quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Muito mais do que pérolas no Reino de Deus

“Ostra que nunca foi ferida jamais formará uma pérola”.
Muito mais do que pérolas no Reino de Deus tocha-olímpica-sobre-o-protetor-3813943.jpg

Em Mateus 13.44-50 está escrito:
“44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.
45 O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas;
46 e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra.
47 O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie.
48 E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins deitam fora.
49 Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos,
50 e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.
Mateus 13 é muito bem conhecido como o texto da “Semeadura”.
Fazendo menção ao capítulo citado, comparando o Reino de Deus, (ou dos Céus, é a mesma coisa) percebemos a maravilhosa Graça de Deus em três instâncias.
Primeiro no v.44 quando se diz que: “…O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu…”; perceba que o homem não tinha a intenção de buscar nada, não estava à procura, simplesmente “achou” um tesouro de grande valor quando talvez estivesse trabalhando a terra.
O segundo, diferentemente do primeiro, “procurava” boas pérolas e, um dia, como fruto de sua busca, encontra uma maravilhosa pérola de grande valor, vendeu tudo o que tinha para poder possuí-la. A terceira comparação fala de uma rede de arrasto que não é, de forma alguma, seletiva, ela simplesmente carrega tudo que encontrar pela frente, caranguejo, bagre, baiacu, pescada, linguado, lixo, camarão, etc. E só quando se fecha o cerco na praia é que os pescadores farão a seleção dos peixes bons dos ruins, do que tem valor e do que é lixo.
O espaço deste artigo é muito pequeno para poder expressar, com detalhes, as riquezas de tudo o que o Espírito Santo coloca em meu coração enquanto o redijo. Mas vamos lá!
O Senhor não tem prazer na morte dos ímpios, como nos afirma Ezequiel  18.23: “Afinal, teria Eu alguma alegria na morte do ímpio? Palavra de Yahweh, o Soberano Deus. Ao contrário, porventura não me dá muito prazer ver o ímpio converter-se dos seus maus caminhos e viver?Sendo assim, demonstrado nesta parábola.
Por Graça, a salvação, “o tesouro de grande valor”, se apresenta àqueles que não a buscam, como no caso do homem que, “por acaso” encontrou um grande tesouro. A salvação também contempla aqueles que a buscam, como o comerciante que “buscava” uma pérola de grande valor. Nos impressiona que, ainda, o Pai “arma uma Santa cilada” para “arrastar” o homem, feito sua imagem e semelhança, até Sua Santa presença.
Como eu, que não tinha esperança e nem perspectiva de poder um dia ser chamado de “Filho de Deus”, como um bagre mergulhado na lama existencial fui encontrado pela “rede de arrasto” do Evangelho que não faz acepção de pessoas, contudo nos dá uma nova chance de nos tornarmos melhores, nos leva à presença de Deus e nos presenteia com a Vida Eterna.
Gostaria de me ater ao segundo homem, o comerciante que buscava boas pérolas, e descortinar o mistério que se desenrola no íntimo de nosso ser, quando temos o encontro com o Evangelho de Cristo.
Uma pérola leva de cinco a oito anos para se formar. Tudo começa quando um pequeno grão de areia entra na ostra e começa a irritá-la. Ela, então, por processos naturais, cria uma cápsula de nácar(Substância dura, irisada, rica em calcário, produzida por alguns moluscos, no interior de sua concha, que é utilizada em bijuteria e marchetaria. (O nácar das conchas é feito de camadas planas, enquanto as pérolas finas, produzidas pelas ostras, são compostas por camadas esféricas e concêntricas feitas pelos mesmos elementos do nácar.))  ao redor do cisco irritante que vai crescendo  dia após dia. Quanto mais ela sofre com o corpo estranho dentro de si mais cresce a então grão de areia, que agora se transformara em “pérola”.
Muitos reis na antiguidade tinham prazer de segurar uma grande pérola nas mãos e ficar manuseando-a por longo tempo. Uma pérola só pode ser vista, utilizada ou manipulada pelos reis se a ostra que a produziu morrer. A pérola é a única gema que não precisa ser lapidada, do jeito que é encontrada ela será utilizada. Não existe nenhuma pérola igual a outra, elas são únicas.
A pérola é produzida através do sofrimento da ostra que vive mergulhada no fundo da areia ou lama no mar. Não se guarda uma pérola da mesma forma que se armazena ouro, prata ou pedras preciosas, elas devem ser espargidas com óleo e enroladas em papel. Você está entendendo?
O Senhor Jesus é o “comerciante” que procura por você, a pérola de grande valor. Quando ouvimos as Boas Novas do Evangelho e as Palavras de Vida Eterna entram em nossos corações, assim como o grão de areia que irrita a ostra, ela causa um grande impacto em nós. Nos “tira a paz”, pois as Palavras de Vida Eterna confronta nossa vã maneira de viver com a Nova Vida que o Pai quer gerar em nosso ser.
Para que esta pérola, também conhecida por “Nova Criatura”, possa ser gerada em nós teremos que amargar a dor das renúncias, lágrimas, desprezos, angústias, abandonos, traições, etc. Tal qual a ostra que, deve morrer, para que a pérola de valor possa surgir, o Senhor espera que morramos para este mundo, para que um Novo ser seja visto em nós.
Não precisamos nos comparar com ninguém, no Reino de Deus o verdadeiro valor da boa pérola está em sermos nós mesmos. Você é único. Só existe uma maneira de nos guardarmos do mal que tão de perto nos rodeia, assim como as boas pérolas devem ser envoltas em óleo para se conservarem, busquemos a unção constante do Espírito Santo de Deus.
Eu tenho certeza que estou falando com alguma ostra que foi ferida, desacreditada por alguém e, abandonada, se sente desvalida. Você está mergulhada, escondida nas profundezas da lama de seu viver, entretanto o “Bom Comerciante”, Jesus de Nazaré te encontrou e não existe lugar tão profundo, sujo ou inacessível que Ele não possa ir para te resgatar e trazer aos olhos de todos o brilho e o valor que Ele gerou dentro de ti.
Se hoje ouvires a voz do Espírito Santo, não endureçais o vosso coração.
Morramos para este mundo para que todos possam contemplar a Nova Criatura que foi gerada em nós. Jesus te ama, quer te salvar e te dar a Vida Eterna.

