sábado, 3 de setembro de 2016


A Mente de Cristo
Filipenses 1:27-2:30

A importância da união (1:27 - 2:4). Filipos era uma colônia do Império romano. Os cidadãos viviam como romanos, respeitando as leis de Roma e pagando impostos a César. Eles gozavam da segu-rança e dos benefícios de serem cidadãos romanos, ainda que vivessem a uma grande distância de Roma. Parte da força de Roma era a união de suas colônias através do mundo antigo: todas elas estavam se esforçando juntas pelo bem comum.
 
Semelhantemente, os cristãos filipenses eram uma "colônia" do céu. Quando Paulo escreveu "vivei de um modo digno" (v. 27), ele estava lhes dizendo para "viverem como cidadãos" de sua cidade capital: o céu (veja 30:20). Um cidadão tem que manter um certo perfil. Como o resto do mundo saberia que os filipenses eram romanos? Eles viviam como romanos. Como o mundo saberia que eles eram cidadãos do céu? Eles teriam que viver como santos: em união, amor e serviço. O Império Romano era forte, mas no fim caiu. A unidade da cidadania cristã é parte de "um reino inabalável" (veja Hebreus 12:28).
 
A mente de Cristo (2:5-11). 
Para os santos filipenses servirem bem uns aos outros, deixando seus próprios desejos pelo bem comum de todos os santos, eles teriam que aprender a ser desprendidos. Muitos reinos tinham caído por causa do egoísmo e da ganância. Mas o reino do céu estava estabelecido no serviço desinteressado aos outros. Jesus Cristo -- o próprio Rei -- veio como um servo (vs. 6-7), e serviu a toda a humanidade vivendo sem pecado e morrendo numa cruz. Se Jesus pode humilhar-se para descer do céu e servir os homens, estes podem humilhar-se para descer de seu orgulho e servir os outros.

Realize sua salvação (2:12-16). A salvação é uma dádiva de Deus (veja Romanos 6:23), mas exige uma resposta por parte dos homens para a receberem. Essa resposta é obediência. Paulo encoraja-os a continuarem obedecendo, justo como tinham feito quando ele estava com eles (v. 12). Ele incita-os a obedecer "porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (v. 13). Quando obedecemos a Deus fielmente, ele trabalha em nós para a salvação. A obediência jubilosa e unida dos servos de Deus é "luz" num mundo escuro onde as pessoas vivem com ira e disputa, servindo só a si mesmas.

Vários exemplos (2:17-30). Paulo conclui com três exemplos de serviço desinteressado. Paulo estava feliz (vs. 17-18) por ser "oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé".Timóteo (vs. 19-24) não era como os outros, que "buscam o que é seu próprio" (v. 21), mas queria fazer as jornadas perigosas de ida e volta a Filipos para servir a Paulo e seus irmãos. E Epafrodito (vs. 25-30), "por causa da obra de Cristo chegou às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida". Que Deus ajude todos nós a sermos um exemplo de serviço desinteressado.

FILIPENSES 1: 1-16

Da prisão, Paulo escreve aos irmãos filipenses um apelo emocionante e encorajador para serem unidos e constantes.
 
Saudação (1:1-2). Paulo não escreve aos seus amigos em Filipos de sua posição como apóstolo, mas sim de sua posição ao lado deles, em jugo como eles no serviço ao Senhor. Suas palavras são para todos  os santos em Cristo Jesus em Filipos -- frisando a importância deles serem unidos na recepção da mensagem que ele está enviando-- mas com ênfase especial nos bispos e diáconos da congregação, cujo trabalho é de ajudar em manter os irmãos unidos e constantes no serviço do Senhor.

Ele lhes deseja graça e paz de Deus; onde essas coisas abundam, a unidade e constância também abundarão.

A oração de Paulo (1:3-11).  Paulo é sempre agradecido por tudo que ele tem recebido do Senhor, e ele vê os irmãos em Filipos como mais uma dádiva de Deus, porque o ajudaram desde o início de seu serviço de evangelização. Ele tem saudades deles "na terna misericórdia de Jesus Cristo" (1:8), mas, ao invés de orar pelo próprio desejo de os ver de novo, ele ora pelo crescimento espiritual deles. Se eles crescerem em amor, com conhecimento e discernimento, Paulo sabe que terá oportunidade de os ver de novo após esta vida, que é mais importante que os ver outra vez nesta vida. O desejo dele é que Deus seja glorificado pelo crescimento frutífero dos irmãos em Filipos.

