quinta-feira, 10 de março de 2016


CATEDRAL DAS ASSEMBLÉIA DE DEUS

 EM 

VILA PACHECO DA ROCHA/N.IGUAÇU-RJ.




 10. Os Trabalhadores da Vinha (Mt. 20:1-16) 
Esta parábola foi ensinada por Jesus aos seus discípulos. Isto vemos claramente nos versículos anteriores a parábola, quando Jesus ensina a seus discípulos algumas verdades acerca da entrada no reino (Mt.19:16-30). A parábola foi ensinada pelo fato de Pedro perguntar a Jesus o que ganharia por ter renunciado tudo para segui-lo (Mt.19:27-30)
I – NARRAÇÃO HISTÓRICA 
O proprietário de uma vinha resolveu colher suas uvas, em um determinado dia. Todos os seus servos, que trabalhavam para ele, regularmente durante o ano, saíram para a vinha às seis horas da manhã, enquanto o dono foi até à praça da cidade próxima, ao romper da aurora. Ele precisava encontrar alguns trabalhadores desempregados que estivessem dispostos a trabalhar por dia, pela soma razoável de um denário.
 Bem cedo, entre cinco e seis horas da manhã, alguns homens dispostos a trabalhar já permaneciam pela praça à espera de algum empregador que viesse oferecer-lhe trabalho. O proprietário da vinha falou com os homens, mencionou o pagamento diário de um denário, com o qual todos concordaram e foram levados para uma jornada de trabalho de 10 horas de trabalho.
Nos dias de Jesus, os trabalhadores se consideravam privilegiados ao conseguir um salário. Passar horas ociosas na praça, significava para o trabalhador que ele e sua família teriam que contar com a caridade dos empregadores. Com isso, um dia de trabalho era uma bênção para o trabalhador e sua família.
Enquanto os servos e os novos contratados estão ocupados trabalhando na vinha, o proprietário volta à praça para ver se consegue encontrar mais alguns trabalhadores. São entre oito e nove horas, e muitos estão ainda à toa, na praça. O empregador pergunta-lhes se trabalhariam o resto do dia em sua vinha. Ele não diz quanto vai pagar, mas promete um salário justo. Os trabalhadores conhecendo a reputação do dono da vinha, confiam nele plenamente e sabem que não ficarão desapontados ao fim do dia.
A medida que o trabalho progride, o proprietário calcula o número de horas de trabalho necessário ainda para terminar a tarefa antes que a noite caia. Fica evidente que o proprietário queria fazer a colheita toda naquele único dia. O dono da vinha sabe exatamente quando certas uvas devem ser colhidas.
 Se forem deixadas na videira por mais um ou dois dias acumularão açúcar demais perdendo assim o valor de mercado, pois a grande maioria das uvas eram para fabricação de vinho. Se o dia da colheita cai na sexta-feira, o fazendeiro faz tudo o que pode para conseguir trabalhadores adicionais e completar a tarefa antes do sábado.
Idas à praça próxima se repetem a intervalos regulares, ao meio dia e as três da tarde, com sucesso variado. Ao entardecer, parece que o projeto ainda não estará completo com os empregados já contratados até o cair da noite, ao menos que mais trabalhadores sejam contratados. O proprietário volta a praça as cinco horas e encontra alguns homens por ali. Pergunta por que estão na praça, àquela hora do dia. Eles respondem que ninguém veio contratá-los. O empregador diz: “Ide também vós para a vinha”. Não faz nenhuma menção ao pagamento.
II – OBSERVANDO PONTOS IMPORTANTES DA PARÁBOLA 
a) Na parábola toda o empregador é a figura dominante – Suas atitudes, seus procedimentos são manifestos do inicio até o fim da parábola. 
b) Várias questões surgem a respeito da administração da vinha. Porque o proprietário volta a praça por pelo menos cinco vezes. 
• Madrugada (entre 4 e 5 h. da manhã) – Saiu para assalariar , valor de um denário por dia– vss.1 
Terceira hora (9 h. da manhã) – Valor contratado “vos darei o que é justo” – vss. 3 e 4
 Hora sexta e hora nona ( meio dia e três horas da tarde) – Valor contratado “foi da mesma forma da hora terceira” – “vos darei o que é justo” – vss.
Hora undécima ( 5 h. da tarde) – O valor do contrato aqui não foi estipulado, mais o empregado parece saber que pelo menos no final, mesmo por ter trabalhado somente por uma hora, receberia o proporcional e poderia levar alguma coisa para casa. O empregado confia na reputação do empregador e aceita o serviço e confia na generosidade do dono da vinha. 
c) O empregador observava a norma bíblica de não reter o pagamento do trabalhador diarista –
(Lv.19: 13) - Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã. 
(Dt.24: 14 ) - Não oprimirás o trabalhador pobre e necessitado, seja ele de teus irmãos, ou seja dos estrangeiros que estão na tua terra e dentro das tuas portas.
15 No mesmo dia lhe pagarás o seu salário, e isso antes que o sol se ponha; porquanto é pobre e está contando com isso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado. 
d) A lei da procura e da oferta é sem dúvida observada – Menos trabalhador, aumenta a jornadas de dias de trabalho, mais energia será gasto por cada trabalhador, o rendimento depois de certo tempo de trabalho diminui consideravelmente por ser um trabalho braçal. Contratando-se trabalhadores mais tarde, chegam a vinha mais descansados e com energia para gastar, a colheita mantém um ritmo até o fim, a produção da colheita aumenta e diminui a jornada de trabalho.  
e) O empregador ciente dessas injunções, circunstâncias, dá instruções a seu capataz (chefe de um grupo de trabalhadores braçais) para que pague aos trabalhadores o seu salário. 
A recomendação foi : 
• “Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros”. Vs. 8 
III – O PAGAMENTO DOS TRABALHADORES 
• Os da hora undécima ( 5 h. da tarde) – Receberam um denário por uma hora de trabalho – vs.9 – ficaram felizes, contentes e cheios de gratidão por causa da generosidade do dono da vinha. 
Os das 3 h. da tarde, meio dia e das nove da manhã – receberam um denário cada grupo – vs.10 - Se contentaram com o que receberam. A Bíblia não diz que eles fizeram alguma objeção com o capataz e o dono da vinha, tudo indica que ficaram satisfeito pela bondade do dono da vinha. 
• Os contratados a madrugada –Pensavam que receberiam mais do que os últimos contratados. Portanto receberam um denário cada um. A sua indignação manifestou-se imediatamente. 
IV - A MURMURAÇÃO DOS TRABALHADORES DE MADRUGADA 
(Mt. 20:10) - Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um.
11 E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo:
12 Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor. 
V - O EMPREGADOR NÃO SE DEMONSTRA OFENDIDO CHAMA-OS DE AMIGO COM UM TOM AMIGÁVEL 
(Mt.20: 13) - Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo um denário?
14 Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti.
15 Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?
16 Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. 
QUE VEMOS NO TEXTO? 
a) A conotação é de reprovação, mas com tom amigável – VS.13 
b) O fazendeiro se mostra Senhor da situação – Vs.14-15 
c) O trabalhador insatisfeito pode concorrer à justiça, mas não teria êxito, pois as evidências do contrato eram claros: “ tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia”- vss.2 
d) O empregador não discute, não se explica e nem se justifica. Simplesmente faz a pergunta que o outro tem que responder afirmativamente: “Não combinaste comigo um denário ?” “Não me é lícito fazer o que quero do que é meu ?”. 
e) Se há alguém que sacrificou a parte econômica pela benevolência, este é o proprietário da vinha. Teria sido melhor para ele se tivesse pago a quantia exata merecida. 
f) O dono da vinha é acusado pela sua generosidade. “Ou são mau os teus olhos porque eu sou bom?” Com esta pergunta, o administrador põe à mostra a falsidade dos empregados da madrugada desapontados e demonstra sua bondade e gentileza enquanto eles mostraram inveja a avareza. Eles permanecem cegos à bondade do proprietário até que a máscara que escondia seu descontentamento é removida pela questão: “ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?”. 
g) Aqui temos o conceito do mundo e o conceito do reino: No mundo, o conceito é o do que trabalha mais, recebe mais. Isso é justo. Mas no reino de Deus, os princípios do mérito e da capacidade são postos de lado para que a GRAÇA PREVALEÇA. 
