansidão, e também nossa única esperança de transformação. “Aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração” – disse Ele.
Uma das maiores provas da mansidão de Jesus é encontrada no momento de seu maior sofrimento.
“Ele foi maltratado, humilhado, torturado; contudo, não abriu a sua boca; agiu como um cordeiro levado ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença dos seus tosquiadores ele não expressou nenhuma palavra ” Isaias 53:7
Quando somos agredidos física ou verbalmente nosso lado mais “animal” surge, como que movidos por um extinto de proteção nos voltamos para nos vingar e tentar devolver a violência contra nossos agressores. Jesus abafou seu próprio sentimento de auto-defesa ao reagir com mansidão diante de seus agressores, chegando ao extremo de pedir ao seu pai que perdoasse os soldados que o haviam fixado na cruz:
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Lucas 23:34
Mansidão não é Passividade  
Não devemos confundir mansidão com passividade ou acomodação diante de situações injustas. Em muitos momentos a bíblia relata que Deus se ira diante dos pecados e das injustiças terrenas. Devemos sentir ira com as coisas que também iram o coração de Deus.
“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.”Efésio 4:26
Isso quer dizer: “não fiquem remoendo a ira dentro do coração de vocês, não ajam de maneira irada, não pequem movidos pelo sentimento de ira.” A ira deve apenas nos levar a buscar a Deus para solução da situação ou para nossa própria transformação.

Domínio Próprio

Domínio próprio é ter auto controle. É saber possuir e direcionar a vontade,  os sentimentos e o corpo com sabedoria. No mundo só existem três tipos de homens:
Aqueles que andam de quatro, como animais, procurando satisfazer a todo custo suas necessidades latentes. Seu corpo manda em sua alma e em seu espírito.
Aqueles que rastejam movidos por seus sentimentos. Sua alma domina seu corpo e seu espírito
E os que andam de pé, lúcidos e completos, eles controlam pelo espírito seu corpo e sua alma.
Os homens que andam de pé são aqueles que de fato possuem domínio próprio.
O exemplo de Jesus
Jesus é um grande exemplo de auto controle.  Nos evangelhos estão registrados muitos episódios em que Ele deixou de lado sua fome, sua auto defesa, sua irritação, sua tristeza, para fazer a vontade de Deus. Como exemplo de alguns destes episódios podemos citar:
– A ocasião em que ele deixou de comer quando evangelizava em Samaria:
“E entretanto os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis.” João 4:31,32
– Na sua tristeza no Jardim do Getsêmani
                 “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; entretanto, não seja feita a minha vontade, mas o que Tu desejas!” Lucas 22: 42
– No seu sofrimento na cruz:
“pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente.” I Pedro 2:23
– Na sua rotina cansativa:
“Ó geração sem fé, até quando estarei Eu junto a vós? Até quando vos suportarei?” Marcos 9:19

Como Jejuar com Propósito

jejum biblicoJejuar significa ficar sem se alimentar por um período de tempo.
Quando jejuamos, estamos abrindo mão dos alimentos que o corpo necessita para buscar ao Senhor. Dizemos a Deus que estamos fazendo um sacrifício para estarmos com Ele. Esse é o jejum com propósito, veremos nesse estudo quais são os diferentes propósitos que o jejum pode ter. Quando apenas ficamos sem comer, sem nenhum motivo específico relacionado a Deus, não é jejum bíblico.
Você sabia que no aplicativo Praticantes é possível criar um pedido de jejum e compartilhar com os membros de sua congregação? Confira e comece a utilizar!

O que acontece quando jejuamos?

Nos tornamos sensíveis às coisas espirituais, isto é, nos aproximamos do Senhor e fortalecemos nosso espírito, temos mais entendimento espiritual e mais poder sobre o inimigo. O jejum cria uma atmosfera que chama a presença de Deus e sua autoridade. Os demônios reconhecem e perdem seu poder. O jejum aumenta o poder da oração e apressa a respostas.
Motivos do jejum: Devem ser espirituais, ou seja, pela salvação de almas, para receber poder para testemunhar ou pregar, por libertação e cura da alma, por mais revelação da Palavra, para pedir orientação de Deus, para proteção, por agradecimento, para santificação, etc. Não encontramos na Palavra, a prática de jejuns para adquirir bens, emprego, aumentar o salário, ter sucesso nos negócios, etc. O jejum é espiritual.