Pregando Cristo (1:12-18). Paulo não perdeu nenhuma oportunidade para pregar Cristo; mesmo na cadeia, ele estava pregando aos perdidos. Outros, também, estavam pregando. Alguns ficaram animados pelo exemplo de Paulo na prisão e se esforçaram para pregar mais fora da prisão. Outros, talvez egoístas em querer mostrar que o apóstolo não era o único capaz de ganhar almas, estavam pregando zelosamente. Paulo não demonstrou o mesmo caráter daqueles com atitudes erradas. Ele não sentiu inveja deles como eles esperavam. Antes, ele louvou ao Senhor porque Cristo estava sendo pregado. O poder da salvação está na palavra (veja Romanos 1:16); aqueles que procuram a salvação, vão ouvir a palavra da verdade e a seguir, ao invés de seguir os homens que a ensinam.

Vivendo em Cristo (1:19-26). Paulo conhece apenas duas opções: viver como Cristo viveu, ou morrer como Cristo morreu (1:21). Essa é a chave para entender a atitude de Paulo. Porque ele vive como Cristo viveu, ele não se envergonha de estar preso. Sabe que será provado justo no dia do Senhor, assim como Cristo foi provado justo pela ressurreição. Uma vez que ele vive como Cristo, sabe que a morte será para ganhar a recompensa eterna com o Pai. Portanto, o desejo sincero de Paulo é que Cristo seja magnificado no seu corpo, e que sua vida encoraje os irmãos em Filipos. Ele preferiria morrer agora para estar com Cristo. Mas, se a decisão fosse dele, ele escolheria ficar para trás para continuar servindo, ainda na carne, aos seus irmãos, para o bem maior deles e não para o próprio bem dele.

