sábado, 3 de setembro de 2016

Como interpretar as 70 Semanas de Daniel?



Qual o significado das “70 Semanas de Daniel (Dn 9.24-27)? Primeiramente gostaria de ressaltar que em nenhum lugar no livro de Daniel ou em qualquer outra passagem da Bíblia encontramos qualquer menção de que exista um lapso, um intervalo ou um parêntesis entre a sexagésima-nona e septuagésima semanas da profecia de Daniel. Pelo contrário, Daniel profetiza: “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo, esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre. Como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o outro. O Grande Deus faz saber ao rei o que há de ser futuramente…” (Dn 2.44,45).
Demonstrarei que a profecia das 70 Semanas de Daniel é hoje muito mais profecia realizada do que escatologia futura. Daniel estava com seu povo no exílio babilônico. Ele estava estudando as profecias de Jeremias que previam que o exílio duraria 70 anos (Dn 9.2). Visto que o prazo dos 70 anos de exílio estava se cumprindo, Daniel, consciente de que o exílio havia sido uma punição de Deus por causa dos pecados de Israel, começa a interceder pedindo perdão a Deus em nome do seu povo, na esperança de que o castigo de Israel estava para acabar com o final dos 70 anos de cativeiro. A oração de Daniel é ouvida (Dn 9.20-23). Mas, para sua surpresa, ele recebe uma visão de 490 anos (70 Semanas), no final dos quais as bênçãos viriam sobre Israel na pessoa do Ungido (Messias).
Em Daniel 9.24, temos os seis propósitos da visão das 70 Semanas: 1. Para fazer cessar a transgressão; 2. Para dar fim aos pecados; 3. Para expiar a iniqüidade; 4. Para trazer a justiça eterna; 5. Para selar a visão e a profecia; e 6. Para ungir o Santo dos Santos. Todos estes propósitos tiveram seu cumprimento na pessoa de Cristo. Da cruz, Jesus bradou: “Está consumado!” (Jo 19.30).
As 70 Semanas estão dividas em três períodos (v.25): 1. Sete Semanas (7×7=49 anos) de reedificação; Seguidas por: 2. Sessenta e duas semanas (62×7=434 anos); seguida do terceiro e último período: 3. Uma semana (1×7=7 anos) – O v. 26 diz que após as sessenta e duas semanas, ou seja, já dentro da última semana, será morto o ungido, após a morte do ungido ocorreria a destruição de Jerusalém e do templo por um povo de um príncipe que haveria de vir (v.26b); período em que surge o assolador (v.27); a visão de Daniel termina com o assolador recebendo o merecido juízo de Deus.
Deve-se observar que a visão tem um caráter todo judaico: “70 semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade…” (v.24a). A visão vem em resposta a oração de Daniel por perdão e libertação do povo. Embora a profecia de Jeremias 25.12 tenha seu cumprimento no retorno do povo à Palestina e reconstrução da cidade e do templo, 70 semanas ainda estão determinadas para libertação espiritual, que só se dará mais tarde com o advento do Messias, que cumprirá todos os seis propósitos da visão. Depois dos dois primeiros períodos (v.26), ou seja, já na última semana, o Messias será morto, o que traz consigo dois resultados distintos: 1) justificação e salvação para os fiéis e 2) e traz para os infiéis o assolador que sitiará a cidade e destruirá o templo, trazendo muita desolação, tais atrocidades são o resultado da rejeição e da morte do Messias. Joyce Baldwin em seu comentário de Daniel disse com muita propriedade que: “Os números são simbólicos e não aritméticos; pelo tempo em que as sessenta e nove semanas tivessem passado, as 70 de Deus estarão quase completas e o elemento designado como um ungido é evidentemente significativo na realização dos propósitos descritos no versículo 24”i
É assim que Jesus interpreta a visão das 70 Semanas de Daniel. Vejamos o registro de Mt 23: “Enchei vós, pois, a medida de vossos pais (comparar com Dn 9.24 e 1 Ts 2.16). Serpentes, raça de víboras como escapareis da condenação do inferno? Por isso eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas. A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis de cidade em cidade; para que sobre vós recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o santuário e altar. Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração. Jerusalém, Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta… Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra, que não seja derrubada… Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda)… porque nesse tempo haverá grande tribulação…” (Mt 23.32-24.2, 15, 21). Jesus deixa claro que aquela geração (v.36) de judeus que o rejeitaram seria punida conforme profetizou Daniel, com a casa ficando deserta (v.38) e o templo destruído (24.2). No ano 70 d.C. se deu o cumprimento da profecia de Daniel e de Cristo sobre o abominável da desolação e a destruição do templo. O historiador Josefo que foi testemunha ocular daqueles eventos disse que os judeus nunca haviam sofrido tamanha tribulação em toda a sua história como nação. Josefo conta que mais de 1.3000.000 judeus foram mortos durante os sete anos em que Jerusalém ficou sitiada pelos exércitos romanos, chefiados pelo General Tito, que culminou, em 70 d.C., com a destruição do templo e da cidade. Josefo conta que durante os últimos anos de cerco, a fome era tanta em Jerusalém, que as mães judias estavam matando os seus filhos para comer. Ele ainda conta que os judeus eram crucificados e que por ocasião da invasão não havia lugar na cidade onde não houvessem corpos esparramados uns por cima dos outros.ii De tal forma que as profecias de Daniel e de Cristo tiveram cumprimento literal (Lc 19.41-44; Lc 13.34).