Por que não há perdão para o Diabo?

Precisamos nos remeter ao momento em que se deu a “queda” de satanás
Por que não há perdão para o Diabo? tocha-olímpica-sobre-o-protetor-3813943.jpg

A pergunta que usei como tema para este texto vem sendo feita por milhões de pessoas ao longo da historia da humanidade. Em nossos dias muitos, ao pensar sobre o assunto, o acham tão meticuloso e têm tanto medo de Deus, que acabam por negligenciá-lo. Todos os assuntos são passiveis de questionamentos dentro da Bíblia, pois, afinal de contas, ela não teme a verdade, porque é a própria verdade.
A pergunta acima poderia ter sido feita de outra maneira para ganhar outra conotação, como por exemplo: por que Deus não perdoa o Diabo? Ou ainda: por que o Diabo não é perdoado? Para me propor a responder tal questão, preciso lhe remeter ao momento em que se deu a “queda” do famigerado Diabo.
Em Ezequiel capítulo 28, a partir do versículo 11, está registrado de maneira bem clara – e numa linguagem comparativa ao que iria suceder com o rei de Tiro – como se deu a queda de Lúcifer (anjo de luz), que veio a se chamar Satanás (adversário), e que é mais conhecido como Diabo (acusador/caluniador).
O versículo 17 deixa claro que a soberba (“elevou teu coração”) tomou conta dele, de modo que ele ficou cheio de si, e, por isso, passou ver a Deus, e tudo o mais, a partir de uma perspectiva intra-pessoal, quando, por causa do modo como observou sua beleza, acabou corrompendo sua sabedoria, o que o fez pensar – como está registrado no capitulo 14, versículo 13, de Isaías: “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono (…)”– que poderia ser ainda maior que Deus, o que o fez incorrer em rebelião, tornando-o obstinado.
A obstinação é quando uma pessoa opta por agir de certa maneira, ainda que errada, e não abre mão de ser daquele jeito. Só para acrescentar, vale ressaltar o exemplo de Caim, que ao observar o mundo através de uma perspectiva pessoal e única, passou a odiar a seu irmão Abel, e, por mais que Deus o tenha aconselhado – como visto em Gn 4.7 ­–, ele não abriu mão de seu modo de perceber as coisas e continuou agindo erroneamente, de modo que foi capaz de tirar a vida de seu próprio irmão.
Depois do homicídio, Deus aparece a Caim e tenta tocar em sua consciência, perguntando onde estava seu irmão. Ao invés de se abater pelo erro cometido, esbravejou contra Deus dizendo que não era o guarda de seu irmão (o que foi uma primeira acusação contra Deus). Ao colocar tudo sobre pratos limpos, Deus impetrou um castigo ao fratricida, que continuou obstinado, ou seja, seguindo seu próprio caminho, e afirmou que Deus era injusto, quando falou que seu castigo era maior do que ele podia suportar.
Não diferente do Diabo e de Caim, muita gente age da mesma maneira obstinada, quando se coloca contra aquilo que Deus estabeleceu como justiça, como o meio proposto para se alcançar a salvação e etc. Diante do que foi exposto, nos cabe uma lição: Quando surgir uma revolta em seu coração contra Deus, não nutra ela, pois pode gerar obstinação. Quando pensar que pode viver independente de Deus, não siga tal caminho, pois ele o levará à rebelião, e à obstinação também.
“Quão maravilhosas são as tuas obras, ó Eterno, e insondáveis os teus desígnios!” (Sl 95.2).