VI – AS LIÇÕES DA PARÁBOLA 
a) A graça vale mais do que a justiça imparcial e as práticas lucrativas de negócio. 
b) Ao ensinar a parábola, Jesus mostrou que Deus não trata os homens de acordo com o princípio do mérito, da justiça ou da economia. Deus não está interessado em lucros. Deus não trata o homem na base do “toma lá dá cá”, ou “uma boa ação merece recompensa”. Na graça de Deus não circulam porcentagens, porque “todos temos recebido da sua plenitude, e graça sobre graça”. (Jo.1:16). 
c) A parábola ensina que no reino dos céus a igualdade é a regra. “muitos primeiros serão os últimos” (Mt.19:30) . “Os últimos serão primeiros”( Mt.20:16). Mesmo que o trabalho possa variar, a graça é suficientemente para todos. 
• Todos fomos comprados por preço de sangue
• Todos foram batizados em um só corpo, e este corpo não é dividido
• Todos somos possuidores de um só Senhor
• Todos temos uma só fé
• Todos temos a mesma vestimenta de santidade 
d) Os trabalhadores queixosos podem ser comparados com o irmão mais velho da parábola do Filho pródigo (Lc.15:11-32). Juntos contavam com o comportamento de alguns fariseus que, por causa de seu zelo na observação da lei de Deus, contavam ter um lugar privilegiado no reino de Deus.
e) Esta parábola nunca será aceita por aqueles que querem impor à salvação regras e estipulações feitas pelos homens. No reino dos céus não existe a burocracia humana. A graça de Deus é plena e livre e superior de que qualquer cálculo. 
Essa história retrata um acontecimento comum nos tempos de Jesus: trabalhadores ficavam na praça esperando serem contratados para trabalharem nas lavouras. Eram diaristas que recebiam por jornada de trabalho.Assim, na história que Jesus contou o proprietário da vinha convoca trabalhadores nos diferentes horários do dia. No final, todos recebem o mesmo pagamento, provocando a indignação dos que foram contratados primeiro. 
Há muitas lições sobre o Reino de Deus nessa história. 
1)         Deus está convocando pessoas para trabalharem na sua obra Desde o início da história da humanidade, Deus chama pessoas para trabalharem pra Ele, a fim de que Seus propósitos se cumpram. Deus não faz acepção de pessoas e convoca, indiscriminadamente homens, mulheres, jovens, crianças, adolescentes, ricos, pobres, doutores ou pessoas quase sem instrução.
Enfim, Deus conta com pessoas para que a Sua obra se cumpra aqui na Terra. Ele é o proprietário da vinha que sai em diferentes horas do dia, procurando trabalhadores.Jesus disse que a seara é muito grande, mas há poucos trabalhadores. Por isso oramos e nos empenhamos pra que mais pessoas aceitem o convite pra trabalhar pra Deus. E creia: Vale a pena aceitar essa “proposta de emprego”. Ele é o melhor patrão que alguém pode ter.
2)         Não importa a que horas você foi chamado Na história que Jesus contou alguns foram chamados no início do dia, outros mais tarde e outros pertinho do fim do dia. Há diferentes significados pra essa parte da história. 
Um deles é que não há idade pra servir ao Senhor: alguns foram chamados no comecinho da vida, na infância, outros na adolescência, na juventude, na idade adulta ou até já no finalzinho do dia,numa idade mais avançada.Não importa: se você tem estado “na praça”, ou seja, ainda não está empregado no Reino de Deus, há lugar pra você também.  
A Bíblia traz promessas pra crianças, jovens e velhos. Veja, por exemplo o texto de Joel 2:28: “ E depois disto derramarei do meu Espírito sobre todos os povos.Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões.
 “Veja também a promessa do Salmo 92 pra aqueles que já são mais idosos: “ Mesmo na velhice darão frutos, permanecerão viçosos e verdejantes, para proclamar que o Senhor é justo”Se você é criança, adolescente ou jovem e ouviu o chamado do Senhor, não deixe pra depois,aceite seu convite prontamente. Mas, se você já é adulto ou até mais idoso e só agora foi chamado,alegre-se do mesmo jeito e vá trabalhar na vinha! 
3)         O Reino de Deus é um lugar de trabalho Quando somos chamados para o Reino de Deus, somos chamados para o trabalho. 
Aliás,sempre que Deus chama alguém, Ele o faz para dar uma missão para essa pessoa. A entrada no Reino é pela graça, mediante a fé em Jesus. Mas o Reino é um lugar de trabalho.
Não queira apenas usufruir dos benefícios do Reino sem se envolver, sem trabalhar. A recompensa virá, certamente, mas virá pra aqueles que verdadeiramente se envolverem na obra. 
4)         A recompensa é certa No final da história, os trabalhadores que haviam labutado o dia inteiro se sentem injustiçados porque receberam o mesmo salário dos que foram contratados na última hora. Na verdade, a história não nos mostra um Deus injusto, mas um Deus justo e generoso. 
 Ele pagou o combinado aos primeiros trabalhadores e agiu com justiça e generosidade para com os outros. Deus é bom e retribuirá de maneira justa e generosa a todos os que trabalharem pra Ele. 
No final do capítulo 19 de Mateus, um homem muito rico procura por Jesus, querendo saber como herdar a vida eterna. Jesus lhe responde, mas ele não O segue porque amava mais as suas riquezas do que a Deus.  
Então, Pedro, aproveitando-se dessa situação, pergunta a Jesus: “ Senhor, nós deixamos tudo e te seguimos. 
Qual será a nossa recompensa? “ Jesus não fica indignado com a pergunta de Pedro, não o chama de interesseiro, pelo contrário, lhe dá uma resposta muito satisfatória:“ Todos os que tiverem deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por minha causa, receberão cem vezes mais e herdarão a vida eterna.”HÁ GRANDE RECOMPENSA EM SEGUIR A JESUS: RECOMPENSA NESSA VIDA E NAETERNIDADE.
Uma das promessas que mais aguardamos é a promessa da volta de Jesus. Ele prometeu e um dia vai voltar. Os diferentes horários dessa parábola também podem ser entendidos como diferentes épocas da história da igreja. Em todas elas, Deus convocou pessoas pra trabalharem pra Ele. 
Creia: Nós estamos na última hora! A volta de Jesus está muito próxima. Estamos vivendo tempos de oportunidade pra que mais e mais pessoas aceitem o convite e se tornem trabalhadores navinha de Deus. Jesus virá! A recompensa também virá! Mas não para todos. Só para os trabalhadores da sua vinha. Seja um deles!Ministre com amor e autoridade nas vidas dos irmãos.
 Ore com aqueles que querem aceitar o chamado e entrarem pra o Reino do Messias. Ministre nas vidas dos que já são salvos sobre a necessidade de trabalhar na obra, sabendo que o nosso trabalho não é vão no Senhor. Aleluia
VII – A APLICAÇÃO DA PARÁBOLA
a) A parábola é a explicação de (Mt.19:30) 
b) O homem dono de casa, denota a Cristo que é o dono da Igreja 
c) Os trabalhadores denotam os discípulos que foram chamados para o serviço na vinha 
d) A contratação de trabalhadores em diversos horários do dia, diz respeito ao chamado de diversos discípulos no decorrer da história da Igreja até ao arrebatamento para o prêmio (paga) pelos serviços prestados. 
e) O contrato firmado para os empregados foi feito por sangue, e a paga seria certa, veja a especulação de Pedro em (Mt.19:27). 
f) A vinha denota o reino 
g) O denário diz respeito ao galardão que o Senhor ofereceu a Pedro no seu acordo em (Mt.19:27-30) 
h) No vs.3 de Mt.20, mostra pessoas ociosas na praça, isto fala que os que não trabalham no reino de Deus, ficam ociosos no mundo. É um reflexo, uma repercussão. Primeiro se busca o reino e as outras demais coisas serão acrescentadas. O não trabalho no reino deixa as pessoas ociosas no mundo.
i) A praça, representa o mundo.
j) Os diferentes horários que os trabalhadores foram contratados, representa os discípulos que foram salvos no decorrer da história da Igreja 
k) Fora do reino de Deus, nenhum ser humano é empregado por Deus. Se não foi contratado, não esta no reino. O contrato tem que ser firmado. Pacto de sangue. 
l) Mesmo próximo do final, onde o Senhor virá buscar a Igreja, até mesmo na ultima hora, muitas pessoas estão sendo contratadas e igualmente como os primeiros receberão os seus galardões como os primeiros. Os últimos serão os primeiros  