Os Evangelhos sinópticos, escritos provavelmente antes de 70 a.C., relatam as profecias de Cristo quanto ao “abominável da desolação” de que falou o profeta Daniel e a conseqüente destruição de Jerusalém e do templo. Já o Evangelho de João, escrito depois de 90 d.C., nada menciona a este respeito. Podemos concluir que não o faz por entender que tais profecias (Mt 23, 24, Mc 13, Lc 21) tiveram seu cumprimento literal e já, naquele tempo em que o Evangelho de João foi escrito, não eram mais profecias, mas sim história. Seria bom também comparar o relato dos mártires da glória procedentes da grande tribulação conforme encontramos em Ap 6.9s e 7.9s, para notar um caráter completamente distintivo de Grande Tribulação. A Grande Tribulação mencionada no livro de Apocalipse nada tem de judaica, nenhuma palavra é dita sobre destruição de templo. Os mortos nesta grande tribulação são chamados de mártires. Não foram mortos por rejeitarem a Cristo, pelo contrário foram mortos por causa do testemunho que davam de Cristo. Os mártires são cristãos procedentes de todas as partes do mundo e de todas as nacionalidades (Ap 7.9-14). Trata-se, portanto, de uma Grande Tribulação cristã. Entendemos daí que este seja um caso de duplo significado e cumprimento, que mesmo após o cumprimento literal da profecia bíblica, podemos encontrar um outro significado ainda por se cumprir. É como se na visão das 70 Semanas a obra histórica de Cristo e a Sua Segunda Vinda estivessem sendo focalizadas, ao mesmo tempo, através de um telescópio. Sendo este o caso, podemos dizer que mesmo após 70 d.C., podemos entender que está reservado à Igreja uma Grande Tribulação, produto do ódio do Anticristo. Baldwin argumenta que para Jesus o significado do “abominável da destruição” não foi esgotado pela sua aplicabilidade às afrontas de Antíoco Epifânio, mas tem uma espécie de duplo cumprimento que se daria com General Titu e a destruição do templo e de Jerusalém em 70 d.C. Ele conclui este raciocínio dizendo:
O livro de Apocalipse retoma o simbolismo da ‘metade da semana’, expresso em 11.2 como quarenta e dois meses, durante os quais a cidade santa é pisada aos pés; e em 13.5 a bem tem autoridade por um período idêntico. Se este livro foi escrito, como a maioria dos estudiosos o afirma, após a queda de Jerusalém, então temos aqui uma posterior aplicação da nossa passagem a um fim dos tempos que ainda não teve lugar. Assim, o Novo Testamento positivamente encoraja o ponto-de-vista de que, embora hajam eventos neste ínterim que demonstram a verdade das imagens usadas, ela tem a sua perspectiva voltada para adiante, para uma culminação ao fim da história… Como, então, devemos encarar a última das 70 Semanas com relação ao tempo presente? Do ponto-de-vista da perspectiva do autor, a primeira vinda de Cristo é o ponto focal da mirada para a frente, embora a Segunda Vinda em juízo também esteja em vista. Para ele as 70 Semanas cobriam todo o tempo futuro, e a vinda do reino parecia da posição em que ele se encontrava, como um único evento. É a luz do Novo Testamento que temos aprendido a separar a primeira e a Segunda Vindas de Cristo, e, com a ajuda do Seu ensino, a perceber que há um padrão reconhecível na história, que os Seus seguidores devem observar e esperar vê-lo se desenrolando nos acontecimentos do seu próprio tempo. A reinterpretação das visões de Daniel dada por Jesus em Mt 24 e 25 não subestima os sofrimentos que podem ser esperados pelos Seus seguidores; “desolações são determinadas” (Dn 9.26), embora “ainda não seja o fim” (Mt 24.6-8). Mesmo antes da intensa oposição final (Mt 24.15) o crente pode esperar oposição tal como o Mestre experimentou (Jo 15.20), e assim a Igreja como um todo. A visão de Daniel terminou com o perseguidor encontrando o merecido julgamento. Jesus levou a mensagem um passo mais adiante, focalizando a esperança na Sua vinda em glória (Mt 24.30), descrita em termos cunhados por Daniel 7.13. E o quadro ainda mais completo estava para ser dado no livro de Apocalipse.iii
Portanto, não existe nada no texto de Daniel que indique algo como um intervalo ou paralisação do relógio profético. Vemos que tais profecias são hoje mais história, do que profecias apocalípticas a respeito de dias ainda futuros, pois Jesus veio como Rei de Israel e estabeleceu a nova aliança que fôra profetizada por Jeremias. Jesus foi e é a única esperança de Israel. Na sua primeira vinda, Cristo cumpriu todos os seis objetivos da visão das 70 Semanas de Daniel. A Segunda Vinda de Cristo não será o início da septuagésima semana de Daniel, mas, sim, a consumação final. O Reino de Deus não foi postergado, mas já foi inaugurado por Jesus Cristo em Sua primeira Vinda.

