sexta-feira, 1 de abril de 2016

Marina Silva é contra o impeachment, quer novas eleições 

Marina Silva é contra o impeachment, quer novas eleições

A ex-senadora pelo PT, ex-ministra de Lula e candidata a presidente pelo PV (2010) e PSB (2014), Marina Silva tem um histórico de vida ligado aos movimentos sociais como o MST.
Alçada à condição de favorita numa nova disputa presidencial em 2016, ela tem sido uma voz dissonante em meio a atual crise política da nação. Ex-seringueira, a professora Marina é evangélica e missionária da Assembleia de Deus.
Marina foi a entrevistada desta segunda (28) pelo Programa do Jô e deu uma longa entrevista ao jornal Estado de São Paulo no dia seguinte. Em ambas as ocasiões, ela defende que o impeachment de Dilma não seria a solução para os problemas do país.
Para ela, a chapa de Dilma e seu vice-presidente Michel Temer se beneficiou do mesmo esquema. Logo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia pedir a cassação de ambos e o país teria novas eleições este ano. “O PMDB e o PT praticaram juntos os mesmos crimes”, resume.
Para ela, “uma nova eleição possibilitaria um julgamento político, ético e moral dos partidos”.  Atualmente ela lidera a Rede Sustentabilidade, legenda que vem abrigando desde sua fundação vários políticos oriundos de partidos de esquerda como PCdoB, PSOL e inclusive o PT, onde ela ficou por 23 anos. Mas Marina afirma não saber se irá concorrer.
O argumento que defende é que seja dada “a possibilidade da escolha de um novo presidente para essa transição de dois anos, com base no debate que dê saídas para um repactuamento da crise que estamos vivendo”.
Sua análise é franca: “no meu entendimento, quanto mais o lado político é reforçado pelo que está sendo comprovado no âmbito da Lava Jato, mais se impõe a tese de que a saída deve ser pelo TSE. Porque os dois partidos ficaram 20 anos no poder praticando juntos essas irregularidades. As diretorias da Petrobrás foram distribuídas entre o PT e o PMDB, havia uma coordenação entre PT e PMDB para o gerenciamento da propina. Como é que agora a gente pode acreditar que uma parte é punida e a outra parte é ungida ao bastião da salvação dos problemas que eles mesmos criaram?”
A maioria dos parlamentares ligados à Rede se posicionou a favor do impeachment. Sua líder acredita que novas eleições dariam a todos os partidos “a oportunidade de se reapresentar”. Somente um novo sufrágio possibilitaria “um julgamento político, ético e moral dos partidos políticos, obrigando-os talvez a terem que fazer uma espécie de ajustamento de conduta”.
Somente com um novo pacto, “estabelecido pelo voto do cidadão, com certeza você teria muito mais sustentabilidade para as medidas que precisam ser tomadas nessa transição”, insiste.
Comentando o “desembarque” do PMDB do governo Dilma, confirmado nesta terça (29), ela criticou o partido do vice por ter saído de um governo “do qual foi o maior sócio e beneficiário” sem dar nenhuma satisfação, autocrítica, proposta ou pedido de desculpas à sociedade, sendo “igualmente responsável por tudo o que levou à situação atual”.
A postura de Marina vem sendo muito criticada nas redes sociais. A maioria a acusa de ter feito parte do governo de Lula e nunca ter se pronunciado veementemente contra o ex-presidente nem tratar dos crimes do qual é acusado.
Surgiu inclusive uma espécie de “campanha antiMarina” no Facebook. O MBL (Movimento Brasil Livre) publicou uma imagem, reproduzida milhares de vezes, que diz:
“A gente não fez tudo isso para você ir lá e votar na Marina em 2018. Marina, gente? Sério?”