Os dons espirituais



A Lição 10, intitulada “Os Dons Espirituais” (que trata dos Dons de Manifestação do Espírito, assim classificados teologicamente), está muito rica em informações conceituais, históricas e descritivas. Desta forma, optei (mais uma vez) por uma abordagem exclusivamente prática sobre o assunto.
Conforme podemos entender pela Palavra de Deus:
1. É o Espírito Santo quem realiza as manifestações sobrenaturais dos dons (1 Co 12.11a). Os dons não podem ser “usados” quando bem queremos. É Deus, por seu Espírito, que nos usa, e isto quando bem quer. Há muitos que tentam usar a Deus. Fico surpreso quando pregadores e ensinadores cristãos “mandam” que os seus ouvintes falem em línguas. Falamos em línguas quando queremos, ou nos é concedido falar pelo Espírito (1 Co 12.7)? Certa vez um irmão me falou que tinha recebido o dom de línguas. Para comprovar o fato me disse: “recebi sim o dom de línguas, olha aqui…” e começou a falar em línguas (um negócio realmente muito estranho). Numa igreja batista em J. Pessoa-PB, apareceu uma certa irmã tentando dar aulas de como falar em novas línguas. Tem até um padre na internet que ensina a falar em língua (CLICK AQUI). Demos aqui o exemplo do dom de línguas, mas nenhum outro pode ser manipulado por quem quer que seja. Pode-se manipular pessoas, mas não os verdadeiros dons espirituais aqui tratados, que manifestam-se eventualmente, inesperadamente e imprevisivelmente;
2. A concessão dos dons espirituais não está fundamentada nos méritos humanos (1 Co 12.11b, 18). É o Espírito que distribui os dons, a cada um, como bem quer (soberanamente). Cargos e funções na igreja podem ser concedidos pelos líderes por amizade, paternalismo, politicagem, interesses pessoais etc., mas o Espírito não age assim. Ele é santo e reto. Não se barganha com o Espírito, nem ninguém pode comprá-lo;
3. Os dons espirituais não nos tornam melhores do que ninguém (1 Co 12.10-27). O dons espirituais não são um atestado de boa conduta, nem transforma o caráter cristão. Apesar da manifestação dos dons na igreja de Corinto, uma série de problemas de ordem moral, familiar, eclesial etc. lá aconteciam. Os portadores dos dons espirituais não são crentes de primeira classe, nem devem se vangloriar pelos dons, pois são concedidos para a edificação pessoal e da igreja (1 Co 14.4) mediante a graça e a misericórdia de Jesus;
4. O dom de línguas (assim como os demais) não é concedido pelo Espírito a todos (1 Co 12.30). Resolvi enfatizar a concessão do dom de línguas, pela importância extremada que ele recebeu no meio pentecostal assembleiano. Temos pelo menos três maneiras de entender o que Paulo quiz dizer com: “Falam todos em outras linguas?”. A primeira, é afirmar que nem todos poderão ser batizados com o Espírito Santo e por isso não falarão em outras línguas. A segunda, é dizer que as pessoas que falaram em línguas por ocasião do batismo e não mais voltaram a falar, negligenciaram o dom (é a forma mais comum de interpretar o fato). A terceira, entende que todos poderão ser batizados com o Espírito Santo, evidenciando-se tal batismo pela manifestação de línguas (At 2.1-13, 37-39; 8.14-19; 10.44-48). Neste caso, muitos só falaram (ou falarão) em línguas por ocasião do batismo, mas por não terem simultaneamente ou posteriormente recebido o dom de “variedade de línguas”, nunca mais falarão. Particularmente, prefiro essa terceira hipótese por entender que se alinha melhor ao contexto da concessão dos dons.
5. O dom de profecia é mais útil e superior ao dom de línguas (1 Co 14.1-5). Deixemos que o próprio texto bíblico no fale: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.” É triste e lamentável ver na igreja irmãos serem tidos por “menos” espirituais por não falarem em línguas, ou não falarem em público.
Haja ignorância e desconhecimento dos ensinamentos bíblicos! Por outro lado, há milhares de crentes que falam em línguas, ou manifestam algum outro dom do Espírito, que tratam mal a mulher e os filhos, são arrogantes, caloteiros, invejosos, maldizentes, com terríveis falhas de caráter e etc. Parecem ser espirituais, mais é somente “fachada”. Não se espante. Saul, mesmo reprovado por Deus ainda profetizou (1 Sm 15.22-28; 19.20-24). Muitos que aparentam ter algum nível de espiritualidade, não são, nem serão conhecidos do Senhor (Mt 7.22-23);
6. O batismo com o Espírito Santo não é prerrogativa para se receber todos os dons espirituais (1 Co 1.1-7). A não ser no caso do dom de variedade de línguas (por questões lógicas e óbvias da Teologia Pentecostal), os demais dons de manifestação do Espírito não necessitam do batismo com o Espírito Santo para atuarem na vida do crente salvo (alguns afirmam que para interpretar as línguas é necessário ser batizado com o Espírito Santo). Na vida de milhares de servos de Deus os dons de manifestação do Espírito estão presentes por se crer em sua atualidade, sem que todos estes sejam batizado com o Espírito Santo.
O próprio comentarista da lição bíblica, pastor Antonio Gilberto, consultor doutrinário e teológico, afirma que Daniel tinha o dom da palavra da sabedoria (Dn 1.17; 5.11, 12; 10.1), em Eliseu operava o dom da palavra da ciência (2 Rs 5.25, 26) e em Aías (1 Rs 14.1-8), Moisés, Elias, Eliseu e inúmeros outros servos de Deus tinham o dom de operação de maravilhas (Jo 6; At 8.6, 13; 19.11; Js 10.12-14). Eram Moisés, Daniel, Elias, e Eliseu batizados com o Espírito Santo, para que estes fenômenos através de suas vidas se manifestassem? Certamente você conhece irmãos e irmãs, servos e servas de Deus (das mais variadas igrejas, inclusive tradicionais) que manifestam em suas vidas alguns dos dons de manifestação do Espírito, sem serem batizados com o Espírito Santo (revestimento de poder evidenciado pelo falar em outras línguas).
Nenhuma tradição, credo ou teologia está acima da verdade revelada nas Santas Escrituras. Nenhum ensino doutrinário e teológico dever ser recebido passivamente, sem a devida análise e investigação (At 17.11).
Nenhuma denominão evangélica é detentora dos direitos e privilégios exclusivos da manifestação do Espírito (1 Co 12.4-6).
Nenhum crente salvo deve se privar destas bençãos e de ser uma benção, antes, deve buscar com zelo os melhores dons (1 Co 13.31 e 14.1).

Não corra atrás do vento!