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Número recorde de judeus brasileiros volta para Israel


ONU pode entregar Muro das Lamentações aos palestinos  


O jornal Jerusalém Post, um dos mais influentes de Israel, deu destaque nesta terça (8) ao número recorde de judeus brasileiros imigrando para o Estado judeu.
Segundo a reportagem, a motivação deles não é o antissemitismo enfrentado por judeus em muitos outros países, mas a opção de escaparem da crise atual e, sobretudo, da violência urbana.
A imigração para Israel, ou aliyah, a partir do Brasil mais do que dobrou nos últimos quatro anos, de 191 em 2011 para mais de 400 este ano. Para efeitos de comparação, o crescimento médio da aliyah da América Latina, no mesmo período, foi de apenas 7%.
Embora tenha aproximadamente a metade da população judaica da vizinha Argentina, o Brasil foi o país latino que enviou mais imigrantes para Israel por dois anos consecutivos. Calcula-se que 120.000 judeus vivem no Brasil. No ano passado foi fundada a Beit Brasil, organização não governamental sediada em Israel para ajudar os brasileiros que pretendem mudar para Israel.
O jornal entrevistou vários brasileiros que optaram em viver em Israel, mostrando que a preocupação da maioria é um “futuro melhor”.  Embora viver em solo israelense signifique conviver com a constante ameaça por parte dos palestinos, os brasileiros acreditam que estão mais seguros por lá do que no país em que nasceram.
Para o Jerusalém Post, o Brasil é “um dos países mais sangrentos na Terra”, lembrando as estatísticas de que mais de 58.000 pessoas tiveram uma morte violenta por aqui em 2014. O analista Robert Muggah, declara: “Mais pessoas são mortas a cada ano no Brasil por meio da violência intencional do que em qualquer outro lugar do planeta, incluindo a maioria das zonas de guerra do mundo combinados”.
O jornal também mostra como a crise econômica que se acentua está estimulando os judeus brasileiros a procuraram uma estabilidade maior. Afinal, a volta da inflação, a desvalorização do real frente ao dólar e o desemprego galopante criam grande incerteza do que ocorrerá no país.

Volta profética

Não são apenas brasileiros que continuam aumentando os índices da aliyah. Em 2014, 26.429 imigrantes judeus chegaram a Israel. Um grande salto comparado aos 19.012 de 2013. A expectativa é que 2015 termine com um aumento de mais de 40% em comparação ao ano anterior.
A origem da maioria dos olim, como são chamados os judeus que regressam a Israel, é:  Ucrânia (26%), França (25%), Rússia (21%) e Estados Unidos (9%).
De acordo com o Times of Israel, no primeiro semestre de 2015 vieram 3.756 judeus da Rússia e da vizinha Ucrânia quase 6 mil. Um aumento de 52% em comparação a 2014.
Eles estavam fugindo do clima de guerra entre os dois países. Após os atentados na França no mês passado, centenas de judeus franceses encaminharam os documentos para imigrarem para Israel. Mas a grande surpresa desse ano foi a aprovação da aliyah de 9000 etíopes, que constituem o maior bloco étnico. Segundo a tradição, os judeus vivem na Etiópia há 3000 anos, desde a época do reinado de Salomão.
Para os estudiosos de profecias, é significativo que esses números aumentem tanto num ano em que os rabinos vem falando repetidas vezes que a chegada do Messias se aproxima. O rabino Chaim Kanievsky, uma das maiores autoridades do judaísmo ultra ortodoxo, tem pedido que todos os judeus voltem para Israel o mais rapidamente possível. O entendimento é que essa é uma ação espiritual que marca a vinda do Messias judeu.