Profecias polêmicas

Em 2010, o nome de Marina Silva foi citado em profecias, especialmente da apóstola Valnice Milhomens. No ano seguinte, o pastor Bob Hazlett do Ministério Touch of Fire, pregava na Conferência Dunamis 2011 e trouxe uma revelação. O pastor americano contou que teve uma visão sobre a política brasileira, onde via uma mulher sendo controlada por um homem como se fosse marionete.
“Ela era sua marionete, e ele falava ‘ela vai fazer o que eu mandar ela fazer’. Mas eu vi então a palavra do Senhor vir como se fosse uma espada que começou a cortar as cordas dessa marionete”, disse Bob.
Anunciou também que Deus mudaria o controle da nação, levantando uma mulher “segundo o coração de Deus” que se ajoelha diante de Deus. Sua eleição iria abalar a nação brasileira e levá-la para uma época de prosperidade.
Em meio à campanha de 2014, o pastor André Salles, que faz parte do ministério Plenitude do Trono de Deus, declarou que teve uma revelação divina enquanto orava. Afirmou que via Marina Silva andando por uma trilha de luz. “Vejo o próprio Deus preparando o caminho para ela passar”, asseverou. “O Senhor tem esse propósito para a vida dela, de ser presidente do Brasil”.
E foi além. “O Brasil vai melhorar com Marina. A Bíblia diz que quando o justo governa, o povo se alegra. O justo não significa o religioso, mas o honesto. Essas características de humanidade, de temor e amor a Deus ela tem”.

“Há uma batalha espiritual pelo controle do país”, afirma Conselho Apostólico

Não há registro na história do país de tantas campanhas de oração e jejum em favor do Brasil. Desde as denominações mais tradicionais, passando pelas neopentecostais e incluindo organizações paraeclesiasticas, políticos e até grupos de artistas.
Vários documentos também foram publicados. Uma minoria se posicionou politicamente. Em raros casos, ficando ao lado de Dilma e do PT.  Muitos, além de orar, foram para as ruas protestar.
Quem vem a público nesse momento é o Conselho Apostólico Brasileiro (CAB). Ele surgiu em 2005, quando cerca de 70 pessoas, entre apóstolos e profetas, separaram os 12 que deram início ao Conselho. Atualmente o colegiado é formado por 15 membros. Alguns deles são bastante conhecidos como Valnice Milhomens e Rina (fundador da Bola de Neve).
O CAB publicou um “Manifesto à Nação”, que pode ser lido na íntegra e assinado aqui.
Ele inicia “conclamando a Igreja brasileira para jejum e oração”. Lembra ainda que a Igreja não deveria “aderir a nenhuma ideologia contrária à fé cristã” nem “ser indiferente diante da corrupção, da degradação da moral, da banalização da ética e do decoro”.
O Conselho lista várias coisas que repudia, com destaque para “toda ação e tentativa de calar a voz da Igreja Cristã, toda intimidação e tentativa de impedir a nossa participação na vida política da Nação em defesa da família, da infância, da moral, da coerência e do bom senso”.
O documento traz uma palavra de alerta: “o que há por trás de tudo o que nossos olhos têm visto e os nossos ouvidos têm ouvido é uma forte batalha espiritual pelo controle do País. Há oposição espiritual às promessas de Deus que permanecem vigentes em favor do Brasil”. Diz acreditar que nosso país “atravessa um período de juízo, mas que toda correção Divina produz frutos de justiça e paz”.