Salomão em seu tempo de aflição e meditação chegou à máxima conclusão sobre a vaidade quando escreveu em  Eclesiastes 2:26: “Descobri que todo trabalho e toda realiza­ção surgem da competição que existe entre as pessoas. Mas isso também é absurdo, é correr atrás do vento.”
Ele foi o rei mais sábio e mais habilidoso de todos os tempos. Juntou riquezas, negociou bons produtos em seu mercado, e contratou as mais especializadas mãos de obra de engenharia, arquitetura e artes de seu tempo. Fez alianças proveitosas para si, construiu o Templo e outros grandes projetos (inclusive alguns que nem precisavam), mas enriqueceu o seu reinado em Jerusalém. A ele foi dada a incumbência de erguer a Casa de Deus ali, tarefa essa dada por Deus a seu pai Davi. (I Cr. 22:8-11).
Salomão, então inicia a sua empreitada e o seu reinado de forma excelente. Primeiramente pede a Deus sabedoria para reinar sobre Israel e para governar sobre o povo, uma nação e uma nacionalidade conquistada e consolidada a duros esforços de Davi. (II Cr. 1:2-13)
Logo o novo rei faz amizades, parcerias e alianças com os engenhosos fenícios, e ao ganhar a graça do rei de Tiro,  através da convocação de cerca de 180 mil escravos negociados na Fenícia, em troca de trigos e outras especiarias, constrói e conclui o templo em cerca de 07 (sete) esperados anos. “Pronto! Era o que Davi, meu pai sonhava, mas que Deus entregara a mim a finalização de tal projeto”.  Deus prometeu que os seus olhos e ouvidos estariam atentos às orações que surgissem naquele lugar.  (I Reis 9:3).
Não obstante, dada à vaidade, o Rei resolve agradar as sua centenas de concubinas, e,  para estas constrói os mais valiosos e esbeltos palácios.  É aqui que começaremos este estudo.
O Senhor fez aliança eterna com Davi, pai de Salomão (II Sm. 23:5 e Is. 55:3).  Ele prometeu que a herança de Davi seria eterna (um governo eterno, Jesus). Que, Salomão ergueria o templo, Deus também falou a Salomão sobre esta aliança, e deu ao sucessor a chance de obedecer aos seus estatutos. Contudo o reio Salomão foi vencido por sua imaturidade espiritual, e pelo espírito de avareza e de cobiça. A vaidade, uma qualidade  exercida primeiramente pela astúcia da serpente lá no Éden, suscitando a queda do homem, também, veio a invadir o coração de Salomão, e isso o levou à decadência e à decadência de seu povo, como o Senhor lhe houvera dito em I Reis 9:3-9:
“O Senhor tornou a aparecer a Salomão; como lhe tinha aparecido em Gibeom.
3  E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração, e a súplica que fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.
4  E se tu andares perante mim como andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos,
5  Então confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre; como falei acerca de teu pai Davi, dizendo: Não te faltará sucessor sobre o trono de Israel;
6  Porém, se vós e vossos filhos de qualquer maneira vos apartardes de mim, e não guardardes os meus mandamentos, e os meus estatutos, que vos tenho proposto, mas fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes perante eles,
7  Então destruirei a Israel da terra que lhes dei; e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença; e Israel será por provérbio e motejo, entre todos os povos.
8  E desta casa, que é tão exaltada, todo aquele que por ela passar pasmará, e assobiará, e dirá: Por que fez o Senhor assim a esta terra e a esta casa? 9  E dirão: Porque deixaram ao Senhor seu Deus, que tirou da terra do Egito a seus pais, e se apegaram a deuses alheios, e se encurvaram perante eles, e os serviram; por isso trouxe o Senhor sobre eles todo este mal.

Palácios e mais palácios

Apesar de toda a sabedoria que Deus haveria dado a Salomão, o rei cometeu grandes deslizes, em suas distrações. Foram essas irrelevâncias que bloquearam a sabedoria do rei e os cegaram os sentidos espirituais.  As mulheres da vida lhe cobraram um alto preço de vaidade também. Para elas, o rei distraído e desviado do propósito de Deus, construiu palácios mais exuberantes que o templo e a casa do próprio rei, e também altares de idolatria aos mais perversos deuses de outros povos. Era mais uma gaveta de embaraço que estava começando a se encher num armário de armadilhas emocionais que custariam muito caro. O rei confessaria mais tarde, o quanto esteve correndo atrás do vento.
A manutenção da exuberância dos palácios salomônicos gerariam impostos elevadíssimos, e, claro, o descontentamento político e social começaria a sucumbir. Logicamente que adversários começariam surgir. Era difícil continuar mantendo a ostentação diante da iminente miséria de seus vizinhos. Com políticas econômicas opressoras, Salomão havia esquecido até de suas origens humilde e camponesa ao estabelecer tributos de elevadas cargas monetárias ao povo e ao estrangeiro. Era necessário manter a honra de toda aquela estrutura pomposa e fabulosa.  E, você? Que reino você está construindo? Um reino temporal de um pastor, de um apóstolo, de uma igreja ou o Reino do Rei dos reis e Senhor dos senhores?
O povo humilde esquecido e com Deus já há tempos afastado, era óbvio que aquilo que estava sendo desenhando na história de seu reinado era um mergulho em mais um cego e novo abismo. Como dizem as Escrituras: “um abismo chama outro abismo”.  Com a estrutura espiritual dos palácios  abalados e o propósito do templo de Deus corrompido,  os reflexos desse efeito espiritual na nação de Israel viria a ser avisadamente devastador.
Salomão estava tão distraído com os propósitos eternos de Deus que, apesar de que estava engrandecendo o nome de seu território, ele não estava percebendo o quanto estava enfraquecendo a sua nação.
  • Salmos 42:7
“Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim.”