Igreja, liderança e governo no século 21



‘Liderança’ e ‘governo’ são assuntos recorrentes, oportunos e muito interessantes para os dias atuais. Contudo, o texto abaixo se limitará ao contexto meramente espiritual, onde neste século temos observado uma urgente necessidade de trazer o tema à reflexão da igreja evangélica. Desta vez este é um escrito dirigido apenas às nossas igrejas evangélicas no Brasil. Assunto bem particular, um tanto delicado, de difícil de aceitação humana neste século da igreja homocêntrica (adoração a homens e a sistemas humanos). Mas, é um tema absolutamente pertinente e verdadeiro. Boa leitura!
Em primeiro lugar, afirmo com propriedade e convicção, fundamentado na Palavra de Deus, que LIDERANÇA NA IGREJA NÃO SALVA! Microfones e púlpitos não salvam! E idolatria gospel não salva! Todos os cristãos precisam tirar isso da cabeça. Definitivamente, ser um líder espiritual ou liderar qualquer sistema religioso não garante salvação a ninguém. Há jovens correndo mais atrás de se tornar um “líder” do que se tornar um “salvo.”
Muitas vezes esses jovens pagam caro por essa obsessão manipulada. Muitos se tornam escravos de sistemas humanos, da manipulação de um outro líder, tornando-se refém de rituais religiosos, perdendo tempo com logros e coisas secundárias, que enganadores chamam de “submissão” em vez de “escravidão” ou “manipulação”.
Nossas igrejas precisam ser ensinadas a lidar com a situação. Essa geração, considerada de “Y” e “Z” pelos sociólogos e demais especialistas de comunicação e comportamento humano não negam ao afirmarem de forma comum que esta é uma geração “fast food”. Portanto, há pressa e urgência, sobretudo para sobressair, saltar e voar sobre sonhos e determinações acadêmicas, profissionais e pessoais do presente século.
Mas, vamos nos deter aqui nas coisas “espirituais”, certo? Pois bem, hoje somos testemunhas de história de muitos jovens cristãos ansiosos também na igreja. E, seguindo o curso do mundo, a cultura da terra, e a inteligência humana, correm apressadamente para se destacarem em meio à multidão. Ser líder, pastor ou apóstolo rapidamente, este é o equívoco atual, a onda do momento na terra! É um sistema assemelhado ao marketing de massa, ou coaching com palestras motivacionais absolutamente deslumbrantes.
Mas, a igreja deste século NÃO precisa de “coaching”, precisa de “sacerdotes. João falou“Examinem as Escrituras” (5:39), e não era à toa. Heresias não faltavam no seu tempo também! (não confundir pastor ou apóstolo com ser um chefe, gerente ou outro executivo comum). Os 05 ministérios espirituais de que Paulo citou em Efésios 4,  são “incomuns”. Não são coisas banais e naturais. Deus é incomum. Ele é sobrenatural! Ele é Santo.
Seus líderes, também, às vezes desavisados, ou no mesmo sentido de correria atrás do vento, até ajudam nessa jornada de encontrar destaque. A inspiração é “estar por cima, e não por baixo”; ou mesmo “somos cabeça e não calda”, baseados em textos acirrados dos tempos de guerras violentas do Antigo Testamento. Até “olho por olho e dente por dente” também tem sido a retórica e o comportamento de muitos jovens não maduros na fé ou ainda sem habilidade na Palavra de Deus.

