quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Hebreus

Os hebreus são conhecidos como israelitas ou judeus. Antepassados do povo judeu, os hebreus têm uma historia marcada por migrações e pelo monoteísmo.
O que é o Monoteísmo:
Os monoteístas acreditam que o responsável pela criação de todas as coisas no Universo seja apenas um único deus. ... Etimologicamente, o termo monoteísmo se originou a partir da junção das palavras gregas mónos (“único”) e théos (“deus”).
Muitas informações sobre a história dos hebreus baseiam-se na interpretação de textos do Antigo Testamento, a primeira parte da Bíblia. O Antigo testamento foi escrito com base na tradição oral dos hebreus. Consta dele, por exemplo, a interpretação feita por esse povo da origem do mundo e de muitas das normas éticas e morais de sua sociedade. Convém ressaltar, entretanto, que esses textos são repletos de símbolos e sua interpretação é bastante difícil.

Vestígios da sociedade hebraica continuam sendo encontrados. Eles contribuem para lançar novas luzes sobre a história dos hebreus.
Segundo a tradição, Abraão, o patriarca fundador da nação hebraica, recebeu de Deus a missão de migrar para Canaã, terra dos cananeus, depois chamada de palestina, onde se localiza hoje a Estado de Israel.

Após passarem um período na terra dos cananeus, os hebreus, foram para o Egito, onde viveram em 300 e 400 anos, e acabaram transformados em escravos. Sua historia começa a ganhar destaque a partir do momento em que resolvem sair do Egito e, sob a liderança de Moisés, voltar a Canaã. Na história judaica, esse retorno é chamado de êxodo A palavra Êxodo quer dizer “Saída”. Este é o livro da bíblia que conta a passagem considerada mais importante da história do povo de Israel: a saída dos israelitas do Egito, onde viviam como escravos no Egito. Essa libertação deu origem a primeira páscoa e aconteceu entre 1300 e 1250 a.C.

Em 70 d.C., a Palestina  era uma província do Império Romano; as muitas rebeliões ocorridas na região levaram o governo imperial a expulsar os hebreus da Palestina. Segundo ele, um dos netos deste patriarca se chamava Israel e, por conseguinte, seus descendentes foram chamados de israelitas. Um dia, estes homens se instalaram em Canaã e criaram uma monarquia. Nascia então o Reino da Judéia, e o povo local foi denominado judeu. Hoje, israelita e hebreu são considerados sinônimos.Esse acontecimento é denominado de diáspora. Até 1948, quando foi fundado o estado de Israel, os judeus viveram sem pátria, atualmente são os palestinos que não tem pátria, pois suas terras foram tomadas pelos israelenses.
Praticam a agricultura, o pastoreio, o artesanato e o comércio. Têm por base social o trabalho de escravos e servos. As tribos são dirigidas de forma absoluta pelos chefes de família (patriarcas), que acumulam as funções de sacerdote, juiz e chefe militar. Com a unificação destas, a partir de 1010 a.C., elegem juízes para vigiar o cumprimento do culto e da lei. Depois se unem em torno do rei. Produzem uma literatura dispersa, mas importante, contida em parte na Bíblia e no Talmude.Talmud significa estudo) é uma coletânea de livros sagrados dos judeus, um registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo. É um texto central para o judaísmo rabínico. ... Os termos Talmud e Guemará são utilizados freqüentemente de maneira intercambiável.

Localização

A Palestina localizava-se em uma estreita faixa a sudoeste do atual Líbano. O rio Jordão divide a região em duas partes: a leste a Transjordânia; e a oeste, a Cisjordânia. Essa região é atualmente ocupada pelo estado de Israel.
Até hoje a região é bastaste árida. O principal rio é o Jordão, e assim mesmo não era suficiente para grandes obras de irrigação. Um solo pouco fértil e um clima bastante seco impediam que a região fosse rica. No entanto, tinha bastante importância, pois era passagem e ligação entre a Mesopotâmia e a Ásia Menor. E foi nessa região que assentou o povo hebreu, um entre os muitos que vagaram e se estabeleceram na Palestina.

Organização social e política dos hebreus

Após a morte de Moisés, os hebreus chegaram à palestina e, sob a liderança de Josué, que cruza o rio Jordão, combate com os cananeus que então habitavam a terra prometida. Vencidos os cananeus, os israelitas se estabelecem na Palestina. Nessa época, o povo hebreu estava dividido em 12 tribos (“os doze filhos de Israel”), que viviam em clãs compostos pelos patriarcas, seus filhos, mulheres e trabalhadores não livres.
O poder e prestígio desses clãs eram personificados pelo patriarca, e os laços entre esses clãs eram muito frágeis. Porém, devido às lutas pelas conquistas de Canaã ou Terra Prometida, surgiu necessidade do poder e do comando estar nas mãos de chefes militares. Estes chefes passaram a ser conhecidos como Juizes.
Com a concentração do poder em suas mãos, os juizes procuraram à união das doze tribos, pois ela possibilitaria a realização do objeto comum: O domínio da Palestina.  As principais lideranças deste período foram os juizes: Sansão, Otoniel, Gideão e Samuel, todos eram considerados enviados de Jeová, para comandar os Hebreus.
A união das doze tribos era difícil de ser conseguida e mantida, pois os juizes tinham um poder temporário e mesmo com a unidade cultural, (língua, costumes, e, principalmente religião), havia muita divisão política entre as tribos. Assim foi preciso estabelecer uma unidade política. Isto foi conseguido através da centralização do poder nas mãos de um monarca, Rei, o qual teria sido escolhido por Jeová para governar.