Parábola do Rico e Lázaro







Mais de um leitor do Blog solicitou uma explicação sobre a passagem encontrada em Lucas 16:19-31, conhecida como a "Parábola do Rico e Lázaro".

Esta parábola nada diz das almas imortais que "saem" do corpo depois da morte, como alguns espiritualistas crêem (tanto espíritas, quanto católicos, quanto evangélicos). Além do mais, um princípio fundamental de interpretação bíblica determina que não se pode basear doutrinas sobre parábolas ou alegorias, pois tais históricas são meramente ilustrativas.

Eis aqui algumas razões que impedem tomar os personagens desta parábola de forma literal:

1. Se esta parábola for tomada em forma literal, as Sagradas Escrituras estariam se contradizendo quanto à inconsciência dos mortos até o dia em que ressuscitam (cf. Ecles. 9:5, 6 e 10; João 11:11-14; 5:28-29). Vê-se que o ensino bíblico é de que os mortos não estão no Céu, nem no purgatório, nem no inferno (Atos 2:29 e 34; Jó 3:11-19; 17:13). De modo geral, os cristãos crêem que o Espírito Santo não pode contradizer-se (2Tim. 3:15-17; 2Pedro 1:21), portanto, não podemos considerar a parábola como sendo a expressão literal do tema da morte.

2. Se esta parábola for tomada literalmente também devemos aceitar que o Céu e o inferno estão tão próximos que os salvos e os condenados podem ver-se e ouvir-se. Este seria o maior castigo que poderiam receber todos quantos se salvem, pois estariam vendo e ouvindo seus entes queridos que se perderam em sofrimento. Que absurdo! E tanta gente acredita nesta falácia!
A Bíblia declara abertamente que os maus serão totalmente destruídos (Salmo 37:9 e 20).

3. Se esta parábola for interpretada literalmente, contradiz-se a crença popular de que a alma abandona o corpo no momento da morte, pois na parábola é dito que Lázaro e o rico estão presentes no "pós-morte" com seus próprios corpos físicos, pois se mencionam o “dedo” de um e a “língua” do outro.
Todos sabemos que o corpo permanece na tumba e se desintegra totalmente. Além disso, a sede que sente o rico é própria do corpo, e, afinal de contas, de que serviria um “dedo” molhado “em água” para aliviar os rigores extremos de um fogo verdadeiro? Vê-se que toda a história é recheada de simbologias, alegorias e analogias.

Conclusão

Poderíamos explorar muito mais os detalhes da parábola, mas pelas razões acima já é possível concluir-se que o relato não é literal, e faz parte de uma série de cinco parábolas que Jesus pronunciou (Lucas 15 e 16) para destacar verdades básicas.