O QUE É GOVERNO ESPIRITUAL

Agora, sem mediocridades, ou seja, que ninguém pode sonhar com episcopado, é claro, esse “governo”, para um melhor entendimento, e baseado em Gen. 1:28 e Mc. 16:15, trata-se de uma autoridade espiritual do céu em relação à terra, e não, equivocadamente, de um governo de um irmão sobre outro irmão na igreja. Primeiro Jesus tem que nos governar espiritualmente para depois governamos com a cultura Dele sobre a terra. Mas esta ansiosa solicitude da vida inspira os jovens a desejarem ser como líderes, pastores e apóstolos a qualquer preço, o que tem causado graves problemas em comunidades. Nem ainda aprenderam, mas já desejam ensinar. Os apóstolos levaram 03 (três) intensivos e profundos anos de estudos com o Mestre Jesus, antes de passarem a ensinar. Antes do mestrado do reino, vem a escola da vida, a escola de caráter.
É relevante o destaque que deu Augusto Nicodemos ao assunto neste dias. As igrejas estão acostumadas a ouvir o contrário disso. O que é um paradigma para os últimos 20 ou 30 anos no Brasil, uma crítica diversificada sobre um dos modelos, que parecem ser o modelo de liderança contemporânea (ou apostólica), com qualidades que se identificam com o humanismo, mas passo a ressaltar o que realmente interessa para a saúde espiritual e emocional dos cristãos deste século:
·         Efésios 4:11 nos diz:
“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” –
São dons para servir, e não títulos para se satisfazer ou para manipular. Vamos contextualizar estes carismas, destacando apenas as funções mais usuais na igreja do século 21:
Liderança de células – Uma necessidade na igreja sim, e, ótima para aproximar pessoas e compartilhar situações de dificuldades pessoais, emocionais, espirituais e também alegrias. Acompanha-se mais de perto um discípulo. O equívoco, contudo está em os apóstolos destacarem jovens espiritual e emocionalmente despreparados para tal função. Outra atenção que uma liderança celular deve ter é de não deixar que o sistema de células engessem a visão de Deus sobre o evangelho. Por exemplo, transformar reuniões em modelos de festinhas, entretenimentos, e outras coisas que os clubes comuns assim o fazem. Pois o reino de Deus não é comida, nem bebida, mas fazer a vontade de Deus. Lembrem-se: não somos clubes da terra, somos reino do céu.
Liderança Pastoral – Pastores, não se pode plantar “igrejas” como se fossem “lojas de vendas”, onde tudo funciona muito bem com o sistema de marketing de massa, líderes de vendas, gerentes e promotores de venda! Lembrem do que nos escreveu Pedro sobre a verdadeira missão do pastor:“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”. (I Pedro 5:2-3).
Pastor não é somente aquele que prega, lidera ou conhece teologia. O bom pastor vai muito além deste chamado. O bom pastor é aquele que CUIDA das ovelhas DE CRISTO, cuida tanto da saúde espiritual quanto da saúde emocional.
Apesar da tradição, e do orgulho de muitos homens da atualidade, preferindo o isolamento com a “dominação” do “seu rebanho”, engana-se o pastor que acha que NÃO precisa de ajuda. Todo pastor precisa de ajuda, tanto da família, como da igreja e, também de outros pastores ou de um conselho ou de uma ordem, enfim de uma equipe. Pastores também precisam aprender. Precisam receber conselhos. Enfim, pastor também é um ser humano, com necessidades espirituais e emocionais. Foi assim com Davi que precisou de Samuel, e também de Paulo que precisou de Ananias e Barnabé. Sozinho nada se alcança. Isolamento oferece “brechas” para o “confinamento”, ou seja morte espiritual. O confinamento também pode provocar a inclusão ou o avanço de heresias, que é o que acontece quando ninguém pode “contestar” o comportamento ou o “ensino” do líder.
O reino de Deus é um reino de coletividade, pois é um reino de comunhão e de salvação.
Pastor, deste século, se a sua igreja estiver isolada, ou seja, alienada das demais coisas espirituais, ilegítima espiritualmente, na ilegalidade, isto representa grande perigo para a sua vida espiritual e para a vida espiritual de “sua igreja”.
Igreja, pastor não é um ‘rei’, nem é um “deus”, é um ser humano. Pastor também é gente, gente que sente como a gente! Mas, com uma função especial: dar o seu tempo em favor das ovelhas (de Deus). Ainda assim, apesar da autoridade espiritual, nenhum pastor está acima do bem e do mal. Leia as Escrituras e “confirme” a Palavra, seguindo a Jesus, O SALVADOR.
Apesar de ser uma função humilde (biblicamente falando),  como escrito está, o pastor tem a honra de servir a Deus através de uma excelente obra. Um serviço inconfundível e verdadeiro.
“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.” (I Tim. 3:1)… Estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis. (I Tim. 3:10)… Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo(I Tim. 3;11).
  • Marcos 10:45

    Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. (P.S: #SigaaJesus                                                                              Liderança Apostólica – Quando autoritária, abusiva, totalitária, arbitrária ou manipuladora, deixa de ser uma liderança saudável e passa a ser absolutamente nociva à comunidade. Ditadura não vem do céu!! Não procede de Deus, e deve ser imediatamente desabilitada pelos cristãos genuínos.                                                                                                                                           Toda liderança, quando exercida de forma individual, tem elevado risco de se cometer erros sem que possa ser contestado, é o que ocorre em todas as seitas que conhecemos. Mas, isto pode ocorrer em qualquer outro modelo de liderança também, que não seja somente a apostólica (embora seja esta a que mais tem causado escândalos nos dias de hoje. A liderança apostólica é a onda do momento).                                                                                                                     Também é correta a afirmação de que a liderança deve ser exercida por um colegiado, pois Cristo não delegou como líder um apóstolo único e, sim para uma coletividade, dos quais ao menos 12 destes foram ensinados de forma mais aproximada, sendo que um fortalecia o outro para que ninguém se exaltasse por isso ao ponto de cometer erros voluntários e abusivos. Na hora certa, naquele momento de “competição” para saber quem era o maior, Jesus confrontou diretamente o caráter, e levou os discípulos a mergulharem para dentro de si mesmos, quando respondeu: “quem quiser ser o maior que seja o menor”. (Lc. 22:26).                                       Por algumas vezes vemos o Apóstolo Paulo chamando a atenção de alguns líderes, inclusive do Apóstolo Pedro quando este não estava na direção da verdade, lá por Antioquia (Gal. 2:14), etc. Paulo não “brigou” com Pedro, eles revisaram a Palavra de forma sinérgica, assertiva, produtiva e humilde para não cair nas ciladas da soberba e da heresia.                                                                A SUBSTITUIÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS                                                                              Deus não divide a glória Dele com ninguém (Isaías 42:8).                                                            O mais grosseiro erro teológico em qualquer modelo de liderança é o engodo de levar a massa aenlevar a pessoa do líder acima de tudo, de todos, acima do bem e do mal, levando todos àsubmissão meramente humana, o que é um risco notório para a verdadeira igreja de Cristo. Sem Jesus, qualquer autoridade espiritual é nula no reino de Deus.                              Ao aconselhar várias vítimas de agressão física por conta dessa história de “títulos”“liderança” e“governo”, etc.,  dentro das igrejas evangélicas, causa tristeza ouvir sobre traumas emocionais que muitas vezes são bem complexos de lidar. Vergonha ver a polícia dentro de uma igreja para atender ocorrência de irmãos em meio à reunião, por conta dessa história de submissão (ou escravidão) da parte do “discípulo” ao “discipulador” sobre pressão, a qualquer custo, como se fosse para entregar metas de vendas de produtos, etc., nem que seja por meio da violência verbal e até física mesmo.                                                                                          Liderança terrorista para a satisfação plena e pessoal do orgulho de haver um título eclesiástico, posição social ou lucro na tentativa desesperada de se alcançar um cargo por “meritocracia humana”em vez de amor, através da aprovação de Deus (pena)! Uma pena mesmo ver muita gente nas igrejas fazendo o que Cristo NÃO mandou fazer! Alguns correndo atrás do vento por causa de suas VAIDADES; outros sendo manipulados por qualquer sistema subversivo e coercitivo, considerados enganosamente como “igreja” (de Cristo). Não se engane. Nem todo o que diz “Senhor”, “Senhor” será salvo. Seitas, achando-se igrejas do Noivo, não subirão por causa de suas prostituições espirituais, seguem soberanamente em direção à apostasia (distanciamento do Caminho, da Verdade de da Vida).                                                Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas em Apocalipe 3:                                                                                                                                                                                14  E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:                                                                                         15  Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
16  Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
17  Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
18  Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
19  Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
Então, o que fazer primeiramente?
Jovens, o líder deve cuidar primeiramente de seu caráter e de sua Responsabilidade Espiritual, e não uma responsabilidade racional apenas. “Talento NÃO é tudo”, disse J.C Maxxwel em seu livro de mesmo título.
Certa vez escreveu o Pr. Cotty que “antes da liderança vem o líder e seu caráter.” Os discípulos de Jesus queriam primeiramente aprender a orar (Lucas 11:1). Eles não estavam preocupados com as aparências externas, antes olhavam para dentro de si mesmos. Eles queriam aprender a ensinar de dentro para fora, que é a Escola do Reino. Quando os líderes não aprendem a lidar com as suas carências e também com o caráter, esses líderes certamente irão gerar outros grupos de lideres doentios.
Reparadas, porém, estas arestas, através da cura interior pelo conhecimento da verdade e convencimento e ação do Espírito Santo, o líder, pastor, bispo ou apóstolo certamente irão estabelecer o governo de Deus na igreja e na sociedade também (sugestão de leitura plus: “A Cura e Edificação do Líder”Cotty, Jocum, PR, 2013).
Mas, a saga do homem em procurar dominar um outro que lhes deem prazer, decididamente não é esta a vontade de Deus. A síndrome de Faraó, Saul, Jezabel ou Nabucodonosor, remontando o pecado da idolatria disfarçada não geraram frutos dignos de arrependimento. Mas toda idolatria tem a mesma característica, a substituição da glória de Deus.