Período monárquico - União política

As tribos mantiveram certa estabilidade, independência e equilíbrio político durante o Período dos Juízes, visto que são relatados feitos notáveis de herdeiros da maior parte das tribos, sem particular destaque a nenhuma delas. Mas no final do século XI a.C., com o início do período monárquico e a coroação de Saul, as tribos se uniram pela primeira vez sob um único líder.
Entretanto, apesar da identidade racial, linguística e religiosa, e das histórias que as uniam desde a sua criação, aparentemente havia uma certa cisão entre a tribo de Judá e as demais, visto que o profeta Samuel refere-se algumas vezes a Israel e Judá como entidades independentes unidas apenas por um contexto histórico. O rei Saul pertencia à tribo de Benjamim, e adquiriu inicialmente a simpatia de todas as tribos, mas um movimento em Judá, liderado por David, terminou por ocupar o poder após a morte de Saul, em batalha contra os filisteus. Davi foi coroado em Hebrom rei de Judá, enquanto o restante de Israel deveu lealdade ao filho de Saul, Isbosete. Houve uma guerra civil, com vitória de Davi. Ao poupar a Casa de Saul, Davi ganhou popularidade. Após vários feitos militares contra povos estrangeiros, viu as 12 tribos se unirem firmemente sob seu cetro. Seu filho, Salomão, manteve sua autoridade sobre toda a Israel até sua morte.
Apesar desta união política, a própria narrativa deste período faz transparecer as profundas diferenças políticas e mesmo culturais entre Judá (e ao final do reinado de Salomão, também de Benjamim, já que os reis de Judá reinaram em Jerusalém, cidade benjaminita) e as demais tribos. Uma diferença marcante na carga de impostos aplicados a Judá e às outras tribos, favorecendo a primeira, principalmente numa época de constante expansão territorial e grandes obras, foi o estopim para a desunião que se seguiu.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

A caverna na vida do cristão


E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do Senhor veio a ele, e lhe disse: Que fazes aqui Elias? 1 Reis 19:9
Ao analisarmos a história relatada no capitulo 19 de 1 Reis. Vemos a fragilidade exposta no homem usado, obediente e direcionado por Deus. O profeta Elias, foi um homem de “bagagem espiritual”, pois suas experiências com Deus, foram de grande modo sobrenaturais, sua conduta era de um ferrenho defensor da fé, do culto, sacrifício e adoração somente a Deus todo poderoso. Elias foi desafiador de um rei perverso e incrédulo.
Além disso, foi Elias que orou, e viu o céu se fechar, orando ele novamente a mando do Senhor, a chuva desce! Tornando a orar em outra situação, Deus manda fogo do céu, em outro episódio, a morte da panela é expulsa. Deus tem um cuidado tão grande ao ponto de alimentá-lo através de corvos. Este homem, se manteve fiel pois, andou na contramão do mundo, não deixou se enganar com altares estranhos evitando assim, se corromper.
Enfim, essa é a breve biografia de Elias. Mesmo em meio a tantos sinais, maravilhas e manifestação de milagres, devido a perseguição de seus inimigos este homem fraquejou, desanimou, se entristeceu, temeu ao ponto de em oração pedir a sua própria morte, e no intuito de parar sua caminhada ele entrou em uma caverna.

Onde você se encontra neste momento? Na caverna?

Caverna na vida de um cristão significa o mesmo que se esconder, omitir e fugir. O que pretendo hoje aqui, NÃO é falar que Elias é covarde, ou dizer que a atitude de se esconder foi um ato de quem deixou de acreditar no Deus Soberano. Não! Mas o que quero trazer hoje aqui é a meditação sobre aquele momento que “tiramos a mão do arado”. Aquele momento do qual, as decepções, frustrações, cansaço espiritual nos “obrigam” a parar.
A caverna, mesmo sendo escura e vazia, nos parece ser o lugar mais acolhedor a se estar. Engano seu, engano meu e engano nosso. Cristão na caverna é desserviço para o Reino de Deus e um retrocesso para todas nossas conquistas espirituais e até mesmo para as conquistas terrenas. Somos a luz do mundo! Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Mateus 5:14

Momentos difíceis, vem pra todos, nosso próprio Cristo, em tal momento pediu que se possível, passasse dele o cálice, ou seja, que tirasse dele a obrigação que estava sobre ele.
Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; Lucas 22:42 parte A. Mas, louvado seja nosso Senhor Jesus, pois neste mesmo versículo, vemos a lição para nossos dias de adversidade!  Todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. Lucas 22:42 parte B.