Jesus baseou esta parábola numa crença comum entre os judeus, mas contrária às Escrituras, e que havia sido trazida da cultura de Babilônia, Egito e nações circunvizinhas.

Nosso Senhor tomou muito das coisas conhecidas por Seus ouvintes para apresentar Suas
parábolas; uma maneira fácil de chegar ao coração, mas não necessariamente uma
aceitação incondicional do material, e sim um argumento que servia de meio para destacar um ensino.

Por outro lado, os judeus colocavam Abraão acima de Jesus: “Nosso pai é Abraão ... És maior do que o nosso pai Abraão... ?” (João 8:39 e 53; Mateus 3:9). E Jesus põe na boca de Abraão as palavras que este haveria de ter dito em pessoa: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (São Lucas 16:29-31).

É comum a Bíblia personificar seres inanimados. Por exemplo: as árvores se reúnem para nomear um rei (Juízes 9:8-15); “O cardo ... mandou dizer ao cedro ... Dá tua filha por mulher a meu filho” (2Reis 14:9); “Porque a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento” (Habacuque 2:11); “Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 10:40; Mateus 3:9; ver Jó 12:7 e 8).

Também devemos tomar estas declarações de forma literal? É óbvio que não!

O objetivo de Jesus não era que os elementos fossem considerados de forma literal, com relação à vida após a morte, mas sim os 2 princípios gerais que se destacam nesta parábola: 

1. Que a recompensa se baseará na conduta adotada enquanto se vive;
2. E que o importante é obedecer à Palavra divina, e não confiar em nossa raça ou origem, nem mesmo sendo carnalmente “filhos de Abraão”.

Mara Maravilha diz que pretende limpar o “estereótipo de evangélica” e retomar carreira artística

Mara Maravilha diz que pretende limpar o “estereótipo de evangélica” e retomar carreira artística images.jpg

A cantora Mara Maravilha, que recentemente participou do reality show A Fazenda e se envolveu em algumas polêmicas, afirmou que pretende refazer sua imagem artística, tentando limpar o “estereótipo de evangélica”.
A declaração foi feita em entrevista ao programa Morning Show, da rádio Jovem Pan FM: “Fiquei com o estereótipo de evangélica. É bom para o meu lado pessoal, mas como artista não é bom na essência […] Quero mais do que nunca mostrar que sou uma artista e que sei me comunicar com o público”, afirmou, em tom de desabafo.
Mara revelou que já tem planos para voltar aos holofotes no próximo ano: “Não priorizei muito televisão [nos últimos anos], fiquei meio alérgica à televisão. Acredito que em 2016 que vai ser propício para voltar para a TV com um produto papo reto. Eu quero a Mara polêmica”, disse.
Os planos, de acordo com a cantora, envolvem fatos relacionados ao seu passado: “O meu grande projeto é estar no teatro, contando histórias dos anos 80, sobre Angélica, Xuxa, Menudo…”. No final dos anos 1980 e começo da década seguinte, Mara foi apresentadora de TV em programas infantis e chegou a posar nua na revista Playboy.
Antes de confirmar sua participação no reality A Fazenda, Mara, 47 anos, havia anunciado que fazia planos de se tornar mãe adotiva. No último domingo, 27 de dezembro, ela participou do programa A Hora do Faro, na TV Record, e reiterou os planos, que deverão ser concretizados ao lado do namorado Gabriel Gomes até o final do primeiro semestre do ano que vem, pois já se sente “emocionalmente grávida”.

Os Maus Trabalhadores


Os Maus Trabalhadores images.jpg


Uma breve parábola contada por Jesus no livro de Mateus 21:33-44, fala de alguns lavradores maus, que tentam se apoderar de maneira violenta da plantação de uvas que eles tinham arrendado. Desde o tempo do Antigo Testamento, a plantação de uvas representa a figura familiar do povo de Israel; o dono da plantação de uvas é o próprio Deus.
Se você leu o texto de Mateus 21:33-44, pôde ver, que o destino dos mensageiros do dono da plantação, ao irem encontrar os lavradores foi terrível, foram espancados e voltaram de mãos vazias, e esse foi o mesmo destino que tiveram muitos profetas. O destino que teve o filho do dono da plantação foi a morte, e Jesus quis mostrar que esse seria o mesmo destino Dele: a morte.
Jesus pergunta para as pessoas ao seu redor: Que lhes fara, pois, o dono da vinha quando vier aos lavradores? Responderam-lhe: Fará perecer horrivelmente a estes malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos.
Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos.
Eu creio que esta parábola, retrata a rejeição do amado Filho de Deus, por Israel. Israel rejeita o Messias e o seu reino. Como resultado: o reino de Deus e seu poder são dados a outros; àqueles que aceitam o Evangelho quer judeus ou gentios. Este princípio continua em vigor. O reino e o seu poder serão tirados daqueles que deixam de permanecer fiéis a Cristo e que rejeitam os seus caminhos de justiça; em seu lugar receberão o reino aqueles que se separam do mundo e buscam em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça.
No vers. 44 lemos : Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços. A pedra àqueles que não aceitam a Jesus serão esmagados, e aqueles que caírem sob seu juízo serão aniquilados, onde Cristo é apresentado como pedra de tropeço e rocha de escândalo, onde o Messias é a rocha que esmaga os reinos do mundo na sua vinda.
Deus é o proprietário da vinha, os mensageiros são seus servos que semeiam a salvação, a bondade e a justiça de Deus, eles vem para recolher as uvas que é o simbolo do bem, os lavradores são os homens maus, que não querem receber os servos, e os tratam mal, os ferindo-os, rejeitando-os e muitas das vezes até os matando-os.
Devemos esta atento para esta parábola de Jesus, para não estarmos agindo como trabalhadores maus e em busca de nossos próprios interesses, relaxados, fazendo a obra de Deus de qualquer maneira, para quando nosso Senhor vier, possamos estar preparados para entregar em suas mãos o fruto do nosso trabalho aqui na Terra.
Bondade, Justiça e Verdade é que nosso Deus espera de nós e tudo isso esta em um só ato o “Amor”.
Deus te abençoe.