O GOVERNO DE DEUS

A igreja não nasceu para sumir ou fugir da terra com um planejamento de fuga nas mãos! A igreja nasceu para “transformar” o ambiente e a vida das pessoas ao seu redor em todas as nações da terra! É uma revolução do reino dos céus e do governo de Deus na terra! Um governo de paz e não de morte, nem de dores, injustiça ou violência.
A igreja é sal e luz. Então não se pode esconder o modelo do céu de forma marginalizada, comocoitadinhos, envergonhados ou constrangidos como medrosos e escondidos por causa da Bíblia, mas ao contrário disso, influenciando o mundo com a Cultura de Cristo, aplicar frutos do espírito para que o mundo saiba que o Governo de Deus não é igual ao que vemos nos governos humanos hoje na terra! Se isto não acontecer, não faz sentido a existência da igreja! A igreja, portanto, exerce liderança espiritual sobre a terra. E, pode sim, também, exercer liderança na política, na ciência, na economia, na economia, etc. (por que não)? Por que não acreditar que você pode ser um médico ou economista de influência mundial ou um Prefeito (ficha limpa) de uma pequena cidade ou Senador da República (ficha limpa)??
COM DEUS, O GOVERNO É FICHA LIMPA! Quando a igreja preparar a terra para o governo de Yeshua até os confins da terra, todo o joelho se dobrará e toda a língua confessará que Jesus Cristo governa para sempre!!
Vejam bem, não é igreja governando igreja, nem irmão disputando com irmão! É Jesus governando a terra! Isso é governo do céu, cultura do reino, governo de Deus (Gn. 1:28) e (Mc. 16:15). (Mt. 6:10)
CONCLUSÃO
De acordo com este artigo, e, contextualizado com a Palavra de Deus, alguns homens nasceram com chamados “específicos”, carismas (dons) para atuarem na sociedade e servirem o corpo de Cristo.Isso é, autoridade espiritual para servir, e não para manipular! Na BíbliaSamuel é um exemplo disso! João Batista também! Autoridade não está diretamente relacionada à liderança, pois qualquer líder qualificado (ou não) pode “mandar” por força de seu cargo (chefia/patronato), mas só um verdadeiro homem ou mulher aprovados (por Deus) saberão servir como Jesus (autoridade/influência/serviço/cultura do céu/generosidade).
Para contextualizar a leitura e o entendimento, foi destacado 03 (três) carismas importantes para a atualidade, que foram lideranças de células, liderança pastoral e liderança apostólica. Também houve aqui um rápido panorama sobre o governo espiritual, que vem do céu para a terra (e não da terra para a terra).
Apesar de que nenhuma cultura ou sistema exista sem a liderança de um ser, no governo de Deus, seguindo a sua vontade, devemos ter o cuidado de observar o que as Escrituras nos ensinam sobre o tema para que o líder não cometa erros como abusos de poder, arbitrariedades e até mesmo heresias como pseudo “verdades”.
Enfim,  aqui vai outra sugestão de leitura para aprofundar o assunto, que é o livro de Joseph Mattera, “A Revolução do Reino”, 2013. “Trazendo mudanças para você e para tudo ao seu redor”Mattera nos ensina que há muitos líderes ativistas, e essas pessoas querem fazer a diferença de maneira prática em suas cidades. São pessoas apaixonadas e engajadas. Infelizmente, ativistas muitas vezes, se tornam presas da amargura em razão das expectativas fora de sua realidade. Além disso, por causa de seus sensos de urgência e pragmatismo, muitas vezes estes violam os princípios bíblicos e não conseguem ser boas testemunhas do reino de Deus.
REFLEXÃO
Uma pergunta: É correto afirmar que a igreja pode chamar a atenção de um líder que estiver atuando fora da Palavra de Deus, sem responsabilidade, sem ramos, sem raízes? Para ajudar a responder a esta questão vamos de novo para a epístola de João:
o    Em João 15:5, Jesus disse:
“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.”

O significado espiritual das tatuagens e piercings











A palavra tatuagem é traduzida do hebraico por “seritá”que significa “manchar”; “marcar” , e consiste em marcar a si mesmo ou a terceiros para se destacar ou se modelar de forma diferente da naturezaOs séculos passaram, a igreja católica do século VIII condenou e até perseguiu os ritos, mas os cultos, costumes e as práticas de “marcar a derme” com manchas de tinta e/ou “mutilar” parte  do corpo para inserir metais (piercing) continua na sociedade moderna. A moda de alteração original do corpo é o que os praticantes chamam de“body modification”.
Muitas celebridades da atualidade, principalmente no mundo dos esportes resolveram pintar a pele e se encher de manchas pelo corpo e metais em argolas ajudam a modificar o visual. . Uma moda que está ressurgindo com muita força na Europa, passando a ganhar força também no Brasil, um dos países do mundo que costuma seguir imediatamente as novidades lá de fora. As duas formas de alteração do corpo natural com introdução de tinturas e metais misturados ao sangue encontrado na derme tem encontrado adeptos até dentro das igrejas evangélicas. Quase todas as pinturas são irreversíveis.
Daí é que surge a questão psicológica da coisa. Quando não se pode mais retirar as modificações inseridas no corpo, então a ideia é acabar ou exagerar naquilo que se começou bem simples ou “sem compromisso”. Metas, records e concorrências no Guiness Book, para “fechar” 100% o corpo natural, por vaidade ou necessidade, hoje, são estabelecidos.
Esta forma de adesão logo pode ser identificada dentro dos campos de futebol, e via de regra, influencia diretamente a vida dos seguidores e torcidas organizadas, jovens em fase de reconhecimento, etc. Coisas do mundo… mas, a pergunta é: do ponto de vista bíblico, devemos seguir o curso deste mundo com tatuagens e piercings também??
Hoje as tatuagens estão em destaque e, agora, a onda tem chegado nas igrejas brasileiras com a versão de “tatto gospel”, influenciando muitos jovens cristãos que, ainda não se deram conta daquilo que está por detrás de tal prática, seja por falta de conhecimento bíblico e histórico, seja por falta de discernimento espiritual ou até mesmo por “rebeldia”.
Este estudo é muito delicado, pois deverá mexer com o brio de muitos amantes da prática do tatto. Porém, não estamos aqui para julgar ninguém que usa tatuagens e piercings, nem àqueles que defendem a mania. Não estamos condenando ninguém ao inferno, nem acusando pecados, pois todos somos pecadores. O objetivo aqui é deixar um legado espiritual deste hábito para que pais, líderes e pastores da igreja cristã da atualidade possam refletir e fortalecer conceitos espirituais a respeito do assunto, visto que ainda parece ser um tabu falar sobre isto na igreja, seja por medo, seja por constrangimento ou pouco conhecimento sobre a introdução do assunto aos jovens e adolescentes cristãos (a igreja do futuro precisa estar preparada para debater biblicamente, e sem medo, com segurança espiritual, assuntos como este).
Antes, de seguirmos, porém, é preciso desmistificarmos o que é julgamento de ensino.  O julgamento condena, mas o ensino é para a edificação do corpo de Cristo!! Quando os pastores exortam a igreja, é para o crescimento e amadurecimento da mesma. Mas, essa é a nossa parte. O ensino, a admoestação e a exortação com justiça… Só filhos obedientes recebem o ensino, refletem na Palavra, se arrependem e mudam de atitude com humildade. Não, não… Não devemos subestimar princípios e mandamentos eternos como Levítico 19, por exemplo, matar, roubar, idolatrar, adulterar, etc (inclusive riscar o corpo com derramamento de sangue). Falo com propriedade, pois sei o que se passa no mundo das trevas, minha avó era praticante das sutilezas da feitiçaria chamada “branca”, um engodo das trevas. Meus olhos e ouvidos são testemunhos de muitos rituais.
O recado sutil do mundo e da Nova Era é que “vcs podem ser livres, pois irão descobrir que são deuses”. Será que isso já não foi dito antes pela língua maliciosa de uma serpente, lá no Éden?? Quais foram os resultados desta mentira para a humanidade? Alguém pode até se levantar e falar da cultura de povos indígenas de países da Ásia, Oceânia, África e Américas do Norte como Maias e Incas. Mas, o intuito neste estudo não discutir a diversidade cultural e, sim raízes espirituais destes usos e costumes com roupagem nova ou não.  Antes, assim como estas tribos primitivas, nós também não conhecíamos o evangelho de João 8:32: “E, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Mas, o povo judeu foi ensinado. E este conhecimento chegou até nós pelos judeus, e um dia chegará também a outros povos.
Jovens cristãos, dêem uma olhada nesta foto, verifique o “antes do body modification” e “depois da modificação”:
Isso aqui pode ser não ou não ser sacrifício ou corte por devoção à necromancia do texto de Levítico 19, não cabe aqui julgamentos dos motivos que levaram estas pessoas a se transformarem. O que vale aqui é saber se Jesus pregaria isto para os seus discípulos ou faria isso com o corpo Dele? O que vale refletir aqui é saber se um discípulo de Jesus faria isto com o seu corpo? Quem parece mais  à semelhança de Cristo? Quem se parece mais com uma figura de demônio? A reflexão não é “cultural”, é sim “espiritual”. É isso o que está sendo levado no texto: O que levaria um sincero e honesto discípulo de Jesus a ser body transformado?? A Bíblia ou o mundo??
Mas, a Bíblia diz no livro de I João 2:15, o seguinte:
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundoo amor do Pai não está nele”.
IGREJA DE CRISTO. NÃO SOMOS DO MUNDO! A MODA NÃO MANDA NA IGREJA!