Saia da caverna

Momentos difíceis vem pra todos, obstáculos? Todos um dia, teremos que ultrapassá-los! Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Gálatas 3:3 Elias, homem de Deus, movido e guiado pelo Senhor, cheio de fé, corajoso e audacioso, por um pequeno deslize, deixou a sua fé, seu ânimo se esvair. Lendo os capítulos, 18 e 19 de 1 Reis, temos um breve resumo de como Elias iniciou sua luta e como ele “terminou” antes da intervenção do próprio Deus. Atentando a esses dois capítulos que mencionei, aprendemos com Elias a como NÃO, se portar diante de um problema:
1°- Elias deu ouvido a ameaça (acusações).
2°- Não apresentou a causa adversa a Deus.
3°- Permitiu que o medo o dominasse (O que levou a profunda depressão).
4°- Deixou que sua limitação o fizesse esquecer da onipotência de Deus (isso, fez com que Elias estivesse em um lugar a qual Deus não mandou ele estar).
Esses quatros motivos, são a soma que resultam no acovardamento. Ei você, que se encontra na caverna. Entenda, não importa como você começou a sua caminhada, importa é como você irá retomar sua caminha com Deus! Deus é um Deus poderoso que não se esquece e se responsabiliza por cada um a qual Ele atribui um chamado. Deus, visitou aquela caverna, para tirar seu servo de lá, e assim fará com você nesse exato momento.

Sabe porque? 1. Porque Deus amava a Elias (Ele ama você também)! 2. Deus não olhou a fraqueza daquele homem (Ele não olha para a sua também)! 3. Deus tinha uma obra, um plano a ser executado através de Elias ( e você, mas do que ninguém, sabe os planos que Deus tem pra ti). Então, chegou o tempo de sair da caverna, pare de se esconder, pois mui longa será a sua caminhada, Deus não conta com aqueles que retrocedem ou se escondem de seu chamado. Avante! Confie no seu chamado! Exerça teu ministério!
Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar. Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa; Salmos 139:7-12

O que a Bíblia diz sobre tatuagens?

A resposta da Bíblia exemplificada no culto da familia na cadvpr.

A Bíblia só fala uma vez sobre tatuagens, em Levítico 19:28, que diz: “Não deveis fazer tatuagem em vós.” Deus deu essa proibição à nação de Israel, e isso os separava dos povos vizinhos que marcavam a pele com os nomes ou símbolos de seus deuses. (Deuteronômio 14:2) Embora a Lei dada a Israel não se aplique aos cristãos, vale a pena levar em consideração o princípio no qual essa lei foi baseada.

Os cristãos podem fazer tatuagens?

Os versículos bíblicos a seguir podem ajudar você a pensar bem sobre esse assunto:
  • “Que as mulheres . . . se enfeitem com modéstia.” (1 Timóteo 2:9Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Esse princípio se aplica tanto às mulheres como aos homens. Devemos respeitar o ponto de vista dos outros e não chamar indevida atenção para nós mesmos.
  • Alguns fazem uma tatuagem para afirmar sua identidade ou independência, e outros para mostrar que fazem o que bem entendem com seu corpo. No entanto, a Bíblia incentiva os cristãos: ‘Apresente o seu corpo como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, um serviço sagrado com a sua faculdade de raciocínio.’ (Romanos 12:1) Use sua “faculdade de raciocínio” para descobrir por que você quer fazer uma tatuagem. Se for para seguir uma moda ou mostrar que faz parte de certo grupo, lembre-se de que as tatuagens são permanentes, e você poderá se arrepender depois. Examinar sua motivação poderá ajudar você a tomar uma boa decisão. — Provérbios 4:7.
  • “Todo precipitado seguramente se encaminha para a carência.” (Provérbios 21:5) A decisão de fazer uma tatuagem costuma ser tomada de modo precipitado, mas ela pode afetar a vida da pessoa por muito tempo em assuntos como relacionamentos e emprego. Além disso, remover tatuagens pode ser caro e doloroso. As pesquisas — e o crescente número de clínicas de remoção de tatuagens — mostram que muitas pessoas que fizeram tatuagens acabam se arrependendo mais tarde.


Quem foi Mefibosete?


Mefibosete foi o filho de Jônatas de quem Davi se lembrou quando rei. Mefibosete é muito lembrado em vários sermões, mas nem sempre sua história é contada conforme a narrativa bíblica. Antes de se falar sobre quem foi Mefibosete, também preciso saber que a Bíblia cita dois personagens bíblicos com esse nome. Ambos pertenceram a casa de Saul, os quais conheceremos a seguir.

O que significa o nome Mefibosete?

Os estudiosos não chegam a uma conclusão exata sobre o significado do nome Mefibosete. Na verdade existe uma discussão acerca de como seria a grafia original do nome Mefibosete. Essa dificuldade acontece porque uma pequena diferença na palavra altera bastante o seu significado.
Sabe-se que o nome Mefibosete também aparece na Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento) como Meribe-Baal ou Memfibaal (exceto em 2 Samuel 21:8). Devido a essa dificuldade, o nome Mefibosete originalmente pode ter os seguinte significados: “Baal é advogado”, “herói de Baal”, “Baal contende”, “aquele que luta com Baal” ou “aquele que despedaça a Baal” (cf. 1 Crônicas 8:34; 9:40).
Além disso, no decorrer do tempo a transcrição do nome foi modificada. Houve a substituição da terminação ba’al por boshet, que significa vergonha. Um exemplo disso pode ser notado no texto de 1 Reis 18:19,25 traduzido na Septuaginta. Nesse texto é dito “profetas de vergonha” ou invés de “profetas de Baal”.