Uma defesa bíblica do impeachment

Se o cristão não pode apoiar a dissolução das autoridades constituídas, isso vale para todas as autoridades constituídas.
Uma defesa bíblica do impeachment images.jpg
Teólogos e pastores proeminentes agora se debatem com a questão: pode o cristão apoiar um movimento de impeachment?
Alguns dizem que sim. Outros respondem que não. É uma questão legítima, e que não diz respeito apenas ao governo de Dilma Rousseff.
Se o cristão não pode apoiar a dissolução das autoridades constituídas, isso vale para todas as autoridades constituídas. Em bom português, se não podemos tirar Dilma do poder porque devemos ser submissos o mesmo vale para políticos de outros partidos e ideologias.
A consequência prática desta interpretação do famoso texto de Romanos é a total submissão a qualquer governo, seja ele democrático ou não. Se a submissão às autoridades deve ser absoluta, os cristãos que lutaram contra Hitler estavam em pecado.
Mas, acredito, esta é uma interpretação absolutamente equivocada.
Como é típico no meio evangélico, as pessoas sustentam sua posição em apenas um versículo, neste caso Romanos 13:1-2:  “Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus”.
É uma interpretação reducionista que ignora os versículos subsequentes que explicam que a autoridade instituída por Deus é instrumento do bem e que é necessário submeter-se a ela não por temor de castigo, mas também por dever de consciência.
É preciso sempre se perguntar: a autoridade à qual estou submetido é instrumento do bem? É uma autoridade a quem reconheço em minha consciência? A necessidade desta averiguação de consciência é enfatizada no seguinte versículo:
“É também por essa razão que pagais os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus, quando exercem pontualmente esse ofício.” (Romanos 13:6-7)
Enfatizo aqui as palavras: “quando exercem pontualmente esse ofício”. Ou seja, quando os governantes agem incorretamente não podem mais ser vistos como ministros de Deus.
A Bíblia diz claramente que o próprio Deus se levanta contra autoridades ilegítimas. Há inúmeras passagens bíblicas que suportam a minha afirmação, mas aqui vou me deter em uma que mostra a ira de Deus contra governantes ilegítimos:
“Eis o que me diz o Senhor: Desce ao palácio do rei de Judá, e lá pronunciarás: Ouve a palavra do Senhor, rei de Judá, que ocupas o trono de Davi, tu, teus servos e teu povo que entrais por essas portas. Eis o que diz o Senhor: Praticai o direito e a justiça, e livrai o oprimido das mãos do opressor […] Se obedecerdes fielmente a esta ordem, continuarão a passar pelas portas deste palácio os reis herdeiros do trono de Davi, montados em carros e cavalos, com seus servos e seu povo. Se, porém, não escutardes estas palavras, juro-o por mim  – palavra do Senhor -, será reduzido a escombros este palácio” (Jeremias 22: 1-5)
O capítulo 22 de Jeremias demonstra sem qualquer dúvida que caso a autoridade se oponha aos princípios de Deus, que a instituiu, ela perde sua legitimidade. A autoridade legítima é aquela que obedece aos princípios divinos de justiça, honestidade, equidade, etc.
Mesmo que uma autoridade tenha legitimidade legal, é preciso se perguntar: ela está em obediência aos princípios divinos? A ordem terrena não é superior à ordem divina e há também inúmeros versículos que sustentam tal afirmação.
Na verdade, a obrigação moral de todo cristão é a de obedecer a Deus antes de obedecer aos homens. E os maiores heróis da Bíblia são justamente os que fizeram isso:
 “Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”. (Atos 5:27-29)
É importante refletir também sobre o conceito de autoridade. Do ponto de vista político moderno, a autoridade máxima de um País é a sua Constituição, ou seja, é a ela que todos devem se submeter.
A autoridade máxima, portanto, é a Constituição.
Cidadãos de todos os partidos, ideologias e crenças devem se submeter, antes, à Constituição. Todo governo está debaixo da Constituição e dele não depende a estabilidade política e constitucional de um País. Depende da Constituição.
A Bíblia também tem várias passagens nas quais a corrupção é condenada. A ação de corruptos e corruptores jamais é relativizada por Deus, como é costume nos nossos tempos em que se diz “mas a corrupção não é só do meu partido” ou “não começou com a gente”:
“No meio de ti aceitam-se subornos para se derramar sangue; recebes usura e lucros ilícitos, e usas de avareza com o teu próximo, oprimindo-o. E de mim te esqueceste, diz o Senhor Deus. Eu certamente baterei as mãos contra o lucro desonesto que ganhastes” (Ezequiel 22:12-13)
“Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas”. (Isaías 1:23)
“Pela justiça o rei estabelece a terra, mas o amigo de subornos a transtorna” (Provérbios 29:4)
“O ímpio acerta o suborno em secreto, para perverter as veredas da justiça”. (Provérbios 17:23)
“Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos.” (Êxodo 23:8)
Para encerrar, apenas dois breves comentários de natureza política. Não sobre Dilma, pois creio que os irmãos lêem jornais e assistem ao noticiário. E vão ao supermercado. E pagam impostos. E pagam contas de luz e de água. E prezam pela democracia.
Quero apenas lembrar que um dos maiores juristas contemporâneos do Brasil, Ives Gandra Martins, ofereceu um parecer no qual demonstra que há, sim, base jurídica para o impeachment de DilmaRoussef. Não é golpe; é a aplicação da Constituição.
Mas quero falar do meio protestante.
Nos idos dos anos 1990 alguns líderes evangélicos progressistas aderiram ao “Fora FHC!”. Eles apoiaram o movimento pelo impeachment de FHC somente por fidelidade ideológica. São os mesmos que agora dizem que o “Fora Dilma!” é um golpe contra a democracia.
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É interessante notar que alguns proeminentes evangélicos progressistas até pouco tempo atrás aderiram também ao “Fora Alckmin”. São os mesmos que agora dizem que o movimento contra Dilma é golpista.
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Por sua vez, os “moderados” de plantão que agora lembram que estamos sujeitos às autoridades nada disseram quando o “Fora FHC!” era bradado por evangélicos progressistas que tinham todos os holofotes da mídia, mas arruinaram seus ministérios com dossiês falsos e adultérios.
O que posso dizer dos irmãos progressistas e dos “moderados”?
“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3:15-16)