Entendendo a permissão de Deusflaming-torch-laurel-wreath-23795703.jpg

Entendendo a permissão de Deus

Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus. (Hebreus 12:1-2)
Permissão: s.f. Ação ou efeito de permitir; autorização. autorização, concordância e consentimento
Há momentos em nossa vida que somos provados diante  de circunstâncias terríveis, que muitas vezes não entendemos. Parece um pouco difícil entender como um filho de Deus pode ser provado tão ardentemente em sua vida.  Também difícil compreender como um Pai permite que um dos seus filhos sofra risco de vida, como vemos com Abraão no sacrifício de Isaque (Genesis 22).
São questionamentos como esses que norteiam a mente de muitos cristãos e que leva a um questionamento:
Como podemos entender a vontade permissiva de Deus ?
Quando entendemos um dos atributos de Deus que é Sua Soberania, ou seja, Seu Poder Absoluto, sua supremacia diante de tudo que acontece, podemos certamente compreender também o porque da sua permissão antes algumas circunstâncias.
A palavra de Deus é bem clara quando diz:
Ó SENHOR, tua é a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade, porque tudo quanto há no céu e na terra a ti pertence. Ó SENHOR, o reino é teu, e tu governas soberano sobre tudo e todos!
( 1 Cr 29:11)
“Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos”.
(Salmo 135:6.) 
“Mas nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou”. Salmo 115:3.
Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. (Hebreus 4:13)
É essa soberania, poder, força e supremacia é que chamamos de Vontade Permissiva de Deus.
Mas o fato é que nunca entenderemos a Soberania de Deus, se olharmos isoladamente para esse atributo e condicional de Deus pelos olhos espirituais. Precisamos olhar para Sua Soberania entendo sempre que o Senhor tem sempre o melhor para os seus e isso independe de sofrimento e glória, de vida ou morte.  A soberania de Deus precisa ser olhada através dos olhos da fé.  Foi isso que aconteceu com os amigos de Daniel quando prestes a serem lançados na fornalha ardente disseram:
Então Sadraque, Mesaque e Adebe-Nego responderam ao rei: “Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos condenados por isso e lançados na fornalha de fogo ardente, o nosso Deus, Elah, a quem cultuamos pode livrar-nos, e ele nos livrará das tuas mãos, ó majestade.Contudo, se ele não nos livrar, fica sabendo, ó rei, que não cultuaremos aos teus deuses, tampouco adoraremos a estátua que ergueste!” (Daniel 3:16-18). 
Deus usa as circunstancias para nos mudar e também nos fortalecer. É por isso que muitas vezes não entendemos as permissões de Deus e queremos sair das circunstâncias desfavoráveis.  As permissões são provas de fogo que Deus nos coloca para que aprendamos suas lições e cumpramos seu propósito.
Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;
(1 Pedro 1:7)
Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse;Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
(1 Pedro 4:12,13)
Vemos que a permissão de Deus e sua provas servem para revelar algo a nós, e para que sejamos e façamos parte daquilo que o Senhor tem proposto.
As Sagradas Escrituras estão recheadas de história de homens e mulheres que foram provados em sua fé. Como não citar o fiel  Daniel na cova dos leões, a João na Ilha de Patmos e ao temente Jó que com a permissão de Deus foram provados.  Conforme o livro de Hebreus no capítulo 11 vemos que  uma lista de heróis que foram provados em sua fé. Essa nuvem de testemunhas, descrita em Hebreus 12, tiveram sua fé provada no fogo das aflições terrenas,mas obtiveram êxito.
Vemos fortemente a soberania de Deus na vida dessas pessoas, não somente pelos livramentos,mas também pela morte de alguns em razão da sua fé. Como diz o escritor no livro de Hebreus alguns foram torturados, não aceitando resgate, outros levaram escárnios, açoites, algemas e prisões. Outros entretanto, como muitos dos apóstolos, foram apedrejados, serrados no meio e mortos a fio da espada. (Hebreus 12:35-37).
O próprio escritor de Hebreus entendia tudo depende da vontade de Deus . Ele relata que o o avanço para a maturidade na fé e do ensino cristão mais aprofundado depende da permissão de Deus. |
Conforme está escrito:
Assim os faremos , se Deus o permitir. (Hb 6:3)
Vemos portanto que a permissão de Deus tinha um fim proveitoso, pois mesmo não recebendo a concretização da promessa de Deus , receberam bom testemunho de sua fé.  E a palavra acrescenta dizendo que Deus proveu coisas superiores a nossa respeito, através da vida destes guerreiros da fé (Hb 11:39-40).
As vezes, amados, através do sofrimento ou da morte de um herói , o Senhor arrebata e recruta milhões para Cristo.  Através da cegueira de um religioso perseguidor , o Senhor o torna um apóstolo influenciador. Creio que deve ser assim que devemos enxergar a soberania de Deus, crendo no seu agir e confiando sempre nas suas decisões.  Independente das condições, dos fins,que Deus nos proporciona, o Senhor sempre proverá algo melhor para seus filhos.
O maior exemplo disso é seu filho Jesus. Através de Sua soberania, Deus permitiu  e aprouvesse que seu filho vivesse, sofresse e morresse em nosso lugar para nos salvar.
Como está escrito:
Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades.
Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados. (Isaías 53:10-12)
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida (João 3:16)