Deusas e mais deuses

Os reis do oriente possuíam grandes haréns, e o número de esposas significava poder, glória e majestade. Quanto mais mulheres, mais poder!  Salomão exagerava nessa ostentação.
(I Reis 13) registra esta história:
O rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias,
2 Das nações de que o Senhor tinha falado aos filhos de Israel: Não chegareis a elas, e elas não chegarão a vós; de outra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se uniu Salomão com amor.
3 E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
A Poligamia não era admitida, apesar de que alguns homens de Israel, assim como Salomão, levados por vaidade ou falta de entendimento o fizeram. Contudo todos tiveram que colher frutos amargos por causa desse costume. Mas, e quanto a você, homem de Deus deste século, quantas mulheres você tem? Saiba que as consequências da desobediência são pesadas. Continuemos na história de Salomão:
4 Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
5 Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas.
6 Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor; e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai. 7 Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.
8 E assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses. 9 Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão; porquanto desviara o seu coração do Senhor Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera.
10 E acerca deste assunto lhe tinha dado ordem que não seguisse a outros deuses; porém não guardou o que o Senhor lhe ordenara. 11 Assim disse o Senhor a Salomão: Pois que houve isto em ti, que não guardaste a minha aliança e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo.
12 Todavia nos teus dias não o farei, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei;
13 Porém todo o reino não rasgarei; uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor a Jerusalém, que tenho escolhido.”
Conta o historiador Claudionor Corrêa de Andrade, em seu Livro, A História de Jerusalém, que “cada concubina tinha direito a cinco servas. O harém ainda dispunha de eunucos e outros empregados de manutenção”. Um gasto enorme para manter a honra em tais competições de haréns.
Eunuco eram homens castrados, contidos na sexualidade, considerados servos de absoluta confiança do rei, e como recompensa, elevados salários lhes eram confiados também. Os estudiosos chegam a descrever cerca de trinta e cinco mil pessoas dentro do harém de Salomão. Ele esqueceu-se da generosidade e fidelidade de seu Deus para se entregar às filosofias faraônicas e orientais de seu tempo. Competindo com outros reinos, em busca de honras e mais honras, Salomão alimentava as suas vaidades. Qualquer semelhança com o nosso tempo seria mera coincidência?

As vaidades de Salomão

Salomão havia construído o Templo requerido a Davi pelo Senhor, e, logo, logo, viriam as demais suntuosas construções de suas vaidades, aquelas que atrairiam belos e interessados olhares de todos os povos ao redor do Egito e Eufrates.
Fama, respeito, notoriedade, foram sendo introduzidos ao rei, ao passo que o propósito eterno de Deus ia ficando de escanteio. Salomão começaria a se distrair com outros propósitos, aqueles temporais e terrenos que a vaidade do homem os requer Aliás, o palácio do rei, as casas de suas mulheres, e o seu harém, chamaria mais a atenção do que o próprio templo de Deus. O rei estava mais conhecido na terra do que o próprio Deus de Israel.
E, quanto a você, igreja do século 21, qual vaidade tem distraído a você como igreja em sua cidade ou em sua nação? A quem você deseja impressionar, a Deus? Com quem você estaria competindo coisas? O que você está construindo como igreja, reino próprio ou o reino de Deus?
Continuando…
Os Fenícios derrubaram muitas árvores para servirem a Salomão. A casa do rei era conhecida ironicamente como a Casa da Floresta do Líbano, pois foi de muitos milhares de madeiras daquele país que sua estrutura fora construída.  Todo rei ou rainha importante, de tanto ouvirem falar da fama de Salomão e de Israel queriam visitar Salomão. Então, muitos e ricos presentes lhes era entregue em cada visita. O acúmulo de riquezas fez do rei o homem mais rico e poderoso de todo o Oriente Médio de sua época. Naquele tempo o metal mais precioso era o ouro, porquanto a prata nem ganharia importância diante de tanta expressão e glamour do amarelo dourado e reluzente. Muitas terras tinha o rei.
O Egito já estava enfraquecido, mas Salomão, distraído com as suas vaidades, não estava prestando atenção em duas coisas muito importantes:
  1. Deus; o Senhor da história e da eternidade; com sua generosidade e infinita misericórdia, o único Deus é bom e justo;
  2. O inimigo. Os inimigos são trapaceiros, sagazes, maliciosos, astutos, sutis, cruéis, e mortais. No caminho da descendência de Salomão viriam por aí os impérios assírio e babilônico… Mas, seria do Egito que viria o primeiro adversário a se levantar contra os hebreus (I Reis 11:14).