Mefibosete, filho de Saul

Esse é o Mefibosete menos conhecido. Ele era filho de Saul com Rispa, sua concubina. Ele foi um dos indivíduos entregues por Davi aos gibeonitas para serem executados. O texto bíblico onde ele é citado está em 2 Samuel 21:8.
Mas o rei mandou buscar Armoni e Mefibosete, dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que ela teve com Saul, e os cinco filhos de Merabe, filha de Saul, que ela teve com Adriel, filho de Barzilai, de Meolá.
Ele os entregou aos gibeonitas, que os executaram no monte perante o Senhor. Os sete foram mortos ao mesmo tempo, nos primeiros dias da colheita de cevada.
(2 Samuel 21:8,9)
Como no versículo anterior do mesmo capítulo o Mefibosete mais conhecido também é mencionado, muita gente acaba confundindo esses dois personagens e não percebendo a diferença entre eles (2 Samuel 21:7).

A história de Mefibosete, filho de Jônatas

Esse é o Mefibosete mais conhecido da Bíblia. Ele era filho de Jônatas, neto de Saul, e evidentemente sobrinho do outro Mefibosete já citado. Sua história é marcada por tragédias e frustrações. Mefibosete tinha apenas cinco anos de idade quando seu pai e seu avô morreram em batalha. Conheça também a vida de Jônatas.
Quando sua ama recebeu a notícia de Jezreel sobre as mortes do pai e do avô do menino, tentou fugir apressadamente com ele. Mas ela acabou deixando o menino cair de seus braços, fazendo com que Mefibosete ficasse aleijado dos dois pés (2 Samuel 4:4). Depois desse episódio, Mefibosete foi levado para Lo-Debar, um lugar em Gileade.
Lo-Debar ficava a leste do rio Jordão (cf. 2 Samuel 2:29; 17:27). Muitos estudiosos consideram que provavelmente Lo-Debar é o mesmo lugar chamado de Debir. O profeta Amós, de forma sarcástica, faz um jogo de palavras ao usar a expressão “vocês que se regozijam pela conquista de Lo-Debar”, já que esse nome significa literalmente “coisa de nada”, também no sentido de “esquecimento”.
Em Lo-Debar, Maquir, filho de Amiel, se encarregou de cuidar de Mefibosete (2 Samuel 9:4). Mais tarde Mefibosete também teve um filho chamado Mica (2 Samuel 9:12).

Mefibosete e Davi

A história de Mefibosete realmente ganha destaque quando Davi, já estabelecido como rei de Israel, se lembrou de sua amizade com Jônatas. Então ele perguntou se ainda havia restado alguém da casa de Saul por quem ele poderia mostrar lealdade em honra a essa amizade.
Na ocasião, Ziba, servo da casa de Saul, informou o rei Davi sobre Mefibosete. Então imediatamente Davi mandou buscar Mefibosete em Lo-Debar. Ele entregou ao filho de Jônatas as propriedades de Saul, permitindo que ele sentasse diariamente à mesa do rei. Davi também ordenou que Ziba fosse seu servo (2 Samuel 9).

Mefibosete é traído por Ziba

Ainda no livro de 2 Samuel (caps. 16:1-6; 19:24-30), temos o relato da traição de Ziba no tempo da revolta de Absalão. Naquela ocasião Davi havia fugido de Absalão, e Ziba foi ao seu encontro levando provisões necessárias para aquele momento difícil. No entanto, Ziba também também se aproveitou para acusar falsamente a Mefibosete. Ele disse a Davi que o neto de Saul estava cobiçando o reino.
A principio Davi acreditou na mentira de Ziba, e deu a ele tudo o que pertencia a Mefibosete. Mais tarde, quando Davi retornou depois da morte de Absalão, Mefibosete tratou de ir ao encontro dele para se defender e provar sua inocência.
Ao chegar à presença de Davi, Mefibosete foi questionado por ele acerca do ocorrido. Então ele teve a oportunidade de relatar a traição de Ziba. Mefibosete contou que havia pedido que Ziba selasse um jumento para que ele pudesse viajar ao encontro de Davi, porém Ziba o deixou para trás e arquitetou um plano para acusá-lo de traição.
Durante o período em que Davi precisou fugir de Absalão, Mefibosete se lamentou por ele profundamente conforme o costume da época. Isso significa que ele ficou sem lavar os pés, não lavou suas roupas e nem aparou sua barba. Essa foi uma atitude de clara fidelidade ao rei Davi, mostrando que em nenhum momento ele compactuava com o plano de Absalão.
Após conhecer a versão da história dada por Mefibosete, Davi acreditou nele, porém ainda assim propôs que os bens herdados por Mefibosete fossem divididos entre ele e Ziba. Surpreendentemente, Mefibosete abriu mão de toda aquela herança. Ele deixou com que Ziba ficasse com todos os bens, e mostrou que sua preocupação estava concentrada apenas no bem-estar de Davi (2 Samuel 19:30).
No diálogo com Davi no capítulo 19 do livro de 2 Samuel, podemos perceber o tipo de caráter que Mefibosete tinha:
Ele respondeu: “Ó rei, meu senhor! Eu, teu servo, sendo aleijado, mandei selar o meu jumento para montá-lo e acompanhar o rei. Mas o meu servo me enganou.
Ele falou mal de mim ao rei, meu senhor. Tu és como um anjo de Deus! Faze o que achares melhor.
Todos os descendentes do meu avô nada mereciam do meu senhor e rei, senão a morte. Entretanto, deste a teu servo um lugar entre os que comem à tua mesa. Que direito tenho eu, pois, de te pedir qualquer outro favor? ”
(2 Samuel 19:26-28)
Os relatos sobre Mefibosete terminam no episódio em que membros da casa de Saul foram executados pelo gibeonitas. Naquela ocasião Davi o poupou de ser morto juntamente com sete outros familiares de Saul, incluindo seu tio que também se chamava Mefibosete (2 Samuel 19:24).