A marca eterna da Cruz

Vamos aqui ensinar que nós, cristãos, não devemos ser influenciados pelo mundo, porém, pelo contrário, devemos influenciar o mundo com Cristo. As marcas da Cruz já são suficientes para o corpo de Cristo. Você não precisa mais ferir o seu corpo (templo do Espírito Santo), nem derramar sangue, nem sentir dores e nem carregar manchas ou perfurações no seu corpo (uma aliança) pelo resto da vida.  Jesus já fez este sacrifício por nós. Uma marca que não se encerra num cemitério. Ah, mas todo mundo tá fazendo? Pois é, mas não somos do mundo!!
“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. 5  Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaías 53:4-5).
Mas, faz-se necessário aqui dissertamos sobre aquele tão mencionado versículo dos simpatizantes da prática de tatoo e piercings “gospel”, afinal é um escudo muito usado pelos praticantes dos ritos. Os jovens cristãos também passaram a se defender somente com este versículo. É Apocalipse 19:16: “E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores”mas esquecem de que é uma alegoria. Ao observarmos todo o contexto, também há menção de que “seus olhos brilham como chama de fogo” (verso 12…) e, “sai da sua boca uma espada afiada” (verso 15…). Mas, por favor não é necessário seguir ao pé da letra, senão vejamos: já pensou quantos olhos de jovens queimados e quantas bocas feridas ou gargantas cortadas por dentro ao tentar se basear na alegoria do versículo 15?
Está escrito: “todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas as coisas nos convém, nem edificam” (I Cor. 6:12 e I Cor. 10:23).