O templo de Mica

Se existe uma atividade que deixa o Senhor irado é a idolatria.
O templo de Mica  
Havia um homem chamado Mica, dos montes de Efraim,
que disse certa vez à sua mãe: “Os treze quilos de prata que lhe foram roubados e pelos quais eu a ouvi pronunciar uma maldição. Na verdade a prata está comigo; eu a peguei”. Disse-lhe sua mãe: “O Senhor o abençoe, meu filho! ” Quando ele devolveu os treze quilos de prata à mãe, ela disse: “Consagro solenemente a minha prata ao Senhor para que o meu filho faça uma imagem esculpida e um ídolo de metal. Eu a devolvo a você”.
Mas ele devolveu a prata à sua mãe, e ela separou dois quilos e quatrocentos gramas, e os deu a um ourives, que deles fez a imagem e o ídolo. E estes foram postos na casa de Mica.
Ora, esse homem, Mica, possuía um santuário, e fez um manto sacerdotal e alguns ídolos da família e pôs um dos seus filhos como seu sacerdote.
Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo.
Se existe uma atividade que deixa o Senhor irado é a idolatria.
A idolatria se conceitua em adoração a ídolos, ato de prestação de culto divino a criaturas, amor cego, paixão exagerada. A veneração também se classifica como idolatria, pois outro ser está ocupando um lugar que pertence única e exclusivamente a Deus.
Segundo a Bíblia Shedd, sobre Jz. 17:1. “Os capítulos 17-21 distinguem-se dos demais do livro de Juízes. Não obedecem qualquer sequência cronológica. Os acontecimentos não tem indícios de data. A seção é um apêndice do livro.”
O protagonista do capítulo 17 do livro de Juízes é Mica, cujo nome significa: “Quem é como Jeová” ou “Aquele que se parece com Jeová”, verdadeiramente um nome de peso. Infelizmente este personagem nos trará lições preciosas de como a idolatria pode cegar o homem no tocante a vida espiritual e também pode dar início a uma jornada de sincretismo religioso e doutrinas heréticas.
Pelo contexto entendemos que Mica e sua casa eram judeus, entretanto serviam aos falsos deuses e também ao Senhor. Era uma época sem liderança em Israel, “cada um fazia o que lhe parecia certo.” (v.6)
Mica havia roubado treze quilos de prata de sua mãe. Por isso dia e noite ele a ouvia amaldiçoando o ladrão em nome dos deuses cananeus. Amedrontado, ele, então, confessa o furto. Sua mãe, tentando neutralizar a mandinga resolve, então, fazer uma imagem de fundição e uma esculpida dos ídolos que eram devotos. Tipo uma negociação para neutralizar as maldições que havia proferido.
Era comum entre os judeus desviados cultuarem a deuses domésticos chamados de “Terafins” ou “Baalins”. Estes podiam ter o tamanho de uma estatueta de uns dez centímetros até a medida de um ser humano natural.
Mica coloca as imagens em seu santuário particular, faz uma vestimenta imitando a dos sacerdotes do Senhor e consagra seu próprio filho como o sacerdote do “panteão” (Lugar onde antigamente os Gregos e Romanos depositavam seus deuses).
De acordo com os oráculos do Senhor, o sacerdote deveria ser um levita e passar por todo o ritual de consagração com água, óleo e sangue, para poder exercer sua função. Não vemos nada disso acontecer com o filho de Mica, foi consagrado simplesmente porque era seu filho.