Desculpas vazias quanto ao dízimo

O dízimo é o recurso que Deus estabeleceu para o sustento de missionários, obreiros, aquisição de terrenos, compra de literatura, assistência social, bem como toda a manuntenção e extensão da obra de Deus sobre a terra. Se no judaísmo os adoradores traziam 10% de tudo o que recebiam para a manuntenção da Casa de Deus e dos obreiros pobres, bem como para atender às necessidades dos pobres, muito agora, que a Igreja tem o compromisso de fazer discípulos de todas as nações.
Nesta reflexão, veremos algumas desculpas vazias quanto ao dízimo:
1) A primeira desculpa é a justificativa teológica – O dízimo é da lei. Sim, o dízimo é da lei, é antes da lei e também depois da lei. Ele existiu no sacerdócio de Melquisedeque, no sacerdócio levítico e no sacerdócio de Cristo. A graça vai sempre além da lei (Mt 23.23). Se a lei nos isenta do dízimo, então também nos isentará da justiça, da misericórdia e da fé, pois estas também são da lei. Ainda que o dízimo fosse uma prática exclusiva da lei, mesmo assim, deveríamos observá-lo, pois também o decálogo é da lei e nem por isso sentimo-nos desobrigados de obedecê-lo.
2) A segunda desculpa é a justificativa financeira – O que eu ganho não sobra. Dízimo não é sobra, é primícia. Deus não é Des de sobra, de resto. A sobra nós damos para os animais domésticos. A ordem de Deus é: “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda” (Pv 3.9). Os homens fiéis sempre separaram o melhor para Deus, ou seja as primícias (Ex 23.19; 1Cr 29.16; Ne 10.37). Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar. O profeta ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado, vaza tudo. Hoje os cristãos gastam mais com cosmético do que com o Reino de Deus. Investem mais em coisas supérfluas do que com a salvação dos perdidos. Gastamos mais com aquilo que perece do que com a evangelização do mundo.
3) A terceira desculpa é a justicativa matemática: “Eu não entrego o dízimo, porque tem crente dizimista pobre”.  Não basta apenas ser dizimista, é preciso ter motivação correta. É um ledo engano pensar que as bençãos de Deus limitam-se apenas às coisas materiais. As pessoas mais ricas e mais felizes do mundo foram aquelas que abriram mão do que não podiam reter, para ganhar o que não podiam perder. Dízimo não é barganha nem negócio com Deus. Precisamos servir a Deus por quem Ele É e não pelo que vamos receber em troca. Se o seu coração está no dinheiro, você ainda precisa ser convertido. Jesus disse que a vida de um homem não consiste nas riquezas que ele possui. Nada trouxemos para este mundo, nada levaremos dele. O máximo que o dinheiro pode oferecer ao homem é um rico enterro. Riqueza sem salvação é a mais consumada miséria.
4)  A quarta desculpa é a justificativa sentimental: “Eu não sinto que devo entregar o dízimo”.  Pagar o dízimo não é questão de sentimento, mas de obediência. O cristão vive pela fé e fé na Palavra. Não posso chegar diante diante do gerente e dizer que não sinto vontade de pagar a dívida no banco.  Não posso encher o meu carrinho de compra no supermercado e depois dizer para o caixa: “eu não sinto vontade de pagar essa dívida”. Apropriar-se do dízimo é desonestidade, é roubo, é subtrair o que não nos pertence.
5) A quinta desculpa é a justificativa da consciência: “Eu não sou dizimista, mas dou oferta”.  Dízimo é dívida, oferta é presente. Primeiro, você paga a dívida, depois dá o presente. Não posso ser honesto com uma pessoa, se devo a ela dois mil reais, e chego com um presente de seiscentos reais, visando, com isso, liquidar a dívida. Não podemos subornar a Deus. Ele não pode ser comprado nem enganado. Deus requer fidelidade

Por que ser um dizimista? 