Deus se movendo na história da humanidade e da eternidade

Por aqui já está dando pra gente perceber que as distrações da vida são geradas por coisas que envaidecem o coração do homem. Sutilmente, a sua mente deixa de valorizar as coisas que Deus mandou valorizar para que, envolvendo-se em distração, esqueça-se da adoração.  A vaidade o faz competir. Ninguém poderá chegar ao seu nível, seja nível de conhecimento, seja de instrução, seja de adoração.
O rei Salomão pensou nisso, quando deixou de agir com sabedoria para valorizar apenas a sua inteligência e habilidade: “Descobri que todo trabalho e toda realiza­ção surgem da competição que existe entre as pessoas. Mas isso também é absurdo, é correr atrás do vento (Eclesiastes 2:26)
E, você, hoje? Tem dado mais valor ao que JESUS nos mandou fazer ou aos vários entretenimentos gospel de nosso século? O que você tem feito como “igreja”, tem gerado mais vaidade ou mais espiritualidade? Como igreja, você tem chamado a atenção para si, sua inteligência, e suas habilidades. A sua atenção está mais voltada para o seu palácio na terra ou para o Reino Eterno de Yeshua?
João Batista apontava somente para o Messias. Ele não tinha nada, não era nada, nem profeta se considerava um, mas, segundo Jesus, jamais houve ou haverá ninguém maior que ele dentre os homens nascido de mulher! (Lucas 7:20).
Pois é, Deus está se movendo na história Dele. Ele escreveu a nossa história com o dedo perfeito Dele no tempo Dele porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Mas e você está se movendo dentro desse contexto divino, e dentro da ideia original de Deus ou encontra-se distraído com a história ou ideia humana.
TESTE DE VAIDADE. VEJA SE VOCÊ ESTÁ CORRENDO ATRÁS DO VENTO:
Salomão, o sábio, depois de todo o seu trabalho, diante de muitas tolices, meditou em sua fadiga e observou os SEUS resultados com a seguinte avaliação em Eclesiastes 1:17: “Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há nenhum proveito no que se faz debaixo do sol.”
Não é que Jesus falou o contrário disso, quando disse para sermos abundantes, e que o nosso trabalho NÃO é vão (no Senhor), pois é, “no Senhor”. Jesus não correu atrás do vento. Ele não tinha vaidade alguma.
Conclusão
O homem mais sábio do mundo, distraído em suas vaidades, foi dominado por seus desejos e os desejos de suas mulheres.  Assim, colecionou glórias e honras, as quais, de acordo com os Estatutos do Rei Eterno, deveriam ser espiritualmente desabilitadas. Eram temporais, e coisas temporais não podem sobrepujar às eternas. Apesar de suas tolices, no fim de sua vida e reinado, aquele homem resolveu arrepender-se, alcançando a misericórdia de Deus, com uma simples oração: (Eclesiastes 12:13).
“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”.
E, com essa oração, Salomão demonstrou a nós, que Deus não deixou, nem deixará de participar, nem de governar a história da humanidade e das Nações, até que venha o reino Dele e seja feita a Sua vontade assim na terra como no céu. Você precisar ser um personagem ativo (não um mero ouvinte) da história de Deus para executar as ações de implementação e perpetuação de Seu reino eterno e inabalável. Ele é o Senhor da Nações e da Eternidade. Não se distraia e Siga a Jesus!