Vergonhosamente assistimos esta mesma atitude quando, em algumas igrejas, ao substituírem pastores que estão jubilando, não se ora mais para o Espírito Santo dirigir na escolha do candidato, descaradamente aplicam o nepotismo e apadrinhamento colocando pessoas despreparadas e sem chamado ministerial para posições de destaque na igreja.
Quando olhamos para a origem de algumas igrejas denominadas “Cristãs Evangélicas” e percebemos seus cultos completamente desfocados dos parâmetros Bíblicos, testificamos que este sacerdócio estabelecido por Mica ainda prevalece até hoje.
Seguindo o significado do próprio nome, Mica. “aquele que se parece com Jeová”, são movimentos que à primeira vista pode até ser classificado como “Igreja do Senhor”, mas quando observamos o cerne concluímos que não passam de mais um antro herético de abominações, idolatrias e perversões, completamente desconectados das verdades do Evangelho de Jesus.
Algumas até com Templos suntuosos e onde procuram ressuscitar os cultos da época da Lei, os utensílios, vestimentas, e rituais que eram meros símbolos do que se cumpriu em Cristo Jesus. Não passando de um culto herético. Parecem ser de Deus mas não são.
O pior é quando igrejas históricas, que tinham um perfil doutrinário alinhado com as Santas Escrituras, que entraram no caminho de Mica, se transformam em mais uma agência do inferno.
Nada está tão ruim que não possa piorar mais um pouco. Na sequencia, nos é dito no texto que, do nada, aparece um levita vindo de Belém de Judá, seu nome era Jônatas, filho de Gerson e neto de Moisés, o rapaz tinha “Pedigree”. Mica lhe pergunta: Donde vens? E ele lhe respondeu: Sou levita de Belém de Judá, e vou peregrinar onde achar conveniente.”(v.9)
De vez em quando bate em nossa porta um “Levita” de “Pedigree”  procurando um lugar que lhe seja conveniente, que tenha sombra e água fresca, um lugar que tenha empresários novos convertidos que possa enganar com profetadas, irmãzinhas encalhadas e desconsoladas que ele possa trazer algum conforto lascivo, líderes que não conheçam Bíblia que ele possa enganar e crentes generosos que ele venha tirar proveito. São aqueles que dizem viver da fé, só que é da fé dos outros.
Acredito que o Senhor chame homens e mulheres para uma obra exclusiva sim, mas isto é para os poucos fiéis e não para vagabundos aventureiros.
Imagine o que se passou pela cabeça de Mica, ele já tinha um santuário particular, um sacerdote e agora sentia-se “abençoado” por um “Levita” original, neto do próprio Moisés ir bater em sua porta. Só pode ser Jeová neste negócio!
Não se engane!
Este “levita” não poderia ser consagrado, pois era muito novo, segundo Numeros 8.24 para oficiar diante do Senhor deveria ter mais de vinte cinco anos; não havia passado pelo processo de consagração pública, não poderia servir em um sistema sacerdotal separado; não pertencia à família de Arão e o Senhor não chama desocupados para a Sua Obra.
O fim da história de Mica é triste, como a história de muitos que se enveredaram pelo seu caminho. Mica perdeu o Sacerdote, lhe roubaram os ídolos e o manto. Na rapidez que começou seu ministério profano o viu terminar.
Que o Senhor nos guarde de entrar por esta vereda.