Por que ser um dizimista?
Uma verdade absoluta e inegável é que Deus é o dono de todas as coisas. Nada trouxemos para este mundo nem nada dele levaremos. Somos mordomos dos bens que Deus nos confia. Deus espera de nós fidelidade e o dízimo é um símbolo dessa fidelidade. A prática da devolução dos dízimos está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Devemos honrar a Deus com as primícias de toda a nossa renda.
O profeta Malaquias elenca três razões imperativas pelas quais devemos ser fiéis na devolução dos dízimos:
1. Porque reter os dízimos é roubar a Deus (Ml 3.8) – O dízimo não é nosso, é de Deus. O dízimo é santo ao Senhor. Não damos dízimo, devolvemo-lo. Reter o que não é nosso é roubo. Reter o dízimo é roubar a Deus (Ml 3.8). É apropriar-se indebitamente daquilo que deve ser consagrado ao Senhor. Reter o dízimo é desamparar a Casa de Deus. É deixar de cooperar com ele em sua obra. A retenção do dízimo é um sinal de enfraquecimento espiritual. Sempre que o povo se afastou de Deus, deixou de trazer os dízimos ao Senhor. Por isso, Malaquias diz que devemos nos tornar para Deus antes de trazer o dízimo de Deus (Ml 3.7). Quando trazemos nosso coração para Deus, os dízimos vêem junto. É importante ressaltar que Deus não precisa de dinheiro. Ele é dono de todo o ouro e de toda a prata. Ele quer nossa fidelidade. Deus sabe que onde está o nosso tesouro, aí estará o nosso coração. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Se servirmos às riquezas, não poderemos servir a Deus. Se confiarmos no dinheiro, não poderemos confiar em Deus. Se a nossa confiança estiver na provisão, não estará no provedor.
2. Porque reter os dízimos é roubar a nós (Ml 3.9-11) – Apropriar-se indevidamente do dízimo de Deus é atrair maldição sobre nós em vez de bênção (Ml 3.9). É fechar as janelas dos céus sobre nós em vez de têlas abertas. É suspender o derramamento das bênçãos em vez de experimentá-las copiosamente (Ml 3.10). É dar espaço ao devorador na vida financeira em vez de vê-lo repreendido (Ml 3.11). É semear muito e colher pouco. É receber salário e colocá-lo num saco furado (Ag 1.6). A Bíblia diz que reter mais do que é justo é pura perda. Tentar enganar a Deus, trazendo apenas uma parte dos dízimos como se estivéssemos sendo fiéis na devolução é mentir ao Espírito Santo e esse pouco que trazemos Deus o rejeita e o assopra (Ag 1.9). Deus não é Deus de resto, mas de primícias. Quando o povo trouxe animais cegos, doentes e aleijados para o sacrifício, Deus não apenas rejeitou a oferta, mas também os ofertantes (Ml 1.8-10). O dízimo não é um expediente usado por Deus para subtrair de nós o que temos, mas um recurso de Deus para nos abençoar ainda mais. Dízimo não é subtração, mas multiplicação. Deus mesmo é quem nos dá a semente e quem multiplica a nossa sementeira.
3. Porque reter os dízimos é roubar os outros (Ml 3.12) – Os olhos das nações estavam sobre Israel. Quando o povo de Deus o honrava na devolução dos dízimos, sua prosperidade e felicidade eram um testemunho eloqüente perante os povos. As nações, então, seriam atraídas para conhecer o Deus de Israel. Por outro lado, a desobediência do povo em trazer ao Senhor os dízimos, sinalizava sua decadência espiritual e essa atitude, afastava as nações do conhecimento de Deus. Nossas ações têm conseqüências não apenas em nossa vida, mas também, na vida dos outros. Quando retemos os dízimos privamos a nós mesmos de bênçãos e privamos outras pessoas também de verem em nós a graça de Deus. Reter os dízimos é roubar a Deus, a nós e aos outros. Reter os dízimos é contabilizar perdas financeiras, emocionais e espirituais. Reter os dízimos é um pecado de desobediência, infidelidade e incredulidade. Que Deus nos ajude a sermos fiéis ao Deus fiel. Que Deus nos ajude a devolvermos a ele o que lhe é santo, e isso em resposta ao seu dom inefável

Os Macabeus e a Revolta dos Macabeus

Logo, a resistência passiva abriu caminho à agressão aberta. A faísca para a revolta veio da vila de Modein, noroeste de Jerusalém, onde um sacerdote, Matarias, da Casa de Hasmon, vivia com seus cinco filhos (I Mac 2.1 ss). Quando um oficial sírio chegou a Modein para obrigar à realização de sacrifícios pagãos, Matarias não apenas se recusou a concordar, mas também matou um judeu apóstata que prestava sacrifícios e ao mesmo tempo matou o oficial sírio. Esse foi o motivo para Matatias e seus filhos fugirem para as montanhas, onde a eles se uniram muitos judeus zelosos (I Mac 2.23-28). De particular importância foi a adesão a suas fileiras dos Hasidim (I Macabeus 2.42 ss), para quem toda a cultura helenística e a influência estrangeira eram anathema, porque a presença deles “deu plena sanção religiosa à revolta.” Eles não poderiam ser considerados um partido dentro do Judaísmo, mas formavam um grupo de opinião muito poderoso. Eram oriundos, em maior parte, das classes mais pobres e dos distritos rurais, mas havia entre eles alguns homens proeminentes. Sua evidente devoção e zelo religioso viriam a ser vitais para o futuro da nação. A atitude deles é vividamente expressa no Livro de Daniel que, em sua forma presente, de algum modo, foi composto, no tempo de Antíoco, por um dos Hasidim.