Como jejuar?

Em Mateus 6.16-18 lemos: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, para não parecer aos homens que jejuas, e sim, a teu Pai,  em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”
Não é preciso contar a ninguém, exceto, se necessário, quando insistirem a se alimentar. Não aparentar tristeza ou cansaço por estar sem comer, mas agir normalmente.
É importante procurar fazer jejum, se possível, em dias com menos atividade para se dedicar mais ao Senhor. Fazer o jejum corretamente é destacar essa atividade, como se fosse um momento muito importante do seu dia.
Para quem nunca jejuou: Comece tirando a refeição principal. Depois de algumas vezes, jejue o dia todo (Não tome café, não almoce e não lanche) até as 18 horas. Depois pode ir aumentando o tempo. Também pode-se começar fazendo um jejum parcial das delícias (não comer o que mais gosta) por um dia, ou comer só legumes e água ou só tomar sucos ou chá.

O que fazer durante o jejum?

Orar, ler a Palavra, louvar, adorar, falar em línguas, meditar nas Escrituras, etc. Se o jejum for para ter mais poder de Deus, então aproveitar para ministrar, evangelizar, visitar, orar pelos enfermos, etc, conforme está escrito em Isaías 58: 6,7
Benefícios do jejum segundo Isaías 58:6-12:
  1. Revelação da Palavra
  2. Cura e integridade
  3. Recebe justiça
  4. Recebe a presença da glória de Deus
  5. Orações respondidas
  6. Socorro na hora certa
  7. Livramento e refrigério
  8. Direção contínua
  9. Restauração da alma, saúde e força
  10. Bênçãos para a próxima geração com restauração e restituição

Quanto tempo jejuar?

Depende do tipo de jejum escolhido. Pode durar um dia, vários dias, semanas ou meses.

Tipos de jejum

Pode-se fazer jejum total, sem comida e água, por no máximo 3 dias por causa da desidratação. Pode-se fazer jejum parcial, tomando somente água, por muitos  dias, variando do organismo de cada um. Pode-se fazer jejum somente de certos alimentos, como o jejum de Daniel e seus amigos. Dn 1:3-21     Eles comeram somente legumes e água por 3 anos. Também se pode fazer jejum das “delícias”, ou seja, abrir mão de comer e beber tudo que mais agrada ao paladar da pessoa e se alimentar só do básico por tempo indeterminado, até ter a resposta do que deseja. Também pode-se tirar um único alimento como carne, ou sobremesa, café com leite, etc.,aquele que mais agrada. Ainda pode-se jejuar tomando só líquidos (sucos, chás ou chimarrão).

Como terminar o jejum?

Se for mais de 24 horas, comer primeiro alimentos leves e muito líquido para não haver nenhuma reação negativa do corpo.

Reações do corpo durante o jejum

Para quem toma café, chimarrão, chá preto, verde ou mate e refrigerantes, é muito comum ter dor de cabeça ou em outras partes do corpo pela falta da cafeína, que, neste caso, é prova de vício. Também pode haver essa dor pelo vício dos aditivos químicos colocados nos alimentos enlatados e plásticos, como bolachas, doces, frituras, balas, pães, achocolatados, todos os produtos diet e light e adoçantes. Para quem quer vencer os vícios, recomendo, em caso de dor de cabeça, tomar um medicamento leve para dor, mas não parar de jejuar. Com o tempo, as dores desaparecem, o corpo se habitua, e entramos em vitória na prática do jejum semanal.

Quantas vezes jejuar?

O jejum bíblico era praticado de 2 a 3 vezes por semana.  É bom adquirir esta prática para estarmos sempre prontos para qualquer eventualidade, pois Jesus disse, quando jejuardes e não se jejuardes, confira em Mt 6:16 e Mt.17:21.