A origem da tatuagem

Na antiguidade, a tatuagem associava-se ao culto aos demônios (chamados de deuses pelos feiticeiros) e era praticada durante ritos de consagrações espirituais, que segundo a crença levava consigo os espíritos malígnos para expulsar o mal. (mal expulsando o mal)??…  Eram realizados pactos para se incorporar as entidades do desenho a ser pintada na pele que seria ferida rusticamente à base de bambus e dentes de tubarão. Mas, foi somente na Polinésia do século 16 que se identificou o nome local e mais usual do ritual ou da prática ou da moda como “tatao”, hoje tatto.
A tatuagem já foi exaustivamente usada para identificar gangues violentas de rua, grupos de criminosos, pistoleiros, prisioneiros, escravos e outras formas de identificação com o mundo da marginalidade e da escória social. Mas, nem todos que usam tatuagens hoje são pessoas assim. No entanto, faz-se necessário citar as origens das coisas para ensinar aos jovens de nossas igrejas sobre estas práticas. Isso aqui não é teologia. É revelação espiritual.
“O templo de Deus, que sois vós é santo” (I Cor. 3:17b).
Os nazistas de 1942 tatuavam à revelia, a marca das cruzes quebradas e inversas, por força zombaria a Cruz de Cristo e demonstração de poder, todos os 6 milhões de judeus que matariam em seguida. A cruz suástica é inspiração de Chamberlain, um vidente satânico e conselheiro de Hitler. Foi ele que o inspirou as idéias de um reino de terror e poder.
O livro de I Coríntios 10:20, também diz:
“Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”
Havia na antiguidade um deus adorados pelos amonitas e a história bíblica não deixou de registrar em levítico 20. Moloque era um demônio que exigia de seus adoradores o sangue e a dor de seres humanos, sobretudo crianças, porém, o sacrifício de pessoas de outras idades também eram praticadas naquele altar. É muito provável, segundo vários pesquisadores da Bíblia e da ciência das religiões, que o nome Moloque deu origem ao que hoje no Brasil brinca-se involuntariamente apelidando um menino de “moleque”.
Esse deus de bronze possuía uma aparência horrível: mistura de animal de chifres com humano. O ídolo possuía fornalha na altura de seu ventre, na qual as crianças eram lançadas vivas e ofertas ali. Quanto mais choro da criança, e, quanto mais vermelho o fogo daquela fornalha se tornava mais seus adeptos o cultuavam em êxtase maldita. Diz a Bíblia que Moloque pedia sangue humano como sacrifício. E, esse sangue é requerido até hoje. Não entre no engano de uma propaganda que apela para o “pense menos, ame mais”. Pense muito antes de aderir à moda do tatto e piercing, ou qualquer outras modas ou práticas do mundo e antes de se unir emocionalmente com alguém que ama o mundo.

Prestação de Contas

II Coríntios 5:10 diz: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.
E, I Tess. 5:23, também diz o seguinte: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Conclusão

O artigo não é uma OFENSA para quem gosta de tatto e piercing! Quem somos nós para “proibirmos” as pessoas de usarem o que quiserem? Mas, não podemos deixar de pregar o evangelho de salvação e de libertação. O evangelho é recheado de coisas que NÃO gostamos. Daí, tirarmos lições: o que é RELEVANTE? É o que se GOSTA ou que se RENUNCIA por causa de Cristo???
A ideia, então,  é ORIENTAR e REVELAR aos crentes em Cristo, àqueles que nasceram de novo, que podem renunciar a tendência ou o apelo da moda para mutilarem e pintarem seus corpos a ponto de se tornarem figuras animais ou extraterrestres (como demonstradas na fotos). Mas, esta escolha é de cada um. Só estamos ensinando o evangelho à igreja de Cristo e aos jovens e adolescentes cristãos  a não se deixarem influenciar pela cultura do mundo, e sim pela cultura de Cristo. Somos discípulos Dele. Jesus não usou tatuagens nem piercings.
Será que as pessoas das fotos podem se olhar no espelho e darem glória a Deus por isso, pela bela transformação? Ou será que podem dizer que estão glorificando a Deus?? Lembrem-se tudo começou com apenas um pouquinho de nada, mas a sede de sangue que o deus Moloque requer do jovens é incessante, continua até hoje. Pensem nisso!!!
Reflexão
Você quer obedecer a Moloque ou obedecer a Deus?
Oração
Se você já é Filho de Deus (Ler João 12;12), e conhece a Cristo como Senhor e Salvador, então você pode fazer esta oração:
“Pai, sou teu filho, eu não sabia disso, mas agora é tarde demais para retirar isso do meu corpo. Ou então, Pai, eu sabia disso, mas ainda assim me rebelei contra meus pais, contra a minha família, e contra a igreja e contra Ti. Na verdade esse era o recado rebelde que queria dar!! Porém, na sinceridade do meu coração, hoje me arrependo, eu sei que para o Senhor é isso que importa: um coração limpo e quebrantado na tua presença. Quero desfazer no reino espiritual, principalmente no reino das trevas, todas as filosofias e consagrações que estavam por detrás disso em nome de Jesus! Agradeço ao Senhor por me fazer ser livre de verdade, em nome de Jesus, amém!!” Continue orando. Use as suas próprias palavras.
Se você é criatura de Deus (ler João 12;12), mas ainda não recebeu a Cristo em seu coração, e, se o texto revelou a você a verdade, através da revelação do Espírito Santo, está arrependido por haver aderido consciente ou inconscientemente as práticas ritualísticas e outras filosofias profanas que estão por detrás destes ritos, você pode fazer uma oração sincera em qualquer lugar em que você estiver agora e do jeito que você melhor achar para falar sinceramente com Deus sobre isso!! Tipo, Senhor, me ajude a Ti obedecer… Continue orando e use as suas próprias palavras! Ele vai te ouvir, te perdoar. Ele te ama! Fique a vontade para procurar um pastor de uma igreja séria para saber mais sobre como mudar a sua vida espiritual e emocional para melhor.