Revolta que se seguiu foi liderada sucessivamente por três dos filhos de Matarias: Judas (165-160 a.C.) cognominado Macabeus (“Martelador”?), Jonatas (160-143 a.C.) e Simão (142-134 a.C). Em suas campanhas obtiveram notável sucesso. No dia 25 de casleu (dezembro), 165 a.C, no mesmo dia em que o templo havia sido profanado três anos antes (I Mac 4.54), eles o purificaram e o rededicaram, sob a liderança de Judas, e a adoração foi restabelecida (I Mac 4.36 ss; cf. II Mac 10.1-7). Esse evento tem sido comemorado desde então na Festa judaica de Hanukkah (Dedicação), às vezes conhecida como a Festa das Luzes. As lutas continuaram, mas em 162 a.C. Lisias, regente de Antíoco V, ofereceu condições generosas ajudas e concedeu perdão total aos rebeldes, e plena liberdade religiosa (I Mac 6.58ss; II Mac 13.23s). Para convencê-los à conciliação, ele ordenou que Menelau fosse condenado à morte. Os Hasidim, cujos propósitos, por esse tempo, eram religiosos e não políticos, viram seus alvos atingidos e retiraram seu apoio aos Macabeus. Isso é indicado pelo apoio que deram a Alkimus, a quem Demétrio I (sucessor de Antíoco V), indicou como Sumo Sacerdote. Ele foi reconhecido pelos Hasidim como um legítimo Sumo Sacerdote da linha de Aarão. Judas, porém, não ficou contente com apenas a liberdade religiosa, já que buscava a independência política. Depois de relativo sucesso inicial, os judeus foram derrotados e o próprio Judas foi morto em Elasa em 160 a.C. (I Macabeus 9.18s). Alkimus morreu pouco tempo depois, e pelos próximos sete anos Jerusalém ficou sem Sumo Sacerdote.

Jonatas sucedeu a seu irmão Judas como líder dos judeus nacionalistas com a ajuda de seu outro irmão, Simão. Foi um tempo de intriga no qual vários rivais passaram a reivindicar o trono sírio. Em 153 a.C. Demétrio I (162-150 a.C.) teve de lidar com tal rival na pessoa de Alexandre Balas que afirmava ser filho de Antíoco IV.

Ambos tentaram cortejar a amizade de Jonatas, e no fim, Balas (150-145 a.C.) sobrepujou Demétrio designando-o Sumo Sacerdote em 152 a.C. (I Macabeus 10.15-17). Deve-se observar que o partido ortodoxo não elegeu o Sumo Sacerdote, mas quando muito, simplesmente aceitou a indicação feita pelo rei. Mais tarde, Jonatas foi confirmado no ofício de Sumo Sacerdote por Trifon, que estava agindo em nome do filho mais novo de Alexandre Balas. Mas Trifon, suspeitando cada vez mais do poder de Jonatas, matou-o em 143 a.C. (I Macabeus 12.48; 13.23).

Simão, que sucedeu a seu irmão Jonatas, começou a solidificar sua posição. Em 142 a.C. ele ganhou de Demétrio II (145-138 a.C.) imunidade de impostos e os judeus proclamaram sua independência (I Mac 13.41). Em 141 a.C. deram um passo a mais. Um decreto em bronze foi apregoado no Templo conferindo-lhe o ofício de Sumo Sacerdote com direitos hereditários: “Os judeus e os sacerdotes haviam consentido que Simão se tornasse seu chefe e sumo sacerdote, perpetuamente, até a vinda de um profeta fiel... e Simão aceitou. Prontificou-se a ser sumo pontífice, chefe do exército, governador dos judeus” (I Mac 14.41-47). O Sumo Sacerdote outrora hereditário na Casa de Onias e que havia sido usurpado desde a deposição de Onias III, agora voltava a ser hereditário na linha de Hasmoneu .

Aqui, então, nós vemos o surgimento de um estado judeu independente no qual o chefe civil e líder militar era, ao mesmo tempo, o Sumo Sacerdote. Essa união iria perdurar por toda a vida da Casa de Hasmoneu. A Simão, porém, não seria permi¬tido morrer em paz. Em 134 a.C. ele foi traiçoeiramente assas¬sinado por seu genro Ptolomeu. Seu filho, João Hircano, agora assumia o Sumo Sacerdócio (I Macabeus 16.13-17).