Exemplos de jejum bíblico

Jesus fez um jejum por 40 dias e 40 noites no deserto sem comer (MT 4:2).
Moisés fez 2 jejuns sobrenaturais quando passou 40 dias e noites no monte, na presença de Deus. Ele não comeu nem bebeu nada. Foi sustentado por Deus, pois, senão, teria morrido (Dt 9:9-18).
Elias fez jejum sobrenatural.  Comeu 2 pães e tomou 2 botijas de água que um anjo lhe deu,e com isso, andou por 40 dias e 40 noites (1 Rs 19:3-8).
Daniel fez jejum parcial comendo só legumes e água por 3 anos. Dn. 1:3-20 Depois fez jejum das delícias, sem “nada desejável, nem carne, nem vinho”, durante 3 semanas (Dn 10:2,3).
Neemias jejuou por alguns dias, orando e lamentando pelo sofrimento do povo (Ne 1:4).
Josafá e toda tribo de Judá jejuou para pedir socorro ao Senhor (2 Cr 3,4,13-17), obtendo um dos maiores livramentos registrados.
O rei e o povo de Nínive (incrédulos) jejuaram em arrependimento por seus pecados, inclusive os animais (Jn.3:5-10) e Deus perdoou seus pecados e não destruiu a cidade.
Ester, suas servas e o povo de Israel fizeram jejum total de 3 dias para que não fossem mortos pelo mandado do rei (Et 4:16, 8:10-12,  9:2)
Esdras jejuou para pedir proteção de Deus em sua viagem (Ed 8:21-23)
Os discípulos de Jesus jejuaram em várias situações (At 9:9, At 13:2,3, At 14:23)
É bom para a Igreja ter a prática do jejum, especialmente nestes “tempos tão atribulados”, mas ainda assim, o Espírito Santo chamará indivíduos ou grupos ou ainda toda uma congregação para jejuar por algo específico quando julgar necessário. Se a Igreja já pratica o jejum, não será difícil obedecer. Estejamos, pois,  preparados como bons soldados de Cristo!

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A armadura de Deus

Espiritualmente falando, sabemos o que a armadura de Deus representa para o cristão, pois o Espírito já nos revelou através de Paulo. Um fator importantíssimo é entender que esta armadura é de Deus (não é humana!), e deve ser vestida em seu conjunto, sem deixarmos nenhuma parte de fora, pois a Palavra nos exorta: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus” (Ef 6:11)! Também é importante entendermos o que ganhamos e em que sentido nós somos protegidos obedecendo ao Senhor, vestindo-nos e revestindo-nos de sua armadura!
Precisamos da cobertura de toda a armadura de Deus, assim como um soldado romano, da época de Paulo, precisava armar-se para a batalha: nenhuma parte, ou membro do corpo, podia ficar descoberto! Essa armadura era um conjunto de armas metálicas que protegia o corpo dos guerreiros:

O CINTURÃO DA VERDADE

Sl 15:1-2Sl 91:4Pv 12:17Is 45:19bJo 8:32Rm 2:2Ef 4:151 Jo 2:4.
Cinturão é uma cinta larga, geralmente de couro, em que se penduram armas ou ferramentas. O cinto também é um símbolo de proteção (protege as partes geradoras de vida!). Na luta contra as trevas, se não estamos cingidos com a verdade, nos falta uma parte essencial da armadura! E se não estamos falando e vivendo a verdade, ficamos estéreis, infrutíferos para o Senhor (Jo 15:8).

A COURAÇA DA JUSTIÇA

Gn 18:19Sl 45:7Ef 4:24Ap 19:8.
Couraça é uma armadura defensiva que cobre o peito e as costas (onde ficam os órgãos vitais). O homem cujas práticas são pautadas na justiça é uma pessoa íntegra em sua conduta! Quando a Palavra fala de “justiça”, fala da justiça de fato: a justiça de Deus, pois a justiça humana não passa de “trapo de imundícia” (Is 64:6)!

OS CALÇADOS DA PREPARAÇÃO DO EVANGELHO DA PAZ

“Calcem sapatos que possam fazê-los andar depressa ao pregarem a boa nova da paz com Deus” (BV).
Is 52:7; Is 9:6: O Evangelho da Paz é o Evangelho do Reino, ou seja, a proclamação do governo de Cristo! “O teu Deus reina!” é a mensagem! Este evangelho é de paz porque na medida em que nos submetemos ao governo de Cristo, e esse governo vai aumentando em nós, temos a paz de Cristo governando os nossos corações.
Os pés são a base do corpo; dão sustento e levam o corpo ao seu destino. Os pés representam nosso andar! Calçar os pés com a preparação do evangelho da paz representa o “ide” de Jesus.  Mas não só isso; quer dizer que devemos ir preparados, treinados no evangelho do reino, sem pervertermos o evangelho de Cristo, andando nEle, em santidade de vida (Mt 28:18-20Gl 1:6-7, 11).