Obama quer usar ONU para entregar Jerusalém aos palestinos

Presidente americano pode ser novo secretário-geral das Nações Unidas
images.jpg Obama quer usar ONU para entregar Jerusalém aos palestinos
Com cerca de 10 meses restantes de mandato, o presidente Barack Obama já estaria planejando seus “próximos passos”.Segundo o jornal Washington Times, ele estaria cogitando se tornar o novo secretário-geral das Nações Unidas.
No último dia de 2016, encerra-se o segundo mandado do sul-coreano Ban Ki-moon à frente da organização. A Assembleia-Geral vai ocorrer em setembro. Os Estados-membros vão entrevistar aqueles que se candidatarem. Uma das demonstrações de força que o presidente americano daria pode ser apresentar uma “solução final” para o conflito de Israel e Palestina.
Segundo um relatório do The Wall Street Journal, Obama está tentando iniciar uma retomada no processo de paz entre Israel e a Autoridade Palestina. Para isso, cogita usar resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cujos membros permanentes são China, França, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido.
Nesta terça (8), o vice-presidente Joe Biden chegou a Israel onde se encontrará nos próximos dias com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina.
Recentemente, o primeiro-ministro de Israel cancelou sua viagem anual para os EUA, que deveria ocorrer no final deste mês. Autoridades israelenses relatam que isso se deu em parte pela recusa de Obama em se encontrar oficialmente com Netanyahu. A relação dos dois nunca foi muito boa e piorou após a assinatura do acordo nuclear com o Irã.
O The Wall Street Journal revelou que o plano descrito por autoridades americanas dá conta que Obama tentaria reunir um corpo diplomático incluindo os EUA, a ONU, a União Europeia e a Rússia. Seu objetivo seria pressionar a entrega de Jerusalém Oriental como capital da Palestina.
Os palestinos, por sua vez, reconheceriam Israel como um Estado judeu e acabariam com suas alegações da necessidade de retorno dos chamados “refugiados palestinos”. A solução de dois Estados teria como base na linha de armistício de 1949, estabelecida entre os exércitos de Israel e seus vizinhos árabes.
Fariam parte das propostas uma troca de terras para “compensar” os assentamentos israelenses construídos desde 1967.
Enquanto o gabinete de Netanyahu se recusou a comentar sobre os planos da Casa Branca, autoridades palestinas disseram que gostariam da “intervenção do Sr. Obama antes de ele deixar o cargo”.
“Ao longo dos próximos 10 meses, o presidente Obama pode ser o salvador da solução de dois Estados ou enterrá-lo de vez”, disse Husam Zomlot, um assessor de Abbas.
Se depender dos outros membros do Conselho de Segurança, Israel terá grandes dificuldades para travar os planos de Obama. Somente o Reino Unido tem se mantido neutro.
Em 21 de janeiro, o presidente chinês, Xi Jinping, discursando à Liga Árabe, no Cairo, asseverou que Pequim é favorável à criação de um Estado palestino dentro das fronteiras pré-guerra de 1967, com Jerusalém Oriental como capital. Também entregou cerca de US$ 7,6 milhões para os líderes do governo palestino.
Cerca de uma semana depois, a França anunciou que irá reconhecer a Palestina como estado independente ainda este ano.
Há pouco mais de um ano, o presidente russo, Vladimir Putin, em discurso aos membros da cúpula da Liga Árabe, afirmou que a Rússia vai ajudar a Palestina a conseguir seu objetivo de se tornar um Estado independente e com a capital em Jerusalém Oriental.

sexta-feira, 4 de março de 2016


SAMUEL HOMEM GOVERNA?