Os sermões sobre Mefibosete

Apesar da história de Mefibosete ser muito utilizada em pregações e canções, poucas vezes essa história é contada corretamente. Normalmente a parte da história descrita entre os capítulos 16 e 19 jamais é lembrada pelos pregadores e compositores.
Infelizmente as pessoas se lembram da história de Mefibosete apenas nas pregações sobre prosperidade. É fácil pregar sobre o homem aleijado que foi tirado de um lugar de esquecimento para receber uma herança real. É fácil falar sobre o homem que de repente recebeu uma posição privilegiada na corte de Israel e pôde se sentar à mesa do rei.
Difícil parece ser pregar sobre o mesmo homem aleijado que tendo sido traído por seu servo, mesmo sendo inocente se viu obrigado a dividir sua herança com o servo traidor. Mais difícil ainda é pregar sobre sua atitude abnegada. Ele abriu mão de todos os seus bens materiais e não se importou que seu inimigo pessoal ficasse com tudo o que era seu.
Realmente a história de Mefibosete proporciona um grande sermão que traz importantes lições. Mas definitivamente o foco dessa história não é sobre prosperidade, mas sobre o caráter de um homem que, apesar das tragédias e dificuldades, permaneceu fiel aos seus princípios. Para ele, o que realmente importava não eram as riquezas pessoais, mas o fato de que o rei escolhido por Deus havia voltado em à sua casa.

Quem Foi Naamã na Bíblia?

Naamã foi um comandante do exercido sírio durante o reinado de Ben-Hadade, rei de Damasco. A história de Naamã é conhecida na Bíblia especialmente com conta do episódio em que ele foi curado de lepra após mergulhar sete vezes no rio Jordão.

Quem foi Naamã?

Naamã ocupava uma posição muito importante na corte da Síria, de modo que ele desfrutava de ótimo reconhecimento por parte de seu rei, Ben-Hadade, que, inclusive, era inimigo declarado de Israel (cf. 1 Reis 20). O nome Naamã era comum na Síria, e seu significando provavelmente seja “benevolente”.
A Bíblia descreve Naamã dizendo que ele “era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito”No entanto, a história de Naamã registrada em 2 Reis 5 não destaca apenas seu alto ofício, mas relata, especialmente, seu grande drama: o comandante Naamã era leproso.

A doença de Naamã

A narrativa bíblica afirma que Naamã era leproso. Todavia, o termo hebraico utilizado para se referir a essa doença, sara’at, é usado para designar vários tipos de doenças de pele, de modo que não é possível determinar com exatidão o tipo de lepra de Naamã.
Alguns estudiosos sugerem que talvez a lepra de Naamã não fosse do tipo mais severo no que se diz respeito ao perigo de contagio. Essa conclusão é tirada do fato de que Naamã não vivia isolado da sociedade, e mais tarde, quando o servo de Eliseu foi castigado com o mesmo tipo de lepra, aparentemente ele também não sofreu reclusão (2 Reis 5:27; 8:4).
Por outro lado, há também quem defenda que o fato de Naamã não viver recluso não está relacionado ao perigo de contágio de sua doença, mas ao costume de seu povo que era diferente do costume judeu.
Em outras palavras, se Naamã pertencesse ao povo de Israel certamente ele seria obrigado a se isolar da sociedade, mas como sírio ele não estava sujeito a essa condição. Além disso, o caso do servo de Eliseu não oferece detalhes suficientes para afirmar com certeza que ele não foi realmente banido do convívio social.
Portanto, não é nenhum exagero supor que a doença de Naamã era de um tipo bastante grave, principalmente pelo modo dramático que sua história é narrada na Bíblia, o que parece indicar claramente que naquela época sua lepra era uma doença incurável, ainda que talvez não fosse contagiosa.