O ESCUDO DA FÉ

A fé revela nossa limitação e incapacidade, e por isso mesmo, nossa confiança em Deus, que tudo pode! Além disso, a fé nos protege dos dardos inflamados do maligno; justifica-nos (Rm 5:1); agrada a Deus (Hb 11:6); o justo vive por ela (Hb 10:38); se expressa em obras (o fruto revela a árvore) (Tg 2:17). Vale lembrar que, numa batalha em campo aberto, os soldados ficam mais protegidos dos dardos inflamados lançados pelo inimigo, quando se juntam fazendo seus vários escudos parecerem um só! Quando estamos juntos, nossa fé é aumentada, e assim não somos atingidos tão facilmente.

O CAPACETE DA SALVAÇÃO

O capacete protege a cabeça. Na cabeça está o cérebro, outra parte vital do corpo. No cérebro está o que chamamos de mente, ou os pensamentos. O capacete da salvação protege nossa mente das mentiras do diabo e das influências do mundo (Rm 12:2Is 60:18). Devemos nos revestir da salvação (2 Cr 6:41Sl 132:16)!

A ESPADA DO ESPÍRITO

A Palavra de Deus – a Bíblia –, é muito importante nesta guerra, pois traz cura para as feridas causadas pelo inimigo (Sl 107:20), e também porque corremos risco de morte quando não a conhecemos ou rejeitamos. A pregação da palavra também gera fé nos nossos corações (Rm 10:17); é fiel e digna de toda aceitação (1 Tm 4:9), deve abundar em nós (Cl 3:16); ser bem manejada (2 Tm 2:15) e pregada a tempo e fora de tempo (2 Tm 4:2).
“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus […]”. Por que temos esta orientação do Espírito de Deus?
Porque estamos em guerra, e nossos inimigos não são carnais, mas espirituais e muito poderosos! Estamos em luta, em plena guerra (uma soma de batalhas)! E nossos inimigos não são pessoas; não são nossos vizinhos, colegas, aqueles que se interpõem no nosso caminho, e muito menos nossos irmãos em Cristo. Definitivamente isto tem que estar bem claro: “[…] embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando nós, sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10:3-5).
Contra essa corja de inimigos não podemos lutar de “qualquer jeito”, nem com “qualquer arma”, nem tampouco usarmos “armadura humana” (1Sm 17:38-40)!
Em Atos 19:13-16, vemos que a autoridade delegada por Jesus (Lc 10:19) é estrita aos seus discípulos, àqueles que vivem sob o seu senhorio, àqueles que andam com Ele e, por Ele são enviados (Mc 3:13-14)! Não existe poder mágico nas palavras: “no nome de Jesus”“há poder no sangue de Jesus”! Há poder, sim, no nome de Jesus, mas principalmente, na sua pessoa. Se estamos nEle, Ele agindo através de nós, e nós sob a sua autoridade; aí, sim, os inimigos se submetem! Que fique bem claro: a armadura de Deus é para soldados e discípulos, não para simpatizantes do evangelho!

E para quê ele nos orienta assim?

Para ficarmos livres das ciladas do inimigo! Cilada é uma armadilha; é astúcia, esperteza e engano. Enganar é levar ao erro através de ilusão, disfarce, etc. Satanás não tem poder sobre nós, os filhos de Deus! Por isso, tentará nos induzir ao erro, pois só terá autoridade sobre nós se nos sujeitarmos a ele. A escolha será sempre nossa! Nosso inimigo pode vir disfarçado de um “coração cheio de boas intenções” (Jr 17:9); como um irmão “cogitando das coisas dos homens e não das de Deus” (Mt 16:22-23); pode vir com a palavra de Deus, mas pela metade ou deturpada (1 Tm 4:1-21 Tm 6:3-52 Pe 2:1-2, 17At 17:11); ou até mesmo como um “anjo de luz” (2 Co 11;14). Daí a necessidade de habitarmos (estarmos sempre junto, morando…) no esconderijo do Altíssimo (Sl 91:3) e revestidos de toda a armadura de Deus!
Para resistirmos no dia mau! Uma excelente palavra de Jesus sobre este assunto está registrada em Mateus 7:24-27 todos podemos ser visitados por fortes chuvas, enchentes, tempestades, vendavais, etc. Mas, a nossa salvação estará em sermos praticantes das verdades proferidas por Jesus, e assim estarmos firmados sobre a rocha que sustentará nossa casa em pé!
Para permanecermos inabaláveis após a vitória! Uma guerra é feita de muitas batalhas e lutas. Vestidos de toda a armadura de Deus, sempre que vencermos uma batalha, estaremos firmes e ainda abundantes na obra do Senhor, sabendo que, nEle, nosso trabalho não é vão (1 Co 15:57-58), e a vitória, garantida: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o filho de Deus?” (1 Jo 5:4-5). Até que venha a próxima batalha…

E COMO PODEMOS NOS VESTIR DESSA ARMADURA DISPONÍVEL A NÓS TODOS?