Os Macabeus, em nome do judaísmo, haviam conquistado uma ressonante vitória, não apenas sobre seus inimigos externos, mas também sobre toda a cultura que esses iriimigos estavam determinados a impor sobre eles. Mas seria falso imaginar que a vitória decisiva havia sido ganha.


Parábola dos Dois Filhos

joabe e absalão

                                                                         
Parábola dos Dois Filhos


É interessante comparar a parábola da mulher de Tecoa com a parábola acerca da cordeira, que acabamos de analisar. Essa comparação é sobretudo importante porque ressalta as diferenças entre uma e outra. Novamente, Davi é o alvo da parábola. A da Cordeira foi proferida por Nata, o profeta inspirado; a dos Dois irmãos, por uma mulher esperta, instigada por Joabe, que era “astuto, político e inescrupuloso”, capaz de “ler o caráter humano e discernir as motivações humanas se lhe fosse dada uma oportunidade, mesmo que pequena”.

A parábola de Nata foi uma ardente condenação ao pecado duplo de Davi, de sedução e de assassinato; a parábola da mulher de Tecoa estava cheia de astúcia e de bajulação. Aquela se baseava nos princípios divinos da verdade, da justiça e da retidão, sendo proferida com toda a solenidade; esta foi um misto de verdade e de falsidade, e de conclusões erradas sobre Deus. A mulher que Joabe subornou para contar a parábola que ele arquitetara não sentia de fato o que, na verdade, era só encenação. Ela protagonizou um espetáculo impressionante. Só encenação. Assim, também o objetivo de cada parábola difere. A de Nata foi feita para condenar Davi por seu pecado e induzi-lo a um arrependimento verdadeiro; a da mulher tinha por objetivo apoiar os planos de Joabe, cheios de interesses próprios e de um senso de autopreservação.

1. O ambiente da parábola. A história inventada por uma “mulher humilde e desconhecida, de uma vila também pouco conhecida de Israel, quase 3 mil anos atrás”, foi atentamente ouvida por Davi, porque sentia nela uma correspondência com a sua própria história. Embora Deus lhe tivesse feito descansar dos seus inimigos, Davi ainda estava dominado pela lembrança de sua dolorosa queda e, nos pecados e crimes de seus filhos, escutava o triste eco das transgressões que ele mesmo cometera. Sua harpa, tantas vezes um consolo, para ele estava “pendurada no salgueiro” (Sl 137.2). Absalão, seu filho amado, estava no exílio havia três anos, por ter assassinado seu irmão Amnom, que havia violentado Tamar (irmã de Absalão e meia-irmã de Amnom). Apesar dos pecados de Absalão, Davi ansiava por vê-lo: “o rei Davi sentiu saudades de Absalão”.





Em seu livro, cheio de vividos sermões biográficos, Clarence E. Macartney, ao tratar da “Mulher de Tecoa”, mostra com forte realismo o conflito que Davi passou naquele momento. De um lado estava o Davi rei, guardião da justiça; do outro, o Davi pai, saudoso do filho que cometera aquele crime:


“O Davi rei, sustentáculo da lei, está dizendo: 'Absalão, você é um assassino. Você matou de forma traiçoeira o seu próprio irmão. Você sujou as mãos com o sangue de Amnom. Violou a lei de Deus e a lei dos homens. Absalão, permaneça no exílio. Nunca mais veja o meu rosto”.

“Mas o Davi pai está falando de maneira muito diferente: 'Absalão, volte para casa. Sem você, os banquetes não têm o mesmo sabor; sem você, a minha harpa fica sem melodia; sem você, as salas do palácio são tristes; sem você, os cerimoniais de guerra nada mais são que um espetáculo vazio. Você matou seu irmão, mas, apesar de todas as suas falhas, eu ainda o amo. Absalão, meu filho, meu filho, volte para casa'”. Então se passaram os dias, as semanas, os meses e os anos.

2. A essência da parábola. Ao perceber o desejo de Davi de trazer de volta a Absalão, embora a justiça o houvesse obrigado a ser severo, Joabe, chefe do exército, conselheiro e amigo do rei, sabia que havia apenas uma solução para a dor que estava impedindo Davi de cumprir seus deveres reais. Ele teve a idéia da parábola, e sabia que uma mulher poderia contá-la melhor que um homem. Evidentemente a mulher de Tecoa tinha sabedoria, sutileza e eloqüência, e a parábola foi criada com o propósito claro de não se assemelhar tanto à história de Absalão. Então, cobrindo-se com a máscara da dor e da aflição, a mulher transmitiu a mensagem que Joabe lhe pusera nos lábios. Para Macartney, essa narrativa: “é um dos quatro ou cinco grandes discursos da Bíblia [...] Em nenhum lugar da Bíblia se vê, em tão curto espaço, uma passagem com metáforas tão lindas quanto essas, tão emocionantes, apaixonadas e eloqüentes”.