A cura de Naamã

Na casa de Naamã havia uma menina israelita que servia como escrava. Essa menina informou a esposa de Naamã sobre um profeta que vivia em Samaria e que poderia restaurá-lo de sua lepra (2 Reis 5:3).
Ao saber disso, Naamã acreditou na informação de sua escrava e foi até o rei dizer o que tinha ouvido dela. O rei da Síria então providenciou uma carta ao rei de Israel recomendando Naamã, afirmando que o motivo de sua visita a Israel era para que ele fosse curado.
Quando o rei de Israel leu a carta, ele ficou absolutamente apavorado, pois pensou que aquela situação fosse algum tipo de artinha do rei sírio contra ele, no sentido de buscar um motivo para atacá-lo.
Porém, o profeta Eliseu ouviu sobre o que estava acontecendo, e logo tranquilizou o rei de Israel dizendo: “Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel” (2 Reis 5:8).
Então Naamã foi até a casa de Eliseu, parando à sua porta. O profeta, porém, nem mesmo saiu para recebê-lo, mas apenas enviou um mensageiro lhe ordenando a lavar-se sete vezes no rio Jordão para que fosse curado.

Naamã mergulha sete vezes no rio Jordão

Quando recebeu o conselho de que deveria mergulhar no rio Jordão para ficar curado, Naamã ficou profundamente indignado. Ele pensou que Eliseu iria ao menos sair para recebê-lo, e colocaria suas mãos sobre ele, invocando o Senhor, e ele seria imediatamente curado. Naamã, inclusive, questionou o fato de que em Damasco havia rios melhores do que o Jordão para se banhar (2 Reis 5:11,12).
Aparentemente a ponto de desistir, Naamã foi aconselhado por seus auxiliares a escutar a palavra do homem de Deus, e a se submeter ao que ele lhe havia ordenado. Por fim, ele concordou e mergulhou no Jordão sete vezes, e sua pele foi completamente curada. A Bíblia diz que “sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado” (2 Reis 5:14)

A conversão de Naamã

Após ser curado de sua lepra, Naamã confessou que o Deus de Israel é o único e verdadeiro Deus. Com essa declaração, Naamã não estava simplesmente dizendo que o Deus de Israel era mais poderoso do que os deuses da Síria, mas estava dizendo que realmente só existe um Deus, e depositando sua fé nele. A partir dali, Naamã foi convertido ao Senhor (2 Reis 5:15).
Diante de Eliseu, Naamã solicitou uma carga de terra que pudesse carregar em duas mulas (2 Reis 5:17). Esse seu pedido provavelmente refletia o pensamento dos povos do antigo Oriente Próximo de que uma divindade estava diretamente ligada a terra onde era adorada. Naamã queria um pouco de terra da Palestina para santificar o altar que ele pretendia edificar em seu país.
De qualquer forma, ainda naquele momento o conhecimento de Naamã acerca de Deus era bastante limitado. Além disso, Naamã ainda apontou para um conceito de sincretismo religioso ao falar ao profeta Eliseu que devido a sua posição, ele seria obrigado a acompanhar o rei da Síria na adoração a Rimom. Diante dessa observação de Naamã, Eliseu simplesmente não disse uma palavra se quer.

Eliseu recusa os presentes de Naamã

Ao ser curado, Naamã ofereceu a Eliseu vários presentes de prata, ouro e roupas. Ele havia trazido consigo da Síria dez talentos de prata, seis mil ciclos de ouro e dez mudas de roupas. Essa carga significava aproximadamente 340 kg de prata e 68 kg de ouro.
O profeta Eliseu gentilmente recusou os seus presentes. Naamã até tentou insistir, mas o profeta manteve a recusa (2 Reis 5:16). O profeta apenas o despediu dizendo: “Vai em paz” (2 Reis 5:19).
Porém, quando Naamã já havia percorrido uma pequena distância, Geazi, servo de Eliseu, correu atrás dele, e ao alcançá-lo, mentiu dizendo que o profeta havia solicitado uma parte dos presentes (2 Reis 5:22).
Depois, quando ficou diante de Eliseu, Geazi também tentou enganar o profeta de Deus, mas acabou desmascarado. Como castigo, ele e sua descendência ficaram leprosos com o mesmo tipo de lepra adoecia Naamã.

A história de Naamã no Novo Testamento

A história de Naamã é mencionada pelo próprio Jesus segundo o registro do evangelista Lucas (Lucas 4:27). Na ocasião, o Senhor Jesus mencionou a cura de um oficial sírio como um exemplo do cuidado de Deus para com os gentios a fim de indicar seu objetivo de incluí-los entre o povo de Deus.
Também é interessante saber que existia uma tradição judaica citada por Flávio Josefo que coloca Naamã como sendo o homem que feriu mortalmente o rei Acabe (1 Reis 22:34). A Bíblia não revela a identidade desse homem, apenas diz que ele “armou o arco, e atirou a esmo, e feriu o rei de Israel por entre as fivelas e as couraças”, e que mais tarde o rei ferido veio a falecer.
Além do comandante Naamã, a Bíblia também menciona outro personagem com esse mesmo nome, um descendente de Benjamim (Gênesis 46:21; cf. Números 26:40), e que talvez seja o mesmo filho do juiz Eúde que também aparece com esse nome (1 Crônicas 8:7).

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Tenho chamado de Deus para sua obra, mas minha esposa discorda. O que eu faço?