Introdução ao Livro de Samuel – O homem governa?
Na Bíblia hebraica, os livros de I e II Samuel formam um único livro, e, neste estudo, vamos tratá-lo desta maneira. O livro de Samuel faz a ponte entre o período dos juízes e o estabelecimento da monarquia em Israel, abrangendo os reinados de Saul e Davi, seus dois primeiros reis.
Os acontecimentos narrados se situam entre a metade do século XI a.C. até o século X a.C., porém, alguns estudiosos estabelecem a redação do livro muito tempo após os fatos ocorridos, mas, temos boas razões para dizer que a redação é contemporânea aos acontecimentos descritos no livro, uma vez que a corte dispunha de um arquivista real e de um secretário (cf. 2 Sm. 20:24-25).
Os fatos ocorridos com Samuel e Saul abrem o livro de Samuel, que se fecha com a compra feita por Davi do campo de Araúna, que seria o futuro terreno onde Salomão, seu filho, edificaria o Templo de Jerusalém. O enredo principal fica por conta de Davi, que luta para constituir e manter a nação de Israel.
Neste período, as nações mais poderosas do Antigo Oriente Médio, Egito e as nações mesopotâmicas, não estavam em condições de combates externos. Por isso, alguns povos de menor expressão no cenário palestino, puderam avançar em busca de novos territórios. Foi nesta ocasião que os filisteus atacaram Israel de forma consecutiva, sendo combatidos pelo rei Saul, que morreu em uma das batalhas, e foram expulsos por Davi. A partir daí Davi conseguiu expandir as fronteiras do reino de Israel na região Palestina por meio de batalhas e tratados.
Estrutura de Samuel
O livro de Samuel está dividido da seguinte maneira:
  • Histórias de Samuel – 1 Sm. 1:1 – 4:1a
  • Histórias da Arca da Aliança – 1 Sm. 4:1b – 7:2
  • A instituição da monarquia e reinado de Saul – 1 Sm. 7:3 – 15:35
  • A Ascensão e reinado de Davi – 1 Sm. 16:1 – 2 Sm. 5:10
  • Os sucessos de Davi e a consolidação do reinado – 2 Sm. 5:11 – 9:13
  • Os fracassos de Davi e a dificuldade de manter o poder – 2 Sm. 10:1 – 24:25
Os primeiros capítulos tratam da apresentação de Samuel, a condição deplorável do período dos juízes (Eli e seus filhos – I Sm. 2:12ss) e marca a transição entre este período e a monarquia em Israel. Este período termina com a tomada da Arca da Aliança pelos filisteus. No mundo antigo a vitória de um exército sobre outro indicava o poder e a vitória do deus do exército vencedor sobre o deus do exército perdedor. Logo, a conclusão era que Dagom, o deus filisteu, era mais poderoso do que Javé, o deus de Israel. Os capítulos 5 e 6 de I Samuel registram fatos que desmentem essa teoria, pois, mesmo capturada, a Arca ainda representava a presença de Javé, e as pragas enviadas sobre o povo filisteu mostraram que, embora o povo de Israel tivesse perdido a batalha, Javé não fora derrotado pelos filisteus. A narrativa com o retorno da Arca faz menção Êxodo. A Arca permaneceu em um alojamento temporário durante todo reinado de Saul, e só voltou a ter uma posição de destaque quando Davi a levou para Jerusalém (2 Samuel 6), sugerindo que, tanto Samuel quanto Saul são personagens que indicam a transição para o período de ouro de Israel com o rei Davi, além de indicar a importância da Arca da Aliança.
Samuel atuava como profeta e sacerdote, além de juiz de Israel. Mas, apesar do poder político que possuía, não era rei. Após a vitória sobre os filisteus (I Sm. 7), e a reconquista dos territórios que haviam sido perdidos, cresce o clamor popular por um rei, pois o povo entendeu que nem Samuel, já idoso, nem seus filhos poderiam manter Israel na posição que ocupava naquele momento. A alusão à frustração de Samuel com relação à nomeação de um rei pode indicar que ele se considerasse apto à esta posição (I Sm. 8:4-5).
Nas narrativas da monarquia unida (Saul, Davi e Salomão) o livro de Samuel apresenta como estrutura narrativa a função do rei, suas qualidades e sucesso e, por fim, seus fracassos e conquistas. No caso de Saul, ele é retratado muito mais como um juiz do que como rei, de acordo com o episódio ocorrido em Jabes-Gileade (I Sm. 11). Porém, Saul não tinha firmeza espiritual nem um conhecimento consistente de Javé, afinal mal haviam saído dos quatrocentos anos de apostasia no período dos juízes. Entretanto Deus esperava de um rei muito mais do que de um juiz, e Saul não cumpriu essas exigências.
O capítulo 12 conclui que, o povo, ao escolher para si um rei, estava, na verdade, rejeitando o governo do próprio Deus. O povo pensava que a ausência de um rei os faria perder as batalhas pela permanência na terra prometida.
O texto mostra que, independente das falhas e fracassos de Saul, Deus estava disposto a dar a ele uma chance de desenvolver seu potencial. Isso nos ensina que Deus executa seus propósitos a despeito das falhas das pessoas que ele chama e convoca.
Os capítulos 13 a 15 vão apontar as falhas de Saul, que são anteriores ao seu relacionamento de Davi. O autor tem esse cuidado para mostrar que não foi Davi quem desqualificou Saul, mas ele próprio. O caso do sacrifício oferecido por Saul demonstra sua incapacidade de tomar decisões sábias em momentos difíceis, qualidade de um verdadeiro rei. Ao fazer o sacrifício Saul agiu conforme o modelo monárquico cananita, isto é, onde o rei também possui o ofício de sacerdote.
Os capítulos 14 e 15 continuam revelando a incapacidade de Saul de tomar decisões, e isto levou Deus a mandar Samuel ungir Davi como futuro rei de Israel. Daqui para frente a narrativa se volta para Davi e mostra como ele, mesmo sendo predestinado ao reinado, não tomou o trono de Saul. A narrativa apresenta três fatores para comprovar isso:
  • A hostilidade de Saul – Foi sempre Saul quem iniciou os confrontos com Davi.
  • A ausência de vingança por parte de Davi – Davi teve duas oportunidades claras de matar Saul, mas não o fez (I Sm. 24 e 26).
  • As afirmações de inocência de Davi no texto – Estas declarações são feitas por: Samuel (I Sm. 28:16-18); Abigail (1 Sm. 25:30); Jônatas (I Sm. 19:4-5, 20:14-15, 22:16-18); e pelo próprio Saul (I Sm. 20:31, 24:16-22, 26:21-25)
Os sucessos de Davi são descritos em II Sm. 5 – 9. Este trecho mostra a instituição de Jerusalém como nova capital quando a Arca da Aliança é trazida e restaurada à sua função. Este texto mostra como Davi firmou o trono de Javé em Jerusalém (capítulo 6) e, como Javé firmou o trono de Davi (capítulo 7) por meio da sua aliança.
Os capítulos 10 a 20 focaliam a família de Davi e como seu pecado causou a tragédia que se instaurou até o fim de sua vida. Dificilmente pode ser casual a perda de quatro dos seus filhos (seu filho com Bate-Seba, II Sm. 12; Amon, 2 Sm. 13; Absalão, II Sm. 18 e Adonias I Rs. 2) após Davi ter decretado a restituição redobrada quando da acusação apresentada pelo profeta Natã a Davi.
A aliança e a unidade do reino estavam em perigo por consequência dos erros de Davi, mas a narrativa mostra que Deus, apesar dos erros de Davi, ainda o apoiava, mesmo que outras pessoas estivessem contra ele.
Os capítulos 21 a 24 focalizam a ação divina contra Davi por meio de fome e praga, mas ainda sim mostram como Deus o apoiou, deu-lhe vitória (II Sm. 22) e firmou sua aliança com ele (II Sm. 23:1-7).
Propósito e conteúdo
Apesar da ênfase histórica, o principal objetivo do livro de Samuel é teológico, isto é, ele não foi redigido para documentar a história propriamente dita, mas para mostrar como se deu a aliança com o Rei Davi e como a autoridade divina é obedecida ou desobedecida, bem como suas consequências.
A arca da aliança
A arca da aliança era o objeto religioso mais importante de Israel, pois representava a presença de Deus no meio do seu povo.