O apóstolo nos responde: “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”! As palavras que saltam aí são: “oração”, “súplica”, “em todo tempo”, “no Espírito”, “vigiando”, “toda perseverança”, “por todos os santos”.
Aqui aprendemos muitas coisas:
Temos que orar (1 Tm 2:1-4);
Orar sem cessar (1 Ts 5:17);
Mas não orar de qualquer jeito: uma oração nascida e guiada pelo Espírito Santo, que nos assiste na nossa fraqueza e conhece a mente do Pai, e assim pode interceder adequadamente pelos homens (Rm 8:26,27);
Com súplicas. Orar com súplica é orar com humildade, reconhecendo nossa situação de necessitados, de pecadores; é orar e permanecer orando; é não desistir antes de vir a resposta, é ser insistente. É orar segundo a necessidade (Dn 10:2,3Ne 1:4);
Vigiando com toda a perseverança. Significa que não podemos nos dar o luxo de ficarmos “regalados” em oração, afinal estamos em guerra! É mais ou menos “orar com um dos olhos aberto”! E novamente vemos aí a exortação a não desistirmos, a orarmos até o fim (At 1:14);
Por todos os santos! Nossa oração e súplica não pode ser egoísta, voltada apenas para nossos problemas pessoais, pois enquanto buscamos o “Reino de Deus e sua justiça”, as nossas necessidades serão prontamente supridas pelo Senhor (Mt 6:33)!
A maior parte do nosso tempo de oração deve ser destinada à intercessão pelos outros (2 Tm 2:1), conforme o exemplo deixado por Paulo que fazia isso pelos seus amados irmãos (Fp 1:3,4Cl 1:9-121 Ts 1:2-4), certamente sempre guiado em suas orações pelo Espírito Santo de Deus.

terça-feira, 29 de outubro de 2019


5 monstros da Bíblia que você precisa conhecer

A Bíblia é cheia de histórias fantásticas. Fatos surpreendentes e milagres grandiosos podem ser encontrados tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento. Ela também narra história de pessoas comuns que, graças ao amor e o poder de Deus, tiveram suas vidas transformadas e se tornaram um exemplo vivo do que Deus pode fazer em nossas vidas.
Mas você sabia que a Bíblia também fala sobre criaturas bem diferentes, como dragões, bichos com várias cabeças e monstros marinhos? Algumas dessas criaturas são apenas metáforas usadas por Deus para explicar coisas espirituais que acontecerão no fim dos tempos; já outras, ao que tudo indica, realmente habitaram na terra. Sendo reais ou não, eu tenho certeza que esses animais vão mexer com a sua imaginação.

1) Dragão

A passagem que trata sobre este animal está em Apocalipse 12:7-9: “Houve então uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançado à terra.”
É claro que não existem dragões voando pelos ares. Nem hoje, nem no passado. O Livro de Apocalipse é um conjunto de revelações que Deus deu ao apóstolo João a respeito do fim dos tempos. E uma das figuras dessas revelações é o dragão, que representa Satanás. A Bíblia relata que esse dragão é a antiga serpente que engana a todos. Além disso, ele tem sete cabeças e dez chifres (Apocalipse 12:3) e persegue os seguidores de Cristo para tentar destruí-los (Apocalipse 12:17). Depois da volta de Jesus, esse dragão será preso e lançado no lago de fogo, onde permanecerá por toda a eternidade.