O jejum escolhido por Deus

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Igreja do século 21, jejum, assim como a esmola e a oração, é algo secreto, e não exibição!! Foram as únicas coisas que Jesus nos mandou fazer em “oculto” – Jejum (Do hebraico “tsun” e do grego, “nesteia”, abster-se de comida).
Isaías 58 trata desse assunto (O JEJUM) de forma bem dinâmica. Acontece que, muitos atropelam o contexto e, passam diretamente para o que é só interesse pessoal, Vejamos Is. 58:8-12:
“Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda.
9 Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;
10 E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.
11 E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.”
Que alegria!!… Tudo bem!… Contudo, vejam bem o que DIZEM os versos anteriores (vs 3-7):
“3 Dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho.
4 Eis que para contendas e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto.
5 Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao Senhor?
6 Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?”
Ops!… Temos que reler!… Então, depois da releitura do texto, que tal a leitura do capitulo inteiro, pois mais adiante, sobretudo o verso 13:
“Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras,
14 Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse.”
Então, irmãos, se colocarmos o nosso entendimento nos princípios da Palavra de Deus, vamos ter um benefício maior acerca do Jejum. Afinal esta ferramenta tem um fim de nos santificar não é para a glória de nenhuma igreja ou ministério, e, sim para a glória de Deus.
Não temos méritos sobre o jejum. As Escrituras ensinam que o povo de Israel ora jejuava para santificar-se para o dia da guerra (2 Cr. 20); ora jejuava como sinal de choro pela nação (I Sm. 31-13); ora jejuava como forma de arrependimento nacional (I Sm. 7:6), etc. O jejum também serviu de modelo como preparação ministerial e fortalecimento emocional (Mt. 4-1:12).
O propósito do Jejum é sempre nos aproximar mais de Deus (Joel 2:12-15)
“Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.
13 E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.”
Exemplos Clássicos de Jejuns Espiritual
Como exemplo de que não temos méritos sobre jejum, vamos nos concentrar na história de Jeroboão e de Jesus.

O jejum de Jeosafá

O rei Jeosafá, clamou aos céus em 2 Crônicas 20. Ele proclamou um santo Jejum, pois os moabitas, amonitas ameaçavam pelejar e devastar toda o reino de Judá. Ele orou. Quando vc jejua você ora? O principal motivo deve ser esse, de buscar a face de Deus.
Jeosafá se humilhou. Quando você jejua, você se humilha?
Jejum não é passar um pouco de fome, nem fazer dieta.
Jejum não é passar um pouco de fome e depois falar para todo mundo que você é “santo” e “poderoso”. Não. isso não. O jejum aponta para o céu. O jejum que fizermos deverá dizer que Deus é Santo e Todo Poderoso, não nós, nem a nossa igreja, mas Deus!Jeroboão e todo o povo seria exprimido e derrotado, consequentemente expulso da terra que Deus prometera a Abraão.
Eles não dariam conta daqueles exércitos de homens furiosos!! Mas,ele agiu por fé (não apenas fazendo um regime ou dieta, mas jejum de verdade) não por emoção, mas por fé! E, Deus honrou a aquele homem. Vejamos a sua oração:“Ah! nosso Deus, porventura não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti”
Então a resposta do Senhor chegou do céu, ativando um dos levitas entre o povo, Jaaziel, e disse: “… Assim o Senhor vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus.(vs 10-18):
16 Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz, e os achareis no fim do vale, diante do deserto de Jeruel.
17 Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco.
18 Então Jeosafá se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o Senhor, adorando-o.
O resultado daquele santo jejum, (e não dieta), porém, algo “espiritual” e “sobrenatural” = Vitória!!! (vs. 22-23):
“E, quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir, que vieram contra Judá, e foram desbaratados.
23 Porque os filhos de Amom e de Moabe se levantaram contra os moradores das montanhas de Seir, para os destruir e exterminar; e, acabando eles com os moradores de Seir, ajudaram uns aos outros a destruir-se.”
Jeosafá e o povo jejuou, venceram, e deram glória a Deus!!

Jesus ensinou sobre o Jejum:

“E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
3 E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
4 Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”
Ele sentiu fome, foi tentado, mas não cedeu! O seu jejum tinha um propósito. A sua fome estava compensada pela comida espiritual. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra de Deus…” Quando você se esvazia de comida, você se alimenta do Espírito?
Jesus venceu, e foi honrado por anjos servidores. (Mt. 4:11).
A batalha de Jesus com satanás foi em secreto, no deserto. Daí, veja mais o que Jesus ensinou sobre o jejum mais lá na frente:
“E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
17 Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,
18 Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mt. 6:16-18).
Concluindo, o jejum é um sentido pleno de humildade e total dependência perante o Altíssimo, e nunca um sentido de orgulho espiritual, religioso pessoal ou institucional.
Bom, “informações” sobre o jejum tem muitas, contudo oremos para que o nosso Deus nos traga mais “revelação” sobre isso, em nome de Jesus!

Que tal conversarmos um pouco sobre o Reino de Deus?!