Mara, o lugar das águas amargas

22 Depois Moisés conduziu Israel desde o mar Vermelho até o deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto...
Mara, o lugar das águas amargas 

22 Depois Moisés conduziu Israel desde o mar Vermelho até o deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água. 
23 Então chegaram a Mara, mas não pude­ram beber das águas de lá porque eram amargas. Esta é a razão porque o lugar chama-se Mara. 
24 E o povo começou a reclamar a Moisés, dizendo: “Que beberemos?” 
25 Moisés clamou ao Senhor, e este lhe indicou um arbusto* (Um pedaço de lenha). Ele o lançou na água, e esta se tornou boa. Em Mara o Senhor lhes deu leis e ordenanças, e os colocou à prova, 
26 dizendo-lhes: “Se vocês derem atenção ao Senhor, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura”. 
27 Depois chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e acamparam junto àquelas águas. (*Algumas versões traduzem por lenha, madeira ou arbusto)
Israel vinha de uma jornada terrível de perseguição dos egípcios. Puderam, uma vez mais, testemunhar o grande poder do Senhor  יחוח “IHWH” (Jeová) ao derrotar os seus inimigos no Mar Vermelho.
Uma grande euforia contagia todo o povo que festejam ao ritmo de danças e pandeiros. Eles estavam em meio ao deserto cumprindo uma determinação de Deus em Êxodo 3.18 :
 “Eis que os anciãos, as autoridades de Israel, te darão ouvidos, atenderão à tua convocação e seguirão contigo até o rei do Egito, e lhe comunicarás: ‘Yahweh, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Agora, pois, deixa-nos ir pelo caminho de três dias de marcha, adentrando o deserto, a fim de oferecermos nossos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus!”
Eu fico tentando entender a mente de nosso Senhor. Como pode alguém preparar uma festividade no meio de um deserto escaldante? Para complicar, nos é dito que já estavam no terceiro dia e se abate a primeira crise, faltou água. Segundo as normas de sobrevivência, um ser humano saudável aguentaria sete dias sem se alimentar e no máximo três sem água. Observamos que Israel, provavelmente no final do terceiro dia, ou início do quarto, finalmente encontram o tão precioso líquido, a água. Todavia insta-la-se um problema, a água encontrada não pôde ser degustada pelo fato de ter um sabor amargo. Quando percebemos cada cena deste episódio entendemos como se identifica com a história de cada um de nós.
Ao entregarmos nossas vidas ao Senhor Jesus Ele nos tirou de nosso Egito existencial, onde por muito tempo passamos escravizados e sendo atormentados pelo Faraó que é o diabo, o príncipe deste mundo. O Salvador nos prometeu que, ao sairmos do vil lugar, haveríamos de passar provas, perseguições e angústias, entretanto a ordem que Ele nos deu foi permanecermos firmes, pois estaria conosco até o fim. O deserto que atravessamos hoje é cruel, sanguinário e não poupa os sem propósitos. Em muitas circunstâncias parece até que fomos abandonados à própria sorte. Nos vemos perseguidos, sem esperança, aflitos e num estágio mais grave, sem água.
Amados, não cometamos o mesmo erro de Israel quando murmurou, pois o Senhor jamais nos levará a um lugar em que Ele não poderá cuidar de nós.
No momento de maior desespero e necessidade, a água, o povo encontra um manancial  amargoso. Por que o Senhor complica tanto a nossa vida? Isto acontece por toda a Bíblia. Um exemplo foi a chamada do patriarca Abraão. Por que Jeová não escolheu um rapaz mais novo para a missão patriarcal? Que fosse casado com uma mulher que tivesse condições plenas para engravidar? Não! O Eterno chama um homem com mais de setenta anos que era marido de uma senhora estéril e que pra complicar faz a promessa de concepção ocorrer quando Sara já tinha quase cem anos! Sinceramente Paulo, o apóstolo, deve ter passado por esta mesma situação. Veja o que ele declara na epistola aos Romanos 13.33-35:
“…Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Pois, quem conheceu a mente do Senhor? Quem se tornou seu conselheiro? Quem primeiro lhe deu alguma coisa, para que Ele lhe recompense? …”
Bem vindo à escola de Jeová.
O povo, então, se desespera e vai reclamar a Moisés: “- Queremos água!”
Moisés clama ao Senhor que  lhe mostra um pedaço de lenha.
Moisés joga o pedaço de madeira nas águas amargas e imediatamente elas são curadas.
Vemos aqui uma das mais lindas figuras proféticas da Bíblia. Águas nos falam de povos, nações e línguas; a humanidade em geral. Esta, sem Cristo, está mergulhada na desesperança, dor, angústia e estão “amargando” uma vida completamente distante do Senhor. O homem sem Cristo vive buscando um substituto para poder amalgamar a cratera de suas indagações e sede do Criador. Amós, o profeta, já dizia no capítulo 8.11: “Eis que estão chegando os dias”, previne o SENHOR, Adonai, “em que mandarei a fome sobre toda esta terra; não simplesmente a fome por comida, nem a sede de água; mas a fome e a sede de ouvir e se alimentar da Palavra do SENHOR.
Só existe uma maneira de curar as águas, só há uma maneira de transformar o homem, o lenho, a Cruz, a fé no sacrifício de Jesus no madeiro.
O efeito do arbusto na água foi instantâneo, e uma vez tendo curado as águas o Senhor, então lhes deu suas ordenanças e em seguida suas promessas.
Deus sempre vai colocar à prova nossa fidelidade. Sempre passaremos pelo fogo da provação do deserto, mas uma coisa é certa, aqueles que forem aprovados receberão a Coroa da Vida, serão curados, transformados e poderão se fartar nas fontes de Elim e descansar sob suas palmeiras.
Depois chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e acamparam junto àquelas águas. (v.27)
Se você está sedento em meio ao deserto da provação, venha a Cristo e serás salvo tu e a tua casa.

Gibeonita, o “crente migué”

Que o Senhor tenha misericórdia da tua alma.