Esse artigo adota a abordagem a respeito do chamado para a obra de Deus, segundo a orientação assembleiana – a saber, desligar-se da vida secular para dedicar-se em tempo integral em prol do Evangelho, submisso a alguma igreja ou ministério – e não tem a menor intenção de se delongar discutindo a miríade de tecnicismos vazios que porventura povoem o imaginário dos estudiosos atuais da teologia sobre o termo.
Sua pretensão é bem mais simplória e definida, focando-se nesse problema prático que assoma os casais das igrejas evangélicas modernas e, quiçá, jogar alguma luz no sentido de orientar aquele que esteja vivendo sob o peso desse dilema.
Que é que se faz quando um homem, líder em algum trabalho na igreja, respeitado pela comunidade, aprovado pelos seus pares, se depara com esse momento? A melhor decisão passa por ambos os cônjuges? Segue ou não o chamado?
Sei que para muitos casais isso é questão resolvida, pois se conhecem desde a adolescência ou algo parecido; cresceram na mesma igreja, na mesma comunidade e um sabe claro e evidente a respeito do chamado ou vocação do outro para a obra de Deus e talvez, isso até tenha influenciado na decisão de um matrimônio.
Mas há muitos casais que se conheceram por variados caminhos e chegaram a igreja pelas mais diversas ocasiões, o que pode dificultar numa tomada de decisão dessas.
Uma grande dificuldade que sempre vai se impor, é a enorme pressão que a sociedade exerce sobre o indivíduo em relação ao futuro. Isso pode causar grande confusão, pois são coisas absolutamente distintas; as expectativas que o mundo tem em relação às pessoas e o chamado de Deus. Portanto, aquele que resolve atender a voz de Deus terá que encarar o fato que suas decisões serão desalinhadas com as expectativas do mundo.  “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; (…)” 1 Coríntios 3:19.
Outra questão a considerar é sobre o que sua esposa terá que renunciar com a decisão. Está claro para ela as consequências de uma decisão dessas? Ela tem noção e está minimamente avisada da exposição e privações que porventura pode passar? Será que tomada a posição, no decorrer da caminhada, as “cebolas do Egito” (Números 11:5) não virão à discussão sempre que a situação apertar? Nunca podemos nos esquecer dAquele que nos amou de tal maneira que nos deu seu único filho para que não perecêssemos.
A Bíblia está recheada de exemplos de pessoas que tiveram definido seu chamado e o longo tempo transcorrido até assumirem suas funções. Apenas a título de exemplo, podemos citar Moisés, que teve um período de preparação na convivência com a classe que comandava o Egito e foi tido como um homem de alta notoriedade e conhecimento, depois há o período dele como pastor de ovelhas no deserto, até ouvir a Voz de Deus vindo da sarça que ardia e não se consumia, e por fim, assumir a posição de líder que resgatou o povo hebreu da escravidão no Egito. Encaradas como uma jornada, todas essas etapas foram como um treinamento adequado para a grandiosa tarefa que Deus havia incumbido a Moisés. Quando Deus chama alguém, nunca se trata de um chamado de urgência e atabalhoado, tipo um “freelance”, com marido abandonando esposas, ou vive-versa em prol da causa do Reino. Antes, trata-se de um processo longo, que tem relação com até o seu último segundo de vida nessa terra. É lento e passa pela lapidação de caráter por anos a fio e vai tendo seu propósito revelado no decorrer da caminhada. Quando Deus deu a ordem a Abraão, “Sai-te da tua terra,” (Gênesis 12:1) essa era a única coisa que ele tinha: um ordenamento econômico em detalhes e sem garantia alguma do que ele ganharia com a decisão, unicamente baseado na fé.
O chamado, assim como podemos aprender com os modelos da Bíblia, deve ser encarado de uma perspectiva panorâmica e nunca como um recorte isolado de um período da sua vida. Deve ser encarado como o apóstolo Paulo fala de forma brilhante e poderia até ser escolhido como um epitáfio: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” 2 Timóteo 4:7.
Assim como o cristão deve entrar no casamento esperando uma separação apenas com a morte de um dos cônjuges, a despeito de toda a adversidade que tenham que enfrentar, assim também aquele que assume a decisão de submeter-se ao chamado específico do Mestre, deve encará-lo da mesma forma, como algo superior a si mesmo que vale a pena todo o sacrifício, todas as renúncias e toda a disciplina necessária. Deve sempre com toda sinceridade e pureza de coração poder dizer: “Valeu a pena! Fiz o que estava ao meu alcance, não fui negligente, muito menos covarde”.
Pois o Eterno te dará o tempo, as condições e a estratégia necessárias para tomarem parte juntos, como ceifeiros da seara dEle. Não há motivos para esconder de sua esposa aquilo que começa a crescer e criar raízes profundas em seu coração e vai tomar cada dia mais importância em suas decisões.

terça-feira, 8 de outubro de 2019


Estudos cadvpr. 
Aperfeiçoando os Santos

O propósito de Deus ao criar todas as coisas era ter um povo para si, que fosse santo e inculpável (Efésios 1:4; 5:25-27); que fosse feito à imagem de seu Filho (Romanos 8:29).  Deus utiliza a "reconciliação" para realizar esta meta no homem caído (2 Coríntios 5:17-21).  Efésios 4:1-16 é um dos trechos das Escrituras que define mais nitidamente esse processo.  Deus tomou judeus e gentios e criou nele mesmo "um novo homem . . . em justiça e retidão procedentes da verdade . . . para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2:15-16; 4:24; 2:10).  Somos admoestados a manter a unidade do "novo homem" (Efésios 4:1-6).