2) Besta

Outra criatura citada pelo apóstolo João no Livro de Apocalipse é a besta. O relato sobre ela está no capítulo 13: “Vi uma besta que saía do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas, uma sobre cada chifre, e em cada cabeça um nome de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha pés como os de urso e boca como a de leão. O dragão deu à besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade.” (Apocalipse 13:1,2)
A besta é associada ao anticristo. Ela surgirá sobre o mar, receberá seu poder de Satanás e sairá para conquistar o mundo. Assim como o dragão, a besta terá sete cabeças e dez chifres. O Livro de Apocalipse ainda mostra que seu corpo será uma mistura de um leopardo com um leão e um urso - esses animais representam agilidade, poder e força.
Já nos versículos 11 a 14 do mesmo capítulo, vemos uma segunda besta. Esta terá dois chifres semelhantes aos de um cordeiro e falará como dragão. Essa criatura maligna sairá da terra e agirá como falso profeta, fazendo grandes sinais, enganando as pessoas e obrigando-as a adorarem a primeira besta.

3) Gafanhoto do abismo

Além do dragão e das duas bestas, outra criatura mencionada na Bíblia para relatar fatos do fim dos tempos é o gafanhoto do abismo. De acordo com o apóstolo João, esses animais surgirão logo depois que uma das trombetas do Apocalipse for tocada. Em Apocalipse 9:1-3 diz:
“O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que havia caído do céu sobre a terra. À estrela foi dada a chave do poço do Abismo. Quando ela abriu o Abismo, subiu dele fumaça como a de uma gigantesca fornalha. O sol e o céu escureceram com a fumaça que saía do abismo. Da fumaça saíram gafanhotos que vieram sobre a terra, e lhes foi dado poder como o dos escorpiões da terra”.
As características dessa criatura são assustadoras (Depois leia na sua casa: Apocalipse 9:7-10). Segundo a profecia, esse animal se parecerá com um cavalo de guerra, sua face será como a de um ser humano, seus cabelos serão como os das mulheres e seus dentes como os de um leão. Além disso, haverão coroas de ouro em sua cabeça. Sua cauda será como a de um escorpião e sua ferroada será tão dolorida que as pessoas desejarão morrer, porém, a morte fugirá delas. Esses gafanhotos representam o pecado e atormentarão aqueles que não tiverem o selo de Deus.

4) Leviatã

O leviatã foi um dos animais que, de acordo com o Livro de Jó, podem ter existido de verdade um dia. Em todo o capítulo 41 vemos as suas características. Veja alguns relatos sobre ele:
"Você consegue pescar com anzol o leviatã ou prender sua língua com uma corda? (...) Das suas narinas sai fumaça como de panela fervente sobre fogueira de juncos. Seu sopro faz o carvão pegar fogo, e da sua boca saltam chamas. Ele faz as profundezas se agitarem como caldeirão fervente, e revolve o mar como pote de unguento. Deixa atrás de si um rastro cintilante; como se fossem os cabelos brancos do abismo. Nada na terra se equipara a ele; criatura destemida!” (Jó 41:1,20,21)
O leviatã era um monstro marinho muito grande, que soltava fogo pela boca e fumaça pelas narinas. Ele era tão grande e forte que as águas do mar se agitavam quando ele passava. O Salmo 104 confirma que realmente existiu esse monstro das águas. Veja o que está escrito:
“Eis o mar, imenso e vasto. Nele vivem inúmeras criaturas, seres vivos, pequenos e grandes. Nele passam os navios, e também o Leviatã, que formaste para com ele brincar” (Salmos 104:25,26)
Algumas versões da Bíblia tratam o leviatã como se ele fosse uma espécie de crocodilo, mas se lermos todo o capítulo 41 do Livro de Jó, veremos que suas características são bem diferentes das de um crocodilo ou jacaré.

5) Beemote

O beemote também é mencionado no Livro de Jó. No capítulo 40, o próprio Deus fala a Jó sobre essa criatura: "Veja o Beemote que criei quando criei você e que come de capim como o boi. Que força ele tem em seus lombos! Que poder nos músculos do seu ventre! A cauda dele balança como o cedro; os nervos de suas coxas são firmemente entrelaçados.” (Jó 40:15-17)
O beemote era um animal herbívoro muito grande que vivia próximo aos rios - tão grande e forte que nem uma forte correnteza era capaz de incomodá-lo. Porém, ele era um herbívoro que não costumava atacar outros animais - desde que não fosse atacado primeiro.
Algumas versões traduzem “beemote” como hipopótamo ou elefante, mas essa criatura não possuía características de nenhum desses animais. A Bíblia indica que o beemote tinha uma cauda grande e potente, que era comparada com o cedro - uma árvore alta, forte e resistente, bem diferente dos hipopótamos e dos elefantes.