Gibeonita, o “crente migué” 
Em Josué capítulo 9 se lê:
“…E os moradores de Gibeom, ouvindo o que Josué fizera com Jericó e com Ai,
Usaram de astúcia, e foram e se fingiram embaixadores, e levando sacos velhos sobre os seus jumentos, e odres de vinho, velhos, e rotos, e remendados;
E nos seus pés sapatos velhos e remendados, e roupas velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento. E vieram a Josué, ao arraial, a Gilgal, e disseram a ele e aos homens de Israel: Viemos de uma terra distante; fazei, pois, agora, acordo conosco…”
 (Josué 9:3-6)
Este nosso pão tomamos quente das nossas casas para nossa provisão, no dia em que saímos para vir a vós; e ei-lo aqui agora já seco e bolorento; E estes odres, que enchemos de vinho, eram novos, e ei-los aqui já rotos; e estas nossas roupas e nossos sapatos já se têm envelhecido, por causa do mui longo caminho. (Josué 9:12,13)
18 E os filhos de Israel não os feriram; porquanto os príncipes da congregação lhes juraram pelo Senhor Deus de Israel; por isso toda a congregação murmurava contra os príncipes.
22 E Josué os chamou, e falou-lhes dizendo: Por que nos enganastes dizendo: Mui longe de vós habitamos, morando vós no meio de nós?
23 Agora, pois, sereis malditos; e dentre vós não deixará de haver servos, nem rachadores de lenha, nem tiradores de água, para a casa do meu Deus.
24 Então responderam a Josué, e disseram: Porquanto com certeza foi anunciado aos teus servos que o Senhor teu Deus ordenou a Moisés, seu servo, que a vós daria toda esta terra, e destruiria todos os moradores da terra diante de vós, tememos muito por nossas vidas por causa de vós; por isso fizemos assim.
25 E eis que agora estamos na tua mão; faze-nos aquilo que te pareça bom e reto.
26 Assim pois lhes fez, e livrou-os das mãos dos filhos de Israel, e não os mataram.
27 E naquele dia, Josué os fez rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação e para o altar do Senhor, até ao dia de hoje, no lugar que ele escolhesse.
No Rio de janeiro, bem como em algumas outras localidades do Brasil, existe uma terminologia bem interessante que é classificar alguém ou uma atitude de “MIGUÉ”.
O “MIGUÉ”, então, é uma gíria que retrata uma forma evasiva de lidar com situações adversas, em que o sujeito da ação, por qualquer razão que seja, procura escapar de suas responsabilidades, mentir, se dar bem, enrolar, trapacear ou dar alguma justificativa descabida, para conseguir seus objetivos, que sempre beneficiam a eles próprios. Pronuncia-se “dar um migué” ou “dar uma de migué .
No texto acima Israel vinha de uma série de conquistas, Jericó e Ai. Deus havia determinado que tomassem a terra e eliminassem os povos idolatras da região. Houve , então, uma grande mobilização por parte de todos as nações inimigas, pois sabiam que o Senhor entregaria a Israel todas os seus territórios cedo ou tarde. Entretanto havia um povo que habitava na região e tinham certeza que não prevaleceriam contra o Deus de Israel.
Resolvem encenar uma mentira esfarrapada. Arranjam algumas roupas velhas e rasgadas, sandálias desgastadas, utensílios envelhecidos e pães embolorados para dar maior credibilidade ao embuste.
Se aproximam do acampamento dos hebreus e dizem vir de muito longe e que foram aconselhados por seus superiores a fazerem uma aliança de paz com Israel, pois sabiam que o Deus de Moisés havia ordenado que matassem todos os povos de Canaã e que tomassem suas terras. Bem, a trama foi descoberta e Josué ficou irado e os amaldiçoou. Não os podia matar, pois na sua falta de vigilância fez uma aliança com os Gibeonitas sem consultar ao Senhor.
Estes se tornaram rachadores de lenha e tiradores de água para o altar do Senhor. Josué foi vitima de um “MIGUÉ”  teve que aturar conviver com o inimigo em sua própria nação.
Trazendo para nossos dias, os “Gibeonitas MIGUÉ” continuam a atuar em nosso meio.
Quando vejo alguém com feições de um cristão, vestido e falando como tal, mas com uma vida que não condiz com aquilo que transparece, é um “Crente MIGUÉ”.
Me torno um “Crente MIGUÉ” quando frequento aos cultos não com a intenção de adorar e agradecer ao Senhor, mas simplesmente porque se não for não serei visto, e se não for visto pelo pastor, perderei a minha separação ao ministério.
O  “Crente MIGUÉ” é amante da mentira, só que ele se esquece que para se sustentar um engano outras inverdades precisam ser geradas. Entretanto cuidado “Crente MIGUÉ”, ninguém consegue enganar para sempre, você se lembra do que falou Abraham Lincoln?
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.”
O “Crente MIGUÉ” nunca demonstra quem verdadeiramente ele é, ele sempre vive um personagem, sempre tem uma estória comovente para ser aceito onde ele for.
O “Crente MIGUÉ”  aparenta sempre humildade exterior, assim como os Gibeonitas,  contudo não pensam duas vezes para colocarem em ação seus intentos diabólicos.
“Crente MIGUÉ”, assim como os de Gibeon do texto, não vem para nosso arraial porque amam ao Senhor e suas promessas, mas para usufruir daquilo que o “estar entre nós” possa lhe proporcionar.
O “Crente MIGUÉ”  mentiroso, é comprometido, todavia vive como se não fosse, pois sabe que no arraial sempre haverá a oportunidade de encontrar alguém, exatamente como ele, carnal, pronto para viver uma aventura lasciva, para Gibeonita nenhum botar defeito.
O “Crente MIGUÉ” pode ser um pastor, um líder, um jovem, uma dirigente de oração ou coral, ele não faz acepção de pessoas, sabe por que? Porque ser um “Crente MIGUÉ” é ser possuído por um espírito mal controlado e direcionado por seu próprio dominador, o pai da mentira.
O “Crente MIGUÉ”, não visita ninguém, não se solidariza com quem chora, não vai levar uma mensagem de amor aos irmãos hospitalizados, não doa daquilo que lhe sobeja, claro, ele só pensa em si mesmo.
“Crente MIGUÉ” não ora, não lê Bíblia, não jejua, enfim ele é uma farsa, por isso foi amaldiçoado por Josué.
Pelo menos os Gibeonitas rachavam lenha e levavam água para lavar o altar do Senhor, e você, “Crente MIGUÉ”, nem para isso serve.
Que o Senhor tenha misericórdia da tua alma.