A graça é dada segundo a medida do dom de Cristo, quando ele levou "cativo o cativeiro" e "concedeu dons aos homens" (Efésios 4:7-10).  Esses dons que ele deu são os de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre, para o aperfeiçoamento dos santos (Efésios 4:11-12).  Os remidos devem crescer "à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo".  Isso ocorre "seguindo a verdade em amor", para que "cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo".  O corpo deve estar entrelaçado a fim de contribuir para a edificação do todo (Efésios 4:13-16).

Apóstolo e profeta são dons de Cristo para revelar a mente de Deus, para que sejamos "co-participantes da natureza divina" (2 Pedro 1:3-4).  O evangelista "conta as boas novas"; o pastor apascenta o rebanho; o mestre é todo aquele que também partilha de falar a verdade em amor.  Cada um desempenha um papel vital para formar Cristo nos santos.  A obra dos apóstolos e dos profetas inspirados está completa; temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16).  Mas a obra dos demais continua à medida que continua, em cada um de nós, o processo de aperfeiçoar os santos.  Nem mesmo Paulo era ainda "perfeito".  Ele aplicava-se em direção ao alvo, para obter o prêmio.  Devemos andar debaixo do mesmo mandamento (Filipenses 3:12-16).  O alvo é chegar à "medida da estatura da plenitude de Cristo"; o prêmio é a transformação do corpo da nossa humilhação para que se assemelhe ao corpo da glória de Cristo (Filipenses 3:20-21), a redenção do corpo (Romanos 8:23-25).  Cada um dos dons de Cristo destina-se a esse objetivo; devemos fazer uso deles para nosso crescimento e para auxiliar outras pessoas.

Todos devem ser "evangelistas" até certo ponto.  Os discípulos perseguidos iam a toda parte "pregando [evangelizando] a palavra" (Atos 8:4).  Quem "fala das boas novas" evangeliza, até mesmo aquela irmã que se senta na mesa da cozinha compartilhando a mensagem com a vizinha ao lado.  Ela tem a restrição de não poder ter autoridade sobre o homem, mas não está impedida de compartilhar as boas novas dentro desse papel funcional.  Todos devemos contar a história de Cristo.

Os pastores são dons de Cristo para apascentar o rebanho dele.  Eles são homens no "rebanho de Deus que há entre" nós que atingiram um caráter espiritual maduro (que chamamos qualificações), a fim de "governar" (liderar, estar à frente, persuadir, Hebreus 13:7, 17).  Sendo homens de qualidade no caráter, servem de exemplo para o rebanho (1 Pedro 5:3).  Sendo capazes de ensinar, podem persuadir e convencer pela sabedoria de Deus (Tito 1:9).

Os santos precisam de homens sábios para guiá-los ("presbítero" refere-se a essa pessoa madura); precisam de homens justos que os influencie ("imitai a fé que tiveram"); precisam de homens prestativos que cuidem de suas almas ("pastor" e "supervisor" sugerem isso).  O retrato que o Novo Testamento apresenta desses homens e o trabalho deles dizem respeito a homens que cuidam tanto da alma dos santos, que desejam a oportunidade de ajudar outras pessoas a crescer espiritualmente.  Representa homens com profundo desejo espiritual de servir e que já estão buscando realizar isso; homens que já se ocupam de edificar o corpo e estão limitados somente pela oportunidade que vem com a ordenação.  Deus quer homens, sim, os santos precisam de homens dispostos a dar a energia, o tempo, o amor e as lágrimas; homens que estejam dispostos dia e noite, em público e de casa em casa; homens que não reterão nada que seja proveitoso, mas declararão todo o conselho de Deus.  O que Paulo tinha estado fazendo em Éfeso enquanto esteve lá deve ser agora a tarefa dos bispos (Atos 20:17-35).  Se um homem não ama a alma dos santos, que não se intrometa no papel do presbítero; não passará de um mercen'e1rio e corromperá o sistema de Deus.  Atente para as advertências aos pastores de Deus em Ezequiel 34:11-24.

Todos devemos ser mestres.  Sempre há alguém para ajudarmos compartilhando com ele o que sabemos sobre a vontade de Deus.  Falemos todos a verdade em amor, para que cresçamos nele, que é o Cabeça.  A obra da redenção não termina até que todos não mais sejam "meninos, agitados de um lado para outro", por qualquer "vento de doutrina" ou "artimanha" (Efésios 4:11-16 e 1 Tessalonicenses 5:12-15).  1 Coríntios 12:12-27 e Romanos 12:3-8 retratam um corpo (organismo vivo) que se mantém sob o comando de Cristo, sua cabeça.  O objetivo: que "Cristo se forme" em nós (Gálatas 4:19)