O lamento da mulher, em evidente sofrimento, tocou o coração bondoso e cordato de Davi, que, mandando que se levantasse, perguntou: “Que tens?”. Então ela contou a tocante história dos dois filhos que, brigando em um campo, um acabou sendo morto. Por causa do assassinato, o restante da família se revoltou e exigiu que ela entregasse o filho vivo para ser morto por causa do crime. Quando ela clamou pela segurança do suposto filho, Davi se comoveu e disse-lhe que fosse embora, pois sua petição seria atendida: “não há de cair no chão nem um cabelo de teu filho”.

Ao destruir as defesas externas do coração de Davi, a mulher, instruída pelo astuto Joabe, dirigiu-se às defesas internas; com uma graciosidade, uma sutileza e uma humildade incomparáveis, apresentou o apelo para o regresso e a segurança de Absalão, embora ele tivesse assassinado o irmão. Ao penetrar no disfarce da mulher, Davi detectou o estratagema de Joabe: “Não é verdade que a mão de Joabe anda contigo em tudo isto?”. A mulher prontamente confessou que todo o esquema era do chefe do exército. Davi então mandou chamar a Joabe e designou-o para fazer “voltar o jovem Absalão”. E assim o filho banido retornou.

Ainda assim, porém, não houve reconciliação familiar imediata. Davi o proibiu de ver a sua face e, por causa desse regresso “incompleto”, o mal surgiu. Passaram-se dois anos até que pai e filho se encontrassem novamente face a face. Irritado com a ação de Davi, Absalão planejou uma conspiração para derrubar o próprio pai e lhe tomar o trono. Não estaria Davi colhendo com dor as conseqüências dos seus pecados, nas quais se incluíam as transgressões de seus dois filhos? Amnom era culpado de sedução, e Absalão, de assassinato; ambos os crimes se vêem no tratamento de Davi com Urias e com Bate-Seba. Pode ser que a consciência de seu duplo pecado lhe tenha enfraquecido a determinação. Se tivesse punido o filho Amnom como merecia, não teria havido a necessidade de banir Absalão. Davi estava amargamente certo de estar colhendo o que havia semeado, e seus filhos estavam apenas seguindo seus passos.

3. O significado espiritual da parábola. Mil anos antes de Cristo morrer na cruz, para trazer os exilados de volta a Deus, a mulher de Tecoa teve um vislumbre da verdade divina, embora a tenha aplicado de forma equivocada e a tenha pervertido para um mau intuito. “Ele também cria um meio de impedir que os seus desterrados sejam afastados dele”. Que poderoso evangelho essa mulher inconscientemente pregou! Deus não se vinga imediatamente, mas “espera para ser gracioso”. Os pecados baniram o homem da presença de Deus, mas este proporciona os meios de trazer o pecador de volta. Que meios ele criou? A encarnação, a morte e a ressurreição de seu amado Filho, com toda a certeza! Deus amou um mundo de perdidos pecadores, e seu coração foi à procura de banidos que, quando retornam, não são aceitos de meio-coração, como Davi recebeu o seu filho pródigo Absalão. Uma vez que o pecador volte para Deus, a reconciliação é completa, e o que retorna, salvo, é um com Deus, plenamente aceito no Amado.

A Parábola dos dois filhos, que Jesus contou em Lucas 15, é o correspondente neotestamentário da Parábola dos dois filhos, de Joabe. O pai perdera um dos dois filhos, que se tornou um pródigo em terra longínqua; mas seu amor acompanhou o rapaz obstinado, o qual, em seu retorno, teve uma recepção completa e recebeu também a plena e irrestrita bênção paterna e os privilégios de filho. O plano de perdão e de restauração de Deus foi mais longe que o de Joabe. Davi enviou o chefe do exército para trazer Absalão de volta para casa. O coração paterno de Deus o compeliu a enviar o seu Filho unigênito para morrer pelo pecado, para que os pecadores pudessem ser plenamente reconciliados com Deus. Que surpreendente graça!