Um caso de violência contra cristãos ocorre por dia na Índia

Relatório de grupo hindu afirma que nos últimos 10 anos, fora “reconvertidos” mais de 500.000 cristãos.
Um caso de violência contra cristãos ocorre por dia na Índia 

Ataques contra cristãos na Índia foram relatados quase todos os dias de 2015, afirma o relatório de ONG. “O país viu 355 incidentes de violência, incluindo 200 grandes incidentes, durante o ano passado”, explicou Joseph Dias, do Mumbai Catholic Secular Forum, em entrevista ao site da World Watch Monitor.
O relatório anual do grupo, lançado em meados de janeiro, concluiu que “simplesmente não é seguro” ser cristão na Índia. Diante do descaso do governo, pelo menos sete pastores foram mortos ano passado. Além disso, dezenas de freiras foram estupradas e centenas de cristãos acabaram presos por causa das leis anti-conversões.
O caso mais emblemático é de um casal de cegos e seu filho de três anos de idade. Eles foram detidos pela polícia no distrito de Dhar, em Madhya Pradesh, acusados de violar a lei que proíbe conversões através de “sedução” ou “força”. Mesmo sem provas, apenas com acusações de ‘testemunhas’ ele ficaram várias semanas na cadeia, explica o pastor Suresh Mandlo.
O World Watch Monitor atribuiu o aumento de incidentes contra os cristãos ao Bharatiya Janata Party [Partido do Povo Indiano], que assumiu o poder em algumas regiões do país. “O Bharatiya encorajou os grupos nacionalistas hindus”, disse Dias, do Mumbai Forum. Ele lembra que episódios recentes envolveram também líderes cristãos estrangeiros que trabalham na Índia.
“O discurso do ódio está se aumentando e abrindo caminho para atrocidades”, acrescentou.
Ao mesmo tempo, o Vishwa Hindu Parishad [Conselho Mundial do Hinduísmo], divulgou que estava realizando muitas “reconversões” de pessoas que haviam abandonado o hinduísmo para se tornar cristãos e estariam voltando a antiga fé. O relatório do grupo hindu afirma que nos últimos 10 anos, fora reconvertidos mais de 500.000 cristãos.
O ativista cristão John Dayal disse World Watch Monitor que esses números devem ser questionados, pois muitos estavam sendo forçados e ameaçados. “Essas estatísticas são produtos de mentes febris e uma ideologia falida. Seu propósito real é político e aguça a polarização contra as minorias religiosas, e especialmente a comunidade cristã “, enfatizou.
Dayal lembra do importante trabalho social dos cristãos na Índia, um país com um alto índice de miséria.
O pastor Vijayesh Lal, diretor da Comissão de Liberdade Religiosa da Associação Evangélica da Índia, disse que a violência contra os cristãos é uma questão bastante antiga, mas tem piorado muito recentemente.
Os líderes temem que ocorra uma nova onda de violência anticristã no país, como a de 2008, quando 300 igrejas e 6.000 casas de cristãos foram saqueadas e incendiadas, deixando cerca de 50.000 cristãos desabrigados.