Os ídolos foram proibidos na religião israelita para evitar-se a manipulação da divindade pelas pessoas, entretanto a arca, por vezes, passou pelo mesmo problema. Lemos no relato de I Samuel 4 que os filhos de Eli tentaram usá-la para esta finalidade, pois, em tese, a divindade israelita não se deixaria capturar pelos inimigos. Javé, entretanto, não se deixa manipular, então a arca não foi capturada, mas deixou Israel (I Samuel 4:21).
A autonomia da arca, que operava somente por ordem de Javé, foi provada quando  ela retornou a Israel numa carroça sem condutor (I Samuel 6:10-16). A arca não deveria ser tratada apenas como uma relíquia, os episódios da praga entre os filisteus (I Samuel 5), das mortes em Bete-Semes por sua profanação (I Samuel 6:19-20) e o castigo de Uzá (II Samuel 6) mostram que Javé se manisfestava por meio da arca independentemente de qualquer ritual humano.
Por isso, sua instalação em Jerusalém, por ocasião da conquista de Davi, não foi um mero ritual, mas sim a aprovação divina do reinado de Davi.
O Salmo 78 dá detalhes sobre a teologia da arca.
Monarquia
A monarquia em Israel era uma premissa divina (Jz. 8:23; I Sm. 8:7). O rei deveria manter a justiça, o padrão ético do decálogo.
No período dos juízes Javé convocava um libertador sob semanda para executar este propósito, porém o povo considerava a monarquia mais durável, desta maneira não haveria a necessidade de esperar um próximo libertador.
Não havia nada de errado em pedir um rei, pois era propósito de Javé que isso acontecesse (Dt. 17:14-20). Porém, foi a espectativa do povo de achar que o rei teria sucesso onde Deus não tivera que recebeu sua reprovação de Javé.
Veja em I Samuel 8:20 a perspectiva do povo sobre o primeiro rei de Israel e compare com o relato apresentado em I Samuel 17. A conclusão é que o rei não lutou as batalhas pelo povo, mas o Senhor venceu a batalha pelas mãos de Davi. Inclusive a recompensa que Saul oferece para quem lutar prova sua indisposição à luta.
O verdadeiro rei entendia que quem luta e vence é o Senhor, portanto a monarquia não substituía o governo de Deus, mas representava sua própria atuação no meio do povo.
A aliança davídica
A aliança de Javé com Davi é um tema imporante no Antigo Testamento, e suas implicações o transcendem, por isso temos de analisar três aspectos dessa aliança:
a) A promessa de Javé a Davi – A promessa de Javé feia a Davi é semelhante à promessa feita a Abraão. As tabela abaixo demonstra isso:
PromessaAbraãoDavi
Tornar o nome famosoGn. 12:22 Sm. 7:9
Dar terraGn. 12:72 Sm. 7:10
SegurançaGn 12:32 Sm. 7:10-11
De acordo com a tabela acima verificamos que a promessa de Javé a Davi é englobada pela promessa feita a Abraão, havendo uma espécie de subordinação daquela a esta.
A partir de 2 Sm. 7:12 temos uma distinção da promessa feita a Davi, quando menciona-se que o descendente de Davi seria seu sucessor, ainda que haja certa semelhança com a promessa de descendentes feita a Abraão. A descendência de Davi teria a oportunidade de ocupar o trono sucessivamente.
Embora a Bíblia mencione que esta aliança seria eterna, fica claro que, no caso da quebra desta aliança por parte do homem Deus também estaria desobrigado de cumprir sua parte. Para outros exemplos do uso do termo “para sempre” veja os seguintes textos: 1 Sm. 1:22; Dt. 15:17; Jr. 17:4. A promessa continha o aspecto da disciplina e não da rejeição como fora com Saul (2 Sm. 7:14). O texto de 2 Sm. 7:29 demonstra que Davi entendeu os termos da aliança quando pediu que Javé abençoasse sua sua descendência continuamente.
b) A natureza da aliança – O texto de 2 Samuel 7 não impõe condições à aliança davídica, mas observamos em outros textos que esta aliança estava sujeita à renovação de tempos em tempos, apresentando um caráter condicional: 1 Reis  2:4;  1 Reis 6:12; 1 Reis 9:4-5. Em 1 Reis 8:25 Salomão declara ter conhecimento da cláusula condicional da aliança feita a Davi. Este textos comprovam que o termo “para sempre” deve ser entendido como indefinido, isto é, por tempo indeterminado. Os registros bíblicos nos dão conta de que a promessa a Davi foi cumprida, mas, dali paa frente caberia a seu filho cumprir sua parte neste acordo.
c) Os impactos da aliança – A aliança foi anulda com a desobediência de Salomão? O texto de 1 Reis 11:32-39 trata sobre este assunto. Aqui vemos a bondade e graça de Deus, pois Salomão poderia ter seu reinado terminado, mas Javé, por amor a Davi, permitiu que Salomão fosse até o fim. Em 1 Reis 11:38 um acordo semelhante foi feito com Jeroboão, e aqui temos a reafirmação da promessa feita a Davi (ver 2 Crônicas 21:7 e Salmos 89) e o despontar da esperança messiânica, que traria a restauração da aliança davídica. Jeremias 33:14-22 é o texto no Antigo Testamento que tratará de forma mais clara sobre este tema: o messias que trará a renovação da aliança davídica. Durante todo este tempo não houve mais um rei davídico no trono de Israel, e o Novo Testamento reconheceu em Jesus o descendente de Davi que traria esta renovação, conforme Mateus deixa claro em seu evangelho. Ao satisfazer as condições que o Messias deveria ter, Jesus abre o caminho para o reino que será eterno.
Avaliação de Saul
Saul é conhecido em seu reinado, especialmente durante o destaque que o texto dá a Davi, como alguém invejoso e atormentado. Entretanto nem sempre el foi assim. A Bíblia o descreve antes de seu reinado como alguém tímido, sincero e agradável, ou seja, o tipo de pessoa que todos escolheriam para ser rei.
Em 1 Samuel 10:10 temos a informação de que o Espírito do Senhor o capacitou para reinar em Israel, contudo, em 1 Samuel 16:14 o Senhor retirou seu Espírito de Saul, que perdeu a capacidade divina de governar ao não tomar boas decisões e não preservar a justiça.
Porém, antes mesmo do Senhor ter tirado seu Espírito de Saul, podemos verificar que nem tudo estava bem com ele, pois, mesmo sendo sincero, sua espiritualidade era superficial. Ele mostrou isso quando desconsiderou a função de Samuel (1 Samuel 9:10-15). Temos este veredito também no episódio que ele oferece o sacrifício antes da batalha (13:8-12), e no qual deixa de executar o rei Agague (15:13-35).
Quando, ao final de sua vida, Saul recorre à medium de En-Dor (1 Samuel 28), fica provado que ele nunca entendeu alguns princípios fundamentais da teologia hebraica. Provavelmente Saul jamais entendeu que Javé era difierente dos deuses cananeus, que se deixavam manipular pelo sistema religioso. Ele não era diferente em nada de um israelita comum desta época, embora o rei, como representante de Javé ao povo, deveria ser diferente.
Avaliação de Davi
A tendência natural ao lermos os relatos bíblicos é desprezar a Saul e, em consequência desta reprovação, aprovar incondicionalmente a Davi. É certo que a percepção teológica de Davi era muito mais aguçada que a de Saul, contudo devemos saber que Davi cometeu erros gravíssimos.
Davi deixava-se levar pelo momento, sem refletir em suas consequências. A tabela abaixo ilustra bem este fato.
PecadoConsequênciaReferência
MentiraMorte de inocentes1 Samuel 21-22
RaivaRisco de assumir o trono1 Samuel 25
Conspiração internacionalMorte de civis1 Samuel 27
CobiçaAdultério e  Assassinato2 Samuel 11
Negligência paternaDesunião familiar2 Samuel 13 e 14
OrgulhoDevastação da nação2 Samuel 24
A despeito de todos esses erros, a Bíblia mostra o quanto Davi amava a Deus e fora leal com ele. A Bíblia mostra seu profundo arrependimento e o quanto ele prezava as leis de Javé. Por isso a opinião equilibrada do escritor dos livros de Samuel sobre Davi é prova de que estamos todos sujeitos ao pecado e à falta de bom senso, porém a devoção e o amor de Davi a Javé e sua Lei eram o seu diferencial.