Que tal conversarmos um pouco sobre o Reino de Deus, afinal, este era o tema preferido de Jesus. Ele falou mais a respeito deste tema do que sobre qualquer outro, principalmente por conta da expectativa dos judeus, que entendiam que o Messias, o Rei prometido, viria para restaurar o reino político de Israel. Jesus precisou explicar a verdadeira natureza de seu Reino, ensinando que o seu reino não era do tipo humano e político: “meu reino não é deste mundo” (Jo 18:36). E dizendo: “não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17:20).
Jesus venceu a tentação política relativa aos reinos deste mundo (Mt 4:8-9). Disse a Pedro: “Embainha a tua espada” (Mt 26.52), pois seu reino não vem pela via da força e nem por violência (Zc 4:6; Mt 26:52). Jesus optou pela via da cruz, atraindo todos a si pelo seu amor sacrificial ali revelado (Jo 12.32). Veio como um rei manso e humilde (Lc 19 e Zc 9:9), para estabelecer um reino contrário ao espirito deste mundo. Um reino onde maior é o que serve e onde os últimos é que são os primeiros! (Lc 22.26) E felizes são os humildes, os que choram, os mansos, os que tem fome e sede de justiça, os misericordiosos e os que sofrem perseguição por causa de Cristo e seu reino de “justiça e paz e alegria no Espírito Santo” (Mt 5 e Rm 14:17).
Jesus iniciou seu ministério anunciando a proximidade do Reino (Mc 1.15), pouco depois, declarou que o reino já havia chegado: “Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós” (Lc 11:20). Jesus amarrou Satanás: “Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo?” (Mt 12:29). E disse ainda: ”Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso.” (Jo 12:31). Ele afirmou ter visto a Satanás caindo, perdendo poder, em um contexto de euforia dos discípulos por terem sido capazes de expulsar demônios em nome de Cristo (Lc 10:18).
Na cruz, Jesus triunfou sobre principados e potestades (Co 2.15). E, depois de ressuscitado, passou quarenta dias discorrendo sobre o Reino de Deus (At 1.4) e, por fim, antes de subir aos céus e assentar-se no trono de sua majestade, declarou: “Todo poder me foi dado no céu e na terra!” (Mt 28:18).
Jesus tornou-se Cabeça de toda autoridade! (Cl 2:10) Do céu, Jesus reina! “E eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado” (Ap 4:2). “Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte.” (1 Co 15:25-26). Jesus foi exaltado acima de todos (Fp 2:9); “fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. (Ef 1:20-21).
Jesus é denominado Senhor 664 vezes no Novo Testamento. Senhor é um título superior ao de Rei. Senhor é o Imperador supremo, que governa sobre os reis da Terra. Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores! (Ap 19.16). E nós, seus discípulos, também já reinamos juntamente com Cristo, pois “nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2:6). Jesus disse aos seus discípulos: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus” (Mt 16:19). “Recebereis poder” (At 1:8). “Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo” (Lc 10:19). As portas do inferno não prevalecerão (Mt 16:18).
Embora cause impacto no mundo material, o reino de Deus se manifesta de maneira espiritual: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17:20). Foi por esta razão que o autor de Hebreus afirmou: “Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés… Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas” (Hb 2:8).
O Reino de Deus tem um começo humilde e discreto e vai crescendo e se desenvolvendo de maneira gradativa como um grão de mostarda (Mt 13.31-32). É um reino em que há ainda muito joio misturado no trigo (Mt 13.24-30). As portas do inferno não podem prevalecer contra o Reino (Mt 16.18), mas ainda tem força para impor resistência e perseguição. Mas, “se Deus é por nós, quem será contra nós?… em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.35 e 37). A Igreja será bem-sucedida em sua missão de fazer discípulos de todas as nações (Ap 7.9)! “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”(Hb 2.14).
Portanto, o Reino de Deus não é facilmente identificado, mas, os que o descobrem, encontram grande alegria (Mt 13:44, 45–46). Deus convida as pessoas para o Reino (1 Ts 2:12 e Mt 22). Devemos partilhar as boas novas do Reino (At 28:31). É necessário fé e arrependimento para entrar no Reino de Deus (Mt 3:1–2). Só os nascidos de novo podem entrar no Reino (Jo 3:3). O Sermão do Monte descreve as qualidades dos cidadãos do Reino (Mt 5:1–19). A vida cristã deve refletir os valores do Reino (1 Ts 2:12).
A plenitude do Reino se dará na Segunda-vinda, quando será destruído o último inimigo que é a morte (1 Co 15.25,26). Teremos o juízo final e os novos céus e terra que Jesus foi preparar e onde estaremos para sempre com Ele e veremos a Deus como ele realmente é. Precisaremos mesmo da eternidade para ir desvendando as facetas deste Deus tão glorioso e eterno! (Mt 25.31-46; 2Ts 1.5-10; Jo 14.2-3; Ap 21 e 1Jo 3.2).